sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Consequencia do descaso


 
Não dá para manter contidas
As palavras que estão no pensamento
Pois elas refletem um sentimento
De tristeza que não ficam reprimidas.
 
Encontrar culpados ou inocentes
Pela violência que está ocorrendo 
Terror espalhando medo a tanta gente
Uma sociedade perdida se escondendo.
 
Porém, é preciso dizer que nada é por acaso
Este pânico é não é um fator isolado.
É a ausência e omissão por anos do Estado
Ou seja, é uma consequencia do descaso.
 
Uma cidade tão linda, de povo maravilhoso
Não merece tão descalabro acontecimento
Mas, às vezes é preciso passar por momentos 
Para  aprendizados e ter um futuro fulguroso.

Ataíde Lemos

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Terrorismo no Rio de Janeiro



Durante estes últimos anos o governo do Rio de Janeiro vem combatendo a violência em duas frentes, uma é procurando promover políticas sociais com as Unidades de Policias Pacificadoras (UPPs) e a outra é através da violência, ou seja, estão entrando nos morros e matando para depois perguntar se o morto é bandido ou cidadão de bem. Infelizmente, muitos moradores inocentes das comunidades carentes estão sendo mortos pela policia. O governo “deixou de lado a policia de inteligência” para o enfrentamento dos bandidos a céu aberto, ignorando as pessoas de bem que moram nestas localidades, são tiroteios a todo o momento e salve-se quem puder.

Certamente, esta política de violência adotada pelo governo começa a surgir efeito contra a própria sociedade carioca indistintamente. Os bandidos estão aterrorizando não somente os moradores das comunidades, mas toda população do Rio devido ela também ter apoiado tal política.

Durante este atual governo, não sei se é correto dizer que a sociedade teve uma sensação de segurança, pois os noticiários foram sempre recheados de crimes, de arrastões, no entanto como a atuação do governo foi partir para o confronto, talvez a manchete nem foi tanto, pois durante alguns anos quem matou foi mais a policia. No entanto, o crime foi se organizando e procurando outras formas de enfrentar a policia e hoje estamos vendo o resultado neste Estado que se encontra numa guerra civil.

Não sou especialista no assunto, mas acredito que nem precisa ser para analisar e deduzir que a melhor forma de diminuir a violência que se instalou no Rio de Janeiro passa por dois fatores importantes; um certamente é continuar a fazer um trabalho social pacificando as comunidades, ou seja, o Estado sendo presente com políticas sociais, culturais e de educação promovendo assim os cidadãos das comunidades, projeto este que é em longo prazo. O outro é a policia de inteligência, ou seja, através de uma policia de inteligente prender os lideres criminosos sem shows de pirotecnia da policia, matando pessoas inocentes. Às vezes fica nítido que a população das comunidades têm mais medo do Estado que dos bandidos, tamanha violência que o Estado tem imprimido, matando pessoas inocentes juntamente com os criminosos.

Se por um lado, o governo agindo com uma política violenta procura inibir o crime, por outro, o crime está usando o terrorismo para criar a sensação de insegurança de toda população carioca como também está manchando a imagem do Rio de Janeiro para o mundo, num momento que o governo procura vender uma imagem de que o Rio é uma cidade segura, no entanto as cenas falam por si só.

Atribuir-se que toda esta onda de terrorismo é ordenada de condenados que cumprem penas em presídios federais não é bem verdadeira, realmente, podem sair alguns comandos de lá, no entanto, é muito prematuro atribuir toda esta onda de terrorismo a eles, pois se assim fosse, há muitos outros condenados de alta periculosidade e comandantes de facções do crime de diversos Estados cumprindo pena nestes presídios e no entanto, o que está ocorrendo no Rio de Janeiro é uma situação localizada.

Em suma, é muito triste vermos pela mídia ao ponto em que chegou o Rio de Janeiro. Um Estado maravilhoso, bonito por natureza, de um povo ordeiro e prestativo, porém vivendo nesta guerra civil que parece não ter fim, apenas tréguas.

Ataíde Lemos
Poeta e escritor

sábado, 20 de novembro de 2010

Preconceito racial II



Hoje sou livre como você
Mas, quanto já sofri
Quanto meus pais
E todos ancestrais
Foram torturados
Mortos, açoitados
Jogados em senzalas
Tratados pior que animais!

Olho pra você e para mim
Vejo que somos iguais
Nada nos diminui um do outro;
Buscamos os mesmo ideais
Amor, justiça, paz, igualdade
Respeitando as adversidades.

O preconceito é fruto da ignorância...
Que para alguns é ausência de educação
Já para outros,
É sentimento de superioridade
Que também não deixa
De ser uma ignorância na verdade.
Ataíde Lemos

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Bandeira Nacional




No alto do mastro tremula a bandeira nacional 
Em suas cores os símbolos da pátria trazem
O verde das matas; belezas desta terra sem igual 
Verde, das esperanças que não se desfazem. 
 
