domingo, 29 de agosto de 2010

O eleitor e o voto



Se perguntar para um cidadão o que ele acha do governo Lula; certamente, grande maioria dirá o governo está bom. Então este dado será computado como mais um que aprova seu governo. Porém ao perguntar a este mesmo cidadão se a saúde, a educação, a segurança está bem, ele dirá que está ruim ou péssima. Então fica o questionamento; como um governo está bom se as obrigações básicas que ele deve oferecer está ruim ou péssima?

Será que os mesmo que dizem aprovar o governo tem recursos financeiros suficiente para custear planos de saúde ou custear suas doenças? Será que muitos destes que aprovam o governo tem coragem de sair à noite por se sentir seguro quanto a violência? Ou estão felizes com a educação que seus filhos estão recebendo? Enfim, há uma enorme contradição entre o que se fala com o que se vive.

Uma das instituições mais criticada pela sociedade é a da classe política e a corrupção se destaca entre estas criticas. Entre a inércia dos políticos e a roubalheira, a corrupção se destaca, porem ela somente é cometida por quem está no poder, sendo assim, não há como aprovar ou dar sustentação e mesmo manter os mesmos no poder, aqui há outra enorme contradição da sociedade.

Em toda atividade hierárquica aqueles que são responsáveis por comandar são responsabilizados pelos erros de seus comandados, pois é cabida a eles a responsabilidade da fiscalização, das escolhas de seus subalternos, ou seja, por eles é dada a delegação de autoridade sobre os demais. Partindo desta primícia quando a sociedade está insatisfeita com a educação, com a saúde, a segurança, mas sobretudo com a corrupção é por meio do voto que o eleitor procura mudar o comando político do País iniciando por aquele que está no topo da direção, no caso o presidente e, por conseguinte, todos aqueles que são seus braços direito. O voto não é somente aprovação de um novo projeto para o País, mas sim, uma troca de chefia por motivos acima expostos.

A grande questão do eleitor em votar mal é o comodismo, é votar míope, é não refletir a realidade do Brasil, em suma, é ser contraditório entre o que ele enfrenta em seu dia a dia com o que fala. Enfim, para muitos estar comendo, bebendo, ter um carro mesmo que pagando o dobro, triplo em infinitas prestações está bom, isto é, ele não consegue vislumbrar um País melhor nem para si mesmo. Dê pouco para aquele que nada tem, que ele sentirá um rei, infelizmente, esta é a realidade.

Ataíde Lemos

sábado, 28 de agosto de 2010

A natureza humana


 O Ser humano é egoísta e, a grande maioria não se preocupa com ética e com o próximo, ainda que vive levantar esta bandeira, pois se preocupasse jamais aceitaria colocar políticos corruptos no poder, a idoneidade seria a principal prioridade na escolha de um político.  Enfim, ele não é coerente nas ações em relação às palavras.

     Normalmente, em suas decisões, primeiramente pensa-se em si mesmo, depois nos familiares e em ultimo momento, ai sim, no próximo que não está tão próximo. Mas pior que isto, infelizmente grande maioria da sociedade não consegue discernir que parte de seu dinheiro adquirido com trabalho, esforço ou mesmo embutido em produtos e serviços  deveriam ser devolvidos de maneira a melhorar as condições de vida daqueles que são mais necessitados. Não tem discernimento que seus recursos deveriam melhorar a qualidade de vida da nação, dos mais pobres, pelo contrário, consideram que este seu dinheiro recolhido direta ou indiretamente pelo Estado em forma de impostos, tributos, etc, podem ser jogados no lixo, em suma, não dão valor no imposto e conseqüentemente não se preocupam de serem roubados por outros, ainda que ele fará falta aos mais necessitados.

     Infelizmente, jamais o Ser humano conscientizará que ele age errado pensando desta forma, pois como já foi dito por Jesus e muitos outros filósofos, a natureza humana é má, dentro de si impera a ambição, a inveja, o egoísmo, características intrínseca no homem.

