Sempre posto neste Blog meus textos, mas hoje, neste dia
15 de Novembro de 2012, quero fazer uma homenagem a este grande homem
brasileiro, que com sua coragem, sentimento cívico, está resgatando a sociedade
brasileira.
Neste blog publico artigos políticos de minha autoria e de outros como também textos do cotidiano e poemas sociais. Seja bem vindo e volte sempre, sua presença sempre enriquece este espaço.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Criticar faz parte do direito a liberdade de expressão
Criticar faz parte do direito a liberdade de expressão
Em nota, o
Partido dos Trabalhadores (PT), critica o julgamento da Ação Penal n.º 470 – Mensalão. Segundo a Comissão
Executiva Nacional do PT o Supremo Tribunal Federal (STF) pela condenação do
ex-ministro José Dirceu, do ex-presidente do partido José Genoino e do
ex-tesoureiro da legenda Delúbio Soares.
Não poderia ser
diferente esta atitude do PT, estranho seria, ficarem calados já que isto não
faz parte do PT toda vez que tem seus interesses conflitados. A atitudes deles
é amputar culpa nas mídias e nos que confrontam seus interesses, procurando
provocar na sociedade indignação. Muitas vezes, convocam suas militâncias para
se unirem, manifestarem. Ou seja, uma forma, de ter o apoio de seus filiados e
simpatizantes para mantém a unidade no partido.
Evidente, que
esta manifestação do PT é um direito a expressão de liberdade, algo que no
Brasil está consolidado, muito embora, para o PT, liberdade de expressão só
existe para eles, pois quando se sentem ameaçados o que mais fazem é criticar e
procurar cercear esta liberdade, com manifestos e mesmo com propostas de leis
que visam restringir a liberdade das mídias.
O Supremo
Tribunal Federal (STF), com este julgamento e condenando estes réus
(funcionários públicos, empresários e políticos), se mostrou um Poder
republicano; um Poder que realmente tem isonomia. Não tenho duvida, que hoje o
Poder Judiciário entre as instituições privadas e públicas é aquela que possui a maior credibilidade da
sociedade brasileira.
O julgamento da
Ação Penal nº 470 (Mensalão), foi um julgamento técnico, com largo direito de
defesas dos réus, embasado em inúmeras provas técnicas e amplo debate entre os
maiores conhecedores de Direito que são os ministros do STF.
O que nos chamou
muito atenção neste julgamento é a lisura e a coragem destes ministros que se
tornaram heróis nacionais, não porque fizeram algo excepcional, mas porque
fizeram o correto, ou seja, julgaram sem temer o poder político. Jamais podemos
ignorar que os réus condenados são aqueles que hoje governam o País. É fácil julgar
alguém sem expressão, um pobre coitado, mas, julgar políticos influentes e que
detém o poder político no País é totalmente complexo e exige conduta moral, ética, de cidadania e ainda, compromisso com a Lei e com o País. Como exemplo,
vejamos quantas manobras foram feitas para que esta Ação Penal não se
realizasse! Enfim, estes heróis brasileiros (Ministros do STF), terão seus
nomes registrados na memória da história brasileira.
Entre os
ministros que julgaram o Mensalão, certamente, dois deles merecem destaques
entre os demais; o relator do processo ministro Joaquim Barbosa, pela sua coragem de condenar todos e o ministro Ayres Britto (Presidente do STF) que fez com o
julgamento ocorresse na mais traquila ordem, quando muitos procuraram
tumultuar.
Certamente,
virão muitas notas de manifesto do Partido dos Trabalhadores, pois agora
na presidência no STF, está o então, ministro Joaquim Barbosa. Pelo que pudemos
observar em seus debates no julgamento será um dos que deseja que de fato se
cumpra a Lei. Portanto, ele fará de tudo para que as sentenças dadas aos
políticos condenados do PT sejam cumpridas, inclusive com a prisão destes
condenados. A lei é para todos e não para alguns.
Lamentável foi
declaração do ministro da justiça Eduardo José Eduardo Cardozo, que disse a
empresários em São Paulo que “preferia morrer” a ficar numa prisão brasileira. Nesta
quarta, Cardozo justificou a declaração dizendo que "não se pode esconder
o sol com a peneira”. Ou seja, ele como ministro da justiça o que tem feito
para melhorar o sistema prisional brasileiro? E porque esta declaração? Porque
seus companheiros estarão encarcerados neste sistema prisional brasileiro? Quem
sabe com seus amigos agora presos, o Estado, passe a dar uma olhada mais para
esta Faculdade de bandidos que é o sistema prisional brasileiros, como se diz:
a males (prisão dos condenados petistas) que vem para o bem.
Em
suma, o PT critica, e a justiça se faz. Este é o jogo dos que perdem, criticar
e viva a liberdade de expressão e todo o povo brasileiro que sente a alma
lavada com a condenação destas quadrilhas que tiraram dinheiro da Educação, da
Saúde, dos aposentados, e de todos os serviços essenciais para enriquecerem
ilicitamente e comprar políticos.
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Engana-se quem pensa que o PT deu resposta ao STF nestas eleições
Engana-se
quem pensa que o PT deu resposta ao STF nestas eleições
Em São Paulo, abstenção os
votos brancos e nulos chegaram a 31%. A
Ministra do Tribunal Superior Eleitoral, se mostrou preocupada com este alto índice
de abstenções. Este fato, embora, não tire a legitimidade dos ganhadores,
mostra que os eleitores não estão satisfeitos com os rumos que a política vem
tomando.