No azul entre estrelas o céu vem simbolizar
Como o encanto do mar, o azul lembrar nos faz
Mas, das quatro cores, uma dela há de destacar
O branco; símbolo maior, desta gente de paz.
 
Cada estrela representa uma Unidade da Federação
Da América do Sul, destaca-se como maior Nação
Maravilhosa, incomparável, sem outra semelhante.
 
Ordem e Progresso; frase que merece atenção 
Pois, é o sentimento de gente valente e guerreira 
Oh! Amada e adorada bandeira brasileira.

Ataíde Lemos

sábado, 6 de novembro de 2010

Desequilíbrio entre Poderes



Com as novas eleições o Brasil vive uma realidade perigosa devido ao desequilibro entre os poderes Legislativo e Executivo e aqueles que tem certo nível de escolaridade sabiam desta possibilidade, portanto, os que elegeram estes políticos no plano federal são responsáveis pelo que acontecerá com o Brasil. Foi falado varias vezes sobre este perigo, porém a paixão e o jogo de palavras dos candidatos foram mais sedutores. Portanto, enquanto a sociedade não ver uma eleição de maneira racional, coisa que acredito nunca acontecerá, à sociedade não vai evoluir sistematicamente na democracia , ou seja, será de idas e voltas.

Primeiramente, para fortalecimento da democracia é fundamental que haja equilíbrio entre os poderes Executivo e Legislativo, sem este equilíbrio de forças, fica vulnerável tanto a governabilidade quanto à democracia, pois um governo fraco no Legislativo não consegue aprovar projetos de interesse público como também um governo que tenha uma maioria absoluta ou constitucional implementa leis de seu interesse e não da sociedade. Porém um governo que possui um equilíbrio no Parlamento precisa negociar. A palavra “negociação” é a que rege uma política.

Inúmeros exemplos negativos se têm do desequilibro entre os dois Poderes (Legislativo e Executivo), seja a nível estadual ou municipal como corrupção exagerada ou aprovação leis que vão contra o interesse da população. No entanto, no caso de Estados e municípios ainda há a Constituição Federal que pode revogar e inibir abusos.

Porém, quando existe um desequilíbrio na esfera Federal, isto é, o governo tem maioria constitucional dos parlamentares não há como reverter a situação, pois são eles (parlamentares) que manipulam a Constituição Federal, ou seja, é o Legislativo juntamente com o Executivo quem determina quais leis a sociedade terá que cumprir. Recentemente tivemos um caso clássico na Venezuela, onde Hugo Chaves possuía maioria do parlamento e aprovou tudo que lhe era conveniente.

Pois bem, após as eleições (2010) a realidade politicamente brasileira ficou constituída da seguinte forma: Dilma e o PT conseguiram fazer a maioria constitucional no Congresso, ou seja, a sociedade deu ao PT e Dilma, um chegue assinado em branco para fazer o que desejar com o Brasil. Para criar leis e governarem segundo seus interesses, esta é a realidade nua e crua que se configurou nas urnas.

Já começamos a sentir o reflexo deste cheque em branco com a recriação da CPMF que certamente ocorrerá. Não há duvidas que esta é uma decisão do Executivo, mas transferindo a responsabilidade para o Parlamento com apoio de parte dos governadores. No entanto, quem assumirá o ônus da impopularidade será o Congresso Nacional e o governo apenas sancionará como se estivesse cumprindo uma decisão da sociedade. A volta da CPMF, é uma derrota da sociedade que através do esforço de senadores da oposição foi derrubado e toda sociedade saiu ganhando, pois durante o período que ela vigorou a saúde não melhorou em nada e com sua derrubada não ficou pior, pois, a saúde já era ruim, no entanto, o governo perdeu, pois arrecadou menos.

A questão da CPMF é apenas um exemplo de que País deverá enfrentar devido o desequilíbrio de forças entre os Poderes Legislativo e Executivo. No entanto, sabemos que há situações mais complexas como, por exemplo, o PNDH-3, onde há vários artigos que atentam tanto a democracia quanto às questões de ordem religiosa e também a social no que tange a invasão de terras.

Em suma, este é o País que construímos por aqueles que votaram em Dilma . A partir de agora a única coisa que podemos fazer é rezar. Orar para que Deus toque coração da presidente, porque o futuro do País está nas mãos dela.

Ataíde Lemos

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Venda pequena de livros de escritores brasileiros


Mais de 80% dos livros vendidos no Brasil são de escritores estrangeiros e apenas 20% são de autores brasileiros. Então fica a pergunta: por que este disparate percentual de venda entre escritores estrangeiros em relação aos nacionais?

Pois bem, gostaria de colocar meu ponto de vista sobre esta triste estatística desproporcional, que coloca autores brasileiros num grau muito abaixo do que realmente estão.

