terça-feira, 18 de junho de 2013

O poeta não se cala



O poeta não se cala 

O poeta expressa sentimentos,
Ele vive a flor da pele os acontecimentos;
O poeta não furta expressar
Tudo que vê em volta seu olhar
Portanto, ele verseja sua indignação
Em versos exprime sua emoção.
Ele tem o sentimento de nacionalidade,
Ama sua Nação e deseja a ela liberdade.
O poeta tem sua forma de protestar
Usa da poesia para sua voz bradar;
O poeta é da paz, com a injustiça não compraz
Não comunga com os desmando que a politica faz.

Ataíde Lemos
Escritor & Poeta

Brado heroico


As manifestações no Brasil



As manifestações no Brasil

Sou totalmente favorável a estas manifestações que estão ocorrendo em nosso país, logicamente, contra meia dúzia de pessoas que através de seus atos de vandalismo querem manchar e desacreditar as manifestações. Acredito que o aumento das passagens foi a gota d’agua e que toda esta imensidão de manifestantes que estão participando não é apenas focado no aumento da passagem, mas sim, aproveitando elas para manifestar contra este estado de coisas que no Brasil vem ocorrendo, principalmente, a corrupção, a falta de saúde pública, a educação, a falta de segurança e também, estas manobras usadas pelos políticos para livrar seus pares corruptos da cadeia.

Estas manifestações deveriam ser engrossadas e apoiadas não somente pelos estudantes, etc., mas, também pelos empresários honestos que trabalham para o governo, pois, hoje os encargos tributários sobre as empresas são exorbitantes. Atualmente, uma empresa media e pequena trabalha para o governo, pois, mais de 2/3 de suas vendas é pago em impostos que no fim, acaba sobrando para o consumidor final. Já temos vistos muitas manifestações onde os empresários tiram a carga tributária que pagam o produto, para esclarecer os consumidores quanto é o imposto pago e chega a ser a metade do preço que é praticado.

São fundamentais estas manifestações pacificas para que os políticos abram seus olhos e que a partir dela surjam novas lideranças para que de fato tenhamos um País verdadeiramente, comprometido com seu povo e não com meia dúzia de empresas ou com interesses escusos, enquanto isto, a sociedade fique alimentando políticos parasitas que além de usurpar a nação deixam a sociedade sem prestação dos serviços essenciais.

Porém, é fundamental que o povo mantenha se ativo e que de fato as mudanças ocorram nas urnas por meio de uma maior critica politica da sociedade, sem deixar ser ludibriado pela mentira dos políticos que procuram a todo custo iludir os eleitores para manterem no Poder e continuar a sugar o povo.

Infelizmente o Brasil está se tornando um país muito caro para se viver. Uma nação que se diz sexta economia mundial, porém possui um povo com a educação de 3º mundo. Onde a saúde oferecida a população é de péssima qualidade. Um país violento, onde o incide de violência urbana e mortes (transito e criminalidade) é comparada a países que vivem décadas em guerras civis.  Um país onde todo bem estar da população é virtual, pois, a grande maioria encontra-se endividadas por estimulo do governo para patrocinar grandes empresas e quanto mais vendas, mais o governo ganha em impostos. Ou seja, o governo endivida a população para beneficiar a si próprio com imposto e as grandes empresas.

Enfim, a população já não suporta mais ser sugada por um sistema politico que a usa como massa de manobra para se beneficiar dela. O povo precisa mostrar para a classe politica que democracia é um governo do povo, pelo povo e para o povo.

Ataíde Lemos
Escritor&Poeta

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O protesto dos estudantes




O protesto dos estudantes é geral em várias capitais e já estendendo as cidades do interior. Suas indignações representam a grande maioria deste povo brasileiro que trabalha mais de quatro meses para pagar impostos e em troca tem uma péssima saúde, tem uma educação de 4º mundo, se é que tem. Vive sobre tensão por falta de segurança. Leis casuística onde são feitas para proteger políticos bandidos; leis que somente punem os três “Ps” e favorecem os corruptos. Governantes que gastam milhões de reais, dinheiro do povo para oferecer os estrangeiros através de obras faraônicas “estádios”. Enfim, o Brasil está acordando desta grande anestesia a qual ela foi submetida e percebendo que o povo neste palco é o palhaço e os políticos são a plateia que riem de nós, nos chamando de trouxas. 


