sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Educação dos filhos pelo exemplo dos pais


Quando os pais se sentem impotentes para educar, seus filhos ficam desorientados, apreensivos e sem ação. Outra preocupação constante também dos pais é de como falar sobre determinados temas complexos, há sempre a preocupação na receptividade dos filhos, por isso, surge o receio em detalhar ou não, determinados assuntos.

Temas polêmicos como sexualidade, drogas são umas destas dificuldades dos pais, então, os pais acabam por negligenciar e transferi-lo estas responsabilidades à outrem.

Há várias tendências pedagógicas sobre tais assuntos de como falar; quando falar; o que falar e em que idade. Tudo isso atemoriza os pais. Para ajudar a somar a estas dificuldades tem toda uma cultura; educação recebida; espiritualidade; a estrutura psíquica. Ou seja, diante este quadro, fica-se numa encruzilhada preferindo omitir e prolongando tais abordagens.

Acredito que uma boa educação nos tempos de hoje é o exemplo. É a consciência tranquila de não ter se omitido, nem negligenciado e a certeza de ter repassado o melhor de si para os filhos através dos exemplos. Já diz um ditado: “As palavras movem, mas os exemplos arrastam”. Ensinar valores éticos, morais e espirituais.. Certamente, a conscientização vem seguida a esta ação (exemplos). A receita do diálogo ainda é o caminho mais eficiente. Quatro palavras são básicas para educar os filhos: amor; compreensão e respeito e limites.

Num mundo globalizado em que vivemos, torna-se necessário a aproximação da família, ou seja há necessidade de uma qualidade no tempo dispensado aos filhos. É fundamental desde criança a espiritualização no âmbito familiar. e social.

Nossas crianças, adolescentes e jovens são bombardeadas de informações recebendo assim, uma educação pela mídia, pela escola, por amigos e tantas outras fontes de aprendizado. Toda esta educação tanto pode levar ao desenvolvimento sadio quanto ao desenvolvimento nocivo. Certamente, nossos filhos, encontram-se bem mais informados do que nós pais sobre a realidade de sua idade e de tempo.

Os pais não têm como ficar o tempo todo junto aos filhos, vigiando-as vinte quatro horas; a pedagogia do terror, do medo, da mentira com objetivo de intimidá-los e nutri-los pelo medo não funciona mais. Não existe possibilidade de colocá-los numa redoma para protegê-los das adversidades da vida.

Algo fundamental e que se faz necessário e urgente está na diminuição da distância existente entre as pessoas. A desinformação leva ao medo, o medo produz a insegurança e por conseqüência, o preconceito que colabora para a rotulação entre as pessoas promovendo ainda mais à distância entre os seres humanos.

Nosso comportamento diante da sociedade é o reflexo do que recebemos através da educação de um modo geral. Os exemplos dos pais nas atitudes, nos gestos norteiam a educação dos filhos por toda vida.

Ataíde Lemos
Poeta e escritor

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A máfia dos Pardais (radares)



O CONTRAM – DENATRAM (Departamento Nacional do Transito), decidiu que não haverá placas para avisar os motoristas sobre os radares (pardais), nas rodovias e zona urbana. Segundo o entendimento deles é que o motorista deve conhecer a legislação e também se constatou que há muitas marcas de pneu onde há os pardais.Ou seja, o motorista vem em alta velocidade e reduz fortemente nestes pontos, enfim, as placas acabam alertando-os para não serem multados.

Com esta decisão podemos verificar que de fato a intenção do governo em relação aos radares é a industria da multa, pois, o CONTRAM, não está preocupado com a redução de velocidade, mas pegar o motorista de surpresa e assim multa-lo. Somente que alguns detalhes não estão sendo levado em conta com esta decisão:

1º) Se com a sinalização se constata que o motorista somente diminui a velocidade a 100 metros do pardal, sem a sinalização, as freadas serão mais bruscas e de repente em cima do pardal e isto vai provocar não apenas freadas, mas acidentes. Com a sinalização de pardal, ainda que o motorista esteja em alta velocidade ele tira o pé do acelerador dando tempo de diminuir a velocidade e o veiculo que vem atrás tenha tempo também de frear.

2º) Se o objetivo é reduzir a velocidade em pontos críticos, ou seja, em locais onde ocorre um numero maior de acidentes, isto propiciar ocorrer mais acidentes nestes pontos, pois o motorista não sabendo da existência de pardais andará em alta velocidade. Ou seja, o governo arrecadará mais e os acidentes aumentam.

3º) Se não há sinais de advertências será necessário que haja eficiência na sinalização de placas de velocidade, pois sabemos que em muitos pontos onde há pardais a velocidade máxima permitida é menor de 80 km/por hora. Ou seja, como que o motorista vai saber qual a velocidade permitida para aquele trecho? Pois, ainda que o motorista aprenda legislação, sabemos que muitos municípios estabelecem velocidades segundo suas conveniências, isto é, a maiorias dos municípios não respeitam a sinalização de transito quanto a questão de velocidade em suas vias.

Portanto, mais uma vez a sociedade está sendo lesada pelo governo e sendo roubada e isto fica claro que o interesse dos radares (pardais) é arrecadar e não prevenir acidentes, pelo contrario, com a decisão do CONTRAN, fica claro que esta medida em nada vai contribuir para diminuição de acidentes e de velocidade, mas sim, arrecadar mais.

Infelizmente, nós como brasileiros somos um povo que aceita tudo, aceita o governo nos roubar, ou melhor, ele não rouba, nós tiramos do bolso para ele nos usurpar. Tudo vem de cima para baixo. Meia dúzia de técnicos sentam e resolvem tirar mais dinheiro de nosso bolso, inventam uma desculpa e fica por isto mesmo, sem discutir com a sociedade. Isto ocorreu quando resolveram exigir dos motoristas carregar uma bolsa de primeiros socorros e muitos ganharam com isto, como o governo, através de multas e as empresas que fabricaram estas bolsas, até que se constatou que era inadequado. Porém, até chegar esta conclusão nos roubaram muito. Agora se repete novamente, ou seja, para arrecadar mais, não se importa que ocorrem mais acidentes, até que um dia, as manchetes nos jornais mostram o disparate do CONTRAM e por pressão voltam atrás, porém até chegar a esta decisão, muitos foram roubados.ndent:3L � t > �> �J? pportEmptyParas]>
1º) Se com a sinalização se constata que o motorista somente diminui a velocidade a 100 metros do pardal, sem a sinalização, as freadas serão mais bruscas e de repente em cima do pardal e isto vai provocar não apenas freadas, mas acidentes. Com a sinalização de pardal, ainda que o motorista esteja em alta velocidade ele tira o pé do acelerador dando tempo de diminuir a velocidade e o veiculo que vem atrás tenha tempo também de frear.

2º) Se o objetivo é reduzir a velocidade em pontos críticos, ou seja, em locais onde ocorre um numero maior de acidentes, isto propiciar ocorrer mais acidentes nestes pontos, pois o motorista não sabendo da existência de pardais andará em alta velocidade. Ou seja, o governo arrecadará mais e os acidentes aumentam.

3º) Se não há sinais de advertências será necessário que haja eficiência na sinalização de placas de velocidade, pois sabemos que em muitos pontos onde há pardais a velocidade máxima permitida é menor de 80 km/por hora. Ou seja, como que o motorista vai saber qual a velocidade permitida para aquele trecho? Pois, ainda que o motorista aprenda legislação, sabemos que muitos municípios estabelecem velocidades segundo suas conveniências, isto é, a maiorias dos municípios não respeitam a sinalização de transito quanto a questão de velocidade em suas vias.

Portanto, mais uma vez a sociedade está sendo lesada pelo governo e sendo roubada e isto fica claro que o interesse dos radares (pardais) é arrecadar e não prevenir acidentes, pelo contrario, com a decisão do CONTRAN, fica claro que esta medida em nada vai contribuir para diminuição de acidentes e de velocidade, mas sim, arrecadar mais.

Infelizmente, nós como brasileiros somos um povo que aceita tudo, aceita o governo nos roubar, ou melhor, ele não rouba, nós tiramos do bolso para ele nos usurpar. Tudo vem de cima para baixo. Meia dúzia de técnicos sentam e resolvem tirar mais dinheiro de nosso bolso, inventam uma desculpa e fica por isto mesmo, sem discutir com a sociedade. Isto ocorreu quando resolveram exigir dos motoristas carregar uma bolsa de primeiros socorros e muitos ganharam com isto, como o governo, através de multas e as empresas que fabricaram estas bolsas, até que se constatou que era inadequado. Porém, até chegar esta conclusão nos roubaram muito. Agora se repete novamente, ou seja, para arrecadar mais, não se importa que ocorrem mais acidentes, até que um dia, as manchetes nos jornais mostram o disparate do CONTRAM e por pressão voltam atrás, porém até chegar a esta decisão, muitos foram roubados.

O CONTRAM – DENATRAM (Departamento Nacional do Transito), decidiu que não haverá placas para avisar os motoristas sobre os radares (pardais), nas rodovias e zona urbana. Segundo o entendimento deles é que o motorista deve conhecer a legislação e também se constatou que há muitas marcas de pneu onde há os pardais.Ou seja, o motorista vem em alta velocidade e reduz fortemente nestes pontos, enfim, as placas acabam alertando-os para não serem multados.

