segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Educação no Brasil



Quando falamos em Educação no Brasil, vemos que o ensino encontra-se decrescente, ou seja, cada vez mais tem perdido a qualidade formando analfabetos funcionais. Isto é decorrente da falta de políticas publicas de motivação aos professores que passa pelo baixo salário, pela fraca formação pedagógica, bem como, o ajuste a uma nova concepção de ensino onde o professor tenha autoridade em sala de aula como educador, mas que também se adapte as novas realidades de ensino, isto é, as transformações e o surgimento de novos de conceitos de direitos humanos e de educação. Enfim, um ensino sem exclusão visando tanto a formação no conhecimentos, mas também de cidadania e inclusão social.

Não sou um educador, muito menos tenho a pretensão de tal, mas é comum vermos no cotidiano, situações que nos leva a questionar como está o ensino atualmente ao observarmos alunos que terminam o curso fundamental sem saber ler e escrever; sem saber fazer operações simples de matemática ou mesmo não sabendo quais são as capitais dos Estados brasileiros.

Também, não precisa ser um educador para observar a falta de autoridade dos professores frente aos alunos, ou seja, hoje o aluno é quem diz ao professor o que quer aprender, como quer ou de como o professor deve se comportar numa sala de aula. Isto tem também levado os professores não se comprometerem com o ensino, pois a todo o momento estão pisando em cascas de ovos, quaisquer atitudes de maior rigidez na disciplina podem levá-los a responder processos administrativos ou mesmo criminais, ou ainda, sofrerem agressões por parte de alunos. Portanto, esta realidade conduz professores apenas trabalharem pelos seus salários – diga-se passagem, baixos-salários - sem comprometimento com a educação.

Por outro lado, também é fácil observar que alguns diretores de escolas agem de forma equivocada com os alunos, em muitos casos, sem comprometimento em adaptar-se a adversidade escolar. A nova pedagogia exige mais da escola que simplesmente transmitir conhecimentos intelectuais, ou seja, hoje o papel do ensino (educação) está em formar cidadãos e para isto, exige maior compreensão, tolerância e habilidade frente aos novos desafios da diversidade e pluralidade na maneira de trabalhar o aluno. Não se pode tirar a autoridade do professor, mas não pode dar a ele a intolerância para não saber trabalhar o aluno que se encontra dificuldades tanto no aprendizado como em relação à disciplina.

Em educação não se pode primar pela Tolerância Zero com o aluno. Autoridade não se conquista aplicando penalidades ou exigindo o rigor do regulamento, mas sim, na habilidade que o educador precisa ter para manter sua autoridade sem que isto leve o aluno- problema a abandonar a escola ou mesmo agredir o professor. Na maioria das vezes, a agressividade do aluno frente ao educador ocorre pela falta de comunicação entre ambos. Em alguns momentos por uma tolerância excessiva do professor e outras uma autoridade exacerbada do educador.

Em suma, somente poderemos ter uma melhor qualidade de ensino quando todos que são responsáveis em promover a Educação falem o mesmo idioma, ou seja, o governo valorize mais o profissional de ensino (professor) remunerando-os dentro do que merece a profissão. Quando as instituições de ensino superiores melhorem sua grade curricular visando formar professores, pedagogos mais preparados para a nova realidade de ensino. e por fim, quando as políticas públicas voltadas à educação forem mais claras, mas democráticas levando as dirigentes de ensino a compreenderem seu verdadeiro papel que é promover a educação, mas também a formar o cidadão sem a exclusão do aluno.

Ataíde Lemos
Escritor e poeta

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O Brasil Virtual e o Brasil Real



Quando analisamos o Brasil nos serviços essenciais que ele oferece a população é algo de nos entristecer e deixarmos indignados. Infelizmente, um dos fatores que contribui para isto é a centralização das receitas por parte da União, ficando com a concentração de quase todo o montante percentual do que se arrecada em impostos no País, enquanto que os entes federativos e municípios ficam com pequena parcela. No entanto, há outros fatores que contribuem também que é o mal gasto destes recursos, sobrando o ônus para a sociedade que acaba não tendo o mínimo nos serviços essenciais como Educação, Segurança, Transporte e essencialmente a Saúde.

Além dos recursos escassos na ponta e mal distribuídos, a questão da corrupção deixa no meio do caminho grande parte destes poucos que são repassados aos serviços públicos essenciais, somando-se ainda o mau gerenciamento e falta de políticas pública para estes setores para que assim, possa ser melhores administrados e melhores aplicados em prol a sociedade.

Infelizmente, este meu comentário é sempre colocado por todos que se indignam com o Estado quando o assunto está relacionado aos serviços essenciais públicos, mas não dá para deixar de fazer criticas quando observamos que o cidadão brasileiro paga uma imensa carga tributária, ou seja, mais de 1/3 do Produto Interno Bruto (PIB) é arrecadado em impostos tributos e a grande maioria da sociedade vive numa penúria em relação aos serviços básicos essenciais e ainda, o governo sempre procura arrecadar mais criando taxas disto, daquilo, contribuições para isto, para aquilo para aumentar mais seu caixa.

