sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Consequencia do descaso


 
Não dá para manter contidas
As palavras que estão no pensamento
Pois elas refletem um sentimento
De tristeza que não ficam reprimidas.
 
Encontrar culpados ou inocentes
Pela violência que está ocorrendo 
Terror espalhando medo a tanta gente
Uma sociedade perdida se escondendo.
 
Porém, é preciso dizer que nada é por acaso
Este pânico é não é um fator isolado.
É a ausência e omissão por anos do Estado
Ou seja, é uma consequencia do descaso.
 
Uma cidade tão linda, de povo maravilhoso
Não merece tão descalabro acontecimento
Mas, às vezes é preciso passar por momentos 
Para  aprendizados e ter um futuro fulguroso.

Ataíde Lemos

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Terrorismo no Rio de Janeiro



Durante estes últimos anos o governo do Rio de Janeiro vem combatendo a violência em duas frentes, uma é procurando promover políticas sociais com as Unidades de Policias Pacificadoras (UPPs) e a outra é através da violência, ou seja, estão entrando nos morros e matando para depois perguntar se o morto é bandido ou cidadão de bem. Infelizmente, muitos moradores inocentes das comunidades carentes estão sendo mortos pela policia. O governo “deixou de lado a policia de inteligência” para o enfrentamento dos bandidos a céu aberto, ignorando as pessoas de bem que moram nestas localidades, são tiroteios a todo o momento e salve-se quem puder.

Certamente, esta política de violência adotada pelo governo começa a surgir efeito contra a própria sociedade carioca indistintamente. Os bandidos estão aterrorizando não somente os moradores das comunidades, mas toda população do Rio devido ela também ter apoiado tal política.

Durante este atual governo, não sei se é correto dizer que a sociedade teve uma sensação de segurança, pois os noticiários foram sempre recheados de crimes, de arrastões, no entanto como a atuação do governo foi partir para o confronto, talvez a manchete nem foi tanto, pois durante alguns anos quem matou foi mais a policia. No entanto, o crime foi se organizando e procurando outras formas de enfrentar a policia e hoje estamos vendo o resultado neste Estado que se encontra numa guerra civil.

Não sou especialista no assunto, mas acredito que nem precisa ser para analisar e deduzir que a melhor forma de diminuir a violência que se instalou no Rio de Janeiro passa por dois fatores importantes; um certamente é continuar a fazer um trabalho social pacificando as comunidades, ou seja, o Estado sendo presente com políticas sociais, culturais e de educação promovendo assim os cidadãos das comunidades, projeto este que é em longo prazo. O outro é a policia de inteligência, ou seja, através de uma policia de inteligente prender os lideres criminosos sem shows de pirotecnia da policia, matando pessoas inocentes. Às vezes fica nítido que a população das comunidades têm mais medo do Estado que dos bandidos, tamanha violência que o Estado tem imprimido, matando pessoas inocentes juntamente com os criminosos.

Se por um lado, o governo agindo com uma política violenta procura inibir o crime, por outro, o crime está usando o terrorismo para criar a sensação de insegurança de toda população carioca como também está manchando a imagem do Rio de Janeiro para o mundo, num momento que o governo procura vender uma imagem de que o Rio é uma cidade segura, no entanto as cenas falam por si só.

Atribuir-se que toda esta onda de terrorismo é ordenada de condenados que cumprem penas em presídios federais não é bem verdadeira, realmente, podem sair alguns comandos de lá, no entanto, é muito prematuro atribuir toda esta onda de terrorismo a eles, pois se assim fosse, há muitos outros condenados de alta periculosidade e comandantes de facções do crime de diversos Estados cumprindo pena nestes presídios e no entanto, o que está ocorrendo no Rio de Janeiro é uma situação localizada.

Em suma, é muito triste vermos pela mídia ao ponto em que chegou o Rio de Janeiro. Um Estado maravilhoso, bonito por natureza, de um povo ordeiro e prestativo, porém vivendo nesta guerra civil que parece não ter fim, apenas tréguas.

Ataíde Lemos
Poeta e escritor

sábado, 20 de novembro de 2010

Preconceito racial II



Hoje sou livre como você
Mas, quanto já sofri
Quanto meus pais
E todos ancestrais
Foram torturados
Mortos, açoitados
Jogados em senzalas
Tratados pior que animais!

Olho pra você e para mim
Vejo que somos iguais
Nada nos diminui um do outro;
Buscamos os mesmo ideais
Amor, justiça, paz, igualdade
Respeitando as adversidades.

O preconceito é fruto da ignorância...
Que para alguns é ausência de educação
Já para outros,
É sentimento de superioridade
Que também não deixa
De ser uma ignorância na verdade.
Ataíde Lemos

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Bandeira Nacional




No alto do mastro tremula a bandeira nacional 
Em suas cores os símbolos da pátria trazem
O verde das matas; belezas desta terra sem igual 
Verde, das esperanças que não se desfazem. 
 
No azul entre estrelas o céu vem simbolizar
Como o encanto do mar, o azul lembrar nos faz
Mas, das quatro cores, uma dela há de destacar
O branco; símbolo maior, desta gente de paz.
 
Cada estrela representa uma Unidade da Federação
Da América do Sul, destaca-se como maior Nação
Maravilhosa, incomparável, sem outra semelhante.
 
Ordem e Progresso; frase que merece atenção 
Pois, é o sentimento de gente valente e guerreira 
Oh! Amada e adorada bandeira brasileira.

Ataíde Lemos

sábado, 6 de novembro de 2010

Desequilíbrio entre Poderes



Com as novas eleições o Brasil vive uma realidade perigosa devido ao desequilibro entre os poderes Legislativo e Executivo e aqueles que tem certo nível de escolaridade sabiam desta possibilidade, portanto, os que elegeram estes políticos no plano federal são responsáveis pelo que acontecerá com o Brasil. Foi falado varias vezes sobre este perigo, porém a paixão e o jogo de palavras dos candidatos foram mais sedutores. Portanto, enquanto a sociedade não ver uma eleição de maneira racional, coisa que acredito nunca acontecerá, à sociedade não vai evoluir sistematicamente na democracia , ou seja, será de idas e voltas.

Primeiramente, para fortalecimento da democracia é fundamental que haja equilíbrio entre os poderes Executivo e Legislativo, sem este equilíbrio de forças, fica vulnerável tanto a governabilidade quanto à democracia, pois um governo fraco no Legislativo não consegue aprovar projetos de interesse público como também um governo que tenha uma maioria absoluta ou constitucional implementa leis de seu interesse e não da sociedade. Porém um governo que possui um equilíbrio no Parlamento precisa negociar. A palavra “negociação” é a que rege uma política.

Inúmeros exemplos negativos se têm do desequilibro entre os dois Poderes (Legislativo e Executivo), seja a nível estadual ou municipal como corrupção exagerada ou aprovação leis que vão contra o interesse da população. No entanto, no caso de Estados e municípios ainda há a Constituição Federal que pode revogar e inibir abusos.

Porém, quando existe um desequilíbrio na esfera Federal, isto é, o governo tem maioria constitucional dos parlamentares não há como reverter a situação, pois são eles (parlamentares) que manipulam a Constituição Federal, ou seja, é o Legislativo juntamente com o Executivo quem determina quais leis a sociedade terá que cumprir. Recentemente tivemos um caso clássico na Venezuela, onde Hugo Chaves possuía maioria do parlamento e aprovou tudo que lhe era conveniente.

Pois bem, após as eleições (2010) a realidade politicamente brasileira ficou constituída da seguinte forma: Dilma e o PT conseguiram fazer a maioria constitucional no Congresso, ou seja, a sociedade deu ao PT e Dilma, um chegue assinado em branco para fazer o que desejar com o Brasil. Para criar leis e governarem segundo seus interesses, esta é a realidade nua e crua que se configurou nas urnas.