Estas manifestações terão como grande efeito nas eleições, porque sem duvida elas acordarão muitos que estão sonolentos ainda, mas que irão acordar até as eleições, e estarão vacinados das mentiras que os políticos promovem nestes períodos. 

Ataíde Lemos

domingo, 16 de junho de 2013

O povo cansou



O povo cansou

Tenho observado a politica nestes últimos 10 anos e o que vejo é apenas um grupo politico, embora, alguns procuram passar para a sociedade que existe oposição. Ou seja, o numero de partidos ou de políticos que se dizer ser oposição é insignificante, em relação aos partidos que foram eleitos pelo povo para serem de fato oposição neste País.

O povo não aguenta mais tanta mentira, tanto corporativismo, tanta roubalheira e tudo isto fica do mesmo jeito, nada muda. Quando temos as eleições para se faça algo e provocar mudanças, nada acontece, a sociedade é traída pelos políticos que ela elegeu, porque estes se vendem ao governo em troca de beneficias, em troca de poder. Um exemplo claro foi o vice-governador de São Paulo que hoje acumula o cargo de vice-governador e também de ministro da pequena e média empresa de um governo que é oposição ao seu governo. Isto é, além de trair o povo que o elegeu, ainda recebe indevidamente dos dois cargos.

Vemos o caso do Mensalão onde os parlamentares traem o povo e se juntam; situação e oposição para criarem emendas constitucionais e livrarem os condenados do mensalão da cadeia e também para tirar do Poder Judiciário o direito de cumprir a lei, amordaçando o Supremo Tribunal de Justiça e ainda querendo criar lei para tirar do Ministério Público o direito de investigação para que as instituições (policia federal e cível) investiguem seus próprios patrões.

Ainda temos a questões onde observamos que cada vez mais os políticos estão criando leis que ao invés de defender e ampliar os direitos dos cidadãos, estão criando leis que retiram direitos da sociedade como um todo em favor de alguns pequenos grupos, tudo isto para agradar determinados grupos e conquista-los eleitoralmente.  

O povo não aguenta mais ver uma Educação de terceiro mundo, onde professores e educadores são tratados com total descaso; ver morrendo milhares de pessoas nas filas dos hospitais por falta de atendimento e ter que assistir os governos gastarem milhões, bilhões de recursos públicos para fazerem estádios que após os eventos tornarão elefantes brancos ou serão dados de bandeja para grandes grupos usufruírem do dinheiro do povo.

O povo está cansado de conviver com a violência urbana, um índice de violência que a cada dia tem aumentado e o governo permanece inerte permitindo que destes altos índices como benefícios eleitorais seja um ou outro partido politico.

Enfim, a sociedade está cansada de ser enganada, ludibriada por políticos que se apresentam com um discurso e basta ser eleitos se bandeiam contra o povo para se servir no banquete da corrupção. O povo está esgotado com aqueles grupos que se fazem a favor dos Direitos Humanos, mas, que estão lá apenas para defender o governo e não de fato os direitos humanos dos cidadãos. Cadê aqueles que estiveram fazendo manifestações no Congresso Nacional na comissão dos Direitos Humanos contra o deputado Felicano, agora vindo a público na mídia defender os direitos dos manifestantes e repudiando a violência praticada pela policia? Pelo Estado? Enfim, é disto tudo, que a sociedade está cansada e que nem a mídia corrupta vai conseguir manipular a sociedade jogando-a contra os estudantes, porque eles representam todo o anseio da maior parte da sociedade que não tem compromisso com o governo. Que não tem compromisso com governos de esquerda ou de direita, mas que tem compromisso com o País e já não aguenta mais esta baderna que o sistema está fazendo.

Ataíde Lemos

Escritor e Poeta 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Volta da repressão policial


 Volta da repressão policial

Assistindo vários vídeos em diversas mídias televisivas sobre as manifestações dos estudantes em São Paulo, ocorrido no dia de ontem (13/06/2013,cujo objetivo é o protesto contra o reajuste do preço das tarifas de ônibus, trens e metrôs, as imagens não deixam duvidas que a policia agiu de maneira violenta e despreparada frente ao protestos,os vídeos falam por si.