     Uma das coisas mais triste é deparar com nossa própria natureza humana, talvez este seja o motivo das pessoas se esconderem nas ilusões, fantasias e estar sempre de alguma maneira procurando fazer algo de bom. Certamente, muitas destas atitudes são formas de camuflar em si mesmo, na tentativa de minimizar a maldade que há dentro dele o qual procura de todas as maneiras esconder

Ataíde Lemos   

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O eleitor e as eleições



No primeiro mandado de Lula foi um período onde o país foi devassado por inúmeros focos e fatos de corrupções. Um governo que veio de um discurso ético e de moralidade como oposição para destruí-la quando assumiu o poder. Um governo que começou com corrupção e terminou com os aloprados “dossiê”, onde toda a nação pode ver os sacos de dinheiro que seriam pagos para que Lula conseguisse se reeleger. No entanto, a maioria da sociedade ignorou a corrupção e o manteve dando-lhe mais um mandato. Enfim, desta vez não foi o PT que rasgou e ignorou a ética, mas sim a sociedade de um modo geral.

Com a reeleição de Lula  o que ficou demonstrado é que a sociedade prioriza outros fatores, ou seja, nem ética, nem a idoneidade são requisitos prioritários pelos eleitores nas escolhas de seus governantes, pelo contrário, o importante é fazer ainda que roube. Isto ficou confirmado com a reeleição de muitos políticos que tiveram seus nomes envolvidos em inúmeros escândalos de corrupções, como os mensaleiros, os sangue-sugas os quais se faz desnecessário citar seus nomes. Em suma, o que podemos deduzir com tais acontecimentos é que: a ética, a moralidade, a idoneidade é uma  bandeira utópica de uma pequena parcela da sociedade que não tem força de transformação.

O segundo mandato de Lula, os escândalos foram menos divulgados no Executivo, não significando que foram poucos, mas sim, abafados e a corrupção foi mais bem elaborada, contentando a todos para que não houvessem os rebeldes, porém eles se deram de maneira clara no Legislativo. Quem não se lembra do episódio do Senado Federal? caso Sarney? Quem não se lembra dos votos dos petistas para que não houvesse a cassação de Sarney? Hoje, estes mesmos que na época votaram pelo arquivamento do processo estão pedindo votos como por exemplo Edeli Salvati, Mercadante e tantos outros aliados como os do PMDB e de vários outros partidos da base do governo. Certamente, muitos deles serão eleitos ou reeleitos novamente. Em Minas Gerais temos um exemplo clássico que senador  Wellington Salgado – um dos lideres pelo arquivamento no caso Sarney –  suplente do senador Hélio Costa (ex-ministro do governo Lula), candidato a governo de Minas  Hélio Costa  está 1º nas pesquisas de intenção de votos.

Pois bem, agora estamos novamente nas eleições para eleger nosso futuro presidente e Lula escolhe alguém para substitui-lo. Alguém que nunca participou de um cargo eletivo. Uma pessoa que até antes das eleições não se via um sorriso diante das câmeras. Uma pessoa que não tem bons antecedentes, segundo vários documentos que foram apresentados aos eleitores. Alguém que cada dia está crescendo nas pesquisas na sombra de Lula. Enfim, alguém que está sendo construída pelos marqueteiros e pelo prestigio de um governo corrupto, mas que conhece como ninguém o eleitor e sabe jogar com ele.

Enfim, é difícil abraçar a bandeira da responsabilidade do voto. A bandeira do compromisso com a cidadania se o grande problema não está no político, mas sim na cultura do eleitor. Se o problema está na raiz que é a formação moral e ética do eleitor, enfim, se o problema está nos traços de personalidade da sociedade. Portanto, cabe nos fazer o trabalho de formiguinha, continuar ser utópico e entregar nas Mãos de Deus e por fim, repetir sempre “o povo tem o governo que merece”.
 Ataíde Lemos 

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Disputa política; peça teatral que não é ficção.



A política é um jogo de emoções, de seduções. É uma luta de Davi contra Golias. É um espetáculo teatral onde a platéia é expectadora e ao mesmo tempo o jurado.
 
Este teatro é produzido por prefeitos, deputados, senadores, governadores, presidentes e também há os postulantes aos cargos de  secretários, ministros, governadores, etc. Enfim, todos participando deste teatro como artistas principais, coadjuvantes e ainda há os que atuam nos bastidores organizando os espetáculos. O eleitor é o espectador e será ele quem aprovará um ou o outro espetáculo. 