Todos os serviços básicos são essenciais, porém, algo que nos deixa profundamente indignado é o descaso com a Saúde. Não é possível, se conformar com um País onde a sociedade é extorquida com impostos e as pessoas morrem nas filas de hospitais por falta de médicos, de medicamentos, pela falta de leitos. Onde vemos as pessoas agonizando nos prontos atendimentos, sendo obrigados a ficarem 5, 6, 8 horas deitados no chão, nas macas em corredores para serem atendidos sem as mínimas condições de higiene, é impossível não contrair doenças, infecções hospitalares. A ANVISA se preocupa tanto com a qualidade dos medicamentos, das empresas que atuam nesta área, mas o que ela faz em termos do Estado?

Não é possível conformar em ver que muitas pessoas morrem por falta de falta de ambulâncias, falta de hospitais ou falta de médicos de especialidades comuns como clinico geral, pediatra, etc. Não é possível conformar que um exame médico demore 3, 4 até 6 meses para serem realizados, isto é, para saber um diagnostico clinico se leve meio ano, tempo este que se torna fatal para aqueles que possuem uma doença grave e que precise de diagnostico rápido! Quantas pessoas morrem porque ao receber o diagnostico de um câncer ele se avançou devido demora de tratamento? Ou seja, a sociedade, com destaque aquelas de menores condições financeiras, não recebem um mínimo de respeito e são muitas vezes elas que acabam contribuindo com as altas taxas na arrecadação do Estado, por meio das compras e são as mais desrespeitadas por Ele.

Não dá para conformar que pessoas precisam promover rifas, pedir dinheiro nas rádios, fazer campanhas para fazer certos exames que são oferecidos pelo SUS, mas que pela fila de espera o doente precise pagar numa instituição médica privada, para não morrer.

Como exemplo, podemos observar o descaso do Estado com a Saúde quando analisamos a questão da especialidade de psiquiatria. Na maioria das cidades não há médicos nesta área. Em quase a totalidade das cidades tanto a União, os Estados e municípios não oferecem tais especialidades e quando oferecem, o prazo de espera por uma consulta chega a meses. Este é apenas um exemplo.

Em suma, vivemos um Brasil virtual, onde insistem em nos inserir no Primeiro Mundo. Onde nossos representantes se julgam grandes e querem discutir de igual para igual com as grandes potencias, mas para a maioria da sociedade, ou seja, aquela que constroem a riqueza deste País o mundo real é comparável paises de 4º mundo, pois nos faltam tudo. Embora, tenhamos uma estampa de País que respeita os Direitos Humanos fazendo discursos inflamados, exigindo dos outros paises que também respeitem a nossa sociedade é tratada com total indignidade em seus serviços essenciais e aqui enfocando a Saúde Pública.

Ataíde Lemos
Poeta e escritor 

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O caso de Realengo abre uma discussão oportuna e de oportunismo


Após o trágico episódio da Escola Tassio da Silveira em Realengo, onde Wellington Menezes de Oliveira, matou 12 crianças, levantou-se a questão do desarmamento, um assunto importante, mas com um tom de oportunismo, ou seja, alguns procuram, promover-se politicamente através de um discurso para agradar parte da opinião pública, mascarando um problema sério que é o cumprimento do Estatuto do Desarmamento.

A sociedade brasileira já deu sua resposta quanto possuir armas ou não, inclusive, escrevi vários artigos na época enfocando meu ponto de vista a favor do desarmamento, no entanto, na democracia se respeita a opinião da maioria e como ela votou contra, não seria um episódio triste como o ocorrido que mudaria a opinião dos 65 % dos que foram contra em 2005, até porque, de lá para cá a segurança não melhorou a ponto de uma mudança de pensamento dos brasileiros, pelo contrario, a segurança ainda é um dos pontos cruciais que o Estado não consegue resolver, pois os baixos salários dos policias, a falta de preparo dos mesmos e a corrupção que existe nestas instituições torna-se um entrave que parece não resolver. Desta forma alguém precisa se armar e assim, como que a sociedade vai abdicar deste direito? Mesmo sabendo que ter uma arma a grande vitima é o cidadão de bem que a possui! Porém, ainda que seja assim, ter uma arma para os que possuem é sentir-se uma sensação de segurança.

O grande problema que há em relação às armas é a quantidade de armas legais que se tornam ilegais após sua fabricação. São as armas vendidas de forma ilegal pelas industrias, pelos varejos devido a falta de fiscalização por parte do Estado e também o grande comercio clandestino que ocorre através dos agentes de segurança pública aos marginais. Além do que, produzir uma arma não é um bicho de sete cabeças, ou seja, deve haver muitas fabricas clandestinas que acabam produzindo armamentos para o crime.

Portanto, a meu ver, a questão da violência está numa política de segurança que envolve todas as instituições públicas afins. Vontade política onde se faça cumprir as leis através de uma fiscalização para se ter um controle através de um banco de dados deste a fabricação até a ponta, ou seja, a venda do consumidor final. É preciso promover segurança, onde o cidadão tenha a certeza que não precisará possuir uma arma para se defender. É necessário, através dos Conselhos de Seguranças Públicas, sejam eles os municipais, estadual e Federal promover políticas de prevenção a fim de que  as instituições possam ter mecanismos de proteção e de fiscalização para que não ocorram fatos lamentáveis como o da escola de Realengo.

Como ocorreu numa escola poderia acontecido num shopping, numa avenida movimentada, como já ocorreu numa sala de cinema etc., ou seja, são situações atípicas que certamente foge o controle, mas que não podemos deixar de levantar-se questionamentos, principalmente num País que o Estado é praticamente ausente em termos de segurança e saúde metal, fatores essenciais para desencadear episódios como o ocorrido.

