segunda-feira, 29 de abril de 2013

As tevês e os vídeos violentos





As tevês e os vídeos violentos

     Dias atrás escrevi um artigo de como as Tevês em seus jornalismos estão veiculando suas matérias, com um total desrespeito, principalmente, em relação a vídeos violentos. Ou seja, estão de uma forma banalizando atos violentos, inserindo cenas de assassinatos explícitos nos seus telejornais sem o menor constrangimento. Um destes programas é o vespertino, onde Datena apresente, muitas vezes, repetidamente vídeos com violentos, fazendo uma espécie de sensacionalismo com tais exibições para impressionar os telespectadores.

     Não sou contra a veiculação de noticias violentas, até porque precisa ser dada, pois, é através da informação, do noticiário que as autoridades tomam providencias. O povo que não reivindica, não crítica, que não exterioriza suas indignações – quase sempre estas mobilizações ocorrem através do noticiário – não consegue melhorias. Infelizmente, o Estado só trabalha sobre pressão, há não ser quando os interesses são dos políticos. No entanto, a noticia pode ser repassada de mil maneiras sem que sejam sensacionalistas e sem que a população possa ficar assistindo cenas violentas de graça.

     A maneira com que as emissoras de TVs e principalmente, as abertas estão veiculando vídeos violentos além de estarem de certa forma criando uma cultura da banalização da violência, ou seja, criando uma situação que de tanto as pessoas verem atos violentos, passa a acostumar-se, criando assim, uma cultura mórbida (psicopática), tornando-se insensível à violência. Além do que, cria-se precedente para que todas as mídias, inclusive, as virtuais, também veiculem tais vídeos e ainda mais violentos nas redes sociais.

     Segundo, matéria veiculada na internet semana passada, o Facebook ao ser interpelado para excluir um vídeo de violência, onde uma mulher aparece sendo decapitada, o argumento, usado pelo Face para não excluir o vídeo é que ele não fere as normas do site e também, afirmou em sua defesa que as redes de tevês abertas mostram vídeos similares. Em suma, qual argumento, contra argumentar? E esta será uma tendência natural se não houver uma sensibilidade por parte das empresas de Tevês em criar algumas normas ou uma cartilha de recomendações para que a banalização da violência não seja também colaborada por elas.

     Enfim, a questão não é censurar a noticia, mas sim, as mídias televisivas devem usar do bom censo ao veicular certas noticias violentas, pois, elas são formadoras de opinião e ao mesmo tempo são responsáveis por uma formação e educação cultural da sociedade, além do que, suas ações abrem precedentes que podem ser usadas por instituições de comunicação.  

Ataíde Lemos 
Escritor & Poeta

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Amo meu Brasil



Amo meu Brasil
Amo meu Brasil
Um País de tantas mil
Belezas naturais
E riquezas cultuais;
Um povo trabalhador
Hospitaleiro, guerreiro
Que não desiste jamais
Terra do Cristo Redentor.

Amo meu Brasil
País continental
Do frevo, do maracatu ;
Terra do carnaval
De lindas mulheres
Nação sem outro igual.

Amo meu Brasil
Um gigante
Dos conglomerados
Do vasto tapete verde
Em seus cerrados;
Das lindas cataratas
Do negro, do mulato,
Do branco;
De infinitas raças
Amo meu Brasil.

Ataíde Lemos 

Escritor & Poeta

sábado, 20 de abril de 2013

A população sendo iludida pelos políticos




A população sendo iludida pelos políticos

Tenho feito varias criticas quanto nossa passividade em relação ao Estado, permitindo que ele nos roube. Que ele aos poucos vai tirando nossos direitos e aumentando nossos deveres. Que o Estado interfira diretamente na educação dos nossos filhos e até como devemos agir dentro de quatro paredes, quando nos diz; “isto pode fazer, isto não”.

Usando de artifícios para construir situações que vai de encontro com o pensamento coletivo aprova, os governantes (políticos) estão criando leis restritivas à população e toda ela – população – está sendo penalizada pela minoria que cometem atos que a sociedade reprova. Desta forma, o Estado vai restringindo direitos e entrando de maneira sorrateira na vida pessoal dos cidadãos com leis restritivas, punitivas e arrecadadoras.

Ainda é preciso dizer que o Estado, tem usado destas artimanhas para onerar mais o bolso dos cidadãos com multas abusivas cujo objetivo e sustentar a corrupção, pois, como toda arrecadação do Estado que sobe ano após ano, a sociedade não vê seu retorno nos serviços essenciais como Saúde, Educação, Segurança, Transporte, etc.

A violência está em nível crescente e não é por falta de recursos, mas por falta de politicas de segurança. Não é por falta de leis, mas pela ineficiência em suas aplicações. Não é por falta de pessoas capacitadas, mas pelo uso dela como forma de fazer politicagens eleitorais.

A saúde está morta, ou seja, falta tudo. Os hospitais, as emergências estão hiper lotadas e os profissionais da saúde não sabem o que fazerem, pois, falta de tudo, desde o essencial como soro, seringas, etc. O grande vilão deste caos na saúde é a corrupção que tem tirado os recursos deixando os cidadãos sem Saúde.

A Educação, nem se fala, a cada nova pesquisa é um desalento, o Brasil sempre configurando nos últimos lugares mundiais, onde estamos formando analfabetos funcionais e o governo precisa inventar leis de protecionismo para maquiar o quadro. Enfim, cada ano se forma inúmeros profissionais de todas diversas áreas sem preparo para exercer suas profissões.