Segundo os vídeos o protesto seguia tranquilo sem depredações, sem violência, inclusive uma parte da policia agia pacificamente apenas acompanhando a manifestação, apenas fazendo a proteção dos bens públicos e privados até que um grupo de policiais começou a atirar com balas de borrachas e atirando bombas de efeito moral alienatóriamente em todos independentes serem manifestantes, jornalistas e transeuntes que circulavam saindo do trabalho, etc. Até uma sala de aula do campus da PUC foi atingida com bombas. Ou seja, o maior responsável de todo o tumulto foi a policia militar pelo seu despreparo.

Quando se inicia uma batalha campal como ocorreu no caso de ontem e iniciado pela policia, todos perdem a razão, portanto, qualquer ato de vandalismo praticado pelos estudantes como pichação de ônibus, ou fogo em lixo, etc. após o inicio da violência policial torna-se menor, porém, a polícia como uma instituição que, teoricamente é preparada para agir com serenidade nos conflitos em qualquer circunstância, no episódio de ontem teve a maior responsabilidade. Não dá para responsabilizar em igual proporção os manifestantes com os policiais, devido o aparato policial e principalmente, porque foi a policia que deu inicio ao conflito. Portanto, após assistir os vídeos constata-se que de fato a policia foi a maior responsável pelo rumo que se tomou a manifestação.

É inadmissível aceitar a violência da policia que agiu totalmente de maneira despreparada com requintes de crueldade atirando na imprensa, ferindo jornalistas e transudes que por ali passavam. A justiça e os órgãos competentes não podem se calar diante este fato e certamente, encontrar o responsável que determinou esta ordem aos policiais, criando um caos e ferindo pessoas inocentes.


  Outro fato que acho interessante e demagógico são as falas das autoridades (governador e prefeito) ao dizerem que são a favor das manifestações públicas. Uma fala completamente destorcida e não condizente com suas práticas. Ou seja, são favoráveis as manifestações públicas deste que, elas não sejam contra suas gestões? Porque se forem agem com violência.

Ataíde Lemos
Escritor & Poeta 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A violência e a falta de policiamento nas ruas



A violência e a falta de policiamento nas ruas

Ultimamente os telejornais na maioria de seus destaques a violência tem sido objeto de matérias. Realmente, a violência tem aumentado de forma sistêmica, até parece, ou melhor, estamos vivendo uma guerra civil em nosso País. Muito se tem dito que o maior responsável é a Lei que protege os adolescentes infratores e que, um dos fatores seria a redução para a maioridade penal.

Realmente, é preciso ser fazer algo em relação a isto, mas é importante ressaltar que este número crescente da violência não está somente relacionado a crimes praticados por menores, mas também por uma grande maioria de adultos. Enfim, o aumento da violência está em geral e vemos que são as médias e grandes cidades as responsáveis pelo aumento deste índice de criminalidade. Em minha opinião, está se jogando nos menores infratores toda esta responsabilidade, embora, admito que eles também tenham grande parcela.

Pois bem, toda desestrutura e omissões na segurança colaboram para que a violência e a criminalidade aumentem, como muitos fatores que hoje já nem se comenta mais que é a questão social e outros que foram sempre colocados pela esquerda, mas, que por estarem no Poder nem se falam mais.

Porém, um dos fatores que gostaria de enfatizar que, ao meu entender, também tem colaborado muito para este aumento significativo da criminalidade está na falta de policiamento; falta de viatura nas ruas. É evidente que isto tem sido um dos grandes fatores, pois, facilita a atividade criminosa. Jamais alguém que vai cometer um roubo, um assalto, irá fazer as vistas da policia.  

Porque a União, os Estados estão reforçando o policiamento, inclusive com tropas do exercito nas cidades cedes da Capa das Confederações? Certamente, é para coibir assaltos, arrastões. Ou seja, para combater a violência e a criminalidade. E porque um policiamento, ostensivo e que também acaba agindo como preventivo não possa ser utilizado para o combate à ação destes marginais?  

Infelizmente, chegamos a conclusão que os maiores responsáveis por este alto índice de violência em nosso País é o descasos das autoridades com o povo brasileiro que usa 2 pesos e duas medidas com a população. Para garantir a segurança dos gringos que vem assistir a Copa das Confederações organizam uma monstruosa segurança e para o povo brasileiro em seu dia a dia os deixam a mercê da criminalidade e procuram justificar encontrando bodes expiatórios.