Ataíde Lemos
Escritor e poeta

sexta-feira, 25 de março de 2011

O desfecho da Lei da Ficha Limpa



A Justiça julga a Lei da Ficha Limpa e frustra a sociedade ao considerar que ela não pode ser aplicada para as eleições de 2010. O que me intriga é que, alguns juristas afirmam ser muito clara a ilegalidade de sua aplicação. Dos 11 Ministros do Supremo, 5 deles foram favoráveis sua aplicação já nas últimas eleições ocorridas, o interessante foi que o ultimo Ministro eleito é quem deu o volto decisivo. De duas ou uma, os Ministros que foram favoráveis valer a partir de 2010 não conhecem de Lei a ponto de cometerem um erro amador de jurisprudência ou os votos contrários fora simplesmente político.

Deste episódio podemos tirar algumas deduções. A Lei está acima do Direito da sociedade. Se partirmos deste principio podemos dizer que caso se crie uma Lei absurda, mas considerada politicamente constitucional ela precisa ser cumprida ainda que cometa um crime contra a própria sociedade.

Outro fato interessante que podemos afirmar da Lei da Ficha Limpa é que ela já morreu, pois se ninguém pode ser condenado antes de julgado em todas as estâncias, sendo assim a Lei da Ficha Limpa é inconstitucional por estar em discordância com uma Lei de Causa Pétrea. Portanto, como a Lei está transcrita todos que se sentirem prejudicados irão recorrer e ganhar a causa.

Pois bem, a meu ver, somente há uma maneira para fazer com que se continue na busca de depuração dos políticos, para que o eleitor possa ter uma melhor qualidade de candidatos e, por consequencia, melhores políticos, ou seja, é preciso mudar a Lei da Ficha Limpa, dando a ela uma nova conotação.

Esta mudança seria inserir outros requisitos de idoneidades para que alguém possa-se candidatar. No caso do requisito da proibição de renunciar ao mandato, parece-me que não fere a Constituição Federal, portanto, como esta, é fundamental se inserir outras que seguem a moralidade do cargo público. Por exemplo, políticos que foram condenados por improbidade administrativa como no caso da lei de responsabilidade fiscal. Pessoas condenadas pela Receita Federal. Enfim, criar requisitos que desvincula o político ou a pessoa da questão relacionada a julgamentos de crimes civis e penais que ainda possuem recursos pendentes.

No entanto, continuo numa profunda reflexão de que o meio mais eficaz para que realmente possamos melhorar nossa classe política é a conscientização da responsabilidade cidadã de cada um, ou seja, o compromisso do eleitor ao escolher seus representantes, pois como observamos no episódio do julgamento da Lei da Ficha Limpa, sempre haverá manobras dos maus políticos dentro das falhas ou brechas da Lei para que possam manter-se no Poder. A Lei é interpretação e ai, esta interpretação está a cargo de interesses de quem julga, o exemplo mais clássico acabamos de assistir pelos Ministros do Judiciário, 5 juristas capacitados, intelectuais, mestrados, doutores, escritores, enfim, ministros habilitados tiveram a interpretação totalmente diferente dos seus pares, ou seja, a favor de sua aplicação, no entanto, a sociedade ficou sem saber qual é a verdadeira interpretação da Lei sobre este episódio.

Ataíde Lemos
Poeta e escritor

quarta-feira, 23 de março de 2011

Responsabilidade cidadã na hora de votar


Sempre escrevo artigos políticos, mas a cada eleição há uma doze de frustração, por ver quanto o brasileiro vota sem um comprometimento com a cidadania. Com isto, não quero afirmar que as pessoas precisam pensar como eu, ou votar naqueles que vejo como pessoas comprometidas com o País, afinal, o Ser humano é subjetivo e cada um tem direito e liberdade de escolha. Porém, há alguns fatores, independente o candidato a ser escolhido. Há certos critérios básicos em ser analisado pelo eleitor como, por exemplo, a idoneidade e capacidade para exercer o cargo que postula.

Não há como votar em determinados candidatos que ao ser eleito, não mais se tem noticias, ou seja, candidatos que aparecem apenas em tempos de eleições. Não dá para votar em políticos que, como gestores passam toda sua gestão pública sem fazer nada, isto é, deixam seus municípios, seus Estados em estado de abandono, no entanto, quando aproxima as eleições surgem com faixas, maquinas, haltidors de obras que não foram executadas em seu governo, mas que nos períodos eleitorais são colocados nas ruas, avenidas e ainda usam a mídia para sua promoção visando iludir o eleitor.

Não há como votar em políticos que deixam 3 anos a população sem atendimento a Saúde, a Educação, Segurança, Transportes. Políticos que por períodos de 3 anos deixa a cidade suja, as estradas abandonadas e um ano antes das eleições coloca a máquina pública para enganar os eleitores. Em parlamentares que passam toda sua legislatura sem apresentar nada de melhorias como a fiscalização do Executivo, sem promover Leis que beneficiam a sociedade Parlamentares fogem dos eleitores, ou seja, usam do Poder a ele outorgado pelos eleitores para somente em períodos eleitorais surgirem como benfeitores para que sejam reeleitos novamente.