É um quadro caótico que o Brasil está vivendo, onde a impunidade, a corrupção onde a falta de politicas públicas em todas as áreas tem levado a população pedir certas leis que vai contra ela mesma e até mesmo aplaudindo leis que colaboram para esta corrupção e supressão de direitos sem se dar conta.

Enfim, toda esta situação tem sido criada pelos políticos com um único fim, a briga entre eles no Poder, ou seja, eles criam situações que vão contra os cidadãos e quando percebem que eles – cidadãos – estão descontentes, estão clamando por mudanças, os mesmo – políticos – surgem com propostas e retóricas para induzir a sociedade e ter seus apoios nas urnas. Em suma, eles – políticos – criam situações para tirarem proveitos e a sociedade acaba sendo usada por eles.

Ataíde Lemos
Ataíde & Poeta 

domingo, 7 de abril de 2013

Deputado Marco Feliciano e a omissão da maioria



Deputado Marco Feliciano e a omissão da maioria

Tenho visto muitas manifestações contra o deputado do PSC–SP Marco Feliciano. Parece algo orquestrado, inclusive, pela mídia que em todos seus teles jornais estão focando o tema, poucas são as TVs que tem mostrado o outro lado da noticia.

Sem entrar no tema se Feliciano é preparado ou não para exercer a Comissão dos Direitos Humanos na Câmara, o que observamos é o silencio da sociedade que de um modo geral deveria estar ao lado dele, pelo menos, dando apoio moral para que consiga atravessar por este episódio. As falas dos contrários a sua permanência na Comissão, não é justamente o pensamento da maioria da sociedade, pois, a maioria não concorda com certos conceitos por estes manifestantes como, por exemplo, o aborto. As outras declarações são por menores em relação ao aborto.

No entanto, é de se admirar o silêncio da maioria da sociedade e inclusive, instituições que deveriam estar ao lado dele, independente o credo religioso como igreja católica, por exemplo. Quando vemos quem são as pessoas ou políticos que estão por trás destas manifestações como a ex-senadora e agora deputada Jandira Feghali que luta pela liberação do aborto há anos.

Quem será que os líderes destas manifestações querem que seja o presidente da Comissão de Direitos Humanos na Câmara? Alguém que os representem? Em detrimento a maioria da sociedade que é contraria o aborto e que não concorda com o casamento gay? Será que por trás destas manifestações não há o interesse que se eleja um presidente favorável a eles para que facilite os tramites de projetos de seus interesses? Talvez seja este o motivo de tantas manifestações contrarias ao então Deputado Feliciano, pois, em suas declarações, ainda que preconceituosas, o deputado declara indiretamente que certos projetos não conseguirão respaldo dele.

Enfim, como católico gostaria de parabenizar a postura da grande maioria dos pastores evangélicos e do pastor Silas Malafaia, que tem tomado posição a favor do deputado Marco Feliciano e entristecer com a atitude da CNBB, que tem se omitido silenciando diante este episódio. Gostaria de lembrar a CNBB que a sua omissão e a compactuação com lideres políticos esquerdidas radicais favoráveis às ideologias de morte como o aborto, por exemplo, também tem sido um dos motivos responsáveis pela perda de fieis e que ela precisa tomar como exemplo, do então, papa Francisco, que quando arcebispo enfrentou a presidente da Argentina Cristina Kirchner e que recebeu como prêmio ser o chefe supremo da Igreja Católica.  

Ataíde Lemos
Poeta & Escritor 

sábado, 30 de março de 2013

Uma reflexão política




Uma reflexão política

Analisando a política e a forma como em períodos eleitorais as alianças vão sendo construídas no interesse de cada candidato em aglomerar mais partidos políticos em torno de sua candidatura, chego a conclusão que esta união de partidos em torno de uma legenda, torna-se nocivo à democracia, tirando do eleitor a possibilidade de ter opções em quem votar. 

Uma democracia não se fortalece nestes moldes eleitorais, onde a sociedade fica sem opção de votar, ou vota num ou vota noutro, sem outras alternativas. Quando analisamos este tipo de arranjo eleitoral, o reflexo negativo pode até não ser sentido quando se trata de eleições para presidente da republica, ou mesmo em eleições estaduais, mas em termos de eleições municipais este modelo adotado pelos políticos é sem duvida nociva para o município, porque este tipo de arranjo tira do eleitor por completo, a opção de ter mais candidatos para escolher mais democraticamente seu futuro mandatário. 

Analisamos um exemplo: numa cidade, os políticos se unem em prol uma candidatura única, ai a pergunta fica: e se eleitor não aprovar o candidato escolhido? Não tem o que fazer, será este o eleito. Assim, pode ser dar também no caso de 2 candidatos. Enfim, nestas construções de alianças os eleitores acabam tornando-se refém de candidaturas arranjadas.

Muitos podem dizer: mas todos os partidos tem o direito de lançarem candidatos e construírem diversas chapas para disputar eleição. Sim, é verdade, a eleição é um ato democrático em que todo aquele que esteja filiado em algum partido político pode ser candidato. Porém, aqui vem um outro artifício político que é os arranjo já citado entre os políticos que acabam não lançando candidatos e se aliando a outras chapas para que no futuro render dividendo, isto é, se unem, para fazer parte do governo do possível aliado, caso ele vença. 