Será um show para induzir os expectadores (jurados) escolherem qual é o ator principal mais preparado; qual tem o melhor roteiro em mãos; qual representa melhor; qual desempenha o papel de mocinho com mais eficiência, qual é o mais simpático. Um jogo emocionante e difícil.

Neste palco, há aqueles expectadores, que mesmo sendo jurados, são parciais e estarão envolvidos na platéia agindo como cabos eleitorais visando influenciar nas decisões dos outros julgadores.

É bem verdade, que as regras deste espetáculo deveriam igualar e nivelar o show, para que as luzes de uma peça não ofusquem a outra, não se tornando um show desigual e tendencioso. Porem é notório que há desigualdade, pois, de um lado, há apenas artistas querendo impulsionar o ator principal, do outro, além dos artistas está o poder público agindo como respaldo por detrás, impulsionando o ator principal.

Aos expectadores e jurados caberão muita responsabilidade para analisar tudo. Caberá a eles a sabedoria em não se envolver emocionalmente no espetáculo, algo extremamente difícil, já que estarão diante de varias peças teatrais e elas sempre causam fortes emoções e assim, proporcionam comportamentos emocionais cada um distintos. Dificilmente a razão consegue sobressair diante encenações emotivas, este é o grande paradoxo destes espetáculos.


Normalmente, sabemos que numa peça teatral tudo é apenas ficção, quando termina o show a vida volta ao normal, os artistas e os espectadores vão para suas casas, no entanto, neste espetáculo é diferente; os artistas representam, proporcionam emoções e a peça teatral não é uma ficção e sim, uma realidade. Os expectadores após assistirem os shows vão aprovar um ou o outro. Haverá um julgamento que mudará o destino dos expectadores.

Durante estes próximos meses e dias o Brasil estará diante de vários espetáculos onde as cenas serão escritas cada dia de acordo com o gosto e a avaliação do publico. Cada ator principal, por meio de seus diretores, estará produzindo novas cenas com os artistas principais com os coadjuvantes e com os funcionários que atuam nos bastidores, muitos deles espalhados no meio da platéia estarão em plena atividade.

Ataíde Lemos 

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Políticas de inclusão Social


A evolução cultural e tecnológica não permite  que a sociedade mantenha determinados paradigmas, como por exemplo, conceitos do passado. A adequação da sociedade, a inserção social deve ocorrer através desta evolução e não por imposição, inclusive usando de métodos usados anteriormente que hoje são condenados pela sociedade.

Em cada época há seu contexto e usa-lo como pretexto para obter “vantagens” sociais é uma maneira negativa de conquistar espaços, ou mesmo, promover inclusão social.

Cada País tem seu contexto social, cultural, econômico, sendo assim, ao usarmos como modelos para determinadas afirmações é preciso usar de alguns critérios dentro destes parâmetros. O que é bom ou funciona para determinada Nação pode ter efeito contrario para outra.  

Ao analisarmos o Brasil podemos observar que ele tem uma Constituição Federal que não promove exclusão, garante direitos a todos, independente suas raças, etnias e posição social. Se na pratica isto não ocorre, não é por falta de Leis, mas sim pela falta do cumprimento delas, ou seja, é um problema do desconhecimento dos cidadãos de seus direitos, o que se deve é recorrer a eles, outro fator está  na  falha estrutural do Poder Judiciário.

A Constituição Federal diz que “todos são iguais perante a lei...”, não usa referencia da palavra “se” ou “ressalvas”, portanto, ela não abre a possibilidade da discriminação. Sendo assim, todo aquele que se sente discriminado tem o direito de recorrer a justiça.

Se o Brasil quer reparar ao que houve no passado, não tem o direito através do protecionismo construir políticas públicas de exclusão ou construir mecanismos que provoque inserção social à custa de um retrocesso cientifico em determinadas áreas em que o saber é fundamental para o desenvolvimento cultural, econômico, de pesquisas ao desenvolvimento de um País.