Porém, quero fazer uma ressalva, para levantar a reflexão de que, se temos maus políticos, ou se eles agem da forma como agem as responsabilidades são dos eleitores. Existem pré-requisitos para que alguém pleiteia cargos eletivos, ou seja, ninguém que esteja no Poder está de maneira ilegal, mesmo que saibamos que há muitos políticos que estão lá e que cometeram delitos eleitorais, porém, até que a Justiça prove o contrário, todos que estão no Poder, estão em conformidade com a Lei. Neste sentido, não há como transferir a nossa responsabilidade como cidadão e como eleitor aos maus políticos.

No Brasil, há muitas entidades sérias que procuram orientar a sociedade para exercer a cidadania eleitoral. Há muitas formas do eleitor conhecer a idoneidade, o trabalho e a capacidade de todo o político. Há cada 2 anos temos eleições políticas, ou seja, não há como dizer que o eleitorado brasileiro é amador ou é incapaz educacionalmente de saber discernir o bom candidato do mal.

A questão está na falta de compromisso com o País, na falta de responsabilidade cidadã. A questão está numa falta de interesse público do eleitor. A sociedade precisa analisar um político durante um todo de sua atividade política e não apenas o ano que antecede ou ano eleitoral.

Por inúmeras eleições que já tivermos após o regime de ditadura, o eleitor não pode continuar sendo obrigado a votar corretamente porque se criam leis para depurar os candidatos, ou seja, já passou da hora dos eleitores serem politizados a tal ponto de saberem escolher candidatos honestos, capacitados sem intervenções de leis. Em suma, não dá para transferir responsabilidade, isto é, falar mal dos políticos e a cada eleição votar nos mesmos.

Ataíde Lemos
Poeta e escritor

sábado, 19 de março de 2011

Radares móveis e fixos, um crime cometido pelo Estado


Nós brasileiros somos vítimas do Estado e daqueles que usurpam dele para a corrupção. Infelizmente, somos reféns dele e para nos defender temos uma Justiça morosa. Como não se bastasse à péssima qualidade dos serviços essenciais que é direito dos cidadãos como Educação, Saúde, Segurança e tantos outros ainda somos assaltados pelas empresas terceirizadas que trabalham para o Estado.

Recentemente, surgiu o escândalo dos radares que estão sendo implantados nas rodovias e cidades visando controlar a velocidade. Realmente, esta parece mais uma armadilha que o Estado junto às terceirizadas criaram para usurpar nós brasileiros sem termos como recorrer. Como sempre se diz que no Brasil há uma industria da multa esta é mais uma das façanhas tanto para aumentar a arrecadação como roubar os brasileiros.

Os radares (pardais) são uma mentira tão grande que, na verdade, o único objetivo para que eles existem não é controlar o limite de velocidade, mas sim arrecadação e corrupção, pois, é notório que tal redução ocorre apenas no pequeno espaço em que eles se localizam e nada mais. Já que os radares se localizam em pontos estratégicos onde se precisa diminuir a velocidade não seria melhor, ao invés de pardais, ter lombadas? Isto é, nas rodovias haver lombadas suaves e nas vias públicas lombadas com pouco mais de aclive como era no passado? Ou seja, é clara a intenção que tais pardais são para outros fins que não controlar apenas a velocidade.

Este expediente de que o Estado está usando para controle de velocidade (os pardais), nos não temos como nos defender deles, pois a empresa que controla pode alterar a velocidade e sermos multados mesmo se estivermos abaixo da velocidade permitida para a via e simplesmente ele nos autuará., aí vem a pergunta: como provar? Não tem como.

A industria da multa através dos radares está rendendo tanto aos bolsos do Estado (União, Estados e municípios) e das terceirizadas que cada dia estão sendo implantados mais e mais pardais nas cidades e nas rodovias estaduais e federais. Se já não bastasse até nos semáforos estão sendo implantados tais pardais, ou seja, se o sinal estiver fechado em plena madrugada sem trânsito algum o motorista tem que escolher em ser assaltado no semáforo por ladrões mesmo que esteja sem trânsito ou levar multa por ser fotografado passando no sinal fechado.

Como se diz: este é o País da piada pronta, porém uma piada que alimenta a corrupção usurpando o cidadão que paga mais de 1/3 de impostos por ano,, e ainda, alimenta a corrupção do Estado de todas as formas.

É preciso que a sociedade acorde, é preciso que as entidades que representam a sociedade como a Ordem dos Advogados do Brasil, o Ministério Público tomem atitudes contra mais esta maneira usada para nos assaltar aos olhos nus. É preciso encontrar outros meios para colocar ordem no trânsito sem a necessidade de sermos assaltados descaradamente por meios destes radares móveis e fixos o qual não tem promovido baixa nos índices de acidentes, mas sim colocado muito dinheiro no bolso de empresas e servidores públicos corruptos.

Ainda é preciso ressaltar os meios ilegais que os policiais rodoviários federais e estaduais têm usado para multar os motoristas, ou seja, eles ficam de campana com radares móveis. Se a Lei obriga a ter avisos de radares nas rodovias, como policiais podem ficar escondidos nas matas a beira das rodovias com tais radares para atuarem avisando os comandos logo adiante àqueles que, por ventura, acabam cometendo algum delito de trânsito?

As rodovias são má sinalizada em termos de placas e faixas, por exemplo, há locais onde é proibida a ultrapassagem, no entanto, são retas de longo aclive. Há aclives que deveriam ter a terceira faixa. Enfim, os motoristas pagam o preço das falhas do Estado.Em suma, a sociedade não pode ficar estática diante a esta indústria da multa que a cada dia tem tomado rumos desproporcionais pela omissão da própria sociedade.