Dizer que o
povo aprovou o PT por ter ganhado em capitais importantes, não significa dizer,
que o povo é conivente com a roubalheira praticada pela cúpula do PT no caso do
mensalão. É preciso dizer que, mesmo nas cidades maiores os partidos terem uma
maior influencia em relação as cidades menores, deve-se ressaltar que eleições
municipais os eleitores levam em conta diversos fatores. Em São Paulo, por exemplo,
o governo Kassab está desgastado e Serra era apoiado por este ele, também no
segundo turno houve apoio de diversos partidos Hadad. Portanto, este negócio de
que Lula, está com a bola toda é muito relativo, pois em BH, seu candidato
perdeu feio, e ainda no primeiro turno, Aécio que acabou sendo considerado o
grande vencedor? Na Bahia, voltou ao Poder a família Magalhães, uma derrota
para o PT que também teve a presidente Dilma, Lula e o governador do PT agindo
fortemente no apoio de seu candidato. Ou seja, eleições municipais levam-se em
consideração a atual gestão e não apoio como fundamental. Se o eleitor estiver
contente com seu prefeito ele tende a continuar, caso contrário, o povo elege
outro.
É muita
pretensão dos petistas primeiro; se acharem que estão com esta bola toda, basta
analisar as abstenções. Segundo; é pretensão acreditar que seus ídolos (os
mensaleiros), foram anistiados pela sociedade embora, condenado pela justiça.
A maioria do
povo brasileira não é corrupta, não aceita a corrupção e não compactua com a
corrupção. Se houve eleições de vários petistas nas grandes cidades foram
levados em conta muitos fatores e não porque a sociedade foi contra o STF. A
sociedade em momento algum deu uma resposta ao STF que cumpriu e honrosamente
seu papel. Quem sabe nas eleições de 2014 poderemos ter o prazer de ver estes
ladrões petistas assistindo a eleição presidencial atrás das grades ou alguns fugitivos assistindo de outro País.
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
Um fato histórico brasileiro
Um
fato histórico brasileiro
Ao analisarmos a postura do
STF, em relação ao julgamento do Mensalão, só temos motivos para elogiar os ministros,
principalmente, aqueles que votaram pela condenação dos réus pelos seus
diversos crimes. Porque elogiar:
- Coragem; este julgamento se deu com o Partido dos réus no Poder. Todos sabemos que o Poder Executivo exerce uma força política grande e, manter-se uma imparcialidade exige muita determinação e coragem e às vezes, até sacrifícios.
- Ética; os ministros do STF, mantiveram uma conduta e postura ética sem se intimidar tanto com as pressões das mídias e as pressões do grupo político que governa o País atualmente. Inclusive as intimidações do então, ex-presidente Lula.
- Integridade; grande parte dos ministros do STF, foram nomeados pelo grupo político do governo cujo seus membros são réus, no entanto, eles não se curvaram diante daqueles que os nomeou e votaram com espírito público, sem parcialidade, não votaram imbuídos pela emoção, mas escandalizados com as barbarias que estes réus promoveram nos cofres públicos. Basta vermos em vídeos, as colocações de indignação dos ministros do STF diante do escândalo.
Sabemos que as
Leis em nosso País, abrem inúmeras brechas, por onde os condenados se enveredam
para se livrarem das condenações ou mesmo abranda-las. Certamente, os grandes
conhecedores do Direito, a peso de ouro, irão encontrar tais brechas e assim,
procurar frustrar minimizando as penas
e o efeito deste fato histórico em nosso País, no entanto, nada destas artimanhas
diminuirão o desgastante e meritoso feito dos ministros do STF, pois, eles
fizeram e julgaram conforme a Lei determina.
Enfim,
acredito que uma página histórica do Brasil foi escrita, com a condenação de um
grupo político que cometeu uma dos maiores crimes financeiros que foi o rombo nos
cofres públicos de nosso País, mas que infelizmente, está sendo minimizada
pelas mídias e outros órgãos, talvez isto se deva por seus criminosos fazer
parte do grupo político que hoje governam o Brasil. Quem sabe nos livros de história
do Brasil, as futuras gerações estudaram este grande fato e talvez se
envergonharam desta classe política brasileira e também de parte da sociedade contemporânea,
da mesma maneira, como nós nos envergonhamos da sociedade na era da
escravatura.
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
O Brasil sendo passado a limpo
O Brasil sendo passado a limpo
É com sentimento de brasilidade
que os brasileiros assistem ao julgamento do Mensalão, onde políticos que
governaram e ainda governam o País, estão sendo condenados pelo crime de
corrupção. Um crime que abalou a estrutura política do Brasil, pois, milhões de
reais foram roubados dos cofres públicos e dos brasileiros por políticos e
outros. Um crime que parecia ser mais um caso que terminaria numa enorme
pizza.
Porém, o Ministro do Supremo
Tribunal Federal (TSF) Joaquim Barbosa, indicado por Lula, faz valer a vontade
do povo brasileiro condenando um a um e resgatando assim novamente a esperança
dos brasileiros.
O ministro Joaquim Barbosa,
relator do processo do mensalão, enumera de maneira sucinta e precisa o papel
de cada elementos da quadrilha neste escabroso crime e, seus pares, com exceção de dois ministros, votam juntamente
com o relator, ignorando a posição do então, revisor ministro Lewandowski, que
no intuito de defender José Dirceu, se contradiz suas próprias posições dentro
do processo, inclusive, sendo questionado pelos demais ministros do TSF.