Destaco primeiramente a questão das editoras. A grosso modo é preciso dizer que editoras visam lucros e não são caçadoras de talentos. Enfim, elas apenas lançam novos autores quando têm a certeza de lucros, pois de certa forma, lançam escritores que já tenham nome amplamente divulgado na mídia. Portanto, as editoras publicam nomes nacionalmente conhecidos independentemente serem escritores de fato ou não. Certamente esta estratégia empobrece substancialmente a literatura brasileira.

Partindo desta primicia não dá para competir literariamente com grandes escritores estrangeiros, com uma literatura brasileira de péssima qualidade. Infelizmente, esta é uma realidade. As grandes editoras brasileiras estão à procura de vendas instantâneas, sem se preocuparem com a qualidade de uma boa literatura.

O brasileiro investe pouco em livros e os sas classes C e D têm menos hábito ainda de comprar livros, devido a inúmeros fatores como a questão financeira, o preço do livro e a falta de tempo disponível para leitura. Portanto, os que mais adquire livros compram qualidade.

Outro fator que contribui para o pequeno percentual na venda de livros de escritores brasileiros, está relacionado com a dificuldade de introdução de novos escritores no universo da literatura brasileira, pois a maioria de livros publicados por autores brasileiros são produzidas por editoras independentes, ou seja, o escritor custeia toda sua produção e como não tem como divulgar devido o alto custo, acaba tendo seu trabalho sucumbido e guardado em caixas e mais caixas em suas casas. É comum bons escritores terem grandes obras, no entanto, não conseguirem fazê-las chegarem até aos amantes da literatura e portanto, compradores de livros.

Outro fator agravante está na mídia, com ênfase a televisiva. Atualmente a maioria das redes de televisão não tem em sua grade de programação, programas de incentivo à leitura, especificamente aqueles que divulgam os escritores brasileiros. Alguns poucos programas que existem, têm suas mensagens sobre literatura muito genéricas.

Há necessidade da intervenção do Estado, que seria um fomentador da literatura, criando uma política cultural do livro, para que os leitores tivessem a oportunidade de conhecer seus escritores e também os escritores pudessem divulgar seus trabalhos. Uma política que fomente mais eventos como bienais e outros. É preciso dizer que todo escritor iniciante, não tem condições financeiras de arcar com custos de publicações e de divulgações de suas obras literárias, neste sentido, é fundamental que por meio de tais políticas públicas do livro, os empresários possam fazer parceria com os escritores.

Uma parceria entre o escritor, os empresários e o Estado, certamente estimularia e contribuiria no sentido de destacar os bons escritores nacionais. Outra política pública do livro, seria o Estado dar alguns tipos de incentivos fiscais às editoras, tendo como contrapartida, a obrigatoriedade de que elas lancem anualmente uma porcentagem de novos escritores.

Em suma, sem uma política séria que leve a sociedade a conhecer seus escritores, continuaremos como estamos, ou seja. esta enorme quantidade de vendas de autores estrangeiros e com uma quantidade pífia em relação às vendas de livros de autores nacionais e de péssima qualidade.

Ataíde Lemos

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Refletindo pós-eleição presidencial


     Após as eleições findadas, normalmente é um momento de analisar a derrota e tirar algumas reflexões do candidato perdedor, já que para o vencedor resta apenas comemorar.

     Para esta analise é preciso voltar a história e admitir que quando Lula se elegeu pela primeira vez, a sociedade estava dando uma resposta ao governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), que não estava mais satisfeito e que seu governo se encontrava desgastado. Naquele período, Serra vinha do governo de FHC como Ministro da Saúde, ou seja, Serra representava a continuidade do governo saturado. Sendo assim, ao se votar em Lula era mais um voto de protesto de que um voto à Lula. Foi notório naquele período, que a sociedade de um modo geral, tinha receio do Partido dos Trabalhadores, no entanto, Lula era o que representava mudança de direção no País.

     Com a vitória de Lula e dando continuidade nas políticas econômicas e sociais, porém com uma nova roupagem, ou seja, Lula mesmo seguindo as diretrizes de seu antecessor provocou uma auto estima  pelo seu carisma e a forma de comunicar-se com a sociedade, no entanto, nos bastidores o PT foi construindo uma base para um projeto de Poder.

     Pois bem, com a estabilidade da moeda e com as privatizações de algumas grandes estatais brasileiras como, por exemplo, as telecomunicações o Brasil pode investir. É preciso frisar que a partir de um estancamento da inflação pode-se criar vários projetos, inclusive promovendo Leis que favorecessem políticas econômicas e sociais em longo prazo.

     Recapitulando; algo interessante observar que no passado, a grande dificuldade de vencer a inflação estava na cultura inflacionaria, ou seja, muitos acreditavam ganhar com a inflação e assim, planos que se faziam não conseguiam ultrapassarem a barreira da cultura. Por que fiz esta recapitulação? Porque com a estabilidade inflacionaria a sociedade também passou a construir uma cultura de compra que o leva a sentir-se feliz e acreditar que isto é bom. Porém, é notório que esta cultura é perversa e tem levado a sociedade a um endividamento desnecessário e perigoso, pois devido à facilidade do crédito ela está comprando produtos uma, duas vezes acima de seu preço. No entanto, se sentem felizes, por estarem realizando seus sonhos de consumo adquirindo bens. Enfim, como sempre se analisa a vida no presente, baseada num passado, é natural que há uma sensação positiva em relação ao governo.