Ataíde Lemos
Escritor e poeta

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes



Quando falamos em atividade profissional seja a área que se atue, estamos falando de formação. Estamos falando em Educação. Neste sentido, o texto abaixo é muito bom para uma profunda reflexão nos futuros profissionais que estamos construindo pela destruição do ensino através de uma política educacional que os educadores estão sendo submetidos. Estão confundindo formação educacional com Direitos Humanos, dando aos alunos direitos que são dos professores, enfim, estão destruindo a sociedade futura em termos psicológico, social, cultural e profissional.

Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes

Embora há muito tempo desligado daquela instituição, como ex-professor do Instituto Metodista Izabela Hendrix, fiquei profundamente consternado com o caso do universitário que, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca no coração de seu professor, na cantina, em pleno horário escolar, à frente de todos. (O assassinato ocorreu em dezembro/2010).

Escrevi um desagravo e, em minha opinião, a pérfida ilusão vendida a muitos alunos despreparados, sobre a escola (e a vida) como lugares supostamente cheios de direitos e pobres em deveres, acaba por contribuir para ambientes propensos à violência moral e física.

Espero que, se concordarem com os termos, repassem adiante, sem moderação. A divulgação é livre.

Igor

J'ACUSE !!!
(Eu acuso!)

(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)

« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola)
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...) (Émile Zola)


Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado "dano moral" do estudante foi ter que... estudar!). A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro. O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares. Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática. No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que "era proibido proibir". Depois, a geração do "não bate, que traumatiza". A coisa continuou: "Não reprove, que atrapalha". Não dê provas difíceis, pois "temos que respeitar o perfil dos nossos alunos". Aliás, "prova não prova nada". Deixe o aluno "construir seu conhecimento." Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, "é o aluno que vai avaliar o professor". Afinal de contas, ele está pagando... E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de "novo paradigma" (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: "o bandido é vítima da sociedade", "temos que mudar `tudo isso que está aí'; "mais importante que ter conhecimento é ser `crítico'." Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno–cliente... Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que "o mundo lhes deve algo". Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.


Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:



EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a "revolta dos oprimidos" e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para "adequar a avaliação ao perfil dos alunos";

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com
segundo grau completo cresceu "tantos por cento";

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno "terá direito" de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um "novo paradigma", uma " nova cultura de paz", pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da "vergonha na cara", do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os "cabeças–boas" que acham e ensinam que disciplina é "careta", que respeito às normas é coisa de velho decrépito,

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam "promoters" de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos-clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia. Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de "o outro". A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: "Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo." Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor "nova cultura de paz" que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.



Igor Pantuzza Wildmann

Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.
Mestre e Doutor em Direito Econômico.

Professor da Faculdade Metodista Izabela Hendrix,

Professor da Faculdade de Direito Milton Campos e

Professor da Pós Graduação da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Minas Gerais.

Conselheiro Técnico em Crédito Rural da FAEMG – Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais.

Consultor Jurídico da ABBA – Associação Brasileira da Batata.


"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos." (José Saramago)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Maquiavel e La Boétie – Dominar ou ser Dominado?

Nicolau Maquiavel e Etienne La Boétie são autores do século XVI. Maquiavel escreveu O Príncipe em torno de 1513. E La Boétie escreveu Discurso da Servidão Voluntária por volta de 1534. Dois autores célebres com filosofias frontalmente opostas. Maquiavel coloca seu livro a serviço do poder abusivo dos príncipes. O livro de La Boétie insurge-se contra os tiranos. Mas o impressionante é que ambos são atualíssimos.
Maquiavel ensina como conquistar e manter o poder. Para alcançar o poder e submeter o povo, todos os meios são legítimos. O Príncipe dita normas para exercer o poder com astúcia. Com linguagem direta e sedutora, aponta truques políticos e métodos inescrupulosos que permitem anular adversários e subjugar o povo. Maquiavel reconhece que a liberdade é perigosa. E aconselha o Príncipe a suprimir a liberdade dos cidadãos, para não perder o poder.
La Boétie salienta o ser humano como pessoa inteligente e livre, como espécie racional situada acima da escala animal. Por isso, espanta-se ao verificar que o ser humano capitula, e abdica de sua dignidade e de sua liberdade. Não se conforma ao ver que o povo entrega o potencial de sua liberdade e de seus direitos aos que exercem o poder. Considera que, em geral, os tiranos são produtos da população habituada à submissão. Lamenta a conivência do povo que adere a políticos espertalhões, hipotecando-lhes apoio. Com isso, o povo debilita-se e fortalece o poder que o esmaga. Escreve La Boétie:  “É surpreendente ver milhões e milhões de homens miseravelmente subjugados e de cabeça baixa, submissos ao jugo deplorável, porque são fascinados e enfeitiçados pelo nome de um que não deveriam temer”. Para La Boétie, a omissão e a tolerância do povo favorecem tiranias políticas e econômicas.
Maquiavel ensina como dominar o povo, enganando-o. E como imobilizá-lo, destruindo-lhe a liberdade. E disso temos fartos exemplos entre nós e no mundo. La Boétie ensina a mobilizar a liberdade contra a dominação imposta ao povo pelo hábito e pelo poder. A grande contribuição de La Boétie foi mostrar que o povo enterra sua liberdade para consolidar os desmandos políticos e econômicos. Infelizmente, o povo rende-se à magia do poder. E faz-se “voluntariamente” servo. É a “servidão voluntária” de que fala o livro de La Boétie. A demissão voluntária dos trabalhadores é um exemplo modelar da “servidão voluntária”. O cinismo da “globalização” desafia e humilha os trabalhadores: ou aderem “à demissão voluntária” ou serão despedidos impiedosamente. São livres e podem escolher. Mas, de qualquer forma, perderão o emprego. É a edição pós-moderna da “servidão Voluntária”.
Referência/Bibliográfica
ARDUINI, Juvenal – Antropologia: ousar para reinventar a humanidade – São Paulo: Editora Paulus, 2002.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Lula e seu governo