Já começamos a sentir o reflexo deste cheque em branco com a recriação da CPMF que certamente ocorrerá. Não há duvidas que esta é uma decisão do Executivo, mas transferindo a responsabilidade para o Parlamento com apoio de parte dos governadores. No entanto, quem assumirá o ônus da impopularidade será o Congresso Nacional e o governo apenas sancionará como se estivesse cumprindo uma decisão da sociedade. A volta da CPMF, é uma derrota da sociedade que através do esforço de senadores da oposição foi derrubado e toda sociedade saiu ganhando, pois durante o período que ela vigorou a saúde não melhorou em nada e com sua derrubada não ficou pior, pois, a saúde já era ruim, no entanto, o governo perdeu, pois arrecadou menos.

A questão da CPMF é apenas um exemplo de que País deverá enfrentar devido o desequilíbrio de forças entre os Poderes Legislativo e Executivo. No entanto, sabemos que há situações mais complexas como, por exemplo, o PNDH-3, onde há vários artigos que atentam tanto a democracia quanto às questões de ordem religiosa e também a social no que tange a invasão de terras.

Em suma, este é o País que construímos por aqueles que votaram em Dilma . A partir de agora a única coisa que podemos fazer é rezar. Orar para que Deus toque coração da presidente, porque o futuro do País está nas mãos dela.

Ataíde Lemos

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Venda pequena de livros de escritores brasileiros


Mais de 80% dos livros vendidos no Brasil são de escritores estrangeiros e apenas 20% são de autores brasileiros. Então fica a pergunta: por que este disparate percentual de venda entre escritores estrangeiros em relação aos nacionais?

Pois bem, gostaria de colocar meu ponto de vista sobre esta triste estatística desproporcional, que coloca autores brasileiros num grau muito abaixo do que realmente estão.

Destaco primeiramente a questão das editoras. A grosso modo é preciso dizer que editoras visam lucros e não são caçadoras de talentos. Enfim, elas apenas lançam novos autores quando têm a certeza de lucros, pois de certa forma, lançam escritores que já tenham nome amplamente divulgado na mídia. Portanto, as editoras publicam nomes nacionalmente conhecidos independentemente serem escritores de fato ou não. Certamente esta estratégia empobrece substancialmente a literatura brasileira.

Partindo desta primicia não dá para competir literariamente com grandes escritores estrangeiros, com uma literatura brasileira de péssima qualidade. Infelizmente, esta é uma realidade. As grandes editoras brasileiras estão à procura de vendas instantâneas, sem se preocuparem com a qualidade de uma boa literatura.

O brasileiro investe pouco em livros e os sas classes C e D têm menos hábito ainda de comprar livros, devido a inúmeros fatores como a questão financeira, o preço do livro e a falta de tempo disponível para leitura. Portanto, os que mais adquire livros compram qualidade.

Outro fator que contribui para o pequeno percentual na venda de livros de escritores brasileiros, está relacionado com a dificuldade de introdução de novos escritores no universo da literatura brasileira, pois a maioria de livros publicados por autores brasileiros são produzidas por editoras independentes, ou seja, o escritor custeia toda sua produção e como não tem como divulgar devido o alto custo, acaba tendo seu trabalho sucumbido e guardado em caixas e mais caixas em suas casas. É comum bons escritores terem grandes obras, no entanto, não conseguirem fazê-las chegarem até aos amantes da literatura e portanto, compradores de livros.

Outro fator agravante está na mídia, com ênfase a televisiva. Atualmente a maioria das redes de televisão não tem em sua grade de programação, programas de incentivo à leitura, especificamente aqueles que divulgam os escritores brasileiros. Alguns poucos programas que existem, têm suas mensagens sobre literatura muito genéricas.

Há necessidade da intervenção do Estado, que seria um fomentador da literatura, criando uma política cultural do livro, para que os leitores tivessem a oportunidade de conhecer seus escritores e também os escritores pudessem divulgar seus trabalhos. Uma política que fomente mais eventos como bienais e outros. É preciso dizer que todo escritor iniciante, não tem condições financeiras de arcar com custos de publicações e de divulgações de suas obras literárias, neste sentido, é fundamental que por meio de tais políticas públicas do livro, os empresários possam fazer parceria com os escritores.

Uma parceria entre o escritor, os empresários e o Estado, certamente estimularia e contribuiria no sentido de destacar os bons escritores nacionais. Outra política pública do livro, seria o Estado dar alguns tipos de incentivos fiscais às editoras, tendo como contrapartida, a obrigatoriedade de que elas lancem anualmente uma porcentagem de novos escritores.

Em suma, sem uma política séria que leve a sociedade a conhecer seus escritores, continuaremos como estamos, ou seja. esta enorme quantidade de vendas de autores estrangeiros e com uma quantidade pífia em relação às vendas de livros de autores nacionais e de péssima qualidade.

Ataíde Lemos

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Refletindo pós-eleição presidencial


     Após as eleições findadas, normalmente é um momento de analisar a derrota e tirar algumas reflexões do candidato perdedor, já que para o vencedor resta apenas comemorar.

     Para esta analise é preciso voltar a história e admitir que quando Lula se elegeu pela primeira vez, a sociedade estava dando uma resposta ao governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), que não estava mais satisfeito e que seu governo se encontrava desgastado. Naquele período, Serra vinha do governo de FHC como Ministro da Saúde, ou seja, Serra representava a continuidade do governo saturado. Sendo assim, ao se votar em Lula era mais um voto de protesto de que um voto à Lula. Foi notório naquele período, que a sociedade de um modo geral, tinha receio do Partido dos Trabalhadores, no entanto, Lula era o que representava mudança de direção no País.

     Com a vitória de Lula e dando continuidade nas políticas econômicas e sociais, porém com uma nova roupagem, ou seja, Lula mesmo seguindo as diretrizes de seu antecessor provocou uma auto estima  pelo seu carisma e a forma de comunicar-se com a sociedade, no entanto, nos bastidores o PT foi construindo uma base para um projeto de Poder.

     Pois bem, com a estabilidade da moeda e com as privatizações de algumas grandes estatais brasileiras como, por exemplo, as telecomunicações o Brasil pode investir. É preciso frisar que a partir de um estancamento da inflação pode-se criar vários projetos, inclusive promovendo Leis que favorecessem políticas econômicas e sociais em longo prazo.

     Recapitulando; algo interessante observar que no passado, a grande dificuldade de vencer a inflação estava na cultura inflacionaria, ou seja, muitos acreditavam ganhar com a inflação e assim, planos que se faziam não conseguiam ultrapassarem a barreira da cultura. Por que fiz esta recapitulação? Porque com a estabilidade inflacionaria a sociedade também passou a construir uma cultura de compra que o leva a sentir-se feliz e acreditar que isto é bom. Porém, é notório que esta cultura é perversa e tem levado a sociedade a um endividamento desnecessário e perigoso, pois devido à facilidade do crédito ela está comprando produtos uma, duas vezes acima de seu preço. No entanto, se sentem felizes, por estarem realizando seus sonhos de consumo adquirindo bens. Enfim, como sempre se analisa a vida no presente, baseada num passado, é natural que há uma sensação positiva em relação ao governo.

     Toda esta sensação de que o País está melhor que antes, ou seja, muito melhor do que o governo de FHC, a sociedade não quer mais voltar a ser governada pelo grupo que representa os partidos que estiveram aliados ao ex-presidente FHC.

     Pois bem, mas a sociedade encontra-se num grande dilema; por um lado ela se sente satisfeita com o novo governo, ela se sente mais inserida socialmente, no entanto, por outro ela vive a tristeza de ter um governo extremamente sem ética e corrupto. A sociedade tem consciência disto, no entanto, tem medo do governo anterior e qualquer candidato que represente este grupo encontra dificuldade em ser aceito pela sociedade.

     Finalizando, politicamente a sociedade vive um grande dilema que é encontrar um candidato ou partido que conquiste sua auto estima no que se refere à ética. Um Partido e candidato que passe a certeza que possa transformar o Brasil moralmente melhor e que a continue os avanços conquistados.