     Toda esta sensação de que o País está melhor que antes, ou seja, muito melhor do que o governo de FHC, a sociedade não quer mais voltar a ser governada pelo grupo que representa os partidos que estiveram aliados ao ex-presidente FHC.

     Pois bem, mas a sociedade encontra-se num grande dilema; por um lado ela se sente satisfeita com o novo governo, ela se sente mais inserida socialmente, no entanto, por outro ela vive a tristeza de ter um governo extremamente sem ética e corrupto. A sociedade tem consciência disto, no entanto, tem medo do governo anterior e qualquer candidato que represente este grupo encontra dificuldade em ser aceito pela sociedade.

     Finalizando, politicamente a sociedade vive um grande dilema que é encontrar um candidato ou partido que conquiste sua auto estima no que se refere à ética. Um Partido e candidato que passe a certeza que possa transformar o Brasil moralmente melhor e que a continue os avanços conquistados.

Ataíde Lemos
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domingo, 31 de outubro de 2010

Ao descortinar das eleições presidências de 2010


            

Muitos analistas políticos queixaram que os candidatos à presidência foram pobres em seus discursos, ou seja, uma campanha marcada sem projetos e por continuidade. Que os candidatos presidências mais pareciam estar postulando cargos a prefeitos ou no máximo a governadores, pois suas plataformas políticas se deram em falar de assuntos pontuais, sem um projeto grande para o País. Também insistiram que os temas políticos ficaram resumidos em temas religiosos como o aborto.

Pois bem, não vejo que a campanha dos presidenciais foi esta pobreza destacada pelos analistas políticos, pelo contrário, a campanha se deu dentro de um contexto social, econômico e religioso atual.

Na verdade, uma nova eleição começa quando uma outra termina, ou seja, a partir do momento que há uma eleição todos os partidos, de certa forma, já se mobilizam formando seus dossiês, isto é, começam a gravar, recortar fatos do cotidiano para a próxima eleição. Quem é situação monta seus argumentos registrando tudo que faz. Enfim, é assim que funciona a política em termos eleitorais. Ainda é preciso registrar que no período eleitoral há os fatos do momento que também são usados para os candidatos de ambos lados.

Voltando as eleições deste ano (2010), podemos observar que, segundo o contexto atual, o País está caminhando, crescendo economicamente, fazendo distribuição de rendas, ou seja, não há algo que levaria os candidatos a promoverem debates de grandes projetos a não ser a continuidade do que vem ocorrendo. Isto é, o país se encontra nos trilhos. Talvez este tenha sido o motivo de não haver por parte dos candidatos discussões de projetos de níveis elevados.

Temas que serão sempre colocados por candidatos é a questão da saúde, da segurança, da educação, pois estas áreas normalmente serão deficitárias, pois devem serem de investimentos contínuos. O que pode ocorrer é que, alguns políticos têm uma tendência a priorizar determinada área, ou seja, uns são mais voltados à saúde, outro a educação e por ai em diante, sendo assim, acabam canalizando seu governo a estas áreas especificas, no entanto, deixam outros seguimentos tão importante quanto a desejar.

Porém, retornando aos temas que foram explorados este ano e que fez o diferencial de fato teriam que entrarem em pauta foi à corrupção e falta de ética no governo como também a questão religiosa. De forma alguma, isto baixou o nível da campanha, pelo contrario, foi fundamental esta discussão, pois o grande problema contemporâneo do Brasil está na corrupção. Nosso País encontra-se dentro de uma lama de corrupção e a falta de ética dos políticos, portanto, este tema não poderia ficar fora do debate político. Ainda que o governo faça seu presidente, quase a metade da sociedade está indignada com esta situação e isto é muito importante.

Outro assunto em destaque desta eleição que foi o aborto, também um tema necessário ter sido debatido. As manifestações da igreja católica e de algumas evangélicas foram de suma importância, pois ainda que vivemos num Estado Laico, a maioria esmagadora da sociedade brasileira é cristã e o aborto vai contra este principio. Quem motivou a discussão foi o Partido do governo e a candidata Dilma, ao se declarem favoráveis a descriminalização do aborto lançando o PNDH-3.

A igreja foi mais responsável que as mídias, ou a maior parte delas, que não se calou diante ao PNDH-3. A mídia fez o contrário, quando um dos projetos do PNDH-3 é a restrição da liberdade de imprensa, ficaram em cima do muro e quando se sentiram ameaçadas, pelo discurso de Lula, acovardaram-se. Ficou notório que Lula mandou um recado as grandes mídias no discurso dele em Campinas e após aquele acontecimento a mídia amenizou matérias sobre as investigações contra o governo.