Este
julgamento é histórico em nosso País e serve como exemplo até para o mundo,
pois, mostra, a independência de um Poder, (Poder Judiciário) cujo –com uma
exceção – os ministros foram indicados pelos próprios condenados. Ainda é
preciso ressaltar como fato importantíssimo é que, este julgamento está se
dando com os condenados no poder. Ou seja, os ministros do STF. não se renderam
ou intimidaram diante o grupo político que governa o País, agindo com
imparcialidade e sem medo.
O
julgamento do mensalão tirou o foco das eleições municipais, pois, para nós
brasileiros ele tem uma importância impar, porque é o resgate da ética, o
resgate da dignidade de um povo que não suporta mais conviver com a impunidade
do crime de corrupção entre os políticos. Certamente, esta posição do STF, traz
para nós brasileiros, não só a sensação de alivio, por ver na cadeia políticos
corruptos, mas abre precedente para que os demais, passam a ter certeza que o
crime não compensa.
Parafraseando
o slogan da campanha política de minha cidade “...o Brasil tem jeito...” e
estamos no caminho certo. Parabéns, mais uma vez ao STF e especialmente, ao
hoje, então, presidente desta instituição Joaquim Barbosa, um cidadão
brasileiro afrodescendente, que
com sua posição ética, firme, determinada elucida detalhadamente este crime que
envergonhou e baixou a auto estima de grande parte dos brasileiros que tem como
principio a moralidade e a crença que a justiça deve ser para todos e não para
apenas a sociedade, excluindo os políticos. Salve o Brasil e estes notáveis 9
ministros do STF que não se renderam ao Poder, mas sim fizeram dele a justiça.
Ataíde
Lemos
Escritor e poeta
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
O Julgamento do Mensalão
O
Julgamento do Mensalão
Já elogiei e já critiquei o Supremo Tribunal Federal
(STF), mas, neste artigo, quero elogiar pelo grande exemplo que os Ministros
estão prestando a democracia brasileira e principalmente, aos eleitores, neste
período eleitoral. Como se diz o ditado “A justiça tarda, mas não falha” e, é
isto que estamos assistindo no julgamento do mensalão.
Com vários
réus no Poder e outros disputando eleições, mesmo assim, estão sendo condenados
e afastados da vida política. Esta atitude do STF, sinaliza uma luz de
esperança de que ainda se pode acreditar na democracia, na justiça dos homens e
que nem tudo está perdido.
Confesso que
não acreditava que estes corruptos que extorquiram os cofres públicos em
milhões de reais fossem julgados e muito menos condenados, até porque, muitos
dos Ministros que fazem parte do STF, foram indicados por estes como no caso o
Ministro relator Joaquim Barbosa. O Brasil tem jeito, somente está faltando a
nós, como eleitores fazermos nossa parte ao exercermos o direito, ou obrigação
que é votar em políticos sérios, honestos e não votar descomprometidamente em
candidatos que não tem compromisso com a sociedade e sim, com eles próprios.
Parte da
sociedade uniu-se e colheu assinaturas e conseguimos implantar o Ficha Limpa,
uma lei que veio contribuir para a melhoria da classe política. Esta lei,
encontrou resistência, porém, nestas eleições passou a ser executada.
Certamente, a Lei do Ficha Limpa, nem precisaria existir, se nós como sociedade
e cidadãos fizéssemos nossa parte ao analisar a vida dos candidatos e fossemos
comprometidos com nosso País, com nosso Estado e cidade, analisando os
candidatos para que não elegêssemos políticos sem ética e corruptos. No
entanto, como grande parte da sociedade não tem esta consciência cidadã, uma
minoria dela, consciente, tornou-se através desta lei (Lei da Ficha Limpa) uma realidade
para todos nós.
Muitos
criticam o STF, e nestes também me incluo, quando os vejo, adaptando as leis,
segundo a realidade contemporânea, ou seja, ao meu ver estão legislando –
função esta atribuída ao legislativo – no entanto, em alguns casos, é essencial
este posicionamento, principalmente, quando estas intervenções são para
moralização da classe política, já que determinadas leis jamais poderiam
esperar que ocorressem através dos legisladores, pois, infelizmente, nossos
parlamentares, dificilmente, fazem ou aprovam leis que podem prejudica-los em
seus interesses. Neste sentido, a intervenção do STF é de fundamental
importância.
Finalizando,
todos nós brasileiros devemos sentir orgulhosos dos STF que tem agido com
extrema lisura e imparcialidade no julgamento do mensalão, com exceção de um
dos ministros que nem deveria estar participando do julgamento, porém, sua
presença não está tendo influencia nos resultados dos votos dos outros
ministros.
Por fim, que o julgamento do mensalão e a punição dos
réus, nos faça refletir e despertar uma consciência cidadã para que, ao
escolhermos nossos representantes políticos, façamos uma melhor analise e
assim, melhoremos a classe política. Enfim, este julgamento do mensalão deve
ser uma grande lição para todos nós eleitores.
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
O que a sociedade precisa exigir dos políticos
O
que a sociedade precisa exigir dos políticos
Estava
assistindo o Bom dia Brasil (24/08/2012) e uma matéria me chamou atenção. A
reportagem dizia sobra condenação do ex-senador Luiz Estevão que terá de devolver R$ 468 milhões aos
cofres públicos da União. O recurso foi desviado da construção do prédio do
Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, nos anos 1990. O acordo foi
assinado nesta quinta-feira (23) entre a Advocacia Geral da União (AGU) e o
Grupo OK, de Estevão.