O governo de Lula foi um dos mais demagogo que conheci a partir da ditadura. Ficou 8 anos fazendo campanha política, fazendo palanque. Por outro lado, foi o autentico político daqueles que causa paixão para uns e repulsa para outros. Aquele que consegue enganar a sociedade de um modo geral, ou seja, o político que não tem nada haver com conhecimento, gerenciamento e eficiência da máquina pública.

Lula herdou um País sem inflação, com vários planos sociais para erradicação da pobreza. Planos sociais em relação à Educação e apenas deu seguimento aumentando significativamente os gastos da máquina pública e favorecendo aos seus.

É preciso também ressaltar que Lula foi um político extremamente inteligente, pelo lado negativo da palavra, pois conseguiu se enriquecer, através do seu filho; satisfazer os grandes empresários industriais e agrícolas; os banqueiros; os miseráveis com a ilusão do Bolsa Família; e as entidades sociais como os sindicalistas, a UNE ( União Nacional dos Estudantes) e por ai a fora. Ainda conseguiu ter nas mãos os cacifes dos principais partidos políticos.

Alguém com toda esta “esperteza”, não poderia mesmo sair sem uma grande aprovação popular construída pelo marketing dos beneficiários de seu governo. Certamente, este mesmo êxito não acontecerá com Dilma, não por incompetência, mas por não ter a “inteligência” política de seu padrinho.

A grande verdade que a popularidade de Lula é marketing foi o resultado eleitoral. Alguém com mais de 80% de aprovação, teoricamente conseguiria fazer seu sucessor tranqüilamente no 1º Turno, como ocorreu com Aécio Neves e mesmo Serra em São Paulo.

Não há duvidas que Lula já planeja voltar em 2014 e certamente se quiser volta, pois como coloquei anteriormente, dificilmente um político sério consiga fazer o que Lula conseguiu, ou seja, satisfazer a todos e a ele próprio. Ainda é preciso dizer que o ego dele é muito para manter-se no anonimato.

Acredito na competência de Dilma como gestora, mas não acredito que ela tenha a qualidade essencial para governar um País que é ser política. Um político, não se faz, ele nasce político e isto acredito que Dilma não seja. Portanto, ou ela vai ser governada perdendo sua autoridade, isto é, ser governada pelos políticos que a rodeia ou se quiser tomar a rédea da situação vai encontrar muitos entraves em relação aos seus aliados ou mesmo a oposição. Voltando a Lula, ele não entende nada de administração, mas é um político.

A política é uma arte de governar e nem todos tem esta capacidade, pois o verdadeiro político é aquele que sabe usar dos meios para atingir os fins, e, tanto o político desonesto quanto o idôneo sabem como usar dos meios, no entanto, a diferença é que o político desonesto usa dos meios para atingir seus fins, contrariamente do político honesto que é atingir o bem comum unicamente.

Ataíde Lemos

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Consequencia do descaso


 
Não dá para manter contidas
As palavras que estão no pensamento
Pois elas refletem um sentimento
De tristeza que não ficam reprimidas.
 
Encontrar culpados ou inocentes
Pela violência que está ocorrendo 
Terror espalhando medo a tanta gente
Uma sociedade perdida se escondendo.
 
Porém, é preciso dizer que nada é por acaso
Este pânico é não é um fator isolado.
É a ausência e omissão por anos do Estado
Ou seja, é uma consequencia do descaso.
 
Uma cidade tão linda, de povo maravilhoso
Não merece tão descalabro acontecimento
Mas, às vezes é preciso passar por momentos 
Para  aprendizados e ter um futuro fulguroso.

Ataíde Lemos

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Terrorismo no Rio de Janeiro



Durante estes últimos anos o governo do Rio de Janeiro vem combatendo a violência em duas frentes, uma é procurando promover políticas sociais com as Unidades de Policias Pacificadoras (UPPs) e a outra é através da violência, ou seja, estão entrando nos morros e matando para depois perguntar se o morto é bandido ou cidadão de bem. Infelizmente, muitos moradores inocentes das comunidades carentes estão sendo mortos pela policia. O governo “deixou de lado a policia de inteligência” para o enfrentamento dos bandidos a céu aberto, ignorando as pessoas de bem que moram nestas localidades, são tiroteios a todo o momento e salve-se quem puder.

Certamente, esta política de violência adotada pelo governo começa a surgir efeito contra a própria sociedade carioca indistintamente. Os bandidos estão aterrorizando não somente os moradores das comunidades, mas toda população do Rio devido ela também ter apoiado tal política.

Durante este atual governo, não sei se é correto dizer que a sociedade teve uma sensação de segurança, pois os noticiários foram sempre recheados de crimes, de arrastões, no entanto como a atuação do governo foi partir para o confronto, talvez a manchete nem foi tanto, pois durante alguns anos quem matou foi mais a policia. No entanto, o crime foi se organizando e procurando outras formas de enfrentar a policia e hoje estamos vendo o resultado neste Estado que se encontra numa guerra civil.