Em suma, esta campanha foi normal dentro do contexto, não vejo que faltaram debates de grandes projetos. O que podemos destacar foi o papel da internet, que a partir de agora serve para que os políticos se atentem mais a ela, pois a tendência é que cada vez mais ela interfira eleitoralmente.

Ataíde Lemos

domingo, 24 de outubro de 2010

A mulher e a eleição


Acredito que a mulher possui valores mais sólidos em relação à ética, a corrupção como também possui uma maior preocupação em relação a valores espirituais e humanos que os homens. Pois, na verdade a educação que se dá aos filhos vem mais das mães do que dos pais. É a mãe que leva os filhos à igreja, ou seja, é ela que se preocupa mais com a formação espiritual deles. É na maioria das vezes a mãe que acompanha a educação. É ela quem sempre vai a escola quando os pais são chamados. Ainda é preciso dizer que nos casos polêmicos como o aborto, por exemplo, a mulher que no caso é a vitima, é aquela que se posiciona mais contra que os homens, isto devido sua formação mais enraizada de valores espirituais, ou seja, a mulher tem um maior entendimento sobre o sentido do valor da vida.

Outro fato interessante é que a mulher tem menos preconceito que o homem. Pois ao analisar os trabalhos sociais percebemos que na grande maioria são elas que atuam nas entidades sociais. São elas que estão mais próximas das pessoas carentes, deficientes, doentes. Na maioria das vezes são elas que participam de entidades de dependentes químicos. São elas na maioria as que defendem e ajudam doentes em fases terminais ou doenças onde o preconceito é preponderante como, por exemplo, a Aids, o câncer.

Ainda podemos dizer que a mulher tem menos preconceito que o homem, pois quando o assunto é política não são corporativistas, ou seja, votam em mulher, porque tal candidato é mulher, pelo contrario, vota conscientemente naqueles que acredita ser o melhor candidato, independente o sexo.

Um dado importante é que quando o assunto é política os requisitos fundamentais para a mulher não são os projetos dos candidatos, mas sim a idoneidade, a ética e também analisam muito os valores, ou seja, para a mulher o importante na escolha é o caráter do candidato.

Outro fato interessante é que, quando a mulher ao decidir por um candidato não muda, pois tem maior percepção, isto é, ela é capaz de definir bem o caráter das pessoas na fala, no olhar. Da mesma forma, quando rejeita tal candidato dificilmente vota atrás.

Muitas vezes ouvimos dizer que parte grande das mulheres não se interessa por política, até pode ser verdade, porém em partes, ou seja, as mulheres podem não gostar das bandalheiras que os políticos fazem em tempos eleitorais, mas algo elas se interessam e muito que é o caráter do político. Pois, normalmente e a mulher que assume a frente quando o problema é saúde, é educação, é segurança. Enfim, é ela a primeira a perceber as carências dos serviços básicos e essências do Estado como também se indignar com a corrupção.

Portanto, que nestas eleições as mulheres dêem respostas aos candidatos e assim, escolhem aquele ou aquela que de fato possui as qualidades necessárias da altura que o Brasil merece para que desenvolva, mas sem corrupção, sem contra-valores. Que nós homens, um dia possamos aprender com as mulheres como votar corretamente.

Ataíde Lemos

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A igreja e sua posição nestas eleições presidenciais



A Igreja Católica (CNBB), tem exercido um papel dúbio numa posição política nestas eleições. É lamentável que uma igreja que foi o berço político do PT, não consegue enxergar a triste realidade em que este partido proporcionou ao Brasil numa das maiores crises de ética e corrupção de um Partido Político, num tempo em que a sociedade, teoricamente evoluiu em termos de cidadania, a Igreja dá um passo atrás na sua história, que certamente terá que pedir perdão no futuro.

Alguns bispos e padres têm usado de coragem e colocado suas posições a luz do evangelho, seguindo não a orientação da CNBB, mas sim, a posição do Chefe Supremo da Igreja de Cristo, o Papa Bento XVI que é defender a vida. Bispos que colocam seus interesses políticos a serviço da cultura de morte estão sentenciando-se a si próprios. “Quanto mais é dado, mais será cobrado...”, ou seja, a missão delegada é de profunda responsabilidade para os que foram ungidos para anunciar e zelar pela Boa Nova.

A Deus cabe o direito do julgamento, longe de nós, no entanto, são pelas ações que as pessoas mostram de que lado está. Não dá para uma Igreja apoiar um partido, uma candidatura que expõe claramente sua posição em relação à vida, ou seja, um partido que coloca como diretrizes praticas que atentam a vida e a Igreja se coloca a favor deste partido ou desta candidatura. Não são fundamentos evangélicos partidos e candidaturas que criam um Programa Nacional de Direitos Humanos onde coloca o aborto como meta. Que ameaça a liberdade de expressão. Que restringi a liberdade da igreja e ela ainda se coloca a favor deste partido, ainda que indiretamente.