Pois bem, este é um jogo democrático, a Lei Eleitoral, dá as condições necessárias para a democracia. A lei não fecha questão, inclusive, dando o direito às estas manobras eleitorais. No entanto, quem deveria mudar este tipo de situação onde o eleitor perde seu direito de escolha e representatividade isto é, fica sem liberdade de escolher vias alternativas na escolhas de seus mandatários são os partidos políticos, ou melhor, são os políticos que deveriam olhar para a sociedade e dar para ela a oportunidade de ter opções. São os partidos políticos e os políticos que deveriam abdicar de seus interesses pessoais em estar num governo em prol a democracia que é oferecer mais candidaturas e projetos políticos para as cidades. 

Sei que este artigo é uma utopia e fora da realidade da mentalidade dos políticos, mas, também sei que esta deveria ser uma pratica do político, isto é, olhar para a sociedade antes de buscar seus interesses. Todos podem governar juntos, somando-se as forças políticas, no entanto, os partidos políticos e os políticos em períodos eleitorais têm a oportunidade de lançar seus projetos, oferecer-se como alternativas e assim, colaborar para que o poder do dinheiro; o poder do político maquiavélico não seja capaz de tirar dos eleitores direito de terem mais opções para escolherem melhor seus candidatos.

Ataíde Lemos
Escritor & Poeta

quarta-feira, 27 de março de 2013

Uma prática bancaria delituosa




Uma prática bancaria delituosa

Em conversas com representantes comerciais, empresários, fornecedores e distribuidores, têm-se percebido que os bancos estão usando de uma prática delituosa que é reter os pagamentos de títulos dos clientes, demorando o repasse aos credores. Isto é, o empresário faz o pagamento de seu titulo, o banco está demorando dias para repassarem aos credores, que por sua vez, bloqueiam as vendas de seus clientes, criando um relacionamento que tem prejudicado a relação fornecedor/cliente.

Com a informatização, tornou-se on-line as vendas e a conferencia do histórico do cliente. Sendo assim, a cada nova venda é feita uma conferencia da vida saudável da empresa compradora e a qualquer indicio de atraso em duplicatas, protestos estas vendas são bloqueadas automaticamente. Portanto, com este expediente utilizado pelos bancos  (retenção do repasse do pagamento de títulos pagos aos credores)  o segmento empresarial, tanto os que vendem quanto aquelas que compram estão sendo lesadas.

Este expediente usado pelos bancos é uma forma que estão procedendo para usarem o dinheiro dos clientes de forma lesá-los e aumentarem seus fluxos de caixas. Hipoteticamente, imaginemos o alto volume de numerários que os bancos estão movimentando de maneira estelionatária, ou seja, movimentando recursos que não são de suas propriedades, sem o consentimento dos empresários tanto aqueles que pagam seus títulos, quanto daqueles que os bancos estão retendo?  Ainda, complicando o credito das empresas e criando uma animosidade entre fornecedores e compradores? 

Esta prática está se tornando comum, como representante tenho me deparado com esta situação constantemente, ou seja, clientes que quitam seus débitos e ao mesmo a empresa os bloqueiam por estarem com títulos pagos, porém em aberto porque os bancos não repassaram a elas. Da mesma maneira, que isto tem ocorrido com meus clientes e representada,  esta prática ocorre com vários outros representantes e empresas e sempre o motivo é a falta do repasse por parte dos bancos as empresas credoras. Enfim, os bancos estão lesando os empresários e talvez o próprio sistema financeiro.

Qual o motivo deste crime? Certamente, é o arrocho da economia e seus baixos índices de lucratividade aliada à ganância. Uma prática delituosa que está enraizada na mente dos empresários banqueiros que é usar de qualquer meio, ainda que criminosa para obter lucros a qualquer custo.

Este tipo de crime utilizado pelos bancos precisa ser denunciado, porque este expediente tem colocado em risco os créditos das empresas que por conseguinte, em alguns casos vem ocasionando protestos indevidos que estão lesando as empresas idôneas, ato que pode gerar muitos processos por danos morais a fornecedores, que neste caso, também, estão sendo vitimas dos bancos.


Ataíde Lemos
Escritor & Poeta 

terça-feira, 26 de março de 2013

Quem a Lei Seca de fato está punindo?




Quem a Lei Seca de fato está punindo?

  1. O cidadão de bem que sai com a família e vai num evento,  toma sua cerveja moderadamente e consciente e volta para casa, apenas este, pois a tolerância é zero e o mínimo de álcool acusado no bafômetro o cidadão perde sua carteira de habilitação, tem seu veiculo apreendido, responde processo e tem altos custos com advogados, etc.

Agora quem está ganhando com a Lei Seca?

2.      O alcoólatra; que bebe todas, pega o carro mata pessoas, decepam outros é preso por horas, no máximo dias, paga fiança e responde o crime em liberdade. No fritar dos ovos não acontece nada para ele que ainda ri da sociedade.

  1. O Estado; que está enchendo os cofres públicos com a arrecadação de multas altíssimas e abusivas do cidadão de bem.

  1. Os policiais corruptos; que para liberarem os eventuais motoristas flagrados no bafômetro com o mínimo de álcool. Ou seja, o motorista é subornado e acaba dando como propina o valor da multa para os policiais corruptos, que para ele ainda torna-se sendo compensatório, pois se assim não for, o valor triplica ou quadruplica caso o processo siga em frente, além de ter a carteira presa.