As políticas públicas devem promover o cidadão, isto é, diminuir as desigualdades seja a de nível social, educacional ou econômico. Promover os direitos dos cidadãos como o da saúde, moradia, educação. As políticas públicas devem promover o crescimento econômico para que o cidadão cada vez mais tenha melhor qualidade de vida em termos financeiros, saúde, cultural, etc. As políticas públicas sociais devem promover aqueles que se sentem discriminados a reivindicarem seus direitos e não criar políticas que na busca das conquistas de direitos passam por cima de direitos de outros.

Toda política que promove benefícios a determinados seguimentos, classes sociais retirando direitos de outra parcela da sociedade é discriminatória, ainda que possa ser por uma boa causa ou para se promover justiça. Há outras maneiras de inclusão sem que precise usar deste expediente para ocorrer a justiça social sem que haja necessidade de privilégios e discriminação. 

Ataíde Lemos

domingo, 25 de julho de 2010

QUANTO VALE UMA PESSOA?!



Depende de quem o avalie.
Para alguns analizará perfil
Então, vão levar em consideração
A cor dos olhos, da pele
A posição social, financeira
Se trabalha ou se vive na rua
Se estuda ou é analfabeto
Se tem família regular ou não
Ou se é filho somente de pai ou de mãe.
Se tem casa ou mora nas praças
Se usa brinco, possui tatuagens
Se é um jovem careta ou usuário de drogas.
Se mora na zona sul, ou em barracos.
Se anda limpo ou maltrapilho...
Se está no útero, se é criança, ou idoso
Se é homo ou heterossexual...

Quanto vale uma pessoa?!
Depende a intensidade do preconceito,
O real sentido da palavra amor para o avaliador.
Depende do valor que se dá para vida.
Quem a valoriza a sua egoisticamente
A do outro, não terá muito valor certamente.

Ataíde Lemos 

sábado, 24 de julho de 2010

Proposta de Lei de Iniciativa Popular


          Um das frustrações da sociedade quanto à política é sempre ver repetir em cada pleito eleitoral, eleições de mesmos candidatos, isto é, sempre aqueles políticos que usam de meios escusos comprando votos se reelegendo. Fazendo que o País seja governado por políticos corruptos e sem compromisso com a sociedade.

         Como é de costume, muitas entidades visando orientar os eleitores para suas escolhas corretas, sempre procuram traçar perfis de candidatos para que os eleitores façam bem suas escolhas. Muito embora, o eleitor possa através do acesso a internet conhecer melhor cada candidato, ainda assim, sempre podemos observar que a grande maioria dos eleitores não procuram saber do histórico moral, ético e de capacidade dos pleiteantes. Infelizmente, parte enorme do eleitorado deixa ser levado pela bela retórica dos candidatos, muitos deles os quais são profissionais neste tipo de retórica, inclusive, fazendo cursos de como seduzir e conquistar o eleitor.

         Pois bem, esta realidade começa a mudar, não pelo eleitor na hora do voto, mas sim por movimentos que entidades sérias e transparentes vem adotando, isto é, estão usando de um dispositivo da Constituição de 1988, a qual por meio de iniciativa popular propõe leis que, graças ao apoio da mídia, começam a promoverem mudanças substancias para selecionar melhor os candidatos aos cargos políticos.

          Segundo a Constituição brasileira de 1988 é permitido a apresentação de projetos de lei pelos poderes Legislativo, Executivo e pela iniciativa popular. Para esse último caso, a constituição exige como procedimento a adesão mínima de 1% da população eleitoral nacional, mediante assinaturas, distribuídos por pelo menos 5 unidades federativas e no mínimo 0,3% dos eleitores em cada uma dessas unidades.

          Em 1999, um Projeto de Lei de iniciativa popular foi aprovado cuja vontade da população rendeu a Lei n.º 9.840, que concedeu à Justiça Eleitoral mais poderes para punir atos de corrupção nas campanhas. Já neste ano de 2010 mais um avanço se deu através da alteração da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990, incluindo hipóteses de inelegibilidade que visam proteger a probidade administrativa e a moralidade no exercício do mandato, Lei está conhecida como a Lei Ficha Limpa.

