segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Educação no Brasil



Quando falamos em Educação no Brasil, vemos que o ensino encontra-se decrescente, ou seja, cada vez mais tem perdido a qualidade formando analfabetos funcionais. Isto é decorrente da falta de políticas publicas de motivação aos professores que passa pelo baixo salário, pela fraca formação pedagógica, bem como, o ajuste a uma nova concepção de ensino onde o professor tenha autoridade em sala de aula como educador, mas que também se adapte as novas realidades de ensino, isto é, as transformações e o surgimento de novos de conceitos de direitos humanos e de educação. Enfim, um ensino sem exclusão visando tanto a formação no conhecimentos, mas também de cidadania e inclusão social.

Não sou um educador, muito menos tenho a pretensão de tal, mas é comum vermos no cotidiano, situações que nos leva a questionar como está o ensino atualmente ao observarmos alunos que terminam o curso fundamental sem saber ler e escrever; sem saber fazer operações simples de matemática ou mesmo não sabendo quais são as capitais dos Estados brasileiros.

Também, não precisa ser um educador para observar a falta de autoridade dos professores frente aos alunos, ou seja, hoje o aluno é quem diz ao professor o que quer aprender, como quer ou de como o professor deve se comportar numa sala de aula. Isto tem também levado os professores não se comprometerem com o ensino, pois a todo o momento estão pisando em cascas de ovos, quaisquer atitudes de maior rigidez na disciplina podem levá-los a responder processos administrativos ou mesmo criminais, ou ainda, sofrerem agressões por parte de alunos. Portanto, esta realidade conduz professores apenas trabalharem pelos seus salários – diga-se passagem, baixos-salários - sem comprometimento com a educação.

Por outro lado, também é fácil observar que alguns diretores de escolas agem de forma equivocada com os alunos, em muitos casos, sem comprometimento em adaptar-se a adversidade escolar. A nova pedagogia exige mais da escola que simplesmente transmitir conhecimentos intelectuais, ou seja, hoje o papel do ensino (educação) está em formar cidadãos e para isto, exige maior compreensão, tolerância e habilidade frente aos novos desafios da diversidade e pluralidade na maneira de trabalhar o aluno. Não se pode tirar a autoridade do professor, mas não pode dar a ele a intolerância para não saber trabalhar o aluno que se encontra dificuldades tanto no aprendizado como em relação à disciplina.

Em educação não se pode primar pela Tolerância Zero com o aluno. Autoridade não se conquista aplicando penalidades ou exigindo o rigor do regulamento, mas sim, na habilidade que o educador precisa ter para manter sua autoridade sem que isto leve o aluno- problema a abandonar a escola ou mesmo agredir o professor. Na maioria das vezes, a agressividade do aluno frente ao educador ocorre pela falta de comunicação entre ambos. Em alguns momentos por uma tolerância excessiva do professor e outras uma autoridade exacerbada do educador.

Em suma, somente poderemos ter uma melhor qualidade de ensino quando todos que são responsáveis em promover a Educação falem o mesmo idioma, ou seja, o governo valorize mais o profissional de ensino (professor) remunerando-os dentro do que merece a profissão. Quando as instituições de ensino superiores melhorem sua grade curricular visando formar professores, pedagogos mais preparados para a nova realidade de ensino. e por fim, quando as políticas públicas voltadas à educação forem mais claras, mas democráticas levando as dirigentes de ensino a compreenderem seu verdadeiro papel que é promover a educação, mas também a formar o cidadão sem a exclusão do aluno.

Ataíde Lemos
Escritor e poeta

Um comentário:

Pedro disse...

Afinal de contas, já está mais do que provado para o desenvolvimento de um país, investir em educação deve vir em primeiro lugar. Vide exemplo Japonês, que no final do séc. IX era um país praticamente feudal, e tornou-se a potência que é investindo fortemente em educação.

Ótimo Blog, se puder visite o meu também.

Abraços