Não sou especialista no assunto, mas acredito que nem precisa ser para analisar e deduzir que a melhor forma de diminuir a violência que se instalou no Rio de Janeiro passa por dois fatores importantes; um certamente é continuar a fazer um trabalho social pacificando as comunidades, ou seja, o Estado sendo presente com políticas sociais, culturais e de educação promovendo assim os cidadãos das comunidades, projeto este que é em longo prazo. O outro é a policia de inteligência, ou seja, através de uma policia de inteligente prender os lideres criminosos sem shows de pirotecnia da policia, matando pessoas inocentes. Às vezes fica nítido que a população das comunidades têm mais medo do Estado que dos bandidos, tamanha violência que o Estado tem imprimido, matando pessoas inocentes juntamente com os criminosos.

Se por um lado, o governo agindo com uma política violenta procura inibir o crime, por outro, o crime está usando o terrorismo para criar a sensação de insegurança de toda população carioca como também está manchando a imagem do Rio de Janeiro para o mundo, num momento que o governo procura vender uma imagem de que o Rio é uma cidade segura, no entanto as cenas falam por si só.

Atribuir-se que toda esta onda de terrorismo é ordenada de condenados que cumprem penas em presídios federais não é bem verdadeira, realmente, podem sair alguns comandos de lá, no entanto, é muito prematuro atribuir toda esta onda de terrorismo a eles, pois se assim fosse, há muitos outros condenados de alta periculosidade e comandantes de facções do crime de diversos Estados cumprindo pena nestes presídios e no entanto, o que está ocorrendo no Rio de Janeiro é uma situação localizada.

Em suma, é muito triste vermos pela mídia ao ponto em que chegou o Rio de Janeiro. Um Estado maravilhoso, bonito por natureza, de um povo ordeiro e prestativo, porém vivendo nesta guerra civil que parece não ter fim, apenas tréguas.

Ataíde Lemos
Poeta e escritor

sábado, 20 de novembro de 2010

Preconceito racial II



Hoje sou livre como você
Mas, quanto já sofri
Quanto meus pais
E todos ancestrais
Foram torturados
Mortos, açoitados
Jogados em senzalas
Tratados pior que animais!

Olho pra você e para mim
Vejo que somos iguais
Nada nos diminui um do outro;
Buscamos os mesmo ideais
Amor, justiça, paz, igualdade
Respeitando as adversidades.

O preconceito é fruto da ignorância...
Que para alguns é ausência de educação
Já para outros,
É sentimento de superioridade
Que também não deixa
De ser uma ignorância na verdade.
Ataíde Lemos

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Bandeira Nacional




No alto do mastro tremula a bandeira nacional 
Em suas cores os símbolos da pátria trazem
O verde das matas; belezas desta terra sem igual 
Verde, das esperanças que não se desfazem. 
 
No azul entre estrelas o céu vem simbolizar
Como o encanto do mar, o azul lembrar nos faz
Mas, das quatro cores, uma dela há de destacar
O branco; símbolo maior, desta gente de paz.
 
Cada estrela representa uma Unidade da Federação
Da América do Sul, destaca-se como maior Nação
Maravilhosa, incomparável, sem outra semelhante.
 
Ordem e Progresso; frase que merece atenção 
Pois, é o sentimento de gente valente e guerreira 
Oh! Amada e adorada bandeira brasileira.

Ataíde Lemos

sábado, 6 de novembro de 2010

Desequilíbrio entre Poderes



Com as novas eleições o Brasil vive uma realidade perigosa devido ao desequilibro entre os poderes Legislativo e Executivo e aqueles que tem certo nível de escolaridade sabiam desta possibilidade, portanto, os que elegeram estes políticos no plano federal são responsáveis pelo que acontecerá com o Brasil. Foi falado varias vezes sobre este perigo, porém a paixão e o jogo de palavras dos candidatos foram mais sedutores. Portanto, enquanto a sociedade não ver uma eleição de maneira racional, coisa que acredito nunca acontecerá, à sociedade não vai evoluir sistematicamente na democracia , ou seja, será de idas e voltas.

Primeiramente, para fortalecimento da democracia é fundamental que haja equilíbrio entre os poderes Executivo e Legislativo, sem este equilíbrio de forças, fica vulnerável tanto a governabilidade quanto à democracia, pois um governo fraco no Legislativo não consegue aprovar projetos de interesse público como também um governo que tenha uma maioria absoluta ou constitucional implementa leis de seu interesse e não da sociedade. Porém um governo que possui um equilíbrio no Parlamento precisa negociar. A palavra “negociação” é a que rege uma política.

Inúmeros exemplos negativos se têm do desequilibro entre os dois Poderes (Legislativo e Executivo), seja a nível estadual ou municipal como corrupção exagerada ou aprovação leis que vão contra o interesse da população. No entanto, no caso de Estados e municípios ainda há a Constituição Federal que pode revogar e inibir abusos.

Porém, quando existe um desequilíbrio na esfera Federal, isto é, o governo tem maioria constitucional dos parlamentares não há como reverter a situação, pois são eles (parlamentares) que manipulam a Constituição Federal, ou seja, é o Legislativo juntamente com o Executivo quem determina quais leis a sociedade terá que cumprir. Recentemente tivemos um caso clássico na Venezuela, onde Hugo Chaves possuía maioria do parlamento e aprovou tudo que lhe era conveniente.