Com esta decisão podemos verificar que de fato a intenção do governo em relação aos radares é a industria da multa, pois, o CONTRAM, não está preocupado com a redução de velocidade, mas pegar o motorista de surpresa e assim multa-lo. Somente que alguns detalhes não estão sendo levado em conta com esta decisão:

1º) Se com a sinalização se constata que o motorista somente diminui a velocidade a 100 metros do pardal, sem a sinalização, as freadas serão mais bruscas e de repente em cima do pardal e isto vai provocar não apenas freadas, mas acidentes. Com a sinalização de pardal, ainda que o motorista esteja em alta velocidade ele tira o pé do acelerador dando tempo de diminuir a velocidade e o veiculo que vem atrás tenha tempo também de frear.

2º) Se o objetivo é reduzir a velocidade em pontos críticos, ou seja, em locais onde ocorre um numero maior de acidentes, isto propiciar ocorrer mais acidentes nestes pontos, pois o motorista não sabendo da existência de pardais andará em alta velocidade. Ou seja, o governo arrecadará mais e os acidentes aumentam.

3º) Se não há sinais de advertências será necessário que haja eficiência na sinalização de placas de velocidade, pois sabemos que em muitos pontos onde há pardais a velocidade máxima permitida é menor de 80 km/por hora. Ou seja, como que o motorista vai saber qual a velocidade permitida para aquele trecho? Pois, ainda que o motorista aprenda legislação, sabemos que muitos municípios estabelecem velocidades segundo suas conveniências, isto é, a maiorias dos municípios não respeitam a sinalização de transito quanto a questão de velocidade em suas vias.

Portanto, mais uma vez a sociedade está sendo lesada pelo governo e sendo roubada e isto fica claro que o interesse dos radares (pardais) é arrecadar e não prevenir acidentes, pelo contrario, com a decisão do CONTRAN, fica claro que esta medida em nada vai contribuir para diminuição de acidentes e de velocidade, mas sim, arrecadar mais.

Infelizmente, nós como brasileiros somos um povo que aceita tudo, aceita o governo nos roubar, ou melhor, ele não rouba, nós tiramos do bolso para ele nos usurpar. Tudo vem de cima para baixo. Meia dúzia de técnicos sentam e resolvem tirar mais dinheiro de nosso bolso, inventam uma desculpa e fica por isto mesmo, sem discutir com a sociedade. Isto ocorreu quando resolveram exigir dos motoristas carregar uma bolsa de primeiros socorros e muitos ganharam com isto, como o governo, através de multas e as empresas que fabricaram estas bolsas, até que se constatou que era inadequado. Porém, até chegar esta conclusão nos roubaram muito. Agora se repete novamente, ou seja, para arrecadar mais, não se importa que ocorrem mais acidentes, até que um dia, as manchetes nos jornais mostram o disparate do CONTRAM e por pressão voltam atrás, porém até chegar a esta decisão, muitos foram roubados.

Ataíde Lemos
Escritor e poeta

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

As leis do mercado econômico


 
     Quero arriscar algumas palavras sobre economia, não como um profissional acadêmico na área, mas como alguém que há 20 anos é profissional liberal como representante comercial. 

     O mercado econômico tem suas próprias leis próprias que seguem vários critérios; a lei da oferta e da procura, por exemplo, quanto mais produtos há, seu preço tende a ser menor e melhores condições de negociações. Contrariamente, se dá quando há mais escassez, ou seja, preços mais elevados e dificuldades de negociações como aumento de preços, redução de prazos e o desinteresse por parte do fornecedor.

     Outra lei do mercado é a fidelidade dos parceiros comerciais, ou seja, quanto melhor o relacionamento entre cliente e fornecedor. Isto é algo relevante, pois, quando há falta de determinados produtos certamente, os fornecedores dão preferência a clientes mais fieis, os quais possuem maiores relacionamentos.

     Como representante comercial, observo o comportamento do mercado. Quando há excesso produção os fornecedores fazem promoções, aumentam prazos, dão brindes e bonificações, enfim, fazem qualquer negocio. Porém, quando há escassez, os fornecedores somem, os prazos caem e as vendas, tornam-se limitadas sendo  atendidos os clientes preferenciais.

     Uma outra lei do mercado, está relacionada na busca na diversidade de clientes, isto é, se numa determinada área, região não há lucro ou o comercio está restringido, a tendência do mercado é buscar outros pólos, de regiões para que possam ampliar a área de vendas, ou seja, o mercado está em conste movimento ampliando seu território.

     O mercado, também usa de varias estratégias quando determinados produtos estão sem margens de comercialização como a diversificação de produtos, no caso dos produtos agropecuários, o diminuo do plantio, diminuição da produção, etc. É impossível, produzir produtos ou serviços sem margem de lucro. O mercado não é assistencialista, na faz filantropia, ou seja, é para produzir bens e riquezas tanto para o país quanto para os empresários.

     As leis de mercados são universais. São idênticas tanto para pequenas empresas, num país, quanto ao mercado mundial, pois seu intuito é aumento de arrecadação financeira; de volume de produtos com um objetivo final que é aumentar o patrimônio individual dos empresários ou grupos empresariais e o governo arrecadar mais. Para o país, quanto mais forte, mais diversificada e intensa for sua  economia maior será arrecadação de impostos podendo assim, proporcionar a nação melhor qualidade de vida. Enfim,Tudo gira em torno da economia. Não há riqueza, nem há distribuição de renda, sem dinheiro.

     É comum vermos as pessoas dizerem; se os produtos internos aumentarem de preço, recorre-se à importação forçando sua baixa, este comentário, muitas vezes, é dito por pessoas leigas que não entendem como funciona a economia, isto é, as leis de mercado. 


    
Muitos economistas dizem que o dólar está super valorizado e isto tem atrapalhado a economia. Todo produto tem um custo para sua produção e comercialização. Este custo está relacionado as políticas econômicas de cada país. Quanto maior as taxas, os impostos a falta de estrutura operacional e logística, maior será custo final. Como também existem concorrências entre países, muitas vezes, o preço praticado por determinado país acaba eliminando a competição e, por conseguinte, desestimula a produção. No caso do Brasil, por exemplo; ele produz em real, e vende em dólar, quando o dólar está desvalorizado internamente as exportações dão prejuízos, sendo assim, diminuem significativamente as vendas externas. O mercado foi feito para dar lucros, se não der, não há mercado. 

     Segundo ponto; todo produto tem um preço que obedece às leis da oferta e da procura. O custo do dólar é estabelecido por cada país, isto é, o dólar tem um valor segundo políticas específicas, exemplificando: Se no mercado internacional a tonelada de arroz custa U$300,00 independe o valor da moeda no país seu preço internacional é  U$300,00. Com o dólar valorizado os empresários precisam comprar mais dólares para obter o produto no exterior. Sendo assim, mesmo que aparentemente o dólar represente valor baixo é fictício haverá necessidade de mais reais para comprar mais dólares para adquirir o produto.

     Finalizando, é importante entendermos que a política econômica é complexa, o discurso de que “se o determinado produto está com o preço elevado se importa”, não é bem verdadeiro, pois vai depender das leis de mercado; da produção internacional e do interesse comercial entre os paises. Neste sentido, é justificável quando os empresários queixam da alta valorização do dólar, pois, é um valor paradoxal, de um lado inibe as exportações, por outro, deixa o comercio brasileiro vulnerável em relação ao mercado internacional. Cria-se uma inflação em determinados produtos camuflada, e ainda, deixa o país na dependência das oscilações externas. Temos um exemplo clássico que é o trigo, dias atrás mereceu destaque na imprensa por ter havido uma alta considerável no preço devido a Argentina, nossa maior parceira, diminuiu sua produção e ainda resolveu exportar para outros países que pagavam melhor
Ataíde Lemos
Escritor e poeta

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Muitos Judas na política



O que levou Judas a decepcionar com Jesus e traí-lo, foi perceber que ele não era subversivo, ou seja, não iria libertar os Judeus do domínio romano e, o que o levou a vende-lo, foi sua índole. Enfim, já que Jesus não servia para ele, então, resolveu tirar proveito da situação e levar uma vantagem.

O ato de Judas reflete a atitude de muitas pessoas que acabam envolvendo no mundo político. Primeiramente, constroem uma bandeira ideológica para envolver as pessoas e conquistar simpatia e ao inserir num grupo político procura tirar dividendos (vantagens) sobre ele, mas quando percebe que não consegue seus objetivos passa para um outro grupo, assume uma outra ideologia e acaba traindo aqueles que os lançaram politicamente.

Isto é muito comum de se ver, por exemplo, políticos que surgiram de dentro das igrejas, usaram-se delas, da boa fé dos cristãos sejam eles evangélicos ou católicos e após atingirem seus objetivos eleitorais, políticos, se aliam com grupos que são favoráveis a todas ideologias de morte como por, exemplo, o aborto, eutanásia. São favoráveis as políticas a favor da legalização das drogas, das destruições das famílias e tantas outras bandeiras que não tem nada haver com a sua origem na política. São verdadeiros Judas que vivem a trair a boa fé das pessoas.