Quem deveria ser beneficiada com a Lei Seca? Seria a sociedade, de no mínimo, ser protegida destes suicidas no volante, o que não está ocorrendo, porque, infelizmente, aqueles que são irresponsáveis e que tem problemas com a bebida a lei não os atinge. A sociedade perde novamente com a Lei Seca, porque os alcoólatras que cometem crimes embriagados não vão presos, há muita impunidade. 

Portanto, partindo destas primícias para que a Lei Seca está servindo? Pois bem, a resposta já está acima descrita, apenas para punir a sociedade que como um todo de uma forma contribui para a maior roubalheira neste País.

Esta mais que claro que a Lei Seca da forma como está redigida não tem contribuído para a diminuição de acidentes, embora, muitas vezes, o governo procura induzir a sociedade a esta mentira. Uma estratégia usada para continuar com esta máfia que está lesando de maneira sistemática a sociedade brasileira.

Qualquer pessoa que conheça um pouco sobre a dependência, sabe que o alcoólatra, não tem controle sobre a bebida e portanto, não seria uma Lei proibindo-o de beber que conseguiria atingi-lo. Uma pessoa alcoólatra não tem controle sobre seus atos, não tem controle na bebida e, a partir de tomar um gole continuará a beber. Portanto, ela lei não o atinge no controle e na responsabilidade da mistura volante com bebida. Mas, também a esta lei não o atingi quando este alcoólatra comete crimes devidos dirigir embriagado, já que ele não paga pelo seu crime, sequer vai preso e se for, no outro dia está na rua.

Ataíde Lemos
Escritor & Poeta 

sábado, 9 de março de 2013

A nova Lei Seca fere um direito constitucional do cidadão


A nova Lei Seca fere um direito constitucional do cidadão

           A lei diz que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo. Pois bem, de repente, você está dirigindo seu carro traquilamente, sem sintoma algum de embriaguez e você é parado numa blitz da Lei Seca. Então, você usa seu direito constitucional que é não produzir prova contra si mesmo e o agente apreende sua carteira de motorista, aplica-lhe uma multa de R$ 2.000,00. Cadê o seu direito respeitado? Você perdeu a carteira, vai pagar uma multa de R$ 2.000,00 porque fez uso de um direito que a Constituição Federal do Brasil lhe garante! É um absurdo, um total desrespeito a Lei e que o cidadão é submetido.

O cidadão brasileiro de bem que trabalha e colabora para o crescimento deste País, não pode se calar e se curvar diante tamanho desrespeito. A Lei Seca, conforme está redigida, fere a Constituição Federal, onde o cidadão já é considerado culpado e não inocente, simplesmente, porque usou seu direito constitucional. A lei como está é um afronte a cidadania. Neste caso especifico, nem cabe julgar se o motorista bebeu ou não, mas sim, questionar uma lei que fere e pune o cidadão, por ele estar de acordo com a Constituição Federal do Brasil.

Há vários outros procedimentos que o agente de segurança tem para comprovar a embriaguez como, por exemplo, vídeo, testemunhas, características físicas e psíquicas do condutor, porém, se nada disto for constatado e ele se recusar a soprar o bafômetro o motorista não pode ser autuado com multa e recolhimento de carteira. Ou seja, sofrer punições administrativas. A lei deve servir para coibir o uso do álcool no volante, mas não punir arbitrariamente o cidadão por ele usar de um expediente constitucional.

É fundamental construir uma sociedade melhor, menos violenta. Nenhum cidadão de bem é contra leis que venham a coibir a embriagues no volante, fator de tantas mortes no transito. Todos aprovam uma lei mais rígidas àqueles que fazem do seu veiculo uma arma mortífera, que tem destruído muitas famílias, no entanto, nenhuma lei pode ferir direitos constitucionais em detrimento seja qual motivo for, a não ser em casos de calamidade pública, desordem total. Ou seja, em situação de Estado de Exceção, porque se assim for, pouco a pouco vão se retirando direitos dos cidadãos até que no final a Nação, torna-se um regime autoritário, onde, o cidadão perde seus direitos constituídos.

Ataíde Lemos
           Escritor & Poeta 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Campanha presidencial 2014 começou



Campanha presidencial 2014 começou

        A campanha presidencial já começou, de um lado o PT buscando continuar no poder reelegendo Dilma, por outro o PSDB, através de Aécio Neves procura reconquistar o poder.

Dificilmente, Dilma não se reelege ainda no primeiro turno, pois da maneira que ela está governando, embora, acho que não está fazendo nada de especial, Dilma está mantendo o País igualmente como deixou seu antecessor.

O que me admira é a burrice do PSDB, que muda os nomes, mas não muda os discursos, não trazendo nada de novo para oferecer como contraponto aos eleitores. Pelo contrário, insiste manter em alta um ex-presidente que a sociedade já descartou na primeira eleição de Lula.

Infelizmente ou felizmente, Fernando Henrique Cardoso, não tem mais respaldo político diante o eleitorado brasileiro, ele ainda pode ter uma boa quantidade de eleitores, mas, é insignificante diante o total do eleitorado.

É claro, é notória que a linha mestra da politica econômica e social adotada por Lula e agora Dilma foi uma continuidade das políticas implementadas no governo de FHC, porém, manter este discurso não funciona mais, até porque, mesmo o PSDB batendo nesta tecla por três eleições consecutivas a presidência, o povo não ouviu. Portanto, é necessário um novo discurso, mais moderno, mais atual. É preciso um PSDB com novas propostas e desligado de Fernando Henrique Cardoso.