É inadmissível, constatar que se percorra numa cidade quarteirões e não se encontra com uma viatura de policia. Que em algumas cidade com população de 10 mil habitantes se tenha 1 viatura e 2 policiais, isto é, quando tem. Se numa cidades pequenas é assim: imagina as medias e as grandes metrópoles? Ou seja, o percentual de policia pela quantidade de habitantes é irrisório e certamente, isto contribui para o aumento da criminalidade. Às vezes, percorro quilômetros sem deparar com um policial, com uma viatura, Tenho certeza que muitos também constatam com esta mesma realidade.

Em suma, é fundamental que a sociedade cobre não somente dos deputados uma mudança nas leis, que cobre tanto do governo federal como dos governadores e prefeitos postura e mais policiamento nas ruas.

Ataíde Lemos

Escritor & Poeta 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Redução da maioridade penal e o ECA




Redução da maioridade penal e o ECA

Ultimamente, temos visto pelas mídias muitos assassinatos praticados por jovens ou adolescentes e um apelo da mídia para mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 

Diante de tanta violência praticadas por estes menores não há como olhar passivamente para esta realidade sem deixar de indignar-se e levantar alguns erros na lei ou mudanças no ECA. 

A violência nos causa repúdio e indignação e então, queremos uma solução, sem às vezes, refletir determinados pontos. Certamente, queremos respostas para nossa solução e deixamos de ter um olhar crítico o porquê de tudo isto estar acontecendo, focando apenas por uma ótica simplista e objetiva, segundo nosso desejo. 

Respeito o pensamento de cada um, ainda que eu pense diferente e uma reflexão que me vem é: 

Primeiro; a maioria da violência que a mídia tem veiculado vem dos grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Então, não dá para dizer que estes crimes praticados pelos adolescentes são no país como um todo.

Segundo; estes adolescentes acima de 16 anos que tem praticados crimes violentos, são reincidentes. Por varias vezes ou anos eles têm sidos internados em centros educacionais. Ou seja, muitos destes já passaram por internações destes seus 12 anos ou menos anos de idade.
A pergunta que fica é: o que está acontecendo nestes centros educacionais de internação? Estes menores infratores estão sendo reeducados de verdade? Ou apenas estão cumprindo pena nestes centros. Qual trabalho pedagógico que se tem adotado? Realmente é dar apoio estrutural, psicológico, laborterapias que colaboram para que estes internos sejam trabalhados e saem do mundo do crime? Ou estão sendo tratados como meros presos. 

Qual a formação educacional que estes menores infratores estão recebendo? Estão tendo aulas técnicas para aprenderem alguma profissão? Ou simplesmente, estão lá ociosos e tendo aprendizado para o crime. 

Enfim, estes adolescentes estão sendo educados para que? Para viverem em sociedade ou para continuar odiando a sociedade e saindo mais violentos.

São reflexões que a sociedade deve questionar do Estado. Evidentemente, grande parte não faz este tipo de cobrança, pois, ela quer uma solução imediata e não consegue aceitar que um adolescente que falta 1 dia para completar a maioridade penal seja enquadrada como adolescente. No entanto, estes questionamentos são fundamentais, porque, senão, hoje pedimos que se diminua a maioridade penal para 16, amanhã 12, depois 8 anos e logo exigiremos que sejam abortadas crianças que possam estar num grupo de risco de marginal.

Portanto, devemos cobrar também do Estado que de fato cumpra o ECA e dê a estes internos infratores condições para que eles saem do mundo da marginalidade. Que o Estado cumpra seu papel de educar e de resgatar estes adolescentes que muitas vezes, são vitimas das drogas e do submundo que elas geram. É fundamental que o Estado, não gere bandido, mas sim, ofereça a estes adolescentes infratores condições de oportunidades tanto para saírem destes centros com profissões como saírem com outra mentalidade. 

É fundamental, também mudar o ECA , para que adolescente possa ingressar no trabalho mais cedo. É inconcebível que somente o adolescente possa ingressar no mercado de trabalho após atingir 16 anos. O ECA é o grande responsável pelos jovens estarem entrando nas drogas, por impedi-los de trabalhar mais cedo. Alguns entendidos podem dizer: mas, o adolescente pode trabalhar antes dos 16 anos, porém, as exigências são tão grandes que se tornam inviáveis empresas os contratarem. 