Por isto que o eleitor precisa ser consciente, precisa estar atento com aqueles que ele os elege. Infelizmente, para muitos políticos, o poder está acima da ideologia, está acima das pessoas e ai, se transparece também a índole do político.

Certamente, a colocação que farei pode ser utópica, fantasiosa e até mesmo ingênua, mas um verdadeiro político é aquele que não segue uma pessoa, mas sim tem dentro de si o interesse coletivo. É aquele que seu desejo de entrar na política é para servir e não ser servido. É aquele que vê a sociedade como um todo e não como um grupo de amigos. É aquele que em qualquer circunstância defende sua fé, mantém os valores humanos, éticos e espirituais acima de suas ambições. É aquele que fala a mesma coisa tanto nos bastidores quanto ao público.

Uma seleção natural de bons políticos devem partir de uma sociedade melhor, mais ética. Onde se convive a pluralidade de ideologias, mas que certos valores e princípios éticos e morais sejam a maioria da sociedade, para que isto reflita na qualidade dos políticos. Para que isto se reflita no que Leis que se pretende criar para a sociedade.

Alguns princípios morais éticos e espirituais são adquiridos no seio da família, outros são adquiridos nas escolas, através do conhecimento, outros ainda são adquiridos nas igrejas independentes as crenças e quando vemos uma atitude passiva da sociedade em relação à corrupção, quando vemos leis aprovadas favoráveis a degradação da família e mesmo aquelas que defendem a morte vemos que o grande problema em questão não está no político, mas sim, na sociedade em estar traindo sua própria origem e, sem perceber está se vendendo ainda que indiretamente.

Ataíde Lemos
Poeta e escritor 

domingo, 16 de outubro de 2011

Sociedade e a corrupção




Dias atrás, ouvi numa rádio local o comentário indignado de Alexandre Garcia sobre as manifestações contra corrupção que foram promovidas através das redes sociais. Sua indignação se referia ao numero pífio de participantes nestas marchas, que totalizaram menos de trinta mil manifestantes em todo o País, e que somente em Brasília somaram mais 20 mil, ou seja, 2/3 do total.

É lamentável ter que admitir que a corrupção não seja prioridade para a sociedade brasileira, ou ter que admitir que nosso povo não tem noção de cidadania, isto é, não conseguem associar corrupção a falta de educação, saúde, transportes, segurança, enfim, a tantos serviços essenciais que nos são oferecidos de modos precários, tudo porque faltam recursos, ou melhor, eles existem, mas vão para a corrupção e por isto é que faltam. É lamentável, observar que a corrupção não é algo essencial a ser combatido pela sociedade nas escolhas de seus candidatos.

Quando se promove passeadas em favor da liberação da maconha, são centenas de milhares de manifestantes e apoiadores. Nas passeadas dos homossexuais são centenas, às vezes, ultrapassando a casa de milhões de manifestantes (nada contra), no entanto, contra a corrupção, a favor da ficha limpa são apenas 30 mil em todo o País.

Estamos prestes a uma eleição, onde escolheremos novos representantes para os poderes públicos municipais e, lamentavelmente, por esta amostragem que vimos em relação à passeada contra a corrupção, podemos perceber que este não será o fator prioritário do eleitor na escolha de seus governantes, pois virão as frases como “rouba, mas faz” ou “todos roubam” ou ainda “entre roubar e fazer fico com aquele que rouba, mas faz” e assim por diante.

Certamente, haverá as entidades procurando trabalhar no voto consciente como é de costume acontecer. As igrejas procurando conscientizar os seus seguidores. As propagandas nas mídias tanto da Ongs como das instituições como Ministério Público, Poder Judiciário, procurando orientar os eleitores, porém, sabemos que pouco influirá, pois a força da retórica, o descompromisso do eleitor com a política e com seu dever cívico em favor do coletivo e os benefícios pessoais falarão mais alto e, como na passeada, observaremos que poucos eleitores têm o espírito público e de cidadania.

Dois fatores são fundamentais para a escolha de um representante parlamentar ou gestor público que são: idoneidade e capacidade intelectual ao cargo escolhido. Ou seja, um político precisa ser uma pessoa que tenha uma vida libada e pautada na honestidade. Uma pessoa que tenha referencias de seriedade e uma vida pública que a honre para que se habilite para o cargo pretendido. Também, precisa estar apto para exerce-lo, que tenha conhecimento de direito. Que tenha conhecimento mínimo intelectual (estudo) para não ser manipulado pelos seus pares. Um político precisa saber distinguir alhos de bugalhos. Enfim, não basta ser idôneo se não tem ação ou se é uma pessoa que tenha habilidades para o cargo, mas não tem idoneidade.

Em suma, antes de questionar nossos políticos, precisamos questionar nós mesmo, os políticos são eleitos e nós que os elegemos. No entanto, ao vermos e refletimos as manifestações públicas contra a corrupção, certamente, já conheceremos o final das histórias eleitorais.

Ataíde Lemos
Poeta e escritor

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Vários brasis no Brasil

O poema Vários brasis no Brasil, participou de um concurso  no Colégio Bahiense RJ, e foi um dos vencedores, sendo feito um cartão postal 






Vários brasis no Brasil

Quantos brasis há no Brasil!?
Este país heterogêneo
Na raça, na etnia, nos costumes
Diversidade que a cultura enriquece
Porém, na desigualdade, o empobrece.

Quantos brasis há no Brasil!?
Este país heterogêneo
Em cada região
Muitas riquezas naturais
Uma beleza sem igual
Do litoral ao pantanal.

Quantos brasis há no Brasil!?
Poucos vivem a fartura
Exercem a cidadania
Porém muitos sofrendo as agruras
Pela corrupção que é tirania
Geradora da falta de tudo
Desde o pão, a saúde, a educação...
Levando o brasileiro
Numa intensa degradação
.
Ataíde Lemos

sábado, 24 de setembro de 2011

Sem Educação



Sem Educação

Sem Educação não há educação
Sem educação há miséria
Há subserviência
Há ignorância
Há servos
Famintos.

Sem Educação não há liberdade
Sem educação não há cultura
Há bolsões de pobreza
Há currais eleitorais
Há súditos
Ignorantes

Sem Educação ganham os políticos
Ganham os detentores do Poder
Ganham os demagogos
E perde a sociedade,
Perde o futuro,
A Nação
Ataíde Lemos

Greve dos Professores em Minas Gerais



Tenho acompanhado pela mídia a greve dos professores do ensino público estadual de Minas Gerais. Não há como deixar-se de indignar ao saber que o salário base de um professor com ensino médio está a quem do salário mínimo, ou seja, R$ 369,00 reais.

Jamais qualquer cidadão com o menor intelecto possível pode admitir uma situação tão vexatória que a Educação de Minas vem proporcionando para estes profissionais – diga-se de passagem que o atual governador se intitula como professor – que tem como missão tão grande responsabilidade em formar o homem do amanhã.

Não sou professor, sou pai de aluno, mas ao mesmo tempo sou um cidadão preocupado com o futuro de nosso País e todos sabemos que um Brasil melhor, com mais qualidade de vida, com mais desenvolvimento social, econômico, cultural e cidadão passa pelo ensino, ou seja, passa pela escola e, conseqüentemente, pelas mãos dos professores.

Porém, observamos que a classe dos professores é desunida, ao vermos que mesmo tendo salários de misérias, muitos deles preferem se omitir e, muitas vezes, até ir contra seus colegas de profissão por estarem lutando em favor de sua classe. No entanto, estes mesmo que relutam em unir-se para que haja uma verdadeira mudança no ensino, iniciando-se pela valorização destes profissionais em greve, serão beneficiados por estes mártires da educação, que estão acampados, muitas vezes, passando fome, sendo maltratados e humilhados pelo poder Executivo estadual e mesmo pela grande parte dos deputados estatuais que se aliam em favor do governo e contra os professores.

Infelizmente, para se atingir um objetivo que vem de encontro com um bem maior, muitos tombam, mas nós como cidadãos e donos deste País e que desejamos uma sociedade melhor; que desejamos uma Educação de qualidade não podemos deixar sermos manipulados pelas mentiras que o Estado procura disseminar veiculando na mídia. É preciso aproveitar-se deste episódio, que é uma melhor remuneração dos professores, e nós como a sociedade num todo nos unirmos a eles para que conquistamos uma educação onde de fato podemos nos orgulhar dela.

Basta de vermos configurados por pesquisas ocuparmos posições de destaque, no entanto, destaques negativos, entrem as nações, por sermos o País de pior ensino mundial, ficando sempre nas ultimas posições em relação a todos os países. Nós, não podemos omitir a nossa responsabilidade continuando uma condição passiva diante a greve dos professores por melhores salários e condições de trabalho. Nossa omissão custa à qualidade do ensino.

No quadro geral em termos de ensino, em nosso País, o que são veiculados pelos governos estaduais e Federal é só mentira. São apenas promessas e marketing político, pois saltam aos nossos olhos a vergonha do ensino brasileiro.