Pois bem, após as eleições (2010) a realidade politicamente brasileira ficou constituída da seguinte forma: Dilma e o PT conseguiram fazer a maioria constitucional no Congresso, ou seja, a sociedade deu ao PT e Dilma, um chegue assinado em branco para fazer o que desejar com o Brasil. Para criar leis e governarem segundo seus interesses, esta é a realidade nua e crua que se configurou nas urnas.

Já começamos a sentir o reflexo deste cheque em branco com a recriação da CPMF que certamente ocorrerá. Não há duvidas que esta é uma decisão do Executivo, mas transferindo a responsabilidade para o Parlamento com apoio de parte dos governadores. No entanto, quem assumirá o ônus da impopularidade será o Congresso Nacional e o governo apenas sancionará como se estivesse cumprindo uma decisão da sociedade. A volta da CPMF, é uma derrota da sociedade que através do esforço de senadores da oposição foi derrubado e toda sociedade saiu ganhando, pois durante o período que ela vigorou a saúde não melhorou em nada e com sua derrubada não ficou pior, pois, a saúde já era ruim, no entanto, o governo perdeu, pois arrecadou menos.

A questão da CPMF é apenas um exemplo de que País deverá enfrentar devido o desequilíbrio de forças entre os Poderes Legislativo e Executivo. No entanto, sabemos que há situações mais complexas como, por exemplo, o PNDH-3, onde há vários artigos que atentam tanto a democracia quanto às questões de ordem religiosa e também a social no que tange a invasão de terras.

Em suma, este é o País que construímos por aqueles que votaram em Dilma . A partir de agora a única coisa que podemos fazer é rezar. Orar para que Deus toque coração da presidente, porque o futuro do País está nas mãos dela.

Ataíde Lemos

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Venda pequena de livros de escritores brasileiros


Mais de 80% dos livros vendidos no Brasil são de escritores estrangeiros e apenas 20% são de autores brasileiros. Então fica a pergunta: por que este disparate percentual de venda entre escritores estrangeiros em relação aos nacionais?

Pois bem, gostaria de colocar meu ponto de vista sobre esta triste estatística desproporcional, que coloca autores brasileiros num grau muito abaixo do que realmente estão.

Destaco primeiramente a questão das editoras. A grosso modo é preciso dizer que editoras visam lucros e não são caçadoras de talentos. Enfim, elas apenas lançam novos autores quando têm a certeza de lucros, pois de certa forma, lançam escritores que já tenham nome amplamente divulgado na mídia. Portanto, as editoras publicam nomes nacionalmente conhecidos independentemente serem escritores de fato ou não. Certamente esta estratégia empobrece substancialmente a literatura brasileira.

Partindo desta primicia não dá para competir literariamente com grandes escritores estrangeiros, com uma literatura brasileira de péssima qualidade. Infelizmente, esta é uma realidade. As grandes editoras brasileiras estão à procura de vendas instantâneas, sem se preocuparem com a qualidade de uma boa literatura.

O brasileiro investe pouco em livros e os sas classes C e D têm menos hábito ainda de comprar livros, devido a inúmeros fatores como a questão financeira, o preço do livro e a falta de tempo disponível para leitura. Portanto, os que mais adquire livros compram qualidade.

Outro fator que contribui para o pequeno percentual na venda de livros de escritores brasileiros, está relacionado com a dificuldade de introdução de novos escritores no universo da literatura brasileira, pois a maioria de livros publicados por autores brasileiros são produzidas por editoras independentes, ou seja, o escritor custeia toda sua produção e como não tem como divulgar devido o alto custo, acaba tendo seu trabalho sucumbido e guardado em caixas e mais caixas em suas casas. É comum bons escritores terem grandes obras, no entanto, não conseguirem fazê-las chegarem até aos amantes da literatura e portanto, compradores de livros.

Outro fator agravante está na mídia, com ênfase a televisiva. Atualmente a maioria das redes de televisão não tem em sua grade de programação, programas de incentivo à leitura, especificamente aqueles que divulgam os escritores brasileiros. Alguns poucos programas que existem, têm suas mensagens sobre literatura muito genéricas.

Há necessidade da intervenção do Estado, que seria um fomentador da literatura, criando uma política cultural do livro, para que os leitores tivessem a oportunidade de conhecer seus escritores e também os escritores pudessem divulgar seus trabalhos. Uma política que fomente mais eventos como bienais e outros. É preciso dizer que todo escritor iniciante, não tem condições financeiras de arcar com custos de publicações e de divulgações de suas obras literárias, neste sentido, é fundamental que por meio de tais políticas públicas do livro, os empresários possam fazer parceria com os escritores.

Uma parceria entre o escritor, os empresários e o Estado, certamente estimularia e contribuiria no sentido de destacar os bons escritores nacionais. Outra política pública do livro, seria o Estado dar alguns tipos de incentivos fiscais às editoras, tendo como contrapartida, a obrigatoriedade de que elas lancem anualmente uma porcentagem de novos escritores.

Em suma, sem uma política séria que leve a sociedade a conhecer seus escritores, continuaremos como estamos, ou seja. esta enorme quantidade de vendas de autores estrangeiros e com uma quantidade pífia em relação às vendas de livros de autores nacionais e de péssima qualidade.

Ataíde Lemos