É lamentável ver alguns bispos tecerem criticas contra pastores (bispos e padres) por alertarem seus rebanhos contra tais partidos e candidaturas que aderiram a cultura da morte e que tentam implantar no País. A credibilidade da Igreja não está no anuncio do evangelho, mas nas suas ações em favor da vida, pois o anuncio do evangelho, nada mais é que a vida em plenitude.

Quando a Igreja Católica, promoveu muitos políticos do PT e outros de partidos de esquerda, ela foi profundamente criticada, por envolvimento em seguimentos que não diz respeito a sua missão. Esta posição da igreja a levou perder muitos fieis, por desvirtuar-se de sua missão. Houve até a necessidade do Papa João Paulo II intervir, fazendo um deslocamento de bispos que penderam para Teologia da Libertação, inclusive o Sumo Pontífice teve que soltar manifestos e remanejar bispos e aposentar outros para reverter à situação.

Hoje vemos uma nova e triste realidade, a posição que a Igreja se encontra, ou seja, parte dela, inclusive com integrantes da CNBB, soltando manifestos, ainda que indiretamente, para um partido e candidatura que já expôs por varias vezes suas posições em relação ao aborto e ainda tenta silenciar os pastores que defendem o evangelho de Jesus Cristo.

Em suma, como cristão mantenho minha Fé, mas certamente, com um sentimento de frustração, por ver uma Igreja a qual tem uma missão de resgatar o homem na sua plenitude, fazer uma opção, mesmo que velada, a cultura da morte. Que Deus tenha misericórdias destes pobres pastores, os quais dão contra-testemunho cristão e, aqueles que levantam a bandeira da vida encontrem o respaldo na força do Cristo Jesus.

Ataíde Lemos

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Por que votar em Serra?


Parte dos eleitores votam motivados pela emoção, outros votam por sugestões de outrem, porém, ao votar é necessário analisar as circunstâncias contextuais políticas e social. Tem que analisar projetos políticos dos candidatos, embora sabemos que é sempre a mesma coisa, quase nenhum dos candidatos tem projetos definidos, ou seja, o discurso é sempre o mesmo; melhorar a educação, a saúde, a questão da violência, trafico de drogas, rodovias, portos, meio ambiente, etc, etc.

Partindo da primícia que, na verdade, nenhum dos dois candidatos tem um projeto diferente, até porque um projeto distinto implica-se numa ideologia diferente e haja vista que ideologia nova sugere mudança de rumo do País. Portanto, uma nova ideologia somente é ingerida pela sociedade se o País estiver vivendo uma crise profunda em nível social, econômico e de depressão.

Pois bem, olhando por este prisma e analisando a realidade do Brasil hoje, os candidatos à presidência, tanto Serra como Dilma, segundo que os candidatos expõem, o governo de qualquer um deles seria uma continuidade. Neste sentido, outros dados são prioritários para serem analisados pelos eleitores como por exemplo, a idoneidade, o histórico de estadista e de gestor. Ainda outros elementos como, quais são as pessoas, os grupos e os partidos que o apóiam.

Segundo meu ponto de vista, analisando pela razão o candidato que pode ser melhor para o Brasil neste momento é Serra e explico porque penso assim:

Primeiro: Temos que partir pelo principio da reeleição, ou seja, certamente Serra terá que mostrar trabalho, pois com certeza desejará se candidatar à reeleição.

Segundo: Ainda sobre a reeleição; Serra terá um grande páreo em 2014 que é nada mais, nada menos que Lula como candidato. Alguém tem duvidas que Lula não vai querer voltar? Sendo assim, Serra terá que fazer muito.

Terceiro; Caso Serra vença ele não terá maioria no Legislativo, isto significa que deverá ter habilidade para conseguir provar projetos complexos e polêmicos. Um País precisa de oposição forte. Quem não conhece experiências onde o Executivo tem maioria absoluta no Parlamento e vemos Leis mais absurdas sendo aprovadas? É importante refletirmos que tudo que o Executivo pretenda realizar passa pelo Legislativo.

Quarto: caso Dilma vença terá a maioria do Legislativo, podendo aprovar qualquer Lei que desejar. Muitos dizem: “não é o executivo que faz Leis” e não é mesmo, no entanto, grande maioria dos Projetos de Leis, Medidas Provisórias são encaminhadas pelo Executivo, evidentemente todas as Leis encaminhadas serão aprovadas independente seja do interesse da sociedade ou não. Jamais podemos esquecer que nosso sistema político é presidencialista com estrutura parlamentarista. Mesmo os Projetos de Iniciativa do Legislativo que seja do interesse da sociedade, mas não do Executivo não tramitam no Congresso Nacional, esta é a tônica que temos vistos durante anos. Ainda há a questão das CPIs, ou seja, mesmo sendo um direito da minoria parlamentar quando o governo não desejar investigar algo sobre ele, as CPIs não serão criadas, caso seja não prosperarão, pois cansamos de ver estas situações no caso da CPI da Previdência Social, da Petrobrás e tantas outras.