Em suma, é legitima a greve dos professores mineiros e todos nós cidadãos mineiros precisamos unir a estes mártires da educação, independente se é 30, 20, 10 ou 5% dos que realmente estão em greve lutando para uma qualidade de seus rendimentos e do ensino mineiro. Não podemos admitir que uma pessoa faça 5 anos de ensino superior, mais vários de qualificações profissionais, para ter como rendimentos R$ 369,00 mais gratificações que no auto de sua aposentaria será desvinculada, passando o professor a ter uma aposentadoria pífia, depois de aturar mais 30 anos de trabalho, e diga-se de passagem, um trabalho estafante, que somente é executado por aqueles que são vocacionados.

Ataíde Lemos
Poeta e escritor

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Preconceito, discriminação contra-pondo valores



Estamos entrando num campo perigoso quando começamos a confundir o que é preconceito ou discriminação do que significam conceitos de valores arraigados na cultura da sociedade tanto em relação à ética, a moral, os costumes e os conceitos formados em relação às crenças espirituais; realidades que o Estado precisa respeitar.

Uma das funções do Poder Legislativo e a preservação e o responsável pela mudança destes conceitos de costumes, cultura quando a sociedade, como um todo pede. Normalmente, as Leis são estabelecidas pela sociedade as quais tem os parlamentares seus delegados e representantes legítimos. Enfim, uma Lei, somente é aprovada quando uma grande parcela da sociedade pede mudanças e não uma minoria. Por isto que leis que envolvem costumes, culturas, espiritualidades necessitam de amplos debates com a sociedade.

É importante estarmos atentos que, ainda que temos uma fraca qualidade no legislativo, os parlamentares são amostras da sociedade, mesmo assim, isto precisa ser respeitado. Desqualifica-los para sobrepor aos seus deveres como legítimos representantes da sociedade é promover um golpe em cima de um Poder que é o respaldo da democracia. Ou seja, é do legislativo que devem surgir Leis e não de outro Poder Constitucional, seja por qual justificativa queira de destacar. Se o Executivo legisla por Medidas Provisórias, é um direito dado por Lei, mas o Judiciário não tem esta prerrogativa usando das palavras “interpretação da Lei”. Em confronto jurídico, questionado por quem quer que seja, ele deve remeter ao Legislativo e não legislar segundo seus entendimentos, pois se assim fizer, que extingue o Poder Legislativo, pois o que não falta em nosso País são Leis. Basta só de tempo e tempo mudar sua interpretação como ocorreu no STF ao legislar mudando a constituição de Família, ou seja, impôs na sociedade uma nova cultura que vai contra a natureza humana, afronta costumes, culturas e a religião quando o Estado diz que pessoas do mesmo sexo podem se casar.

Mas, voltando ao tema do artigo que é refletir a questão do preconceito e discriminação contra-pondo os valores, culturais e de costumes, se partimos das primícias que determinados conceitos sejam preconceitos e ferem os direitos das pessoas discriminando-as, também seja erradas Leis que proíbam as pessoas fazerem suas necessidades fisiológicas em lugares específicos ou ainda obrigarem o uso vestuários para que suas genitálias não fiquem expostas, pois, as pessoas nascem nuas e puni-las é um ato preconceituoso e discriminatório indo contra a própria natureza, pois os animais não usam roupas, nem fazem suas necessidades fisiológicas em lugares específicos. A palavra “obscena”, está ligada a cultura, costumes, valores, etc. Ou seja, a palavra obscena é uma palavra subjetiva.

Pois bem, este exemplo é apenas um de tantos que não foram levados em conta quanto pela decisão de 11 Ministros da Suprema Corte, que ao legislar em favor de uma nova concepção de família, causou indignação de grande parte da sociedade como os de seus próprios pares.

Ataíde Lemos
Escritor e poeta

domingo, 26 de junho de 2011

O Silencio do Auto Clero e dos Evangélicos


Tenho lido muitas manifestações contrárias a decisão do STF de se declarar à união homoafetiva como constituição familiar, ou seja, as pessoas do mesmo sexo podem se unir (casar-se) formando assim uma entidade familiar, gozando de todos os direitos.

Realmente, esta decisão do STF, pegou de surpresa a maioria da sociedade que, devido sua espiritualidade não concorda com esta posição, pois, segundos preceitos bíblicos esta união foge a valores espirituais e cristãos. A Bíblia diz: Gêneses 2,24 Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne... outra citação Mateus 19,5...e disse: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne”. Ou seja, partindo deste princípio aceitar a união de dois sexos iguais como família é ir contrariamente aos princípios bíblicos.

Ainda é preciso dizer que, segundo juristas e pessoas conhecedores do Direito, ao STF tomar esta decisão, ele extrapolou seu Poder, legislando, pois feriu a Constituição Federal, que considera uma instituição familiar homem e mulher. Segundos entendidos, o STF, julgou ato de preconceito e discriminação, não aceitar a união homoafetiva. Este tipo de interpretação é vago e muito amplo, pois levar uma interpretação por este pensamento, pode induzir varias ações que desfigure toda a Constituição Federal brasileira, pelos mesmos motivos.

Algo que me incomoda e, de certa forma, me assusta, é as Igrejas tanto a católica quanto as evangélicas manterem em silencio quanto a esta posição tomada pelo STF, em não mobilizar-se a sociedade para que  se manifeste ou mesmo estimulando-a pressionar os parlamentares cristãos não aceitarem, ou então, mobilizar a sociedade revogar através de um PLC, elaborado por algum parlamentar ou mesmo incitar uma iniciativa popular para desfazer tal ato. Pelo contrario, vemos os lideres católicos como os evangélicos omissos até o momento, enquanto que a mídia, está veiculando constantemente matérias que levem a sociedade aceitar este tipo de casamento, haja vista, que ela tem dado muitos espaços midiáticos enfatizando como positiva a decisão do STF.

Gostaria de ressaltar que uma coisa é o preconceito e discriminação, isto jamais deve ser aceito, mas outra é compactuar com algo que se considere errado. Um exemplo clássico que coloco como parâmetro é a questão do preso, não deve discriminar ou ter preconceito em relação alguém que cometeu um delito e está preso, mas jamais pode compactuar com as suas atitudes delituosas. Ou seja, respeitar sempre o Ser humano, no entanto, não compactuar concordando com suas atitudes.

O que mais se tem colocado é que a família é à base da sociedade e as Leis são instrumentos usados para garantir o direito, inclusive o da família. Sendo assim, uma mudança substancial como foi determinado pelo STF, pegou a sociedade de surpresa, pela forma como ocorreu. Segundo muitos, esta decisão foi mais ideológica do que fundamentada na Lei Maior que é a Constituição Federal. Pois, certamente, se esta questão fosse discutida por aqueles que tem a prerrogativa de mudarem a Constituição, esta mudança não teria acontecida da forma como ocorreu. Onze juizes decidiram uma mudança constitucional e substancial que mudou toda a concepção e estrutura de família, em detrimento  a de mais de 600 delegados, eleitos e que representam a sociedade como um todo. Esta atitude foi um golpe de Estado contra a sociedade e contra o Legislativo.

Ataíde Lemos
Escritor e poeta

sábado, 25 de junho de 2011

Um Estado laico, mas indiretamente teocrático


O Brasil não é um Estado teocrático, ou seja, um sistema de governo em que as ações políticas, jurídicas e policiais são submetidas às normas de alguma religião. Embora, a Constituição Federal tem em seu Preâmbulo, o seguinte texto: “... “sob a proteção de Deus”, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Ou seja, de declara uma Nação monoteísta. Ao meu ver, é uma contradição quando se declara laico, já que inicia declarando-se monoteísta, ou seja, O monoteísmo (do grego μόνος, transl. mónos, "único", e θεός, transl. théos, "deus": único deus) é a crença na existência de apenas um só Deus. Diferente do politeísmo que conceitua a natureza de vários deuses, como também diferencia-se do henoteísmo por ser este a crença preferencial em um deus reconhecido entre muitos.

O Brasil se declarando um Estado “laico”, abre a possibilidade de haver uma pluralidade de crenças diversas. Enfim, ao ser laico, ele se declara isento de seguir determinada espiritualidade ou de obrigar a nação professar alguma. Ser laico, não significa ser uma nação ateia, pois caso fosse, exigiria de sua sociedade não possuir nenhuma cresça.

Pois bem, sabemos que a imensa maioria dos brasileiros, mais de 90% deles, professam alguma fé e isto faz com que o Brasil tenha suas Leis baseadas numa formação ética e de valores humanos baseadas nas religiões de sua população. Por conseguinte, como a grande maioria da sociedade brasileira se declara cristã (católicos e evangélicos) e uma grande parte espíritas, os quais também seguem preceitos bíblicos isto proporciona que as Leis estejam em consonância com preceitos bíblicos, ainda que alguns procuram diferenciar Estado de religião. Pois a Bíblia é uma religião a qual engloba quase todas as doutrinas.

Um dos preceitos bíblicos é aceitar o outro como o é e, também destacar o homem acima de suas subjetividades, ou seja, amar o próximo como a si mesmo. Certamente, é esta mensagem bíblica que também permeia a funcionalidade da democracia, ainda que indiretamente, pois tais princípios permitem-se aceitar e compreender as diferenças. Amar as pessoas acima de seus erros e por ai afora. Porém, quando se pretende criar leis que tem como objetivo limitar o anúncio da Bíblia ou defenderem praticas que vão radicalmente contra a vida, a sociedade se manifesta não permitindo que isto ocorra. Um exemplo clássico é a questão do abordo, ou seja, embora, há uma onda, inclusive de órgãos de expressão internacional, exigindo dos Países membros sua legalização. Esta lei até agora não foi aprovada no Brasil e dificilmente conseguirá aprovar, como outras Leis que seguem o mesmo sentido, ou seja, que atentem a vida.