Segundo a matéria, o senador Luiz
Estevão, é bilionário e este total da divida que foi acordado entre ele a AGU,
corresponde menos de 10% de seu patrimônio. Mas, o que me chamou atenção na
reportagem é que ele disse que sua entrada na política era um sonho que completaria em seu currículo de ser humano, pois, sentia um enorme desejo em
ajudar o povo através do mandato político. Mas, pelo contrário, sua inserção na
política foi para continuar crescer ainda mais seu patrimônio.
Pois bem, por que escrever sobre
esta reportagem? Simplesmente, porque estamos em período eleitoral e muitas
vezes, o eleitor acaba sendo ludibriado pelo pensamento de que, elegendo um
político de boas condições financeiras, seu governo ou mesmo ele não é corrupto, ou seja, devido sua condição
financeira não tem necessidade de roubar. Portanto, o exemplo acima, derruba
esta tese.
A idoneidade, o caráter, a ética
e os valores não estão relacionados à questão financeira, sendo assim, não dá
para avaliar um candidato pela sua conta bancaria, seu patrimônio ou mesmo,
pela capacidade administrativa de seus bens. O eleitor precisa ser consciente
de que a escolha de um candidato deve estar atrelada ao histórico tanto em
termos administrativos, porém, mais ainda em seu relacionamento interpessoal e extra pessoal com a sociedade. Ou seja, é fundamental analisar o candidato em seu conjunto e
não apenas em alguns requisitos.
Há inúmeros políticos sérios que
não possuem fortunas, pelo contrário, são da classe média, e fazem grandes
realizações como homens públicos. Políticos que entraram e saíram da política
sem acrescentar nada em seus patrimônios, às vezes, alguns recuaram em seus
bens. Como também, conhecemos muitos políticos sem recursos financeiros que ao
entrarem na vida pública e se tornaram milionários.
O que a sociedade precisa de um gestor e de seus representantes no parlamento é lisura com o bem público. É ter os serviços básicos essenciais funcionando bem. Precisa que o gestor (prefeito, governador, presidente) promova a cidade, estado ou país para que se desenvolva dando qualidade de vida que envolve habitação, saúde, educação, transporte, segurança, lazer, cultura, trabalho, etc. O que a sociedade deseja de seus legisladores é que cumpre suas obrigações que é fiscalizar o executivo, ter percepção das necessidades da sociedade e promovam leis que vão de encontro a estes anseios. Enfim, o que a sociedade exige dos seus governantes não tem nada haver com a questão financeira pessoal deles, mas com o caráter, com capacidade administrava visando sempre promover um governo para todos e não para alguns.
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Políticos burlam a Lei da Ficha Limpa
O nosso querido Brasil é um país do jeitinho e das
armadilhas deixadas pelos políticos ao promoverem leis. Umas leis, são
completamente demagógicas, ou seja, feitas para satisfazerem partes da opinião
pública. Outras, são para promoverem os próprios políticos e há, as leis que são feitas completamente sem
razoabilidade para sua aplicação e assim o seu cumprimento. Também fazem leis
para atenderem determinados segmentos da sociedade e assim, que forem atendidos
se revogam ou mesmo as ignoram e assim, o país vai seguindo como o País da
piada de muito mau gosto pronta.
A sociedade brasileira, preocupada com a ética na
política, cansada de eleger políticos corruptos. Preocupada em melhorar a
classe política e visando uma depuração varias entidades representativas,
unira-se e tomaram a iniciativa, usando do direito constitucional para propôs
um Projeto de Lei (PL) de iniciativa popular, exigindo algumas normas para
ocupação de cargos públicos eletivos, também para que políticos que estão em
debito com a justiça ou que praticam atos de improbidade administrativa sejam
punidos da vida pública por um determinado tempo. Este PL, foi denominado de
Lei da Ficha Limpa.
Com muito custo, depois de varias criticas e objeções
dos políticos ela acabou sendo votada e aprovada com algumas ressalvas. A lei
foi muito criticada por vários governadores, políticos, inclusive o então,
presidente da republica Luiz Inácio Lula da Silva (Lula). Pois bem, a Lei da Ficha Limpa foi
sancionada, porém esbarrou no Poder Judiciário que depois de muito custo; de
muitos pedidos de vistas pelos senhores ministros do Supremo Tribunal Federal
foi decretada constitucional.
Porém,
estamos percebendo que nenhumas das Leis de iniciativa popular relacionada as
melhoria na qualidade da classe política, está sendo executada de maneira
plena, pela morosidade da justiça. O PL de iniciativa popular relacionada à
compra de votos “Projeto de Lei
de iniciativa popular para combater a corrupção eleitoral”.
Promoção e Patrocínio da Comissão
Brasileira Justiça e Paz - CBJP, com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos
do Brasil - CNBB e entidades e organismos nacionais indicados na folha de
coleta de assinaturas, é um exemplo de
que não está sendo cumprida, ao observarmos que muitos processos relacionados à
compra de votos, seus réus estão cumprindo seus mandados integralmente sem
serem julgados.
Como colocado
acima, muitas leis no Brasil são feitas para não pegar, em relação à Lei da
Ficha Limpa, os políticos fichas sujas, arrumaram um jeitinho brasileiro e aproveitou-se
das brechas da lei para burla-la. Antes
mesmo de a lei entrar em pleno vigor
precisará ser revista, pois os políticos que são ficha suja, para
continuar no poder e participar da política, estão colocando em seus lugares
filhos, irmãos, cônjuges, parentes próximos. Ou seja, será necessário uma
Emenda Constitucional para que familiares com até certo grau de parentesco de
políticos ficha suja, não poderem candidatar-se por igual período.