Ataíde Lemos
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domingo, 31 de outubro de 2010

Ao descortinar das eleições presidências de 2010


            

Muitos analistas políticos queixaram que os candidatos à presidência foram pobres em seus discursos, ou seja, uma campanha marcada sem projetos e por continuidade. Que os candidatos presidências mais pareciam estar postulando cargos a prefeitos ou no máximo a governadores, pois suas plataformas políticas se deram em falar de assuntos pontuais, sem um projeto grande para o País. Também insistiram que os temas políticos ficaram resumidos em temas religiosos como o aborto.

Pois bem, não vejo que a campanha dos presidenciais foi esta pobreza destacada pelos analistas políticos, pelo contrário, a campanha se deu dentro de um contexto social, econômico e religioso atual.

Na verdade, uma nova eleição começa quando uma outra termina, ou seja, a partir do momento que há uma eleição todos os partidos, de certa forma, já se mobilizam formando seus dossiês, isto é, começam a gravar, recortar fatos do cotidiano para a próxima eleição. Quem é situação monta seus argumentos registrando tudo que faz. Enfim, é assim que funciona a política em termos eleitorais. Ainda é preciso registrar que no período eleitoral há os fatos do momento que também são usados para os candidatos de ambos lados.

Voltando as eleições deste ano (2010), podemos observar que, segundo o contexto atual, o País está caminhando, crescendo economicamente, fazendo distribuição de rendas, ou seja, não há algo que levaria os candidatos a promoverem debates de grandes projetos a não ser a continuidade do que vem ocorrendo. Isto é, o país se encontra nos trilhos. Talvez este tenha sido o motivo de não haver por parte dos candidatos discussões de projetos de níveis elevados.

Temas que serão sempre colocados por candidatos é a questão da saúde, da segurança, da educação, pois estas áreas normalmente serão deficitárias, pois devem serem de investimentos contínuos. O que pode ocorrer é que, alguns políticos têm uma tendência a priorizar determinada área, ou seja, uns são mais voltados à saúde, outro a educação e por ai em diante, sendo assim, acabam canalizando seu governo a estas áreas especificas, no entanto, deixam outros seguimentos tão importante quanto a desejar.

Porém, retornando aos temas que foram explorados este ano e que fez o diferencial de fato teriam que entrarem em pauta foi à corrupção e falta de ética no governo como também a questão religiosa. De forma alguma, isto baixou o nível da campanha, pelo contrario, foi fundamental esta discussão, pois o grande problema contemporâneo do Brasil está na corrupção. Nosso País encontra-se dentro de uma lama de corrupção e a falta de ética dos políticos, portanto, este tema não poderia ficar fora do debate político. Ainda que o governo faça seu presidente, quase a metade da sociedade está indignada com esta situação e isto é muito importante.

Outro assunto em destaque desta eleição que foi o aborto, também um tema necessário ter sido debatido. As manifestações da igreja católica e de algumas evangélicas foram de suma importância, pois ainda que vivemos num Estado Laico, a maioria esmagadora da sociedade brasileira é cristã e o aborto vai contra este principio. Quem motivou a discussão foi o Partido do governo e a candidata Dilma, ao se declarem favoráveis a descriminalização do aborto lançando o PNDH-3.

A igreja foi mais responsável que as mídias, ou a maior parte delas, que não se calou diante ao PNDH-3. A mídia fez o contrário, quando um dos projetos do PNDH-3 é a restrição da liberdade de imprensa, ficaram em cima do muro e quando se sentiram ameaçadas, pelo discurso de Lula, acovardaram-se. Ficou notório que Lula mandou um recado as grandes mídias no discurso dele em Campinas e após aquele acontecimento a mídia amenizou matérias sobre as investigações contra o governo.

Em suma, esta campanha foi normal dentro do contexto, não vejo que faltaram debates de grandes projetos. O que podemos destacar foi o papel da internet, que a partir de agora serve para que os políticos se atentem mais a ela, pois a tendência é que cada vez mais ela interfira eleitoralmente.

Ataíde Lemos

domingo, 24 de outubro de 2010

A mulher e a eleição


Acredito que a mulher possui valores mais sólidos em relação à ética, a corrupção como também possui uma maior preocupação em relação a valores espirituais e humanos que os homens. Pois, na verdade a educação que se dá aos filhos vem mais das mães do que dos pais. É a mãe que leva os filhos à igreja, ou seja, é ela que se preocupa mais com a formação espiritual deles. É na maioria das vezes a mãe que acompanha a educação. É ela quem sempre vai a escola quando os pais são chamados. Ainda é preciso dizer que nos casos polêmicos como o aborto, por exemplo, a mulher que no caso é a vitima, é aquela que se posiciona mais contra que os homens, isto devido sua formação mais enraizada de valores espirituais, ou seja, a mulher tem um maior entendimento sobre o sentido do valor da vida.

Outro fato interessante é que a mulher tem menos preconceito que o homem. Pois ao analisar os trabalhos sociais percebemos que na grande maioria são elas que atuam nas entidades sociais. São elas que estão mais próximas das pessoas carentes, deficientes, doentes. Na maioria das vezes são elas que participam de entidades de dependentes químicos. São elas na maioria as que defendem e ajudam doentes em fases terminais ou doenças onde o preconceito é preponderante como, por exemplo, a Aids, o câncer.

Ainda podemos dizer que a mulher tem menos preconceito que o homem, pois quando o assunto é política não são corporativistas, ou seja, votam em mulher, porque tal candidato é mulher, pelo contrario, vota conscientemente naqueles que acredita ser o melhor candidato, independente o sexo.

Um dado importante é que quando o assunto é política os requisitos fundamentais para a mulher não são os projetos dos candidatos, mas sim a idoneidade, a ética e também analisam muito os valores, ou seja, para a mulher o importante na escolha é o caráter do candidato.

Outro fato interessante é que, quando a mulher ao decidir por um candidato não muda, pois tem maior percepção, isto é, ela é capaz de definir bem o caráter das pessoas na fala, no olhar. Da mesma forma, quando rejeita tal candidato dificilmente vota atrás.

Muitas vezes ouvimos dizer que parte grande das mulheres não se interessa por política, até pode ser verdade, porém em partes, ou seja, as mulheres podem não gostar das bandalheiras que os políticos fazem em tempos eleitorais, mas algo elas se interessam e muito que é o caráter do político. Pois, normalmente e a mulher que assume a frente quando o problema é saúde, é educação, é segurança. Enfim, é ela a primeira a perceber as carências dos serviços básicos e essências do Estado como também se indignar com a corrupção.

Portanto, que nestas eleições as mulheres dêem respostas aos candidatos e assim, escolhem aquele ou aquela que de fato possui as qualidades necessárias da altura que o Brasil merece para que desenvolva, mas sem corrupção, sem contra-valores. Que nós homens, um dia possamos aprender com as mulheres como votar corretamente.

Ataíde Lemos

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A igreja e sua posição nestas eleições presidenciais



A Igreja Católica (CNBB), tem exercido um papel dúbio numa posição política nestas eleições. É lamentável que uma igreja que foi o berço político do PT, não consegue enxergar a triste realidade em que este partido proporcionou ao Brasil numa das maiores crises de ética e corrupção de um Partido Político, num tempo em que a sociedade, teoricamente evoluiu em termos de cidadania, a Igreja dá um passo atrás na sua história, que certamente terá que pedir perdão no futuro.

Alguns bispos e padres têm usado de coragem e colocado suas posições a luz do evangelho, seguindo não a orientação da CNBB, mas sim, a posição do Chefe Supremo da Igreja de Cristo, o Papa Bento XVI que é defender a vida. Bispos que colocam seus interesses políticos a serviço da cultura de morte estão sentenciando-se a si próprios. “Quanto mais é dado, mais será cobrado...”, ou seja, a missão delegada é de profunda responsabilidade para os que foram ungidos para anunciar e zelar pela Boa Nova.

A Deus cabe o direito do julgamento, longe de nós, no entanto, são pelas ações que as pessoas mostram de que lado está. Não dá para uma Igreja apoiar um partido, uma candidatura que expõe claramente sua posição em relação à vida, ou seja, um partido que coloca como diretrizes praticas que atentam a vida e a Igreja se coloca a favor deste partido ou desta candidatura. Não são fundamentos evangélicos partidos e candidaturas que criam um Programa Nacional de Direitos Humanos onde coloca o aborto como meta. Que ameaça a liberdade de expressão. Que restringi a liberdade da igreja e ela ainda se coloca a favor deste partido, ainda que indiretamente.