A geração anterior ao ECA trabalhavam antes dos 16, 14, 12, etc. e não ficaram traumatizadas, pelo contrário, passaram a valorizar muito mais o trabalho e receber deles os frutos. Cabeça vazia e tempo ocioso somente colaboram para coisas ruins, para uso de drogas, etc.

Enfim, mesmo que a mídia fique pedindo que baixe a maioridade penal, nós enquanto sociedade, deveríamos exigir do ECA, que mude a Lei, para que as empresas possam contratar adolescentes sem custo algum como aprendiz. Quantas e quantas empresas como marcenarias, oficinas mecânicas, empresas no ramo de alimentos e outros seguimentos de serviços poderia contratar estes adolescentes, tirando-os das ruas, ajudando-os a adquirirem uma profissão e passarem a valorizar o dinheiro recebido pelos seus trabalhos, ajudarem suas famílias ao comprarem seus próprios vestuários, seus aparelhos eletro eletrônicos, etc.?

Enfim, há muitos outros aspectos fundamentais que são necessários de mudanças no ECA e ao meu entender, uma delas, é acabar com esta exigência do adolescente poder trabalhar apenas aos 16 anos. Muitas profissões estão em extinção por falta de profissionais e esta falta é devido os adolescentes não poderem mais trabalhar.

Ataíde Lemos
Escritor & Poeta

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Conservar-se na ignorância

     

     
    Conservar-se na ignorância para alguns é a melhor estratégia para permanecer omisso, pois, uma vez, adquirindo conhecimento a consciência não permite manter-se leigo, ela sempre exigirá atitudes e pesará na omissão. 

Ataíde Lemos
Escritor & Poeta 

A violência em nosso País



A violência em nosso País 



Nestes últimos anos, meses temos assistido uma onda de violência que tem provocado indignação a toda sociedade. Mas, fico me questionando: Será que estava tudo bem? Não estava havendo tantos assassinatos e de uma hora para outra os bandidos resolveram sair da toca cometendo esta onda de violência? Os adolescentes começaram a cometer crimes bárbaros, etc. ou isto já vinha ocorrendo, porém, agora a mídia está mais atenta e veiculando tudo que acontece, porque percebeu que a este tipo de assunto atrai pessoas para seus telejornalismos ou ainda, pode estar havendo algo de interesse politico por detrás de toda esta onda de violência. 

Não quero com isto dizer que não se deve veicular tais fatos, porém, o que me chama atenção é que num telejornal mais da metade de suas matérias estão relacionados à violência. Nem termina uma já entra outra sempre abordando violência. Será que este país é só isto que acontece? Não há noticiários de pessoas que constroem este Brasil?

A cada noticia de violência vem um comentário sobre as leis; precisa se fazer uma lei assim; outra lei assado. Precisa endurecer isto, ou aquilo. Enfim, às vezes, parece que este tipo de comentário tem o objetivo de mascarar ou procurar esconder outros tipos de noticias que também são fundamentais noticiar em exaustão como, por exemplo, a corrupção estrondosa que há em nosso país por muitos políticos que hoje estão na situação e vários deles responsáveis por todo este caos tanto em relação à violência quanto desvios de recursos estrondosos dos cofres públicos responsáveis por esta mazela na saúde, na educação e em tantos outros serviços essenciais básicos.

O que tenho percebido ao longo dos anos, principalmente, após o atentado de 11 de setembro, foi que com a jogada do então, presidente George W. Bush para sua reeleição, onde usou como estratégia o terrorismo psicológico nos americanos, ou seja, o medo, usando como discurso que ele seria a pessoa certa para manter o EUA salvo dos terroristas é isto que parece estar acontecendo também em nosso País, pois, a violência já rendeu vários benefícios políticos, onde alguns partidos se beneficiaram com a violência que tem tomado um rumo alarmante ou talvez com muito mais destaque do que antes.