Nestes últimos dias, a sociedade foi pega e golpeada de surpresa, por uma decisão do STF, que segundo alguns juristas, ele extrapolou sua competência ao legislar, isto é, o STF, constituiu a união de pessoas do mesmo sexo como uma entidade familiar, pior que com isto, pois, abriu-se precedentes para diversos tipos de uniões. Situação que somente pode ser revertida caso o Congresso Nacional ou as entidades religiosas (católicas, evangélicas e outras ligadas à família), mobilizassem a sociedade para se criar um PLC, onde mude esta decisão do STF, porque se partir apenas dos deputados dificilmente ocorrerá a não ser que sejam pressionados.

Enfim, como ressaltado acima, 90% da sociedade, possui alguma espiritualidade, e nesta parcela, estão incluídos nossos dirigentes que se espalham em todos os Poderes constituídos e também nas esferas governamentais, sendo assim, Leis ou manobras que se pretenda criar e ferem tais princípios e valores espirituais sem sombra de duvidas esbarram tanto na sociedade, quanto nestes que exercem autoridade em seus cargos específicos e esperamos que o Brasil volte aos trilhos em breve.

Ataíde Lemos
Escritor e poeta

Um Estado laico, mas indiretamente teocrático


O Brasil não é um Estado teocrático, ou seja, um sistema de governo em que as ações políticas, jurídicas e policiais são submetidas às normas de alguma religião. Embora, a Constituição Federal tem em seu Preâmbulo, o seguinte texto: “... “sob a proteção de Deus”, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Ou seja, de declara uma Nação monoteísta. Ao meu ver, é uma contradição quando se declara laico, já que inicia declarando-se monoteísta, ou seja, O monoteísmo (do grego μόνος, transl. mónos, "único", e θεός, transl. théos, "deus": único deus) é a crença na existência de apenas um só Deus. Diferente do politeísmo que conceitua a natureza de vários deuses, como também diferencia-se do henoteísmo por ser este a crença preferencial em um deus reconhecido entre muitos.
O Brasil se declarando um Estado “laico”, abre a possibilidade de haver uma pluralidade de crenças diversas. Enfim, ao ser laico, ele se declara isento de seguir determinada espiritualidade ou de obrigar a nação professar alguma. Ser laico, não significa ser uma nação ateia, pois caso fosse, exigiria de sua sociedade não possuir nenhuma cresça.
Pois bem, sabemos que a imensa maioria dos brasileiros, mais de 90% deles, professam alguma fé e isto faz com que o Brasil tenha suas Leis baseadas numa formação ética e de valores humanos baseadas nas religiões de sua população. Por conseguinte, como a grande maioria da sociedade brasileira se declara cristã (católicos e evangélicos) e uma grande parte espíritas, os quais também seguem preceitos bíblicos isto proporciona que as Leis estejam em consonância com preceitos bíblicos, ainda que alguns procuram diferenciar Estado de religião. Pois a Bíblia é uma religião a qual engloba quase todas as doutrinas.
Um dos preceitos bíblicos é aceitar o outro como o é e, também destacar o homem acima de suas subjetividades, ou seja, amar o próximo como a si mesmo. Certamente, é esta mensagem bíblica que também permeia a funcionalidade da democracia, ainda que indiretamente, pois tais princípios permitem-se aceitar e compreender as diferenças. Amar as pessoas acima de seus erros e por ai afora. Porém, quando se pretende criar leis que tem como objetivo limitar o anúncio da Bíblia ou defenderem praticas que vão radicalmente contra a vida, a sociedade se manifesta não permitindo que isto ocorra. Um exemplo clássico é a questão do abordo, ou seja, embora, há uma onde inclusive de órgãos de expressão internacional exigindo dos Paises membros sua legalização, esta lei até agora não foi aprovada no Brasil e dificilmente conseguirá como outras Leis que seguem o mesmo sentido, ou seja, que atentem a vida.
Nestes últimos dias, a sociedade foi pega e golpeada de surpresa, por uma decisão do STF, que segundo alguns juristas, ele extrapolou sua competência ao legislar, isto é, o STF, constituiu a união de pessoas do mesmo sexo como uma entidade familiar, pior que com isto abriu procedentes para diversos tipos de uniões. Situação que somente pode ser revertida caso o Congresso Nacional ou as entidades religiosas (católicas, evangélicas e outras ligadas à família), mobilizassem a sociedade para se criar um PLC, onde mude esta decisão do STF, porque se partir apenas dos deputados dificilmente ocorrerá a não ser que sejam peticionados.
Enfim, como ressaltado acima, 90% da sociedade, possui alguma espiritualidade, e nesta parcela, estão incluídos nossos dirigentes que se espalham em todos os Poderes constituídos e também nas esferas governamentais, sendo assim, Leis ou manobras que se pretenda criar e ferem tais princípios e valores espirituais sem sombra de duvidas esbarram tanto na sociedade, quanto nestes que exercem autoridade em seus cargos específicos e esperamos que o Brasil volte aos trilhos em breve.

Ataíde Lemos
Escritor e poeta

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Três anos de Lei Seca, o que comemorar?



Estamos comemorando três anos de Lei Seca e vejamos o que temos a comemorar:

Ø Nenhum motorista que foi pego dirigindo alcoolizado está preso.
Ø Nenhum motorista que matou no transito alcoolizado também foi preso.
Ø Os cofres públicos estão cada vez mais abarrotados de dinheiro para a corrupção devido às multas, pesadas, diga-se de passagem.
Ø Muitos motoristas idôneos estão com suas licenças para dirigir caçadas, devido terem sido flagrados com menos de 6 decigramas de álcool por litro de sangue.
Ø Muitas pessoas que jamais cometeram crimes, pessoas trabalhadoras, honestas tiveram seus nomes inseridos como criminosos e respondem processos. Mais uma vez fonte de renda para o Estado.
Ø O numero de vitimas no transito, mantendo praticamente no mesmo nível.
Ø Tirou a liberdade daquelas pessoas que sabe conciliar álcool e volante depois do expediente beber moderadamente com seus amigos.

Enfim, três anos e apenas quem tem lucrado com a Lei Seca é o Estado arrecadando mais e a sociedade convivendo com a violência no transito tal qual era antes dela.

Desde quando foi implantado a Lei Seca, sempre questionei sua praticidade e aplicação favorável à sociedade, mas sim como um meio a mais do governo arrecadar, porém, procurando passar para a população um grande beneficio que ela causaria. No entanto, aos poucos a ficha vai caindo e ai a sociedade percebe que foi enganada, mas ai não tem o que fazer. Muitas vezes a sociedade exige Leis que acaba depois recaindo o ônus sobre ela mesma.

Sempre bati e bato na tecla que, para aquela pessoa que tem problemas com álcool, nenhuma Lei vai fazer com que não beba ou beba menos. Quantos flagrantes a televisão mostrou de pessoas caindo em frente às câmeras, fazendo verdadeiras palhaçadas por estarem completamente embriagados. No entanto, pessoas que saíram para um divertimento, pessoas responsáveis estão sendo cerceadas de dirigirem por causa de pequenas porcentagens de álcool no sangue. Esta é uma grande estupidez e violência que a Lei Seca tem provocado a sociedade.

Evidentemente, se fazia necessário que a Lei anterior fosse mais rígida para os motoristas que dirigem embriagados, que certamente, é muito mais que 6 decigramas de álcool por litro de sangue, mas a Lei permitia no máximo de 0,6 dg/l. Em suma, se esta quantidade permanecesse como mínimo, mas houvesse uma fiscalização rígida, não precisaríamos estar passando por esta situação ridícula, onde a Lei Seca somente está favorecendo os cofres públicos.

É preciso repensar o Pacto Federativo do Brasil



O Brasil tem avançado em sua democracia, tanto a nível político, social, cultural e na sua liberdade de expressão, cujos todos estão tendo acesso em “tese” aos seus direitos constitucionais. Isto tem sido muito providencial, se partirmos do principio que a minoria está conquistando seus direitos. Também é muito positivo em termos de evolução da sociedade em relação aos de Direitos Humanos e de cidadania, pois se todos pagam impostos, se todos são obrigados a cumprirem as Leis, por estar sob seu julgo, nada mais justo que os direitos serem iguais a todos.

Com o avanço da democracia é fundamental que também avance não só em termos de sociedade, mas em relação ao pacto federativo, ou seja, mesmo o Brasil sendo uma Nação federativa é preciso que os Estados tenham mais liberdade em legislarem mais democratamente em assuntos mais controversos, como ocorre nos EUA. Pois cada região brasileira tem suas peculiaridades e uma realidade em termos de sociedade. Enfim, em democracia o essencial é respeitar o direito de todos, inclusive daqueles que pensam diferentes poderem ter suas próprias Leis.