O PSBD precisa aprender com o que o PT atualmente  está procurando fazer, ou seja, deixar de falar dos condenados do mensalão e evitar até que eles aproximem de Dilma. Infelizmente, esta também deve ser uma atitude de Aécio Neves e outros que é, deixar de ficar defendo FHC toda vez que o PT o ataca.

A política deve ser atualizada e caminhar segundo o cotidiano e não ficar retrograda e saudosista. A sociedade precisa acreditar nos novos candidatos e eles precisam estar sintonizados com os anseios da sociedade. Os candidatos a presidentes, precisam conhecer as falhas dos seus adversários que estão no poder e criar propostas em cima delas. Precisam passar para a sociedade confiança, vontade e não ficar querendo ressuscitar defuntos. É isto que o PSDB tem feito ao ficar defendendo FHC, ao ficar criticando Lula, dizendo que ele apossou das políticas implantadas de FHC. Enfim, deixar de ficar batendo na mesma tecla de 12 anos atrás. O povo não tem memória e está contente da forma como está hoje. Portanto, é preciso que suja um candidato inovador, com propostas novas. Um candidato que apresente algo interessante e que tenha credibilidade junto à sociedade.

Na ultima eleição tivemos um exemplo que foi a senadora e candidata Marina Silva, veio correndo por fora e no final quase foi para o segundo turno e caso fosse, certamente, seria muito mais páreo para Dilma que foi o então, José Serra.

Finalizando, se Aécio Neves, não mudar seu discurso, sua candidatura será um fracasso, jamais ocorrido na história das eleições presidenciais no Brasil

Ataíde Lemos

           Escritor & Poeta 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Lei Seca; que País é esse?




Lei Seca; que País é esse?


No Brasil tem ficado cada vez mais difícil de viver, devido às leis que estão fazendo, onde os brasileiros, de uma maneira geral, estão sendo prejudicados e pior, eles não têm consciência deste tamanho disparate.

Leis demagógicas, casuísticas cujo objetivo é arrecadação para a corrupção. Leis que estimulam e educam pedagogicamente as pessoas andarem fora da lei se corrompendo e serem corrompidos. Uma destas leis é a Lei Seca.

É inadmissível aceitar o que a rigidez desta lei tem proporcionado a sociedade, que na sua maioria, tem o habito de finais de semana saírem com suas famílias e participarem de eventos, festas e até mesmo as pessoas que não bebem, mas que de alguma maneira indiretamente ingerem álcool em alimentos que tem em sua composição álcool como por exemplo, doces, saladas e outros.

Nós brasileiros trabalhamos para a construção deste país, somos os responsáveis pelo seu desenvolvimento e pouco a pouco os legisladores estão tirando nosso direitos e com a Lei Seca, tiraram até o direito ao lazer. Pois, nem divertirmos podemos mais, sendo que a grande maioria dos consumidores de bebidas com teor de álcool fazem o uso moderado. São pessoas honestas e quem tem responsabilidade. Imagina se os 90 % da sociedade que faz uso de bebida fosse responsável pelo acidentes de? Certamente, este país já teria acabado em mortes no transito, no entanto, todas a sociedade está sendo penalizada por uma pequena parcela de irresponsáveis.

Sou favorável há uma lei que pune severamente aqueles que dirigem embriagados, mas, sou totalmente contra a Lei Seca, da forma como se encontra.  Um país onde a população tem habito de tomar sua cerveja esta lei, tornou-se algo que é uma mentira, pois mesmo com todo seu rigor as pessoas continuam bebendo moderadamente, porém estando fora da lei

A Lei Seca induz a criação de medicamentos para as pessoas se auto medicarem e possam continuar com o seu prazer que é tomar sua cerveja, seu vinho com amigos, familiares num momento de lazer e de descontração, no entanto, para não serem pegos nos bafômetros acabam fazendo uso indevido de medicamentos para mascarar o álcool no sangue, situação que causa danos ainda maiores à saúde das pessoas. Ainda é preciso dizer que esta lei vai contra toda a sociedade, apenas beneficiando aqueles que possui grande poder aquisitivo, pois estes dispõem de motoristas particulares para transita-los sem problema algum.

Enfim, para punir os que não tem responsabilidade no volante, ou seja, uma pequena parcela de irresponsáveis e que nenhuma lei os fará deixarem de beber, toda sociedade foi punida. Portanto, ao meu ver, acredito que a Lei Seca é injusta servindo apenas para encher os cofres públicos do governo e assim, aumentar o dinheiro para a corrupção, sendo que os que cometem crimes embriagados nunca são punidos.

Em suma, reescrevo texto acima: o cidadão brasileiro trabalha, produz riquezas para este país e não tem nem mais o direito de tomar uma cerveja, tomar uma taça de vinho com os amigos e familiares, devido uma pequena parcela que dirige alcoolizado. Que país é esse? Infelizmente, estamos vivendo no Brasil um Estado de exceção, ou seja, a imensa maioria dos brasileiros está sofrendo penalidades devido à irresponsabilidade de uma parcela da sociedade e isto vem ocorrendo de maneira sistemática não somente no caso desta lei, mas com criações de varias leis neste país. O Brasil já foi bem melhor de se viver que hoje. 