Acredito que o medo ou a sensação de insegurança da sociedade é um dos requisitos mais contundentes e que colabora para que determinadas forças politicas atinjam seus objetivos de Poder, no entanto, é a maneira mais sádica e perversa de fazer politica, pois aterroriza toda a sociedade, colocando-a em pânico e também com resultados catastróficos que é a perda de muitas vidas de inocentes. Pois, para se fabricar a violência é necessária a omissão do Estado com o abrandamento das politicas públicas de segurança e sociais.

Ainda bem, que o brasileiro não tem a mídia televisiva como fonte principal para instruir-se, pois, muitos estão mais interativos e se informando por meios das redes sociais. Grande parte da população, embora, com toda esta propaganda de violência feita pelos telejornais, está envolvida com outras atividades e recebendo muitas outras informações que a web tem para oferecer. 


Ataíde Lemos
Escritor & Poeta

segunda-feira, 29 de abril de 2013

As tevês e os vídeos violentos





As tevês e os vídeos violentos

     Dias atrás escrevi um artigo de como as Tevês em seus jornalismos estão veiculando suas matérias, com um total desrespeito, principalmente, em relação a vídeos violentos. Ou seja, estão de uma forma banalizando atos violentos, inserindo cenas de assassinatos explícitos nos seus telejornais sem o menor constrangimento. Um destes programas é o vespertino, onde Datena apresente, muitas vezes, repetidamente vídeos com violentos, fazendo uma espécie de sensacionalismo com tais exibições para impressionar os telespectadores.

     Não sou contra a veiculação de noticias violentas, até porque precisa ser dada, pois, é através da informação, do noticiário que as autoridades tomam providencias. O povo que não reivindica, não crítica, que não exterioriza suas indignações – quase sempre estas mobilizações ocorrem através do noticiário – não consegue melhorias. Infelizmente, o Estado só trabalha sobre pressão, há não ser quando os interesses são dos políticos. No entanto, a noticia pode ser repassada de mil maneiras sem que sejam sensacionalistas e sem que a população possa ficar assistindo cenas violentas de graça.

     A maneira com que as emissoras de TVs e principalmente, as abertas estão veiculando vídeos violentos além de estarem de certa forma criando uma cultura da banalização da violência, ou seja, criando uma situação que de tanto as pessoas verem atos violentos, passa a acostumar-se, criando assim, uma cultura mórbida (psicopática), tornando-se insensível à violência. Além do que, cria-se precedente para que todas as mídias, inclusive, as virtuais, também veiculem tais vídeos e ainda mais violentos nas redes sociais.

     Segundo, matéria veiculada na internet semana passada, o Facebook ao ser interpelado para excluir um vídeo de violência, onde uma mulher aparece sendo decapitada, o argumento, usado pelo Face para não excluir o vídeo é que ele não fere as normas do site e também, afirmou em sua defesa que as redes de tevês abertas mostram vídeos similares. Em suma, qual argumento, contra argumentar? E esta será uma tendência natural se não houver uma sensibilidade por parte das empresas de Tevês em criar algumas normas ou uma cartilha de recomendações para que a banalização da violência não seja também colaborada por elas.

     Enfim, a questão não é censurar a noticia, mas sim, as mídias televisivas devem usar do bom censo ao veicular certas noticias violentas, pois, elas são formadoras de opinião e ao mesmo tempo são responsáveis por uma formação e educação cultural da sociedade, além do que, suas ações abrem precedentes que podem ser usadas por instituições de comunicação.  

Ataíde Lemos 
Escritor & Poeta

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Amo meu Brasil



Amo meu Brasil
Amo meu Brasil
Um País de tantas mil
Belezas naturais
E riquezas cultuais;
Um povo trabalhador
Hospitaleiro, guerreiro
Que não desiste jamais
Terra do Cristo Redentor.

Amo meu Brasil
País continental
Do frevo, do maracatu ;
Terra do carnaval
De lindas mulheres
Nação sem outro igual.

Amo meu Brasil
Um gigante
Dos conglomerados
Do vasto tapete verde
Em seus cerrados;
Das lindas cataratas
Do negro, do mulato,
Do branco;
De infinitas raças
Amo meu Brasil.

Ataíde Lemos 

Escritor & Poeta

sábado, 20 de abril de 2013

A população sendo iludida pelos políticos




A população sendo iludida pelos políticos

Tenho feito varias criticas quanto nossa passividade em relação ao Estado, permitindo que ele nos roube. Que ele aos poucos vai tirando nossos direitos e aumentando nossos deveres. Que o Estado interfira diretamente na educação dos nossos filhos e até como devemos agir dentro de quatro paredes, quando nos diz; “isto pode fazer, isto não”.