É lamentável ver alguns bispos tecerem criticas contra pastores (bispos e padres) por alertarem seus rebanhos contra tais partidos e candidaturas que aderiram a cultura da morte e que tentam implantar no País. A credibilidade da Igreja não está no anuncio do evangelho, mas nas suas ações em favor da vida, pois o anuncio do evangelho, nada mais é que a vida em plenitude.

Quando a Igreja Católica, promoveu muitos políticos do PT e outros de partidos de esquerda, ela foi profundamente criticada, por envolvimento em seguimentos que não diz respeito a sua missão. Esta posição da igreja a levou perder muitos fieis, por desvirtuar-se de sua missão. Houve até a necessidade do Papa João Paulo II intervir, fazendo um deslocamento de bispos que penderam para Teologia da Libertação, inclusive o Sumo Pontífice teve que soltar manifestos e remanejar bispos e aposentar outros para reverter à situação.

Hoje vemos uma nova e triste realidade, a posição que a Igreja se encontra, ou seja, parte dela, inclusive com integrantes da CNBB, soltando manifestos, ainda que indiretamente, para um partido e candidatura que já expôs por varias vezes suas posições em relação ao aborto e ainda tenta silenciar os pastores que defendem o evangelho de Jesus Cristo.

Em suma, como cristão mantenho minha Fé, mas certamente, com um sentimento de frustração, por ver uma Igreja a qual tem uma missão de resgatar o homem na sua plenitude, fazer uma opção, mesmo que velada, a cultura da morte. Que Deus tenha misericórdias destes pobres pastores, os quais dão contra-testemunho cristão e, aqueles que levantam a bandeira da vida encontrem o respaldo na força do Cristo Jesus.

Ataíde Lemos

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Por que votar em Serra?


Parte dos eleitores votam motivados pela emoção, outros votam por sugestões de outrem, porém, ao votar é necessário analisar as circunstâncias contextuais políticas e social. Tem que analisar projetos políticos dos candidatos, embora sabemos que é sempre a mesma coisa, quase nenhum dos candidatos tem projetos definidos, ou seja, o discurso é sempre o mesmo; melhorar a educação, a saúde, a questão da violência, trafico de drogas, rodovias, portos, meio ambiente, etc, etc.

Partindo da primícia que, na verdade, nenhum dos dois candidatos tem um projeto diferente, até porque um projeto distinto implica-se numa ideologia diferente e haja vista que ideologia nova sugere mudança de rumo do País. Portanto, uma nova ideologia somente é ingerida pela sociedade se o País estiver vivendo uma crise profunda em nível social, econômico e de depressão.

Pois bem, olhando por este prisma e analisando a realidade do Brasil hoje, os candidatos à presidência, tanto Serra como Dilma, segundo que os candidatos expõem, o governo de qualquer um deles seria uma continuidade. Neste sentido, outros dados são prioritários para serem analisados pelos eleitores como por exemplo, a idoneidade, o histórico de estadista e de gestor. Ainda outros elementos como, quais são as pessoas, os grupos e os partidos que o apóiam.

Segundo meu ponto de vista, analisando pela razão o candidato que pode ser melhor para o Brasil neste momento é Serra e explico porque penso assim:

Primeiro: Temos que partir pelo principio da reeleição, ou seja, certamente Serra terá que mostrar trabalho, pois com certeza desejará se candidatar à reeleição.

Segundo: Ainda sobre a reeleição; Serra terá um grande páreo em 2014 que é nada mais, nada menos que Lula como candidato. Alguém tem duvidas que Lula não vai querer voltar? Sendo assim, Serra terá que fazer muito.

Terceiro; Caso Serra vença ele não terá maioria no Legislativo, isto significa que deverá ter habilidade para conseguir provar projetos complexos e polêmicos. Um País precisa de oposição forte. Quem não conhece experiências onde o Executivo tem maioria absoluta no Parlamento e vemos Leis mais absurdas sendo aprovadas? É importante refletirmos que tudo que o Executivo pretenda realizar passa pelo Legislativo.

Quarto: caso Dilma vença terá a maioria do Legislativo, podendo aprovar qualquer Lei que desejar. Muitos dizem: “não é o executivo que faz Leis” e não é mesmo, no entanto, grande maioria dos Projetos de Leis, Medidas Provisórias são encaminhadas pelo Executivo, evidentemente todas as Leis encaminhadas serão aprovadas independente seja do interesse da sociedade ou não. Jamais podemos esquecer que nosso sistema político é presidencialista com estrutura parlamentarista. Mesmo os Projetos de Iniciativa do Legislativo que seja do interesse da sociedade, mas não do Executivo não tramitam no Congresso Nacional, esta é a tônica que temos vistos durante anos. Ainda há a questão das CPIs, ou seja, mesmo sendo um direito da minoria parlamentar quando o governo não desejar investigar algo sobre ele, as CPIs não serão criadas, caso seja não prosperarão, pois cansamos de ver estas situações no caso da CPI da Previdência Social, da Petrobrás e tantas outras.

Quinto: O PT, em suas diretrizes é favorável ao aborto. Encaminhou o Programa Nacional de Direitos Humanos – 3, cujo em um de seus artigos é favorável ao aborto e em outro restringe a liberdade da imprensa, intimidando-a. Então vem a indagação; pelo histórico do PT, tem como acreditar neste Partido? Ou seja, é possível dizer que após ganhar as eleições estes temas não voltarão e não serão aprovados, haja vista que possuem maioria constitucional no Congresso Nacional?

Em suma, eleição é algo sério que não se pode deixar ser conduzido por cabos eleitorais, por partidários deste ou daquele candidato, precisa ser analisado profundamente, pois o voto tem conseqüências.

Embora, me expus votar em Serra, não é um voto partidário, até porque não sou fã de Fernando Henrique Cardoso, pelo contrário, mas porque analisando os dois candidatos, avaliando seus programas de governo que, na verdade nenhum dos dois tem, pois tudo que dizem é continuidade. Também analisando o fator reeleição e de como ficou a composição do Legislativo Federal nas duas casas, e por fim, analisando o histórico do Partido dos Trabalhadores enquanto governo a opção para que o Brasil continuem melhorando, sem medo de retrocesso é Serra.

Ataíde Lemos

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Dilma e a internet



Dilma e sua coordenação andam criticando a internet, segundo eles, estão sendo caluniados através de inúmeros e-mails que circulam na rede. Culpam a internet por Dilma não ter conseguido eleger no primeiro turno.

Interessante, já culparam as instituições religiosas. Já disseram que foi a questão do aborto, mas é preciso ressaltar que sobre o aborto quem disse foi Dilma em entrevista e também o PT ao elaborar o PNDH-3. Já culparam a mídia, por veicular os escândalos da Receita Federal e da Casa Civil. Agora é a internet quem está sendo a vilã, ou seja, é a liberdade de expressão da sociedade que está lhe prejudicando. Quantos inúmeros e-mails os internatas recebem falando mal da outra candidatura? Porém isto não tem problema, agora quando enviam contra Dilma e o PT não pode, portanto, é proibido fazer campanha contra, somente a favor.

Enfim, não se pode falar contra o PT, não se pode usar o direito de expressão, não se pode fazer campanha contra, pois se fizer PT e Dilma se fazem de vitimas, de injustiçados.

Campanha política é assim que se faz; o eleitor precisa saber quem é quem. O eleitor precisa conhecer a personalidade de cada um. Saber as propostas dos candidatos. Conhecer as ideologias dos Partidos que querem governar. Não existem políticos santos, eleição não é uma disputa esportiva, pelo contrário, é o futuro de um País que está a se decidir e que tem conseqüências.

Quanto, matérias caluniosas, sempre existiram e existirão na política de ambos os lados, isto não é novidade, o que seja novo é a ferramenta da tecnologia, pois por meio da internet noticias têm velocidade instantânea e não há como ter controle sobre elas.