Ataíde Lemos

Escritor & Poeta

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Minha ideologia de Estado




Minha ideologia de Estado

             Tenho uma visão política um tanto quanto complexa. Acredito que o Estado deve estar a serviço em prioridade do homem, e sua missão, deve ser promotor do bem de todos indistintamente, onde sua atividade fundamental seja a realização da justiça, sem que esta gere injustiça. Promover a inserção social e independente às classes sociais, econômicas, culturais ser um pilar de equilíbrio para aqueles que possuem mais riquezas, não sobrepõe aos mais fracos e que todos possam ter igualdade de oportunidades, porém sem privilégios.

Algo que também defendo é um Estado que respeite a propriedade privada e que promova o desenvolvimento sem intervenções no primeiro setor, deixando o livre comercio. Penso que cabe o Estado ser: gerenciador, regulador, administrador dos bens públicos e um articulador e promotor de políticas públicas que visam o desenvolvimento, promovendo assim, uma melhor qualidade de vida da sociedade. Defendo um Estado que tenha como prioridade a saúde e a educação e que esta ultima, seja a promotora das melhorias necessárias para o desenvolvimento da sociedade. 

Sou a favor da pluralidade partidária, embora, acredito que ela se resume em 3 ideologias: Esquerda, Centro e Direita, o restante, são ideologias que defendem determinados setores específicos que de certa forma, estão entre estes três pilares ideológicos.

A sociedade evolui e com isto há o surgimento de novos conceitos e quebras de paradigmas em decorrência cultural e da educação, e estas mudanças são promovidas através da alternância de poder. Por esta razão, sou essencialmente, favorável às eleições continuas, sendo contrario qualquer tipo de regime ou lei que promova a permanência de políticos no Poder por longo período, através de ditaduras camufladas em reeleições. Penso que a permanecia no Poder de um Partido e de grupo político corrompe as instituições públicas, por disseminarem raízes em setores e Poderes estratégicos para a fiscalização e principalmente para o risco da democracia, levando-a corrupção, o enriquecimento ilícito, fazendo assim,  com que os políticos usurpam e se sirva do poder, contrariando o pilar da essência  do conceito de democracia.

Mesmo acreditando que todos têm direitos, afinal, é a sociedade como um todo que contribui para o crescimento e desenvolvimento da Nação, ocorrendo em todos sentidos como o econômico, o cultural, social, portanto, é fundamental respeitar o direito das minorias, sem que haja uma perda nos direitos da maioria. Acredito que todos os avanços em termos de igualdade de direitos devem surgir, primeiramente, pela educação e não de maneira impositiva, que acaba sempre sendo medidas que soam como demagógicas e prejudiciais para grande parte da sociedade. 

Em suma, nestas poucas palavras resumo meu pensamento de qual o papel do Estado e como ideologicamente acredito que deveria ser. Um Estado a serviço de todos, respeitando todos, isto é, a minoria, mas também a maioria; que respeite o direito a propriedade privada. Um Estado menor, porém, eficiente e voltado à sociedade e não ser empresarial. Um Estado que seja liberal, deixando fluir livremente a economia. Enfim, um Estado que respeite os valores e costumes da sociedade.

Ataíde Lemos

         Escritor & Poeta 

sábado, 19 de janeiro de 2013

Colação de Grau


Colação de Grau

            Esta semana eu participei da colação festiva de grau, onde formandos de três cursos (Ciências Biológicas, Direito e Farmácia), realizaram uma etapa profissional muito importante de suas vidas.

Após vários anos de estudos e de dificuldades inúmeras, se via brilhos nos olhos e uma emoção indescritível e particular de cada formando. A emoção deles, certamente, nos contagiou. Pais, irmãos, amigos íntimos ali estavam, uns para aplaudir o feito, aplaudir a conquista de seu amigo ou seus irmãos (a) formando. Outros – os pais – ali emocionados, por também estarem realizando seu sonho e de seus filhos. Pais que muitas vezes, doaram-se, passando também por diversas dificuldades para que seu filho estivesse ali naquele momento recebendo seu diploma.

Assistindo a colação de grau e observando bem o semblante de cada um dos formandos, ouvindo atentamente suas falas e de todos os envolvidos naquele evento, senti uma emoção tamanha. Pois, é como se transportasse aquela alegria, aquela satisfação de todos (formandos, professores e diretores), pela concretização de um sonho e pela sensação de missão cumprida de ambos. A alegria, a felicidade dos outros também é a nossa felicidade e assim, toda a emoção nos envolve.

A diplomação de um curso, certamente, não é o inicio de uma etapa, porque ela se inicia já na escolha de uma profissão e se estende durante todo o processo de formação. Pois, quanto é doloroso e dificultoso por diversas situações o aluno atingir a sua meta.. São noites sem dormir; livros e livros para se devorar; kilometros e kilometros durante todos os anos de estudos para muitos, já para outros, são anos morando longe dos pais; perigos diversos. Muitos alunos precisam conciliar o trabalho com o estudo e para uma grande parcela, a maior das maiores dificuldades está na econômica. Quantos pais passaram necessidades financeiras para manterem seus filhos nos estudos e quantos alunos que se privaram de inúmeros divertimentos, vestuários por terem que regrarem seus recursos para manter o curso! Portanto, esta é a primeira etapa vencida e toda esta emoção é refletida e sentida naquele instante da colação de grau.