É importante levar em consideração que o Brasil é um País continental e possui uma miscigenação de raças, proporcionando varias culturas e tendência de sua sociedade. Sendo assim, o Brasil optar pela democracia precisa de mecanismos onde a população possa viver em harmonia. Embora, a sociedade brasileira seja pacifica, harmônica pode-se criar conflitos sociais e de classes quando alguns direitos são dados para alguns em dissonância de costumes e valores de uma outra parte. Ou seja, pode-se construir a partir de uma Lei única, que não leve em consideração outras partes da sociedade, gerar divisões entre elas. O pacto federativo, onde Estados promovem determinadas Leis, segundo seu povo, isto não ocorre.

Uma sociedade heterogênica e pluralista não é possível que uma Lei tenha que ser praticada do Rio Grande do Sul ao Amazonas, sendo que estas regiões são muitas vezes antagônicas em termos de cultura, social, econômica e educacional, etc. Uns Estados sua sociedade é mais conservadora, outros mais liberal Ou seja, são povos completamente distintos sociológica e filosoficamente, mas no entanto, é obrigado serem regidos por uma mesma Lei.

Evidentemente, uma democracia em termos de federalização não significa o desdobramento de vários paises dentro de um Estado, mas sim,, uma maior autonomia jurídica, até mesmo, para que os povos tenham oportunidade de residirem em Estados que mais se enquadram em seus pensamentos e interesses.

Os EUA já avançaram em décadas em relação ao Brasil na democracia federativa e podemos observar que isto não proporcionou o desmonte do País, pelo contrario, é um País que mesmo tendo suas crises como todos, sua democracia continua sempre a mesma e avançando, um destes exemplos é a maneira como se dão as eleições presidenciais naquele País, extremamente democrática, onde os concorrentes finais são aqueles que vão conquistando os Estados.

Dois fatos relevantes ocorridos nestes últimos meses, nos levam a esta reflexão onde é preciso o Brasil avançar democratamente em termos de federalização, já que ele tem adotado posturas que estão gerando conflitos na sociedade. Isto é notório. Uma é a liberdade da manifestação (passeatas) das drogas ilícitas e a outra está em relação à nova concepção de constituição de família; a união homo-afetivas. Não há duvidas que estas duas novas mudanças afetaram a sociedade dividindo-a e esta divisão ocorrida, no meu ponto de vista, não é questão de preconceito, mas sim de convicções e de valores. Pensamentos que também precisam ser respeitado já que todos têm o direito de liberdade de expressão.

Quando analisamos os EUA, alguns Estados possuem pena de morte, outros não. No caso das drogas cada Estado tem suas leis próprias, umas mais amenas, outras mais rígidas, até mesmo a Lei que se refere à questão de álcool e volante, cada estado tem sua legislação e por ai afora. Enquanto, isto aqui no Brasil se procura ampliar cada vez mais a democracia, no entanto, todos são obrigados a estar sobre o julgo de uma mesma Lei, onde a maioria precisa aceitar e se enquadrar a certas normas impostas que vão contra seus valores em nome da minoria, algo que numa democracia onde a Jurisdição é independente estes conflitos, de certa forma diminuem, pois as pessoas vão morar onde se sente mais liberdade e que se adapte a sua posição filosófica.

Ataíde Lemos
Escritor e poeta

domingo, 19 de junho de 2011

Interesses pela legalização da maconha



Tenho lido, assistido varias matérias relacionadas à liberação das drogas. Primeiramente, FHC fazendo sua defesa a liberação da maconha e parece que ela já lhe rendeu benefícios, pois recentemente o STF, deu sua resposta ao permitir passeatas em favor dela ao entender que, não autorizar, está se ferindo o direito de liberdade de expressão, ou seja, estamos caminhando para que alguns líderes liderados por FHC começam a formar opinião quanto sua liberação.

Algo que me surpreende e me deixa apreensivo é ver que as mídias de grandes expressões têm entrado também neste interesse, pois, estão se destacando e enfatizando em suas matérias jornalísticas falas daqueles que são favoráveis a sua liberação. O que também me surpreende é o silencio da maioria contraria, ou talvez, ela não esteja tendo o espaço nas mesmas mídias para defender a não liberação.

É importante ressaltar que proibição do uso da droga (maconha) não é uma decisão filosófica, etc, mas é uma decisão política em comum acordo com a questão de saúde pública, ou seja, sua proibição está relacionada aos malefícios de seu uso. Como exemplo, se é constatado que um medicamento (droga) produz muitos efeitos colaterais a ANVISA, proíbe a produção e a venda, ou seja, da mesma forma, a maconha é proibida seu uso devido vários efeitos colaterais em seus usuários e inclusive a dependência. É preciso dizer que seus efeitos colaterais estendem também a família e a sociedade. Ainda ressalto que as conseqüências do uso desta droga, não se restringe ao biológico e psíquico, mas também efeitos sociais. Enfim, é uma droga classificada como perigosa pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Porém, ao que me parece o interesse nesta legalização tem alguns interesses, pois somente isto seria o motivo para procurar mobilizar a sociedade induzindo-a pedir mudanças na Lei. Vejamos algumas:

1. Financeiro: Não é de desconhecimento de ninguém que as drogas movimentam milhões e milhões e que estes recursos não retornam em impostos. Evidentemente, seria mais um excelente tributo que rechearia o caixa do Estado, independente as conseqüências de saúde pública que seu uso proporcionaria. Ainda temos que levar em consideração que muitas empresas na área farmacológica lucrariam com sua liberação. Enfim, sua liberação tem interesses financeiro

2. Interesse social: Todos nós sabemos que o maior consumo de drogas é da classe social de melhor poder aquisitivo. Na verdade, quem sustenta o tráfico de drogas e quem os mantém não são os pobres das favelas ou dos subúrbios, mas sim, os engravatados dos grandes edifícios, da Zona sul do Rio e de outras capitais do Brasil. São os políticos, os artistas, os grandes empresários, etc. Sendo assim, eles também procuram fazer seus lóbis para que esta droga seja liberada.

3. Político: Evidentemente defender causas produzem benefícios políticos e financeiros, principalmente, aquelas que há uma imensa maioria interessada que se beneficiarão caso seja implementadas, tem retornos políticos. Não há duvidas que esta é uma estratégia são usadas por políticos inteligentes, ou seja, assume-se uma bandeira para formar opinião e assim, obtém retornos tanto político como financeiros pelas empresas que também lucrarão muito.

Enfim, a sociedade precisa estar atento e se acordar, pois é isto que parece estar ocorrendo nesta campanha bem orquestrada e montada por alguns lideres como FHC e outros. Lideres estes que estão nos Três Poderes e que muitos estão sendo financiados por grupos empresariais e políticos.

É necessário que as entidades que atuam nesta área, a comunidade cientifica relacionada a saúde esteja a tenta a esta manobra que se procura fazer e também manifestar suas posições para este movimento que, digo de passagem, não está preocupado com a saúde pública, mas sim, interesses pessoais ou de grupos disseminando esta idéia e venhamos a legalizar a maconha, pois depois dela será para a legalização da cocaína e assim por diante.


Ataíde Lemos
Escritor e poeta

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Direito a Liberdade de Expressão



O Brasil é o País da piada pronta, estamos vivendo um período complicado, mas como tudo é fase, talvez logo ele (Brasil) entre nos trilhos novamente. Está se confundindo direito de liberdade de expressão com anarquismo, com descumprimento de Leis, e pior, os próprios magistrados permitindo o descumprimento da Lei e que se esculhambe a Republica. Até parece que o País ainda vive o trauma da ditadura e por isto, tudo que se parecer reprimir liberdade de expressão deve ser punido, ainda que seja algo que vai contra a Lei. Democracia é direito de todos, de expressão de pensamento, de direito a liberdade, mas é preciso colocar regras.

Entendo que o direito a liberdade de expressão não deve ser ceceada, e isto não ocorre no Brasil, pois todos têm direitos de criticar as Leis, os políticos, os Poderes constituídos, ou seja defender suas posições. Isto se vê comumente nas redes sociais pela internet, nas manifestações individuais. Vemos isto constantemente em todas as mídias, ou seja, todos que quiserem falar sobre tudo não têm este direito cerceado. O que observamos é o Judiciário, este sim, sempre cerceia informações de políticos, como ocorreu no caso do Estadão quando foi proibido de noticiar informações do filho de José Sarney.

No entanto, liberar manifestações favoráveis às drogas, onde se fecham avenidas para que pessoas peçam sua liberação? Ou seja, a sociedade de uma maneira geral, ter que assistir apologia ao crime! Porque, na verdade, é isto que se está permitindo. Não se está mais respeitando o direito da maioria, em favor da minoria mesmo que fere a Constituição Federal. Repito; direito de liberdade de expressão precisa ter regras, porque se não vira anarquismo e é o que parece estarmos presenciando.

Pouco a pouco, a sociedade está permitindo que o Estado interfira de forma equivocada, às vezes interferindo em demasiada na individualidade das pessoas e das famílias, outras vezes levando o País perder suas referencias de valores, em nome dos Direitos Humanos. Em suma, o Brasil está transformando em anarquista pela interferência errada do Estado na sociedade.

Há muitas outras formas de manifestação do exercício da democracia e da liberdade de expressão que podem ser exercidas sem que isto interfira e fere o direito da maioria. Por exemplo, um destes locais apropriados é o Congresso Nacional. Lá sim, é a Casa do Povo. Lá se encontram os representantes legítimos da Nação.