Estas eleições têm trazido uma nova realidade política que tende cada vez mais se consolidar que é de fato a liberdade de manifestação da sociedade em termo políticos. Estamos caminhando para uma nova era, onde a sociedade passará de passiva a ser mais ativa, ou seja, não apenas ouvirá propostas dos candidatos, mas influenciará decisóriamente nas escolhas. Em suma, os eleitores exercerão mais o direito, de certa forma, aumentará uma maior consciência política, pois num clic de mause milhares, milhões de pessoas terão exposto todo histórico dos políticos e assim estará influenciando diretamente nas escolhas. Não serão mais votos cegos.

Portanto, somente há duas maneiras de que as pessoas não sejam influenciadas pela liberdade de expressão; uma é restringir esta liberdade, ou seja, o governo limitar a democracia e um outro é por meio da educação, pois o eleitor politizado não se influencia pelas informações que recebe por ter condições de filtrar todas elas.

Ataíde Lemos

domingo, 10 de outubro de 2010

Religião e Política se Misturam


Como desassociar religião de política? Ou fé de cidadania? Será que há como desassociar psicológico de biológico? Psíquico de físico?. Acredito que não pois, o Ser humano é um todo, e neste todo, também está a espiritualidade, ainda que em algumas pessoas não seja manifestada claramente.

 A religião é a ponte de ligação entre o homem enquanto humano ao homem divino, ou seja, a religião liga estes dois Seres. E como ponte, ela é responsável para o desenvolvimento espiritual do homem, por sua vez, a espiritualidade transforma o homem tornando-o um Ser melhor, pois ela o revela sua condição de imortal e assim, o torna responsável pela transformação social da sociedade. Pela espiritualidade o homem descobre que todos são irmãos e filhos de um mesmo Pai. Pela espiritualidade o homem assume compromisso e responsabilidade pela vida. Em suma, através da espiritualidade o homem promove o amor a todos sem distinção.

 Pois bem, ai novamente vem à pergunta: como separar a religião da cidadania? Não é possível, pois antes do homem ser cidadão ele é espiritual e deve ter suas ações enquanto Ser terreno voltado ao amor a si e ao próximo.

 Um Estado Laico não significa um povo ateu, um povo que não pode expressar sua fé politicamente e usar de sua formação espiritual para manifestar suas preocupações aos rumos de seu País, pelo contrário, um Estado Laico é a admissão da manifestação religiosa de toda sociedade. Neste sentido, a sociedade precisa manifestar e estar atenta a conduta ética, moral e espiritual de seus políticos, afinal, os políticos são funcionários da Nação e o povo tem o direito de ao escolher aqueles que vão governar ter como primazia suas posições éticas, morais e espirituais independente suas crenças religiosas.

 Cabe a instituição religiosa independente suas doutrinas devem orientar seus seguidores quanto aos candidatos apresentados para serem votados. O que elas não podem é serem ideológicas partidárias, ou seja, puxar sardinha para um ou outro partido, porém se preocupar com a idoneidade, seriedade e ideologia do candidato a qual vai ser votado, se assim não o fazer estará omitindo sua responsabilidade enquanto igreja.

 Defender a vida é o pilar mestre de todas as entidades religiosas, neste sentido, ela não pode abrir mão. Se um candidato defende o aborto. Se um candidato coloca um direito secundário acima de um direito primeiro que é a vida a igreja tem que se manifestar e convocar seus seguidores a não eleger tal candidato, isto não significa estar interferindo no Estado, mas sim agindo como igreja. Daí a Cezar o que é de Cezar e a Deus o que é de Deus. Para a pessoa que tem espiritualidade a Vida é Dom de Deus, sendo assim, ela pertence a Deus. A Cezar é o compromisso político de promover o homem enquanto cidadão, dado por Deus, por meio do povo através do voto.

Ataíde Lemos

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Equilíbrio de forças políticas entre Executivo e Legislativo



      
Tenho reiterado varias vezes e colocado a questão da composição da nova casa legislativa. Penso que uma oposição forte equilibra as forças democráticas e garante a democracia. Nosso País teve avanços nestes 16 anos devidos os governos sempre encontrarem uma oposição forte. Isto se deu quando FHC era presidente. Os partidos de oposição colocavam a boca no trombone, seguravam as votações de temas polêmicos, etc. A compra de parlamentares era exposta a sociedade deixando o Executivo em maus lençóis, Isto se deu nos dois governos. Um dos motivos da queda de FHC foi este equilíbrio de forças entre situação e oposição. No caso de Lula ocorreu à mesma coisa, o escândalo do mensalão e outros também se deram devido à tentativa de fazer maioria absoluta. 

Quando analisamos a nova composição do Congresso Nacional observamos que é fundamental a vitória de Serra para o bem do Brasil. É uma questão racional, pois mesmo ele ganhando não terá maioria no Congresso, precisará negociar para governar e no que se refere a questões polemicas e que mudam a Constituição, pois não terá numero suficiente para alteração o que for de interesse do governo, mas contra a população. Como exemplo cito: Se Dilma ganhar e quiser retornar a CPMF, ela retorna com facilidade e com o percentual que desejar. Caso Serra ganhe ele não consegue por não ter maioria constitucional dos congressistas. Este é somente um exemplo, imagine o que um governo pode fazer caso tenha maioria constitucional de um Pais? lembremos a Venezuela, a Bolívia, Equador e tantos outros paises que o executivo tem maioria absoluta.

Os eleitores têm que ficar espertos, pois estamos diante uma situação complicada, votar em Serra não é votar no PSDB, mas sim, no equilibro das forças políticas que é melhor para o Brasil e todos nós.

Não sou adepto a FHC, mas também não sou a Lula, porém para o bem do Brasil voto em Serra, pois caso ele ganhe terá uma oposição forte que dará o equilíbrio necessário para o avanço da democracia, no entanto, caso Dilma ganhe, então haverá um total enfraquecimento do Legislativo ou seja, o Executivo terá todas as ferramentas e as instituições que mantem a democracia em suas mãos. Vou citar outro exemplo, parte dos Ministros do Judiciário são escolhidos pelo presidente e aprovado pelos Senadores. Caso Dilma ganhe indicará os Ministros do Supremos Tribunais  e os senadores aprovaram. Não podemos esquecer que são estes Ministros os responsáveis para julgar as Leis. Alguém acredita que um Ministro do Judiciário escolhido pelo presidente vai dar voto contrário ao interesse do governo?

Enfim, esta eleição do segundo turno não é apenas uma eleição presidencial, mas um plebiscito onde a sociedade vai definir os rumos do País que podem levar décadas para reparar um erro. Vou mais longe, Lula só não conseguiu mais um mandato, ou seja, eternizar no Poder, porque não tinha maioria no Senado Federal, apenas por isto. 

Ataíde Lemos  

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Dilma x Serra; Lula x FHC



Acredito que há uma grande diferença entre Dilma x Serra, em relação à Lula x FHC. Uma destas diferenças é que Dilma é subserviente ao PT. Dilma não é uma política que exerce liderança, pelo contrário, é uma política construída aos moldes do PT, pois sempre foi militante, e ao que parece, não exercia liderança na cúpula do partido.. Talvez a própria idéia em lança-la como presidente tem esta intenção, ou seja, mante-la sobre o domínio do Partido. Enfim, Dilma será apenas uma interlocutora do PT, como por exemplo, Weslian Roriz, esposa do Ficha Suja Joaquim Roriz será caso ganhe o governo do Distrito Federal. No caso de Serra é diferente, pois embora FHC seja um dos lideres do PSDB, ele não exerce poder sobre o Partido e nem sobre seus filiados. É alguém, respeitado, porém não é dono da sigla. É preciso frisar ainda que FHC é um líder queimado perante a população haja vista a derrota em 2002. Lula faz sua popularidade muito mais quando critica FHC de que ao enaltecer seus feitos enquanto governo.