Certamente, no momento da colação de grau, os formandos estão mergulhados na emoção da realização de uma etapa, e ao mesmo tempo, sentindo a responsabilidade do feito ao ouvirem atentamente os discursos inflamados do patrono, dos paraninfos e seus oradores, absorvendo cada palavra de incentivo pela missão cumprida, mas também a exortação da responsabilidade exigida em suas profissões escolhidas.

A profissão seja ela qual for, é um serviço que o profissional presta para sociedade, cujo objetivo primeiro, é promover o bem estar; a paz; a justiça; a formação; o desenvolvimento e a harmonia de uma sociedade e o seu retorno deve vir como satisfação do dever cumprido e somente após, vem o retorno financeiro. A inversão disto, já compromete todos o processo, colocando em cheque a ética do profissional.

Enfim, após todo o momento de festividade, abraços, sorrisos, fotos, oratórias há uma explosão de alegria extravasada num grito e num aceno, onde o capelo é lançado ao ar como um gesto de êxtase.

Ataíde Lemos
       Escritor & Poeta 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A televisão e sua responsabilidade na formação da sociedade




A televisão e sua responsabilidade na formação da sociedade

         A mídia em geral é formadora de opinião. É um veiculo que promove a educação como ainda é co-responsável pela promoção da cultura de um povo. Ou seja, ela deve ser considerada como importante fator para a formação num todo da sociedade. Portanto, com toda esta responsabilidade, a mídia deve colaborar para o bem comum, a formação ética e moral da sociedade e não para a formação cultural da uma banalização da sociedade colaborando para uma cultura da violência.

Esta critica é especificamente a mídia televisiva, que através de determinados programas e imagens que ultimamente tem veiculado, de uma certa forma, está colaborando para o estimulo a violência e a relativização da vida quando expõe imagens violentas em seus telejornais.

O avanço tecnológico tem proporcionado inovações, que as redes de televisões  usam para obterem mais audiências. Uma destas novas tecnologias é o comum uso das câmeras espalhadas, os aparelhos de vídeos diversos onde podem serem gravados vídeos e veiculados nos telejornais e mesmo em programas de entretenimento.

Lembro-me que no passado, o expediente de exibir cenas chocantes como vídeos obscenos e de violência, havia uma certa norma ou ética o qual restringia mostrar imagens chocantes ou cenas explicitas de órgãos genitais nas reportagens. Ou seja, os vídeos fortes eram cortados ou editados. No entanto, esta ética tem sido deixada de lado, principalmente por programas sensacionalistas de entretenimento e nos de tele-jornais, onde determinadas cenas são repetidas inúmeras vezes com exaustão, com objetivo de segurar audiências em horários matutinos, vespertinos e mesmo em horários nobres.

É lamentável, o que as redes de televisões estão fazendo, ou seja, mostrando imagens gravadas por circuitos internos ou externos como assassinatos, imagens obscenas explícitas de sexo sem a menor responsabilidade, a qualquer horário do dia, onde as crianças estão assistindo TV. Ou seja, este tipo de procedimento ou de estratégia das televisões é um crime, pois, estão colaborando para a formação educacional e cultural das novas gerações, passando uma formação da relativização da vida. Como promover a paz, a não violência se a própria mídia a estimula em seus programas?

Esta crítica, não significa dizer que é um pensamento de censura, mas sim, que a televisão tem uma responsabilidade social, cultural e de educação. Pode-se muito bem, veicular matérias do cotidiano de muitas maneiras, usando vários tipos de linguagens sem a necessidade de usar deste expediente, isto é, mostrar vídeos violentos repetidas vezes, expondo assim, estas cenas que acabam sendo inseridas no psíquico coletivo da sociedade e principalmente, das futuras gerações.

As televisões não podem usar do argumento de que todo mundo faz; ou que a informação está acessível e globalizada a todos, ou seja, se não vê nela, pode ter o acesso aos vídeos por outras diversas fontes, para continuar tendo este procedimento.  “uma imagem, vale mais que mil palavras”.

Em suma, é fundamental que as instituições respeitadas possam ter um olhar mais critico e através de ações existente dentro das leis, coibirem este expediente (vídeos chocantes) que vem ocorrendo nas televisões. Enfim, é necessário que se crie normas para regulamentar sem que haja uma censura, mas sim, uma conduta ética e assim, este tipo de procedimento das televisões cessem.

Ataíde Lemos
           Escritor & Poeta

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A juventude e o futuro do País




A juventude e o futuro do País

Cada dia que passa, embora, haja tantos meios de informações através das mídias, parece que juventude menos interessa em se informar, em se formar. Menos se interessa em buscar conhecimento até mesmo, sobre o cotidiano, sobre o que acontece em seu dia a dia. Em se informar sobre a vida política do País, sobre a evolução da cultura, o que está acontecendo de novo. Sobre o que está ocorrendo em termos sociais. Ou seja, a juventude não está interessada em saber se o dólar está baixo ou está alto. Não sabe o que os governantes estão fazendo, etc. Não lêem livros. Não sabem dos eventos culturais que ocorrem em suas comunidades, cidades, com exceção daquilo que lhes interessa de maneira especifica. A juventude não está preocupada e informada sobre nada que se refere às questões sociais. Não participa em Ongs sociais, culturais, educacionais. Quanto os problemas relacionados ao meio ambiente, etc.