Quinto: O PT, em suas diretrizes é favorável ao aborto. Encaminhou o Programa Nacional de Direitos Humanos – 3, cujo em um de seus artigos é favorável ao aborto e em outro restringe a liberdade da imprensa, intimidando-a. Então vem a indagação; pelo histórico do PT, tem como acreditar neste Partido? Ou seja, é possível dizer que após ganhar as eleições estes temas não voltarão e não serão aprovados, haja vista que possuem maioria constitucional no Congresso Nacional?

Em suma, eleição é algo sério que não se pode deixar ser conduzido por cabos eleitorais, por partidários deste ou daquele candidato, precisa ser analisado profundamente, pois o voto tem conseqüências.

Embora, me expus votar em Serra, não é um voto partidário, até porque não sou fã de Fernando Henrique Cardoso, pelo contrário, mas porque analisando os dois candidatos, avaliando seus programas de governo que, na verdade nenhum dos dois tem, pois tudo que dizem é continuidade. Também analisando o fator reeleição e de como ficou a composição do Legislativo Federal nas duas casas, e por fim, analisando o histórico do Partido dos Trabalhadores enquanto governo a opção para que o Brasil continuem melhorando, sem medo de retrocesso é Serra.

Ataíde Lemos

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Dilma e a internet



Dilma e sua coordenação andam criticando a internet, segundo eles, estão sendo caluniados através de inúmeros e-mails que circulam na rede. Culpam a internet por Dilma não ter conseguido eleger no primeiro turno.

Interessante, já culparam as instituições religiosas. Já disseram que foi a questão do aborto, mas é preciso ressaltar que sobre o aborto quem disse foi Dilma em entrevista e também o PT ao elaborar o PNDH-3. Já culparam a mídia, por veicular os escândalos da Receita Federal e da Casa Civil. Agora é a internet quem está sendo a vilã, ou seja, é a liberdade de expressão da sociedade que está lhe prejudicando. Quantos inúmeros e-mails os internatas recebem falando mal da outra candidatura? Porém isto não tem problema, agora quando enviam contra Dilma e o PT não pode, portanto, é proibido fazer campanha contra, somente a favor.

Enfim, não se pode falar contra o PT, não se pode usar o direito de expressão, não se pode fazer campanha contra, pois se fizer PT e Dilma se fazem de vitimas, de injustiçados.

Campanha política é assim que se faz; o eleitor precisa saber quem é quem. O eleitor precisa conhecer a personalidade de cada um. Saber as propostas dos candidatos. Conhecer as ideologias dos Partidos que querem governar. Não existem políticos santos, eleição não é uma disputa esportiva, pelo contrário, é o futuro de um País que está a se decidir e que tem conseqüências.

Quanto, matérias caluniosas, sempre existiram e existirão na política de ambos os lados, isto não é novidade, o que seja novo é a ferramenta da tecnologia, pois por meio da internet noticias têm velocidade instantânea e não há como ter controle sobre elas.

Estas eleições têm trazido uma nova realidade política que tende cada vez mais se consolidar que é de fato a liberdade de manifestação da sociedade em termo políticos. Estamos caminhando para uma nova era, onde a sociedade passará de passiva a ser mais ativa, ou seja, não apenas ouvirá propostas dos candidatos, mas influenciará decisóriamente nas escolhas. Em suma, os eleitores exercerão mais o direito, de certa forma, aumentará uma maior consciência política, pois num clic de mause milhares, milhões de pessoas terão exposto todo histórico dos políticos e assim estará influenciando diretamente nas escolhas. Não serão mais votos cegos.

Portanto, somente há duas maneiras de que as pessoas não sejam influenciadas pela liberdade de expressão; uma é restringir esta liberdade, ou seja, o governo limitar a democracia e um outro é por meio da educação, pois o eleitor politizado não se influencia pelas informações que recebe por ter condições de filtrar todas elas.

Ataíde Lemos

domingo, 10 de outubro de 2010

Religião e Política se Misturam


Como desassociar religião de política? Ou fé de cidadania? Será que há como desassociar psicológico de biológico? Psíquico de físico?. Acredito que não pois, o Ser humano é um todo, e neste todo, também está a espiritualidade, ainda que em algumas pessoas não seja manifestada claramente.

 A religião é a ponte de ligação entre o homem enquanto humano ao homem divino, ou seja, a religião liga estes dois Seres. E como ponte, ela é responsável para o desenvolvimento espiritual do homem, por sua vez, a espiritualidade transforma o homem tornando-o um Ser melhor, pois ela o revela sua condição de imortal e assim, o torna responsável pela transformação social da sociedade. Pela espiritualidade o homem descobre que todos são irmãos e filhos de um mesmo Pai. Pela espiritualidade o homem assume compromisso e responsabilidade pela vida. Em suma, através da espiritualidade o homem promove o amor a todos sem distinção.