No caso de Serra, este tem personalidade política própria e exerce junto com outros, liderança no PSDB. Não é um político fabricado e possui um currículo extenso de trabalhos seja como gestor público ou parlamentar. Também precisa frisar que estão surgindo varias lideranças de destaque no PSBD como o ex-governador de Minas Aécio Neves, Marconi Pirilo em Goiás, Álvaro Dias no Paraná e tantos outros que são lideres capazes de discernir o pensamento da sociedade.

Neste segundo turno, o que o eleitor precisa analisar entre as duas candidaturas é a capacidade de liderança do novo presidente. Neste sentido, Serra leva vantagem sobre Dilma, pois um líder político é aquele que consegue passar segurança, serenidade a sociedade. Um líder político é aquele que tem habilidade de contornar atritos entre suas bases políticas sem necessidade de barganhar a ética. Um líder político é aquele que impõe seus pensamentos de maneira pacifica contornando as diferenças e, ainda podemos dizer que um líder político lidera e não é somente liderado.

Não vejo esta disputa presidencial do segundo turno como Lula x FHC, mas sim, Lula x PSDB, neste sentido o eleitor precisa ser conscientizado que o PSDB é bem maior que FHC.

Ainda é preciso ressaltar que, da forma como ficou composto o atual Congresso Nacional e levando em consideração que o Plano Nacional de Direitos Humanos –3 (PNDH) está na Casa para ser apreciado e votado. PNDH-3 que, embora o governo tenha recuado em alguns pontos polêmicos devido ser ano eleitoral e também pressões de seguimentos da sociedade que repudiaram como, por exemplo, o aborto, o controle do Estado sobre a mídia, além de outros temas complexos como casamento entre pessoas do mesmo sexo, a retirada de símbolos religiosos das instituições públicas, quem garante que estes temas não sejam reinseridos novamente e aprovados? Pois, caso Dilma eleja terá a maioria constitucional para aprovar qualquer projeto que desejar.

Ataíde Lemos

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Segundo tempo das eleições presidenciais



            No segundo turno das eleições presidenciais quem votou Dilma ou Serra certamente devem manter o voto. Quem votou Marina, Plínio e outros candidatos são os que definirão quem será o novo presidente ou presidenta do Brasil.

Marina Silva, pelo que representou nestas eleições e para suas pretensões políticas, no meu entender, deve permanecer neutra, pois caso venha apoiar Dilma, Marina derruba por terra tudo que construiu nestas eleições, principalmente a esperança da juventude ou daqueles que ainda acreditam num Brasil mais ético e sem corrupção.

O crescimento de Marina Silva se deu devido aos fatos que vieram ocorrendo ou sendo levantados durante o período de campanha como a corrupção na Casa Civil, onde Dilma era titular da pasta e a sua sucessora Erenice Guerra uma de seu braço direito e amiga a mais de 7 anos trabalhando. O crescimento de Marina se deu devido à posição de Dilma em relação ao aborto, cujo suas explicações não convenceram o eleitor. O crescimento de Marina se deu devido à fala de Lula intimidando a imprensa por levantar fatos que estavam ocorrendo na sua ante-sala (Casa Civil). Discurso que se deu num tom ameaçador a liberdade de imprensa. Enfim, embora, sua fala calou a imprensa, que se intimidou, a sociedade, pelo contrario, assimilou muito bem o tom do discurso de Lula.

É preciso ainda ressaltar que os votos dados a Marina Silva, não saíram de eleitores do Serra, mas sim de Dilma, partindo deste pressuposto dificilmente tais votos deverão ser retornados a ela.

Muito se disse, que tanto Dilma e Serra não apresentaram nada de novo, ou seja, os dois candidatos ficaram mais no apresentar resultados de seus feitos. Dilma enaltecendo o governo de Lula e Serra expondo seu currículo e seus feitos enquanto Ministro de FHC e os outros cargos públicos o quais exerceu. Sendo assim, entre um passado mais distante de feitos e um presente, certamente, o presente acaba sendo mais percebido, neste sentido Dilma saiu na frente.

Porém, um bem não pode ser pago com um alto custo, ou seja, uma Nação mesmo avançando economicamente, mesmo avançando socialmente não pode permitir que a corrupção seja a tônica de um governo. Que a falta de ética impere na política, pois à medida que a sociedade aceita estas praticas é ela quem está sendo maculada. Em suma, ao permitir que governos corruptos assumam o comando do País quem se desmoraliza é a sociedade como um todo.

Ainda é preciso ressaltar que a corrupção atinge a todos, mas com efeito maior nos mais pobres, ou seja, naqueles que precisam da proteção do Estado quer seja na Saúde, Assistência Social, etc, porém, atinge a todos através da falta de recursos financeiros para Educação, Segurança e tantos outros serviços essenciais cujo Estado tem obrigações constitucionais precisa oferecer a sociedade.  

           Em suma, a grande reflexão que o eleitor deve fazer ao votar neste segundo turno para presidente está relacionado à questão ética e sobre a corrupção. Não há duvidas que no patamar em que o Brasil se encontra de desenvolvimento econômico e social qualquer um dos dois presidenciáveis que se eleger, o País deve seguir os trilhos. No entanto, muitos virão querer conquistar com palavras bonitas, palavras de ordem, etc, no entanto, o que nos levará a dissociar um candidato do outro é sua história em relação a ética, a corrupção. O brasileiro já deu demonstração de maturidade política. Não serão retóricas que lhe seduzirão.

            

Ataíde Lemos 
         

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Segundo turno Dilma x Serra



O segundo turno é outra história, Lula teve uma grande vantagem em estados onde tinha uma oposição forte como o centro sul e o sul e também os centro oeste, pois sua popularidade inibiu os seus opositores que estavam disputando eleições fazerem uma oposição sistemática a Dilma, agora isto já não existe mais.

Aécio e tantos outros fortes cabos eleitorais vão poder sair pedindo votos. Os eleitores de Marina Silva, embora representem uma ideologia de esquerda, certamente sabe que o PT não tem compromisso com a esquerda de fato. Que o PT faz o jogo do Poder, sendo assim, muitos destes, não votaram em Dilma por não aceitar a corrupção deslavada deste governo; a falta de ética, enfim, sentem-se traídos pelo PT, isto deve levá-los a votar em Serra, ou parte deles anularem seus votos.

Ser Serra é dar uma lição que o País é muito mais que um Partido político, às vezes criticamos grande parte do eleitorado, mas ele tem inteligência e é consciente. Se muitas vezes ocorrem alguns desvios é devida uma minoria que às vezes fazem a diferença de votos entre o vencedor e o perdedor, parcela esta que é pequena, mas faz a diferença do percentual da vitória.

Quando Lula venceu a primeira eleição, o eleitor deu uma demonstração de consciência política ao elege-lo, pois FHC estava desgastado, ou seja, na busca também da perpetuação no Poder usou de meios ilícitos para se reeleger, também usou de políticas sociais, porém assistencialistas para cabrestar eleitores que estão as margens da sociedade. No entanto, é preciso dizer que, embora se deve ter políticas sociais de imediatismo, mas o eleitor não gosta, nem aceita que tais políticas sejam usadas como forma de manipulação eleitoral. O tipo de política assistencial é humilhante para que recebe e para quem vê tais discursos em eleições e o eleitor deram um basta nos rumos que se dirigiam o País.

Outro fato interessante a se destacar está relacionado à posição do PT em relação a imprensa. Ao ser noticiado pelas grandes mídias as falcatruas ocorridas na Casa Civil, e na Receita Federal, Lula esbravejou dizendo que a mídia age como partido político, discurso completamente autoritário. No entanto, a 3 dias das eleições, uma mesma grande mídia soltou matéria sobre telefone de Serra e Gilmar Mendes, porém vimos uma postura completamente antagônica entre os dois políticos.

Em suma, alguns detalhes mostram quem é quem na política e principalmente que o eleitor é sábio em separar os discursos dos políticos. O eleitor não nega os avanços, as conquistas seja qual for o presidente, mas não deixa ser levado por discursos retóricos. Certamente, caso Serra se eleja e não corresponde aos votos, a sociedade cumprirá seu papel nas próximas eleições.