Usando de artifícios para construir situações que vai de encontro com o pensamento coletivo aprova, os governantes (políticos) estão criando leis restritivas à população e toda ela – população – está sendo penalizada pela minoria que cometem atos que a sociedade reprova. Desta forma, o Estado vai restringindo direitos e entrando de maneira sorrateira na vida pessoal dos cidadãos com leis restritivas, punitivas e arrecadadoras.

Ainda é preciso dizer que o Estado, tem usado destas artimanhas para onerar mais o bolso dos cidadãos com multas abusivas cujo objetivo e sustentar a corrupção, pois, como toda arrecadação do Estado que sobe ano após ano, a sociedade não vê seu retorno nos serviços essenciais como Saúde, Educação, Segurança, Transporte, etc.

A violência está em nível crescente e não é por falta de recursos, mas por falta de politicas de segurança. Não é por falta de leis, mas pela ineficiência em suas aplicações. Não é por falta de pessoas capacitadas, mas pelo uso dela como forma de fazer politicagens eleitorais.

A saúde está morta, ou seja, falta tudo. Os hospitais, as emergências estão hiper lotadas e os profissionais da saúde não sabem o que fazerem, pois, falta de tudo, desde o essencial como soro, seringas, etc. O grande vilão deste caos na saúde é a corrupção que tem tirado os recursos deixando os cidadãos sem Saúde.

A Educação, nem se fala, a cada nova pesquisa é um desalento, o Brasil sempre configurando nos últimos lugares mundiais, onde estamos formando analfabetos funcionais e o governo precisa inventar leis de protecionismo para maquiar o quadro. Enfim, cada ano se forma inúmeros profissionais de todas diversas áreas sem preparo para exercer suas profissões.

É um quadro caótico que o Brasil está vivendo, onde a impunidade, a corrupção onde a falta de politicas públicas em todas as áreas tem levado a população pedir certas leis que vai contra ela mesma e até mesmo aplaudindo leis que colaboram para esta corrupção e supressão de direitos sem se dar conta.

Enfim, toda esta situação tem sido criada pelos políticos com um único fim, a briga entre eles no Poder, ou seja, eles criam situações que vão contra os cidadãos e quando percebem que eles – cidadãos – estão descontentes, estão clamando por mudanças, os mesmo – políticos – surgem com propostas e retóricas para induzir a sociedade e ter seus apoios nas urnas. Em suma, eles – políticos – criam situações para tirarem proveitos e a sociedade acaba sendo usada por eles.

Ataíde Lemos
Ataíde & Poeta 

domingo, 7 de abril de 2013

Deputado Marco Feliciano e a omissão da maioria



Deputado Marco Feliciano e a omissão da maioria

Tenho visto muitas manifestações contra o deputado do PSC–SP Marco Feliciano. Parece algo orquestrado, inclusive, pela mídia que em todos seus teles jornais estão focando o tema, poucas são as TVs que tem mostrado o outro lado da noticia.

Sem entrar no tema se Feliciano é preparado ou não para exercer a Comissão dos Direitos Humanos na Câmara, o que observamos é o silencio da sociedade que de um modo geral deveria estar ao lado dele, pelo menos, dando apoio moral para que consiga atravessar por este episódio. As falas dos contrários a sua permanência na Comissão, não é justamente o pensamento da maioria da sociedade, pois, a maioria não concorda com certos conceitos por estes manifestantes como, por exemplo, o aborto. As outras declarações são por menores em relação ao aborto.

No entanto, é de se admirar o silêncio da maioria da sociedade e inclusive, instituições que deveriam estar ao lado dele, independente o credo religioso como igreja católica, por exemplo. Quando vemos quem são as pessoas ou políticos que estão por trás destas manifestações como a ex-senadora e agora deputada Jandira Feghali que luta pela liberação do aborto há anos.