As manifestações públicas (passeatas) dos homossexuais, das etnias, raças, credos são legitimas, pois elas são constitucionais, sendo assim são amparadas pelas Leis e devem exigir seus direitos. Mas, em relação às drogas não faz nenhum sentido a mobilização do Estado para uma manifestação de um ato ilícito.

Em suma, o Brasil está entrando num campo perigoso e que precisa estar atento, pois ao que me parece maioria da sociedade está adormecida e alguns ideológicos estão aproveitando deste sono visando mudar as estruturas de valores e culturas do País. Reitero que este meu artigo não tem como fundamento restringir a liberdade de expressão, pois ao escreve-lo é um direito a mim dado, por esta mesma liberdade, porém, não concordo que da forma como vem ocorrendo permitindo manifestações públicas (passeatas), onde o Estado dê aparatos como fechamentos de ruas, avenidas, segurança e toda uma infra-estrutura – custo para contribuintes – para atos ilegais, inclusive, fazendo apologia a um mal que está matando a sociedade. pois a partir do momento que se pode fazer passeatas em favor da maconha, também podem fazer-se as drogas de modo geral, inclusive ao ckac, pois todos estão classificados como drogas ilícitas.

Ataíde Lemos
Escritor e poeta

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Diferença entre FHC e o PT


Não sou petista e não sou eleitor de FHC, três motivos me fazem não votar nele (instituir na Constituição a reeleição); Iniciar as políticas de assistencialismo e também por ter sido um grande professor de Lula, por ensina-lo como manter-se no Poder fazendo populismo, pois no governo dele foi que iniciou as políticas de clientelismo visando a reeleição. Outro fator me fazia não gostar dele que foi a privatização, porém devido ver o que a turma do PT fez e quais eram suas intenções quando gritava contra, hoje sou a favor delas, mesmo dando a troco de banana, pois é melhor dar para a iniciativa privada que ver o que fizeram com as que não foram privatizadas.

Pois bem, mas algo que me leva a ter, de certa forma, uma admiração por ele, muito embora eu seja contra a legalização da maconha, é que mesmo ele tendo esta posição favorável, não fez dela uma bandeira enquanto presidente, para colocar goela a baixo da sociedade brasileira. Ou seja, ele respeitou o pensamento da sociedade que em sua maioria é contraria, e agora ele sai por ai defendendo, mas como um formador de opinião e não como um gestor público. Da mesma forma recordo que, segundo muito se disse, FHC é ateu, mas jamais ofendeu a religiosidade e procurou implantar um desmonte da espiritualidade, pelo contrario, sempre teve um excelente dialogo com a igreja católica e as demais denominações como as diversas espiritualidades da sociedade, sem jamais querer infundar os seus pensamentos filosóficos e seu conhecimento sociológico. Enfim, FHC, com todos seus males foi coerente com o que pensa o povo brasileiro, abdicando de sua intectualidade para impor uma ideologia ao seu povo, coisa que infelizmente vemos ocorrer continuamente no governo do PT. Pois, o PT com suas correntes ideológicas procura a todo custo infundar no povo brasileiro suas ideologias sem respeitar a cultura da sociedade. Vimos e vemos varias vezes isto ocorrer quando grandes partes dos petistas tentaram impor a Lei do Aborto. Quando Marta Suplicy procura amarrar o direito das igrejas pregarem o evangelho segundo as Leis de Deus. Quanto se tentou e ainda procura impor A Lei de Cotas, onde a Educação ao invés de privilegiar o Saber tem que privilegiar as raças, as etnias, sendo que a Educação é direito de todos e, mesmo tendo um Ensino de péssima qualidade, todos têm os mesmos direitos a ela, ou seja, os negros, os índios, os brancos, os de vários credos recebem o mesmo ensino e que, por sinal, não freqüentar a escola é crime penal.

Em suma, tem certas situações que devemos aprender e deixar de lado nossa ideologia, ou deixar de tecer criticas, simplesmente pela critica, mas elogiar postura de adversários reconhecendo neles seus atributos. Não sendo cego e apenas repetindo o que nossos ídolos dizem.

Ataíde Lemos
Escritor e poeta

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Em nome dos Direitos Humanos




Algo que tem me surpreendido e deixado preocupado é a evolução da sociedade em relação aos Direitos Humanos, com destaque ao Brasil. Pois, de maneira sorrateira pouco a pouco está disseminando e implantando uma ideologia que vai sufocando a liberdade de expressão em nome desta mesma liberdade. Em breve, algum representante dos Direitos Humanos mobilizará deputados para que se crie uma Lei que proíba a publicação, leitura e reflexão da Bíblia, punindo com prisão àqueles que estiverem portando uma Bíblia ou fazendo alguns comentários de seus textos, já que este livro, embora, seja lido por quase toda população mundial fere de forma agressiva os Diretos Humanos. Como exemplo, cito apenas que no seu primeiro livro em que está escrito que Deus fez a mulher para o homem, ou seja, este versículo já coloca o homem acima da mulher e também age de forma preconceituosa contra os homossexuais neste mesmo texto. Enfim, quem estiver portando Bíblia estará fazendo apologia ao preconceito e estará ferindo os Direitos Humanos.

Com esta nova Lei que em breve os representantes dos Direitos Humanos proporão e que os representantes (parlamentares), eleitos por nós e que na maioria usam das religiões para se elegerem, irão aprovar em nome dos Direitos Humanos e da minorias que se sentem discriminadas por tais citações bíblicas.  Estes mesmos, também deverão propor Leis que proíbem  as praticas religiosas, sejam elas quais forem, pois todas as doutrinas, sem distinção, ferem os Direitos Humanos, por fazerem criticas a outros credos, as tendências e liberdades sexuais. 
É importante ressaltar que este processo de acabar com a espiritualidade e de banir algumas doutrinas em nome dos Direitos Humanos, deu-se inicio com o grande debate que volta e meia surge sobre a retirada dos crucifixos das repartições públicas, pois a minoria possui outros credos e sentem-se ofendidos por este símbolo alegando que deve ser proibido, pois, se o Estado é laico por que ter o crucifixo em repartições públicas como escolas, hospitais, etc.? Ao invés de liberar outros símbolos acham, por bem retirar os crucifixos. Alias acredito que pelo andar da carruagem é melhor que se tire mesmo, pois Ele (Jesus) deve sentir-se envergonhado de estar em determinadas repartições que há injustiças, corrupções, imoralidade, etc. O crucifixo exposto nestes locais, de certa forma, é como se estivesse abençoando a vergonha. Enfim, o crucifixo que antes de Jesus era sinal de maldição, e que a partir de sua morte na cruz, torna-se sinal de salvação, novamente retorna ao seu sentido de origem

Outra proposta que podem também ser questionadas por alguns grupos é a mudança de nomes de Estados, cidades, avenidas, ruas, etc. pois, já que nem todos acreditam em santos, não é justo que tenha que pronunciar: São..., Santo... ao referir-se a um Estado, cidade, bairro, avenida, rua, etc.

Pois bem, esta é uma critica que faço, por ver que muitos cristãos acabam permanecendo em silencio, omitido suas posições, defendendo o evangelho. Enfim, mantendo-se passivo diante uma ideologia que está se construindo e conseguindo implantar seus alicerces e que, certamente, de alguma forma vai se cumprindo a profecia, no qual, se diz que chegará um tempo que viver a espiritualidade terá ser as escondidas. Que as pessoas terão que omitir os símbolos sagrados, pois serão perseguidos. No entanto, é preciso ressaltar que isto começa a acontecer pela própria omissão dos cristãos que vão se calando e em alguns casos concordando com Leis que tira a possibilidade de anunciar o evangelho. 

Ataíde Lemos
Escritor e poeta 

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Educação no Brasil



Quando falamos em Educação no Brasil, vemos que o ensino encontra-se decrescente, ou seja, cada vez mais tem perdido a qualidade formando analfabetos funcionais. Isto é decorrente da falta de políticas publicas de motivação aos professores que passa pelo baixo salário, pela fraca formação pedagógica, bem como, o ajuste a uma nova concepção de ensino onde o professor tenha autoridade em sala de aula como educador, mas que também se adapte as novas realidades de ensino, isto é, as transformações e o surgimento de novos de conceitos de direitos humanos e de educação. Enfim, um ensino sem exclusão visando tanto a formação no conhecimentos, mas também de cidadania e inclusão social.

Não sou um educador, muito menos tenho a pretensão de tal, mas é comum vermos no cotidiano, situações que nos leva a questionar como está o ensino atualmente ao observarmos alunos que terminam o curso fundamental sem saber ler e escrever; sem saber fazer operações simples de matemática ou mesmo não sabendo quais são as capitais dos Estados brasileiros.

Também, não precisa ser um educador para observar a falta de autoridade dos professores frente aos alunos, ou seja, hoje o aluno é quem diz ao professor o que quer aprender, como quer ou de como o professor deve se comportar numa sala de aula. Isto tem também levado os professores não se comprometerem com o ensino, pois a todo o momento estão pisando em cascas de ovos, quaisquer atitudes de maior rigidez na disciplina podem levá-los a responder processos administrativos ou mesmo criminais, ou ainda, sofrerem agressões por parte de alunos. Portanto, esta realidade conduz professores apenas trabalharem pelos seus salários – diga-se passagem, baixos-salários - sem comprometimento com a educação.