Infelizmente, os jovens só querem baladas, drogas (licitas e ilícitas) e sexo. Se fizermos uma pergunta sobre um fato cotidiano que as mídias estejam veiculando reiteradas vezes, eles não sabem sobre o assunto. Se entrarmos em debates sobre algum fato, ai fica pior, eles estão desinformados de tudo.

É importante ressaltar, que ao me referir aos jovens, não estou aqui descrevendo sobre aqueles que não possuem ensino, mas, todos de modo em geral, principalmente, aos jovens universitários e outros que pela classe social mais elevada que possuem, conseqüentemente, com um nível melhor de escolaridade, teoricamente, deveriam ser mais esclarecidos.

É lamentável este quadro estático da juventude, haja vista a existência de tantos recursos tecnológicos, para que ela possa adquirir  formação, conhecimento e atingir a cidadania plena e assim, exigir os seus direitos e dos outros, para que de fato, o Brasil pudesse evoluir em termos de qualidade de vida, observamos este total desinteresse da juventude.

Enfim, torna-se uma utopia acreditar que podemos ter um País diferente. Torna-se utopia imaginar que podemos construir um País melhor quando observamos este triste quadro; onde a juventude não está interessada com nada, apenas consigo mesmo. Sem duvida, é isto que tem colaborado para que nosso País, não se evolua culturalmente e assim, tenhamos como resposta uma péssima classe de políticos. Tenhamos como respostas, essa imensa audiência nos reality shows. Tenhamos como cultura esta péssima qualidade de musicas, isto é, os compositores e cantores produzem o que o povo quer ouvir. Enfim, é por isto, que temos uma literatura atrasada há mais de 50 anos, onde os grandes escritores e poetas brasileiros estudados sãos os que já morreram há décadas passadas.

Evidentemente, há exceções. Ou seja, há uma pequena parte da juventude politizada. Uma pequena parte da juventude que promove e gosta da arte e da cultura de qualidade. Há uma pequena parte da juventude que se interessa pelas questões sociais e ambientais e é por isto, que estes se destacam entre a maioria dos jovens, até mesmo levando vantagens sobre eles próprios. 

Ataíde Lemos
Escritor&Poeta

sábado, 5 de janeiro de 2013

Ouro Fino e seu desenvolvimento



Ouro Fino e seu desenvolvimento

          Durante tempo venho questionando o desenvolvimento de Ouro Fino, por ver que as cidades circunvizinhas crescem a passos largos em relação a nossa.

O que me leva  a questionar, é observar que Ouro Fino, é uma cidade que possui a maior rede bancaria em relação às cidades da região, até mais que Pouso Alegre, se formos analisar a proporcionalidade de seu tamanho. Outro fato deste questionamento é observar que em Ouro Fino, localiza-se grande rede de empresas nas áreas de supermercados, de moveis, eletrodomésticos, informática entre outros. Ainda, outro fato a se observar é que Ouro Fino, é uma cidade que possui varias instituições que a torna pólo da região, ou seja, há varias instituições públicas e isto faz com que as populações das cidades circunvizinhas desloquem até Ouro Fino, colaborando assim, para um maior fluxo de pessoas e de movimento no comercio.

Pois bem, o que me chamou atenção para escrever este texto, foi a colocação de um comerciante de outra cidade que sempre vem sempre aqui. Quando conversávamos sobre Ouro Fino, disse a ele que a cidade está parada no tempo em relação às outras da nossa região, porém, seu comentário, levou-me a refletir o obvio: não temos conhecimento ou não damos o devido valor ao que temos, neste caso especifico, não conhecemos ou não damos valor na cidade em que vivemos.

Quando disse ao amigo comerciante, que Ouro Fino estava estagnada, ele foi colocando passo a passo o seu desenvolvimento em todas áreas econômicas. Alguns de seus exemplos, foi à quantidade de movimento em todos os bancos e das empresas na área de supermercados, enumerando um a um e afirmando que todos possuem grandes movimentos de pessoas, como também, especificou as varias redes de magazines existentes em Ouro Fino me convidando a refletir as outras cidades.

Diante dos seus argumentos, o meus tornaram-se fracos e sem consistências o que me levou a chegar a conclusão que realmente, nós temos uma visão míope quando se trata de valorizar o que é nosso, neste caso, enxergar e valorizar a nossa cidade.

Com isto, não quero afirmar que está tudo bem. Que Ouro Fino está uma maravilha, pois, isto não é verdade. Muitas vezes, as pessoas de outra cidade têm um olhar não real, por não conhecerem de maneira mais especifica nossas mazelas e nossas deficiências, no entanto, serve como um parâmetro para não ficarmos somente nas criticas, mas sim, colaborarmos para que Ouro Fino se desenvolva ainda mais e proporcione melhor qualidade de vida aos seus munícipes.

Se Ouro Fino, está de fato como este amigo disse, isto é, uma cidade promissora e em pleno desenvolvimento, torna-se fundamental que todos aqueles que são responsáveis por ela. Todos aqueles que são responsáveis para o seu crescimento econômico (empresários, políticos, instituições) possam unir-se em projetos desenvolvimentista de pequeno, a médio e longo prazo e assim, Ouro Fino, desenvolva ainda mais. 

Também é fundamental que os seus governantes (executivo, legislativo) aproveitem este crescimento e proporcionem políticas públicas na área da saúde, educação, social, esporte, cultural para que a cidade não se desenvolva somente em termos econômicos, mas em todas as áreas, dando assim, qualidade de vida a sua população.

Ataíde Lemos

         Escritor & Poeta