 Pois bem, ai novamente vem à pergunta: como separar a religião da cidadania? Não é possível, pois antes do homem ser cidadão ele é espiritual e deve ter suas ações enquanto Ser terreno voltado ao amor a si e ao próximo.

 Um Estado Laico não significa um povo ateu, um povo que não pode expressar sua fé politicamente e usar de sua formação espiritual para manifestar suas preocupações aos rumos de seu País, pelo contrário, um Estado Laico é a admissão da manifestação religiosa de toda sociedade. Neste sentido, a sociedade precisa manifestar e estar atenta a conduta ética, moral e espiritual de seus políticos, afinal, os políticos são funcionários da Nação e o povo tem o direito de ao escolher aqueles que vão governar ter como primazia suas posições éticas, morais e espirituais independente suas crenças religiosas.

 Cabe a instituição religiosa independente suas doutrinas devem orientar seus seguidores quanto aos candidatos apresentados para serem votados. O que elas não podem é serem ideológicas partidárias, ou seja, puxar sardinha para um ou outro partido, porém se preocupar com a idoneidade, seriedade e ideologia do candidato a qual vai ser votado, se assim não o fazer estará omitindo sua responsabilidade enquanto igreja.

 Defender a vida é o pilar mestre de todas as entidades religiosas, neste sentido, ela não pode abrir mão. Se um candidato defende o aborto. Se um candidato coloca um direito secundário acima de um direito primeiro que é a vida a igreja tem que se manifestar e convocar seus seguidores a não eleger tal candidato, isto não significa estar interferindo no Estado, mas sim agindo como igreja. Daí a Cezar o que é de Cezar e a Deus o que é de Deus. Para a pessoa que tem espiritualidade a Vida é Dom de Deus, sendo assim, ela pertence a Deus. A Cezar é o compromisso político de promover o homem enquanto cidadão, dado por Deus, por meio do povo através do voto.

Ataíde Lemos

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Equilíbrio de forças políticas entre Executivo e Legislativo



      
Tenho reiterado varias vezes e colocado a questão da composição da nova casa legislativa. Penso que uma oposição forte equilibra as forças democráticas e garante a democracia. Nosso País teve avanços nestes 16 anos devidos os governos sempre encontrarem uma oposição forte. Isto se deu quando FHC era presidente. Os partidos de oposição colocavam a boca no trombone, seguravam as votações de temas polêmicos, etc. A compra de parlamentares era exposta a sociedade deixando o Executivo em maus lençóis, Isto se deu nos dois governos. Um dos motivos da queda de FHC foi este equilíbrio de forças entre situação e oposição. No caso de Lula ocorreu à mesma coisa, o escândalo do mensalão e outros também se deram devido à tentativa de fazer maioria absoluta. 

Quando analisamos a nova composição do Congresso Nacional observamos que é fundamental a vitória de Serra para o bem do Brasil. É uma questão racional, pois mesmo ele ganhando não terá maioria no Congresso, precisará negociar para governar e no que se refere a questões polemicas e que mudam a Constituição, pois não terá numero suficiente para alteração o que for de interesse do governo, mas contra a população. Como exemplo cito: Se Dilma ganhar e quiser retornar a CPMF, ela retorna com facilidade e com o percentual que desejar. Caso Serra ganhe ele não consegue por não ter maioria constitucional dos congressistas. Este é somente um exemplo, imagine o que um governo pode fazer caso tenha maioria constitucional de um Pais? lembremos a Venezuela, a Bolívia, Equador e tantos outros paises que o executivo tem maioria absoluta.

Os eleitores têm que ficar espertos, pois estamos diante uma situação complicada, votar em Serra não é votar no PSDB, mas sim, no equilibro das forças políticas que é melhor para o Brasil e todos nós.

Não sou adepto a FHC, mas também não sou a Lula, porém para o bem do Brasil voto em Serra, pois caso ele ganhe terá uma oposição forte que dará o equilíbrio necessário para o avanço da democracia, no entanto, caso Dilma ganhe, então haverá um total enfraquecimento do Legislativo ou seja, o Executivo terá todas as ferramentas e as instituições que mantem a democracia em suas mãos. Vou citar outro exemplo, parte dos Ministros do Judiciário são escolhidos pelo presidente e aprovado pelos Senadores. Caso Dilma ganhe indicará os Ministros do Supremos Tribunais  e os senadores aprovaram. Não podemos esquecer que são estes Ministros os responsáveis para julgar as Leis. Alguém acredita que um Ministro do Judiciário escolhido pelo presidente vai dar voto contrário ao interesse do governo?

Enfim, esta eleição do segundo turno não é apenas uma eleição presidencial, mas um plebiscito onde a sociedade vai definir os rumos do País que podem levar décadas para reparar um erro. Vou mais longe, Lula só não conseguiu mais um mandato, ou seja, eternizar no Poder, porque não tinha maioria no Senado Federal, apenas por isto. 

Ataíde Lemos