Quem será que os líderes destas manifestações querem que seja o presidente da Comissão de Direitos Humanos na Câmara? Alguém que os representem? Em detrimento a maioria da sociedade que é contraria o aborto e que não concorda com o casamento gay? Será que por trás destas manifestações não há o interesse que se eleja um presidente favorável a eles para que facilite os tramites de projetos de seus interesses? Talvez seja este o motivo de tantas manifestações contrarias ao então Deputado Feliciano, pois, em suas declarações, ainda que preconceituosas, o deputado declara indiretamente que certos projetos não conseguirão respaldo dele.

Enfim, como católico gostaria de parabenizar a postura da grande maioria dos pastores evangélicos e do pastor Silas Malafaia, que tem tomado posição a favor do deputado Marco Feliciano e entristecer com a atitude da CNBB, que tem se omitido silenciando diante este episódio. Gostaria de lembrar a CNBB que a sua omissão e a compactuação com lideres políticos esquerdidas radicais favoráveis às ideologias de morte como o aborto, por exemplo, também tem sido um dos motivos responsáveis pela perda de fieis e que ela precisa tomar como exemplo, do então, papa Francisco, que quando arcebispo enfrentou a presidente da Argentina Cristina Kirchner e que recebeu como prêmio ser o chefe supremo da Igreja Católica.  

Ataíde Lemos
Poeta & Escritor 

sábado, 30 de março de 2013

Uma reflexão política




Uma reflexão política

Analisando a política e a forma como em períodos eleitorais as alianças vão sendo construídas no interesse de cada candidato em aglomerar mais partidos políticos em torno de sua candidatura, chego a conclusão que esta união de partidos em torno de uma legenda, torna-se nocivo à democracia, tirando do eleitor a possibilidade de ter opções em quem votar. 

Uma democracia não se fortalece nestes moldes eleitorais, onde a sociedade fica sem opção de votar, ou vota num ou vota noutro, sem outras alternativas. Quando analisamos este tipo de arranjo eleitoral, o reflexo negativo pode até não ser sentido quando se trata de eleições para presidente da republica, ou mesmo em eleições estaduais, mas em termos de eleições municipais este modelo adotado pelos políticos é sem duvida nociva para o município, porque este tipo de arranjo tira do eleitor por completo, a opção de ter mais candidatos para escolher mais democraticamente seu futuro mandatário. 

Analisamos um exemplo: numa cidade, os políticos se unem em prol uma candidatura única, ai a pergunta fica: e se eleitor não aprovar o candidato escolhido? Não tem o que fazer, será este o eleito. Assim, pode ser dar também no caso de 2 candidatos. Enfim, nestas construções de alianças os eleitores acabam tornando-se refém de candidaturas arranjadas.

Muitos podem dizer: mas todos os partidos tem o direito de lançarem candidatos e construírem diversas chapas para disputar eleição. Sim, é verdade, a eleição é um ato democrático em que todo aquele que esteja filiado em algum partido político pode ser candidato. Porém, aqui vem um outro artifício político que é os arranjo já citado entre os políticos que acabam não lançando candidatos e se aliando a outras chapas para que no futuro render dividendo, isto é, se unem, para fazer parte do governo do possível aliado, caso ele vença. 

Pois bem, este é um jogo democrático, a Lei Eleitoral, dá as condições necessárias para a democracia. A lei não fecha questão, inclusive, dando o direito às estas manobras eleitorais. No entanto, quem deveria mudar este tipo de situação onde o eleitor perde seu direito de escolha e representatividade isto é, fica sem liberdade de escolher vias alternativas na escolhas de seus mandatários são os partidos políticos, ou melhor, são os políticos que deveriam olhar para a sociedade e dar para ela a oportunidade de ter opções. São os partidos políticos e os políticos que deveriam abdicar de seus interesses pessoais em estar num governo em prol a democracia que é oferecer mais candidaturas e projetos políticos para as cidades. 

Sei que este artigo é uma utopia e fora da realidade da mentalidade dos políticos, mas, também sei que esta deveria ser uma pratica do político, isto é, olhar para a sociedade antes de buscar seus interesses. Todos podem governar juntos, somando-se as forças políticas, no entanto, os partidos políticos e os políticos em períodos eleitorais têm a oportunidade de lançar seus projetos, oferecer-se como alternativas e assim, colaborar para que o poder do dinheiro; o poder do político maquiavélico não seja capaz de tirar dos eleitores direito de terem mais opções para escolherem melhor seus candidatos.

Ataíde Lemos
Escritor & Poeta