Por outro lado, também é fácil observar que alguns diretores de escolas agem de forma equivocada com os alunos, em muitos casos, sem comprometimento em adaptar-se a adversidade escolar. A nova pedagogia exige mais da escola que simplesmente transmitir conhecimentos intelectuais, ou seja, hoje o papel do ensino (educação) está em formar cidadãos e para isto, exige maior compreensão, tolerância e habilidade frente aos novos desafios da diversidade e pluralidade na maneira de trabalhar o aluno. Não se pode tirar a autoridade do professor, mas não pode dar a ele a intolerância para não saber trabalhar o aluno que se encontra dificuldades tanto no aprendizado como em relação à disciplina.

Em educação não se pode primar pela Tolerância Zero com o aluno. Autoridade não se conquista aplicando penalidades ou exigindo o rigor do regulamento, mas sim, na habilidade que o educador precisa ter para manter sua autoridade sem que isto leve o aluno- problema a abandonar a escola ou mesmo agredir o professor. Na maioria das vezes, a agressividade do aluno frente ao educador ocorre pela falta de comunicação entre ambos. Em alguns momentos por uma tolerância excessiva do professor e outras uma autoridade exacerbada do educador.

Em suma, somente poderemos ter uma melhor qualidade de ensino quando todos que são responsáveis em promover a Educação falem o mesmo idioma, ou seja, o governo valorize mais o profissional de ensino (professor) remunerando-os dentro do que merece a profissão. Quando as instituições de ensino superiores melhorem sua grade curricular visando formar professores, pedagogos mais preparados para a nova realidade de ensino. e por fim, quando as políticas públicas voltadas à educação forem mais claras, mas democráticas levando as dirigentes de ensino a compreenderem seu verdadeiro papel que é promover a educação, mas também a formar o cidadão sem a exclusão do aluno.

Ataíde Lemos
Escritor e poeta

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O Brasil Virtual e o Brasil Real



Quando analisamos o Brasil nos serviços essenciais que ele oferece a população é algo de nos entristecer e deixarmos indignados. Infelizmente, um dos fatores que contribui para isto é a centralização das receitas por parte da União, ficando com a concentração de quase todo o montante percentual do que se arrecada em impostos no País, enquanto que os entes federativos e municípios ficam com pequena parcela. No entanto, há outros fatores que contribuem também que é o mal gasto destes recursos, sobrando o ônus para a sociedade que acaba não tendo o mínimo nos serviços essenciais como Educação, Segurança, Transporte e essencialmente a Saúde.

Além dos recursos escassos na ponta e mal distribuídos, a questão da corrupção deixa no meio do caminho grande parte destes poucos que são repassados aos serviços públicos essenciais, somando-se ainda o mau gerenciamento e falta de políticas pública para estes setores para que assim, possa ser melhores administrados e melhores aplicados em prol a sociedade.

Infelizmente, este meu comentário é sempre colocado por todos que se indignam com o Estado quando o assunto está relacionado aos serviços essenciais públicos, mas não dá para deixar de fazer criticas quando observamos que o cidadão brasileiro paga uma imensa carga tributária, ou seja, mais de 1/3 do Produto Interno Bruto (PIB) é arrecadado em impostos tributos e a grande maioria da sociedade vive numa penúria em relação aos serviços básicos essenciais e ainda, o governo sempre procura arrecadar mais criando taxas disto, daquilo, contribuições para isto, para aquilo para aumentar mais seu caixa.

Todos os serviços básicos são essenciais, porém, algo que nos deixa profundamente indignado é o descaso com a Saúde. Não é possível, se conformar com um País onde a sociedade é extorquida com impostos e as pessoas morrem nas filas de hospitais por falta de médicos, de medicamentos, pela falta de leitos. Onde vemos as pessoas agonizando nos prontos atendimentos, sendo obrigados a ficarem 5, 6, 8 horas deitados no chão, nas macas em corredores para serem atendidos sem as mínimas condições de higiene, é impossível não contrair doenças, infecções hospitalares. A ANVISA se preocupa tanto com a qualidade dos medicamentos, das empresas que atuam nesta área, mas o que ela faz em termos do Estado?

Não é possível conformar em ver que muitas pessoas morrem por falta de falta de ambulâncias, falta de hospitais ou falta de médicos de especialidades comuns como clinico geral, pediatra, etc. Não é possível conformar que um exame médico demore 3, 4 até 6 meses para serem realizados, isto é, para saber um diagnostico clinico se leve meio ano, tempo este que se torna fatal para aqueles que possuem uma doença grave e que precise de diagnostico rápido! Quantas pessoas morrem porque ao receber o diagnostico de um câncer ele se avançou devido demora de tratamento? Ou seja, a sociedade, com destaque aquelas de menores condições financeiras, não recebem um mínimo de respeito e são muitas vezes elas que acabam contribuindo com as altas taxas na arrecadação do Estado, por meio das compras e são as mais desrespeitadas por Ele.

Não dá para conformar que pessoas precisam promover rifas, pedir dinheiro nas rádios, fazer campanhas para fazer certos exames que são oferecidos pelo SUS, mas que pela fila de espera o doente precise pagar numa instituição médica privada, para não morrer.

Como exemplo, podemos observar o descaso do Estado com a Saúde quando analisamos a questão da especialidade de psiquiatria. Na maioria das cidades não há médicos nesta área. Em quase a totalidade das cidades tanto a União, os Estados e municípios não oferecem tais especialidades e quando oferecem, o prazo de espera por uma consulta chega a meses. Este é apenas um exemplo.

Em suma, vivemos um Brasil virtual, onde insistem em nos inserir no Primeiro Mundo. Onde nossos representantes se julgam grandes e querem discutir de igual para igual com as grandes potencias, mas para a maioria da sociedade, ou seja, aquela que constroem a riqueza deste País o mundo real é comparável paises de 4º mundo, pois nos faltam tudo. Embora, tenhamos uma estampa de País que respeita os Direitos Humanos fazendo discursos inflamados, exigindo dos outros paises que também respeitem a nossa sociedade é tratada com total indignidade em seus serviços essenciais e aqui enfocando a Saúde Pública.

Ataíde Lemos
Poeta e escritor 

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O caso de Realengo abre uma discussão oportuna e de oportunismo


Após o trágico episódio da Escola Tassio da Silveira em Realengo, onde Wellington Menezes de Oliveira, matou 12 crianças, levantou-se a questão do desarmamento, um assunto importante, mas com um tom de oportunismo, ou seja, alguns procuram, promover-se politicamente através de um discurso para agradar parte da opinião pública, mascarando um problema sério que é o cumprimento do Estatuto do Desarmamento.

A sociedade brasileira já deu sua resposta quanto possuir armas ou não, inclusive, escrevi vários artigos na época enfocando meu ponto de vista a favor do desarmamento, no entanto, na democracia se respeita a opinião da maioria e como ela votou contra, não seria um episódio triste como o ocorrido que mudaria a opinião dos 65 % dos que foram contra em 2005, até porque, de lá para cá a segurança não melhorou a ponto de uma mudança de pensamento dos brasileiros, pelo contrario, a segurança ainda é um dos pontos cruciais que o Estado não consegue resolver, pois os baixos salários dos policias, a falta de preparo dos mesmos e a corrupção que existe nestas instituições torna-se um entrave que parece não resolver. Desta forma alguém precisa se armar e assim, como que a sociedade vai abdicar deste direito? Mesmo sabendo que ter uma arma a grande vitima é o cidadão de bem que a possui! Porém, ainda que seja assim, ter uma arma para os que possuem é sentir-se uma sensação de segurança.

O grande problema que há em relação às armas é a quantidade de armas legais que se tornam ilegais após sua fabricação. São as armas vendidas de forma ilegal pelas industrias, pelos varejos devido a falta de fiscalização por parte do Estado e também o grande comercio clandestino que ocorre através dos agentes de segurança pública aos marginais. Além do que, produzir uma arma não é um bicho de sete cabeças, ou seja, deve haver muitas fabricas clandestinas que acabam produzindo armamentos para o crime.

Portanto, a meu ver, a questão da violência está numa política de segurança que envolve todas as instituições públicas afins. Vontade política onde se faça cumprir as leis através de uma fiscalização para se ter um controle através de um banco de dados deste a fabricação até a ponta, ou seja, a venda do consumidor final. É preciso promover segurança, onde o cidadão tenha a certeza que não precisará possuir uma arma para se defender. É necessário, através dos Conselhos de Seguranças Públicas, sejam eles os municipais, estadual e Federal promover políticas de prevenção a fim de que  as instituições possam ter mecanismos de proteção e de fiscalização para que não ocorram fatos lamentáveis como o da escola de Realengo.

Como ocorreu numa escola poderia acontecido num shopping, numa avenida movimentada, como já ocorreu numa sala de cinema etc., ou seja, são situações atípicas que certamente foge o controle, mas que não podemos deixar de levantar-se questionamentos, principalmente num País que o Estado é praticamente ausente em termos de segurança e saúde metal, fatores essenciais para desencadear episódios como o ocorrido.

Ataíde Lemos
Escritor e poeta