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Eleições
Eleições
O que é uma eleição? Para
muitos, a eleição tem pouco significado; para outros é um desperdício de
recursos tanto privado quanto público e ainda, para outros, não significa nada
já que não interessam ou gostam de política.
Porém, é importante termos
consciência do que significa eleições por muitos motivos como:
1. A
eleição é um recurso democrático aonde a sociedade escolhe aqueles os quais
governarão seu país, estado ou município, como também determina aqueles que os representarão no legislativo por
um determinado período.
2. A
eleição proporciona a sociedade excluir representantes ou governantes que não
estejam satisfazendo os anseios ou correspondendo com a função a qual foi
eleita através do voto.
3. A
eleição proporciona a sociedade excluir da vida publica governadores ou
representantes (parlamentares) que cometem atos de corrupção, de improbidade
administrativa, mas que, infelizmente, devido à justiça ser morosa, mantém-se
no poder. Portanto, por meio do voto, o eleitor tem a oportunidade de fazer o
julgamento e dar o veredicto através das urnas.
4. Eleições
dão acesso a novas lideranças políticas, oferecendo oportunidade a todos que
desejam ingressar na vida pública e política, renovando os políticos, bem como
contribuindo para que a sociedade avance com novas propostas, com novas
ideologias, ou seja, as eleições proporcionam a dinamização, por meio da
renovação da classe política.
5. As
eleições permitem a sociedade aprovar novos projetos seja na área econômica,
social, cultural, pois a cada eleição o eleitor tem a oportunidade de alterar os rumos de seu país, estado ou
município, optando por um novo projeto estrutural, administrativo, alterando
prioridades, como também continuar reelegendo um mesmo grupo político.
6. As
eleições proporcionam a alternância do poder, ponto fundamental, pois um grupo
muito tempo no poder vicia, torna-se corrupto e aos poucos destrói democracia.
7. As
eleições contribuem para que o eleitor possa ter uma visão dinâmica de governos
passados, já que por meio das campanhas eleitorais, além dos candidatos
apresentarem seus projetos políticos, também trazem a tona os feitos e
desfeitos de gestões passada, cabendo o eleitor fazer um filtro para votar
conscientemente.
Enfim, eleições é um enorme
feito democrático que a sociedade possui, mas que, por ignorância não se dá
conta. É neste sentido, que muitas entidades sérias procuram conscientizar a
sociedade, educando o cidadão para ser um participante ativo, um protagonista
com suas analises, sabendo escolher bem seus governantes e representantes
(parlamentares), pois os rumos de um país, dos estados e das cidades dependem
dos políticos os quais elegemos.
Muitas vezes, erramos ao votar
num presidente, ou num governador, senador ou mesmo deputado federal ou
estadual, pois estes estão longe de nós. Infelizmente, a grande maioria da
sociedade não tem como ficar acompanhando noticiários ou saber o que os
políticos estão fazendo sem seus bastidores. Normalmente, os votos em políticos
nas eleições gerais são genéricos. Votos induzidos pelos marketeiros, pela
mídia, pela força do poder econômico do partido ou do candidato. Votos
conquistados através de meios ilícitos quando a Lei Eleitoral. No entanto, as
eleições municipais são totalmente adversas, ou seja, os candidatos tanto a
prefeitos como os vereadores são próximos de nós, são conhecidos; são pessoas
que esbarramos no nosso dia a dia. São candidatos que conhecemos suas vidas,
suas trajetórias pessoais, profissionais e políticas. São candidatos que muitas
vezes, já participaram e participam da vida pública. Enfim, estes podemos votar
conscientemente e assim, tornarmos responsáveis ao colocarmos no poder.
Portanto, a instituição da eleição deve ser vista como
algo de suma importância, não como um “Dever”, mas como um “Direito” da
sociedade e assim ser exercida com extrema responsabilidade, para que cada vez
mais, a democracia possa ser solidificada e de fato, os políticos possam servir
o povo e não ser servido pelo povo.
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
quarta-feira, 11 de julho de 2012
PT destruiu a ética em fazer política
PT destruiu a ética em fazer política
Infelizmente, nosso País teve um retrocesso quando o
assunto é classe política e principalmente eleições. E este avanço e retrocesso
se deram em relação ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Parece paradoxal, mas o PT, quando então oposição,
conseguiu um grande avanço em ternos de ética, quando militava pregando voto
consciente, pregando moralidade e de certa forma, ensinou o povo a votar,
estampando a população os maus políticos.
Lembro-me acompanhando as TVs Senado e Câmara, como
os petistas possuíam uma linda retórica, onde levaram muitos participarem de
seus quadros como filiados. Era um Partido, onde muitas cabeças pensantes como
intelectuais, artistas, líderes religiosos sentiam orgulho de serem filiados ou
estarem ao lado dos lideres do PT. Enfim,
o PT, possuía um discurso afinado com as classes sociais, com as diversas
lideranças que estava conseguindo algo maravilhoso que era abrir os olhos da
sociedade aprender votar com ética.
Porém, como tudo tem um inicio, um meio e um fim.
Como na vida vivemos de eras, foi só o PT, torna-se governo, vimos todo este
sonho desabar, ou seja, o PT destruiu todo um sonho que ele era o protagonista
e que parecia se realizar. O PT foi um dos maiores golpes éticos em termos
políticos que esta geração pode vivenciar.