Ataíde Lemos

Marina Silva baluarte da democracia



A democracia obteve uma grande vitória ao levar as eleições presidências (2010) ao 2º turno. Esta vitória se deu por uma personagem que é admirada pela sua luta ao Meio Ambiente, porém agora também se torna admirada por ser a ancora que proporcionou ao Brasil refletir sobre ética e corrupção.

Marina que foi ignorada pelo Partido dos Trabalhadores, pela arrogância da popularidade de Lula e de seus companheiros, lançou seu nome defendendo uma bandeira da continuidade das políticas econômicas e sociais, no entanto, pensando no futuro com novas estratégias para consolidar os avanços obtidos. Também, levantando a bandeira da Educação como prioridade para o desenvolvimento social.

Sua derrota, torna-se vitória para o País, pois ela conseguiu resgatar um sentimento que parecia estar morrendo nos brasileiros, que era o sentimento de civismo. Um sentimento de valorização do bem público, pois quando se ignora a corrupção, na verdade, está matando um dos valores fundamentais e o mais importante do cidadão, que é o respeito ao político e conseqüentemente ao País.

O Brasil é dos brasileiros e não nos partidários, militantes seja de qual partido for. Há muita gente séria que não traz no peito bandeiras ideológicas partidárias, mas sim, trazem sentimentos de brasilidade, de amor pela nação. Que busca justiça, igualdade na adversidade. Brasileiros que desejam um país melhor para todos. Brasileiros que sabe separar populismo de realidade. Enfim, brasileiros que não admitem serem considerados massas de manobras.

Marina é o grande baluarte deste resgate da cidadania o qual todos os que votaram em outros candidatos reconhecem, principalmente, os que estavam, de certa maneira, já desestimulados acreditando que tudo estava perdido.

Uma mulher frágil, mas de uma bravura incontestável. Uma mulher frágil, mas forte em seus ideais sem medo de enfrentar o plebiscito eleitoral que estava acontecendo – segundo suas palavras. Veio promover uma transfusão de sangue aos eleitores revitalizando as esperanças num País mais ético.

Nós brasileiros não podemos admitir que a corrupção seja algo normal entre os políticos. Que não há necessidade de ética para exercer cargos públicos e Marina Silva, conseguiu transferir esta energia positiva quanto a estes valores aos eleitores.

Em suma, o Brasil está em festa e agradecido a esta defensora do Meio Ambiente e agora, responsável pelo reavivamento do sentimento ético de todo povo brasileiro. Por fim, o Brasil agradece a Deus por ter nos ter dado esta acreana que conseguiu transmitir em suas mensagens a esperança para povo brasileiro. Quando ela iniciou a campanha eleitoral dizia seria uma luta de Davi contra Golias, no entanto, podemos dizer que Davi mesmo não tendo derrubado Golias, o derrotou nesta primeira batalha e tornou-se respeitado por todos nós.

Ataíde Lemos

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Voto consciente e cidadão



A democracia é o pilar da liberdade e do desenvolvimento de um país. Ela se faz através de direitos, onde todo cidadão pode expressar por palavras e pela sua maior arma, o voto, o destino de seu país, estado ou município através de seus representantes políticos. Porém, um país se torna cada vez mais avançado na democracia quando o cidadão é conscientizado de sua responsabilidade, isto é, sente-se responsável de que seus atos podem transformar a realidade atual para melhor.

No entanto, como disse no inicio, democracia se faz pela liberdade e o respeito a ela e assim, temos de levar em consideração que quando falamos em votos observamos que há vários tipos de eleitores. Porém é fundamental que haja consciência de que, ao escolhermos nossos políticos pelo voto precisamos ganhar com tal escolha e não que apenas uns poucos sejam privilegiados. Temos que deixar de ser egoístas e pensar em toda comunidade.

O fundamental é analisamos o perfil daquele que vem pedir nosso voto. Embora saibamos e vemos tantos políticos que usam do dinheiro público para si próprio e para os seus, não podemos deixar de sentirmos co-responsáveis, pois se eles estão no poder é porque foram colocados por nós, neste sentido também somos responsáveis. No entanto, temos a arma do voto para que, ao escolhermos erradamente certos representantes, possamos corrigir em cada novo pleito eleitoral.

Não se pode escolher um político pelo coração, pela emoção, mas sim, pela razão, olhando sua capacidade administrativa, de persuasão, sua idoneidade, seu passado, seus trabalhos prestados a comunidade. Ele precisa ser alguém que, ao analisarmos, nos sintamos bem representados no sentido coletivo.

Certamente que o candidato que procura conquistar o eleitor com algum beneficio pessoal; seja uma cesta básica, um jogo de camisa, um churrasco, bebidas ou mesmo oferecendo alguma ajuda financeira, não é um bom candidato. Temos de ser conscientes de que tal atitude nada mais é que tentar comprá-lo.

No entanto o eleitor, quando sede a tais propostas está, de certa forma, contribuindo para que sempre tenhamos políticos corruptos e sem compromisso com a sociedade. Ao aceitar tal proposta escusa de políticos, na verdade, ele não deve mais nada, pois já pagou seu voto.

O eleitor tem que ficar consciente de quê este seu voto pode fazer a diferença tirando a oportunidade de um outro político que seja idôneo e que realmente tenha compromisso, não seja eleito.

Enfim, ainda que muitas vezes se vote pela emoção, ou por algum favor, não se pode dizer que não é um voto consciente, porém, ainda que seja consciente não é um voto cidadão, pois é de efeito negativo, isto é, não constrói uma sociedade melhor, nem mais justa onde todos possam gozar de melhor qualidade de vida.

O seu voto, o meu voto, o nosso voto precisa ser consciente e cidadão.

Ataíde Lemos 

Revisado por KM
Poetiza Recanto das Letras

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Brava Gente Brasileira



Não perca a esperança e nem alegria
O povo unido faz o Brasil acontecer
Torna-se realidade o que parece utopia
Das cinzas ressurge fazendo-o renascer

Nem as fortes tempestades vão derrubar
As muralhas construídas por brava gente
Teu povo não permitirá que continue a usurpar
Teus bens, nem matar as conquistas já presente.

Sempre ecoará vozes que bradarão do peito
A favor daqueles que constroem esta Nação
Sem medo e temor exigirão por ela mais respeito.

Em cada pedaço de chão desta Pátria amada
Está enraizada parte do coração de um povo
Que não aceitará que ela seja aviltada e ultrajada.

Ataíde Lemos

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A Mídia Em Pauta


Um dos pilares da democracia é a liberdade de expressão. Esta liberdade está relacionada a todos os cidadãos como também aos órgãos de imprensa. No entanto, esta liberdade deve ser ampla e irrestrita.

A sociedade se informa através dos meios de comunicação seja ela falada, televisiva ou escrita.Uma cidadania se faz através da informação para que haja o conhecimento dos direitos e deveres de cada cidadão, mas sobretudo com a transparência do Estado. Em suma, num país democrático os meios de comunicação precisam ser livres na plenitude da palavra. Certamente,  há leis existentes sobre calunias e difamações para coibirem injúrias que possam ocorrer devido má de fé de uma ou outra mídia.

Ainda é preciso ressaltar que, mesmo que as noticias veiculadas precisam ser transparentes mantendo determinada ética, isto não impede que seus proprietários tenham suas ideologias partidárias. Uma coisa é a noticia veiculada, outra é a opinião, artigos ou editoriais criticando ou dando ênfase para determinados assuntos. Querer impedir tais procedimentos é querer de algum modo limitar o direito de expressão. Seria uma ingenuidade absurda imaginar que proprietários de mídias não possuem ideologias partidárias ou que elas só podem publicar fatos sem imitir suas opiniões.

A mesma mídia que hoje é tão criticada pelo governo foi um dos pilares para a redemocratização do Brasil, então questiona-la sobre sua atuação ao veicularem reportagens que desagradem o governo é no mínimo desconhecer seu grande papel quando o Brasil vivia a ditadura, período em que muitos jornalistas foram presos e vários deles pagando com a própria vida por desejarem um país democrático. Sendo assim, é uma extrema incoerência rotular as grandes empresas de comunicação de conservadoras,  ou mesmo de um grupo da elite retrógrada que deseja o autoritarismo, ou benéficas já que elas foram as grandes responsáveis para que hoje pudéssemos viver um regime democrático. Muitos destes que levantam estes rótulos estão hoje no Poder graças à visibilidade dada por tais meios de comunicação. Estão hoje no Poder, porque receberam o apoio e guaritas destas mídias.

É preciso também ressaltar que governos que não admitem o papel livre da imprensa, ou seja, não admitem que a mídia leve a sociedade informações que o desagrade, ou mesmo, não admite a tendência ideológica dos meios de comunicação possuem uma cultura autoritária ou falta-lhes conhecimento sobre o que de fato é liberdade de expressão, em suma, o que seja democracia.

A questão do governo se manter um discurso crítico e negativo a determinados meios de comunicação é que, embora se pluralizou e quadruplicou o número empresas de comunicação como rádios, jornais, etc. Embora haja outros canais de informação como, por exemplo, a internet. Mesmo havendo grande número de televisões públicas e estatais as que predominam em audiências são as grandes redes de televisões ou as grandes empresas de jornais comerciais (privadas). Em suma, a pluralidade de mídias existentes não diminui o poder político destas grandes redes de comunicação.

Ataíde Lemos

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O papel da mídia num País democrático




Quando analisamos a insatisfação de Lula com algumas empresas de comunicação, é fácil de entender o motivo. Para isto, é importante analisarmos a relação entre eleitor e os políticos e eleitor e a mídia.

1º - Uma parte expressiva da população não gosta e não se interessa por política, sendo assim, tudo que se refere aos políticos se mantém alheia. Estes grupos de pessoas não acompanham horário político em radio ou na televisão. Muitos deles nem conhece quais sãos os candidatos que estão disputando as eleições. Neste grupo, se enquadram eleitores de vários níveis sociais, culturais e econômicos. Enfim, são eleitores que votarão por indicação de outros no momento eleitoral.

2º - Grande parte da sociedade não lê jornais, muito menos revistas. Certamente, estes nunca ouviram falar da revista Veja. Sendo assim, as matérias que são veiculadas por ela não atinge enorme parte dos eleitores. Porem, as mídias televisivas são as causadoras da dor de cabeça em Lula, pois elas são as extensões das imprensas escritas, ou seja, todos as matérias veiculadas tanto nos grandes jornais como nas revistas acabam sendo retransmitida através dos telejornais das grandes redes de televisão e, por conseguinte, toda a população de um modo geral é informada por este meio de comunicação. Quem não assiste um Jornal Nacional? Quem não assiste um Jornal do SBT, um Jornal Bandeirante, ou Jornal da Record? No entanto, observamos que o SBT e a Globo são as emissoras que mais dão ênfase às informações publicadas pela imprensa escrita, tornando-se uma pedra no calcanhar do governo, que por sua vez, usa de todos os meios para desqualifica-las ou de certa forma, intimida-las com palavras de agressão.

Pois bem, o que é democracia? Um de seus pilares se sustenta na liberdade de expressão. Neste sentido, é fundamental o trabalho que tais mídias como a Globo, SBT, Folha de São Paulo, Estadão, a Revista Veja e o que outras mídias têm feito, pois é de suma importância para a democracia. Será que se estas mídias não revelassem o que estava ou está ocorrendo na Casa Civil à sociedade o governo contaria? Será que se estas mídias não veiculasse o escândalo da invasão dos sigilos fiscais tanto de pessoas de oposição ao governo e de tantos que tiveram seus sigilos violados o governo revelaria? Certamente não, e assim, os eleitores estariam votando cegamente sem saber quais são aqueles os quais estão colocando no Poder.

Portanto, as grandes mídias têm feito seus trabalhos eficientemente, levando aos eleitores a realidade dos fatos. Levando ao eleitor esclarecimento, porém sem aumentar ou diminuir nada, tanto que ela pública os dois lados da noticia dando direito de respostas a todos. Questionar a lisura do trabalho da imprensa, intimida-las com retóricas, isto sim que está errado. Algo de bom que observamos nestas grandes mídias é que, elas por mais que se sintam caluniadas pelo governo mantém transparência, sem retaliações, ou seja, mesmo elas sendo ofendidas pelo governo entendem que questionar é um direito democrático.

É importante também dizer que, se os candidatos tiram proveitos eleitorais destas noticias é um direito e problema dos candidatos. A noticia precisa ser dada, o povo precisa ser informado, e diante isto, os políticos os usam como queiram, pois isto já não é mais alçada da imprensa.

Em suma, a mídia num País democrático quando age com lisura e transparência é sempre o primeiro alvo atingido pelos governantes, pois muitos deles se sentem traídos por imaginar que elas devem fidelidades a eles, por manterem altos valores em patrocínios. Enfim, imaginam que elas também se vendem como vendem a maioria de outras entidades públicas e privadas.

Ataíde Lemos

domingo, 19 de setembro de 2010

Ideologia Política


Não sou um expert em política, nem um estudioso ou historiador desta matéria, meu conhecimento está relacionado ao que leio, ao que acompanho através da mídia e a percepção dos fatos. Enfim, minha formação e opinião se constrói a partir de uma visão geral sobre o que é política, qual sua finalidade e importância para a sociedade.

Da mesma maneira é construído meu pensamento sobre ideologia política. Não acredito numa única ideologia que seja suprema sobre as demais oriunda apenas de um seguimento da sociedade. Pois, a sociedade é composta de vários seguimentos e ainda é preciso dizer que existe no Ser humano a subjetividade tanto individual quanto coletiva. Certamente, esta subjetividade torna-se um fator que não permite apenas uma ideologia para um País.

No entanto, acredito que um Estado é como uma família com vários membros, onde é preciso organização, respeito, objetivos, disciplina, gerenciamento, valores para que ela consiga prosperar em termos econômicos, culturais, educacionais e o desenvolvimento humano. Para isto é necessário que haja um pacto entre todos para que sigam determinadas metas, porém não abdicando de princípios éticos e morais. Enfim, não pode ter entre os membros aqueles que queiram sobrepor os outros ou procurar engana-los para que obtenham vantagens.

Pois bem, em relação ao Estado, acredito que se assemelha, ou seja, o País é de todos e cabe há uma parcela da sociedade, por meio do voto, a responsabilidade do bem comum de todos. Para que isto aconteça tais políticos precisam de requisitos básicos como idoneidade e um conhecimento plural sobre o que é, e qual a função do Estado. Mesmo que genérico conhecer sobre assuntos sociais, econômicos e leis. O político não precisa ser um expert, mas sim ter conhecimento intelectual, ou seja, ser alguém que tenha uma visão ampla do que é Estado.

Não é possível colocar carneiros para cuidarem de hortas ou analfabetos para discutirem leis com intelectuais. Sendo assim, o mínimo que se precisa de um político é idoneidade e estudo.

Por outro lado, como citei acima, um País é feito de todos, isto é, de empresários e sociedade civil. É composto de patrões e empregados. De pessoas abastarda financeiramente e de pessoas pobres. Enfim, é heterogêneo em todos os sentidos, no entanto, o interesse é comum, ou seja, a melhoria na qualidade de vida da Nação e para isto o papel do Estado é ser o administrador das riquezas, ser promotor de políticas públicas nas áreas sociais, econômicas, mas em consonância com todos os seguimentos. Portanto, a ideologia deve não deve ser baseada apenas num seguimento da sociedade, pois se assim for provocará disfunções com outros seguimentos.

O Estado não pode ser o patrão, não pode ser o opressor das diversas classes sociais em detrimento a outras, pelo contrario, deve ser aquele que agrega os interesses coletivos visando promover a sociedade como um todo. Isto não significa sem bonzinho, mas sim ser idôneo o suficiente para que os que acabam contribuindo com parcelas maiores, sintam-se satisfeitos por verem que, embora contribuam com partes maiores no total do bolo, há uma verdadeira distribuição dele, ou seja, suas fatias transformando em melhorias na saúde, educação, segurança, promoção social, etc.

Ataíde Lemos