Ao se tornar governo, rasgou deixando cair a mascara
da ética ao qual levou ao Poder. Com a desculpa da governabilidade, aliou-se
com o que há de mais pobre e podre na política brasileira. Para promover a corrupção
juntou-se com os políticos mais corruptos da história contemporânea do Brasil.
Para colocar em plano seu Projeto de Poder, loteou o Estado, tornando-o um País
engessado e loteado pelos partidos políticos, ou melhor, pelos donos dos
Partidos. Enfim, o PT, para ludibriar as massas tomou posse dos feitos de seus
antecessores, tornando uma grande mentira, mas que os elevou a conquistar o
eleitorado.
No entanto, esta estampa do PT, levou muitos dos
idealizadores do partido a abandona-lo. Houve uma frustração de muitos, porém,
como o seu governo conquistou o eleitorado, muitos acabaram ficando, não tanto
pelo Partido, mas pelo que representa o Poder. Muitos, se escondem atrás de uma
ideologia, mas no fundo o que desejam é o Poder, então não se importaram com
toda a mentira que é o PT e se
mantiveram nele.
Em suma, é lamentável o que o PT fez; ele que
proporcionou o sonho da construção da ética política, transformou-se em seu
maior vilão, onde, para se ganhar uma eleição não importa quem sejam os
aliados. Não importa a idoneidade do político. O importante é somar votos, o
máximo possível, nem que um aliado seja corrupto, mesmo que não possua
capacidade para o cargo. Enfim, esta é a nova educação que tem se propagado,
jogando no lixo o sonho, um dia iniciado.
Portanto, como hoje o PT é um partido que conquistou
as massas e tem se dado bem politicamente, tanto em seus governos como na sua
forma de fazer política, tornou-se modelo, onde o mínimo de ética que havia ao
fazer alianças não existe mais e assim, deseducou a sociedade como um todo.
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
quarta-feira, 4 de julho de 2012
10 dicas importantes para o voto cidadão:
10 dicas importantes para o
voto cidadão:
1º Dois quesitos essenciais para escolha de um candidato são:
idoneidade e capacidade.
2º Não vote em candidatos que prometem cargos, ajudas
financeiras e outros benefícios, pois estão comprando seu voto.
3º Não vote em candidato por afinidade de parentesco ou amizade
caso não possua capacidade e
idoneidade.
4º Pesquise a vida passada do candidato antes de votar.
5º Não vote em candidatos para agradecer favores recebidos, esta
é uma estratégia do mal político.
6º Não vote em candidatos que falam mal do prefeito que eles
apóiam, ao saber que você vota em outro, pois além de ser antiético, este tipo
de procedimento já expõe o caráter do candidato.
7º Vote em candidatos que possuem propostas e projetos políticos
viáveis para a cidade.
8º Não vote por compaixão.
9º Ao votar, escolha candidatos que sejam idôneos, capacitados
e afinados com seus princípios de valores humanos.
10º Não deixe para escolher o candidato na ultima hora.
Ataíde Lemos
terça-feira, 3 de julho de 2012
O bom político se faz pelo eleitor cidadão
Não sou tão velho, porém, lembro-me muito bem quando
o político possuía um grande status. Era visto como ilustre autoridade, sendo
ovacionado quando visitava as cidades. Era comum ter festejos, a população
recebe-los prestando homenagens, pois, tinha-se nele uma autoridade máxima. A
visita de um político, tornava-se um marco e um fato histórico para as cidades
menores.
Porém, com o
passar do tempo, o político tornou-se uma autoridade apenas para eles próprios
ou seja, para os outros políticos, para instituições governamentais, pois para
a sociedade, tornou-se um cidadão hostilizado, repudiado, um cidadão
indiferente aos outros.
Na classe
política, infelizmente, sempre houve atos antiéticos, sempre houve corrupção,
muitos usurparam do poder a eles
confiados, ora pelo povo, ora indiretamente. Muitos usaram do cargo para seus
próprios benefícios e dos seus, basta voltarmos num passado não tão distante
quando o celebre, intelectual e político Rui Barbosa disse em um de seus
desabafos que se eternizou: ‘De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver
prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver
agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da
virtude. A rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto’. Porém, ainda
assim, o político era possuidor de uma imagem venerada e respeitada pela
sociedade.
Fica então uma
indagação; por que esta mudança brusca de comportamento entre a sociedade e a
classe política? Certamente, esta não é uma resposta difícil de ser encontrada,
pois hoje todos têm acesso ao voto; os cidadãos tornaram-se mais politizados; a
tecnologia trouxe a tona o que se mantinha oculto nos bastidores; houve um
avanço democrático, onde se descortinou toda aquela máscara que havia por trás
do homem público, transformando-o numa pessoa comum, apenas com algumas
prerrogativas.
Esta abertura
democrática, este avanço da tecnologia e a continuação das práticas políticas
inescrupulosas têm sido o grande motivo do desalento da sociedade em valorizar
esta personalidade chamada de “Político”.
Portanto, este
descrédito, esta repulsa ao político é nociva para a sociedade, ao passo que
isto leva cada vez, aumentar o numero de políticos corruptos e excluir os bons
cidadãos da vida pública. Ou seja, na medida a sociedade, torna-se indiferente
ela se torna alvo de golpes políticos. Torna-se alvo de ditaduras disfarçadas
de democracia. Este quadro tem sido o que estamos constantemente assistindo
ocorrer na América Latina, onde através de manobras políticas e o desinteresse
da sociedade os espertalhões, juntamente com seus grupos estão transformando
suas nações, seus estados e mesmo os municípios num curral eleitoral, onde
somente um grupo tem estado no Poder.
Um país, um
estado, um município é como uma família onde cada membro precisa ocupar-se de
um dever, precisa ter responsabilidade, precisa de união para que todos saem
ganhando em todos os sentindo. É como uma empresa onde é necessário ter um bom
gerenciamento, ter normas para que a empresa cresça e todos saem ganhando.
Portanto, nossos governantes são estes; os responsáveis para que o país, o
estado, a cidade desenvolva em harmonia e os cidadãos possam ser beneficiados
com uma melhor qualidade de vida. Os governantes são nossos porta-vozes, que
através deles, criamos regras de bem convivências.
Os políticos são
os financeiros que gerenciam nossos recursos econômicos para que todos possam
ser beneficiados, inclusive, aqueles que tem mais, contribuindo com o que quase
nada tem e todos ganham. Enfim, o político é de fundamental importância, sendo
assim, é essencial que eles sejam possuidores de confiança e de respeito por
parte dos cidadãos, no entanto, somos nós cidadãos que construímos este
político através do interesse na participação consciente e responsável pelo
voto.
Em
suma, à medida que evoluímos em termos de cidadania e demos conta da
importância de nosso voto. À medida que nós eleitores deixamos de votarmos
impressionados pela retórica do político, pela amizade simplesmente, por
favores, mas pelo seu histórico de idoneidade e retrospecto de vida. Á medida
que não deixamos ser induzidos pelos cabos eleitorais e não votarmos também
induzidos pela emoção, pela fala bonita e fácil. Enfim, na medida que não entrarmos
no jogo do político e votarmos com um espírito público, certamente, estaremos
construindo uma classe política melhor a qual venhamos orgulharmos novamente
desta autoridade, respeitando-as.
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
segunda-feira, 2 de julho de 2012
O Voto Nulo
O
Voto Nulo
Nunca pensei em escrever um
artigo onde o voto nulo tornasse necessário como protesto a este jogo político
eleitoral maquiavélico e esquizofrênico, onde os partidos antagônicos
ideologicamente, unem-se para ganhar uma eleição ou políticos que não tem nenhuma
afinidade até mesmo pessoal, ou seja, políticos que se digladiam e depois se unem para
somar votos e enganar o eleitor.
O eleitor não é obrigado a
votar ou participar de um circo armado, onde ele se torna o palhaço e ao mesmo
tempo o protagonista com o seu voto cidadão.
O voto nulo como se procuram
induzir o eleitor, não é um voto anticidadã, antidemocrático, pelo contrário, ele é tão cidadão
e importante como aquele que o eleitor vota em algum candidato, pois, além de
ser um voto de insatisfação, de protesto ele pode não eleger um político
corrupto. Ou seja, um voto nulo pode fazer a diferença numa apuração. Se nenhum
candidato é digno de ser votado para o eleitor ele não colaborou com nenhum
deles, ainda que se eleja um mal político. Se o senador, o deputado, o vereador
tem direito de abster-se numa votação o cidadão tem o mesmo direito.
Infelizmente, como estamos
assistindo as alianças onde os candidatos perderam o compromisso com o eleitor,
e ainda pensam que a grande maioria do eleitorado é massa de manobra é preciso
dar um basta, até porque anular o voto não significa deixar de
eleger determinado candidato, mas é um ato de democracia em dizer que não
concorda ou compactua com tal governo. Muitos políticos ou mesmo a mídia
procura passar a falsa idéia que aquele que anula o voto não tem direito de
cobrar, é muito pelo contrário, aquele que anula seu voto tem todo o
direito de cobrar, pois ele é um cidadão como qualquer outro, se ele
anulou o voto, exerceu seu direito, já que nenhum dos candidatos para este, possuía
propostas que o convencesse, além do que, o seu voto nulo foi um protesto.
Se partirmos do principio que o eleitor que vota nulo não tem direito de
exigir, o eleitor que vota contra o eleito também não teria.
As classes políticas precisam entender
que, em cada eleição o eleitor tende a se tornar mais politizado e que este jogo
sujo, este circo armado para ganhar eleição cada vez tende a acabar. A grande
parte da sociedade não é corrupta e não aceita corrupção como os políticos
pensam ao fazer tais alianças com políticos ou grupos declaradamente corruptos.
Quem faz o político é a
sociedade e ela também é responsável por aqueles que elege, sendo assim, o voto
nulo a manifestação desta repulsa a tais praticas políticas que vem destruindo
e minando, pretendendo construir uma péssima educação e formação de valores no
eleitor.
A democracia brasileira é nova e, ainda tem dado seus
tropeços, mas na medida em que vai se solidificando, na medida que o eleitor
vai evoluindo em sua cidadania ela passa a exigir da classe política, uma das
maneiras de exigir, é não compactuando com o circo político eleitoral que eles
fazem para ludibriar os eleitores. Portanto, o voto nulo é uma clarividência de
que o eleitor está evoluindo politicamente.
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
sábado, 30 de junho de 2012
O jogo político começou
O jogo
político começou
Os arranjos de coligações para eleições como também
as alianças das chapas majoritárias são interessantes. Partidos antagônicos
ideologicamente se juntam. Candidatos que vivem digladiando se unem. Tudo em prol ganhar as eleições,
depois, volta tudo ao normal, ou seja, se rompem e voltam a se digladiarem. É
por isto que a maioria do povo não gosta de política. Isto para a sociedade não
se encaixa. Estes procedimentos ferem os valores, ferem princípios. É como se o
ladrão juntasse ao policial. Como se Deus unisse ao demônio. É como se o bem
aliasse ao mal, tudo em prol ao poder. Estas manobras políticas não são coisa
de pessoas sérias, honestas. Pessoas, Partidos que se digladiam e depois se
unem politicamente, apenas para ganhar uma eleição, certamente, são políticos
que não tem compromisso com a sociedade, mas sim com eles mesmos.
Infelizmente,
isto faz parte da política e do político em todas as esferas. Une-se aquele que
não tem condições de ser eleito, mas possui certo número de votos com aquele
que tem condições de se eleger para somarem e assim, a sociedade assiste e
participa do show eleitoral. O importante é ganhar, depois vê como é que fica.
Os candidatos
a vereadores sairão pedindo votos, certamente, eles representarão uma coligação,
ou seja, estarão com santinhos seus e dos candidatos a prefeitos, mesmo
contrariando as normas eleitorais e a ética – fica uma interrogação: política
tem ética? – dirão aos eleitores. “Você vota em mim, e para prefeito escolhe
quem achar melhor” ou ainda, concordarão com a posição do eleitor para votar em
candidatos a prefeitos de outras coligações, inclusive falando bem deles e mal
daqueles os quais estão coligados. O importante para o candidato a vereador não
será em quem o eleitor escolherá para prefeito, mas sim o voto que ele receberá
deste eleitor.
Este é o jogo
político; este é o jogo democrático e completamente sem ética que fazem os
políticos em seus pleitos eleitorais. Aí, retorno à pergunta: como a sociedade
pode gostar de políticos e da política? Somente, aqueles que pensam como eles;
somente aqueles que buscam seus interesses pessoais. Pois ainda, que seja
fundamental a participação e o compromisso cidadão, este jogo sujo não faz
parte da índole das maiorias das pessoas.
Por fim, a sociedade deveria pensar muito no momento
de escolher seus representantes. Refiro-me, a parte da sociedade que não tem
nenhum interesse pessoal, nenhum compromisso com políticos, aquela parte da
sociedade que apenas vai cumprir sua obrigação e exercer o seu direito cidadão
pensar muito, analisar os candidatos. Observar seus históricos e com quem estão
fazendo alianças. Quais são os seus cabos eleitorais. Analisar a postura do
candidato a vereador, observar o passado dele, seus aliados. Enfim, que a
sociedade procure votar consciente e segundo seus princípios de valores éticos
e não pelo impulso da emoção. Lembre-se o eleitor não precisa votar pela emoção
e que o voto correto não é aquele que elege um candidato, mas um voto
consciente.
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
domingo, 17 de junho de 2012
Corrupção
uma questão de caráter do político e do eleitor
Sempre tenho publicado artigos sobre corrupção,
pois, segundo meu ponto de vista, acredito, este ser um tema de suma
importância e que deveria ser algo para analise do eleitorado ao escolher seus
governantes.
O grande responsável pela falta de recursos públicos
está relacionado à corrupção, pois, ela onera licitações; tira recursos da
Saúde, Educação, Segurança, etc. A corrupção é responsável por termos serviços
públicos essenciais de péssima qualidade. A corrupção pública, enriquece
ilicitamente políticos, empresários, servidores públicos em geral. Enfim, a
corrupção, é um crime lesa-pátria, cujo crime, é responsável por diversos tipos
de morte de responsabilidade do Estado.
Porém,
sempre quando estou em rodas de amigos, ou mesmo quando participo de debates
políticos, as discussões que pairam é
defender ideologias políticas. As discussões são em torno que quem fez mais e
quem fez menos, de quem roubou mais ou menos. Quando o debate entra na
corrupção as defesas em favor aos governos corruptos é que, o outro também é ou
foi corrupto, então, começam a surgir nomes e fatos como forma de argumentação
para defender tais políticos corruptos. Em suma, a corrupção deixa de ser de
prioridade, mas sim de defesa do político corrupto.
Diante deste triste cenário, fica difícil defender a
mudança de atitude do eleitor. Torna-se inócuo trabalhar a conscientização do
voto e lamentavelmente, desenhamos um quadro de permanência da corrupção,
enfim, debater o tema é algo utópico.
No entanto, muitos não conseguem perceber que ao
defender um político corrupto, ainda que se use como argumento à corrupção de
outros, é não aperceber-se da gravidade do que significa corrupção. Pois, corrupção é defeito
de caráter e está relacionado à índole da pessoa, ou seja, se voto, se aprovo a
corrupção de um político, estou de certa forma, demudando meu caráter.
Imaginamos o seguinte quadro: presencio um ato de
corrupção político e aceito normalmente, dando meu voto aquele político
corrupto, me igualo e exponho que sou pior que aquele corrupto, portanto, esta
conduta demonstra que possuo um defeito grave de caráter. Diante, um político
corrupto o mínimo que deveria fazer é bani-lo, isto é, riscar este político de
minha agenda.
Finalizando, não podemos eliminar como prioridade,
como essencial ao escolhermos os candidatos políticos o fator corrupção, ainda
que tenhamos varias outras boas razões para votarmos neles. Pois, a corrupção somente diminuirá, pois
nunca será eliminada, a partir do momento que procurarmos banir os políticos
corruptos. Precisamos ser conscientes que se estamos votando em políticos
corruptos – conscientes de seus delitos – o grande problema está em nós e não
neles, então, precisamos deixar de criticar a corrupção alheia e passamos a
examinar o nosso caráter.
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
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