          Certamente, o expediente dado pela abertura constitucional de 1988, precisa ser mais usado e difundida por instituições representativas da sociedade, a fim de que mais avanços vão-se obtendo e assim, cada vez mais, a sociedade possa ter candidatos qualificados e idôneos para serem escolhidos pelo eleitorado. É preciso ressaltar que é mais fácil conseguir apoio de 1% dos eleitores em períodos extra-eleitoral que em anos que ocorrem as eleições.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Juventude Força Transformadora



     
A força da transformação de uma realidade política está na atuação da juventude. Se olharmos a história política mundial sempre vamos observar que foi através da mobilização estudantil, dos jovens de maneira geral que muitos governos caíram ou tiveram que voltar a trás em suas decisões políticas. A história é repleta de fatos desta natureza.
 
     O movimento estudantil no Brasil foi o grande responsável pela queda da ditadura; foi responsável por Fernando Collor assumir o poder como também para destituí-lo. Foram os estudantes somados as massas de trabalhadores responsáveis pelo fortalecimento do nome de Lula no primeiro mandato, como também foi muito bem manipulado por ele (Lula) que acabou tendo esta classe em suas mãos. É necessário ressaltar o grande elo entre o Partido dos Trabalhadores e a classe estudantil. O PT viveu sua política partidária fortalecendo e criando raízes sólidas entre está grande parcela (estudantes) de cidadãos que são a diferença na condução da política.
 
     Um país que também tem como referencia a força da juventude é a França. Tivemos recentemente a atuação da juventude quando o governo tentou implementar uma lei que ia de encontro os jovens (a Lei do Primeiro Emprego), eles se levantaram obrigando o governo a recuar. Este é mais  um exemplo entre tantos que estão escritos da história mundial. Quem não se lembra o levante dos jovens na China e também na Coréia do Sul?
 
     O jovem na verdade é um idealista e dentro deste ideal ele luta com bravura por não tem nada a perder. Sendo assim, não tem a passividade que é peculiar do adulto já acostumado com as conseqüências que surgem do enfrentamento político. O adulto age de certa maneira com muita prudência, permitindo que se acomode ou por covardia ou por analisar que entre se calar e se manifestar é mais viável se calar.
 
     Pois bem, enquanto tivermos uma juventude livre e que consiga ter meios para se indignar reagindo quando se atenta a democracia, a sociedade ainda pode se considerar prospera no sentido de transformações sociais e estruturais políticas. Sendo assim, é fundamental que muitas entidades civis invistam  na formação do jovem construindo nele a consciência de cidadania, para que dele possa de fato surgir lideres que certamente farão a diferença no amanhã.

Ataíde Lemos 

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Brasil, um país continental



Brasil, um país continental
Estreito ao Sul
Que se alonga ao Norte
Litorâneo em seu Leste
Rios e matas fechadas a Oeste.

Brasil, um país continental
Diversidade sem igual
Povos de todas as nações
Fazem a pluralidade da miscigenação
Responsável pela riqueza cultural
E das singularidades regionais.

Brasil, um país continental
De beleza sem igual
Relevo sem outro parecido
Montanhas, planícies
Ampla mata atlântica
Ao extenso pantanal.

Brasil, um país continental
Uma nação desigual
Na educação, saúde...
Nos Direitos e Deveres
Nas classes sociais
E em tantas outras mais.


Ataíde Lemos

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Copa do Mundo e Seleção Brasileira

















Analisar a derrota do Brasil frente à Holanda e, por conseguinte, sua eliminação logo após o jogo, leva-nos tirar conclusões sob fortes tensões emocionais, mas algumas situações são fundamentais serem levantadas.

Paixão à parte, no entanto é preciso refletir que uma Copa do Mundo envolve muito dinheiro, jogos de interesses, etc. Isto ficou claro ao assistirmos o que ocorreu na copa de 1998. Aquele ano veio à tona do que acontece nos bastidores deste campeonato. Todos que gostam de futebol, porém não são tão apaixonados, pelo contrário, são críticos puderam perceber todas as artimanhas que há por trás deste grande espetáculo midiático que envolve bilhões de pessoas e de dólares.

Analisando por este ângulo, já se poderia saber que, partir do momento em que o Brasil foi escolhido como país sede da copa de 2014, ali se definiu que o Brasil não seria campeão nesta de 2010. Segundo meu ponto de vista, seria inimaginável que o Brasil fosse campeão este ano, pois como ficaria em 2014? Seria campeão novamente? Ainda é preciso frisar que, não é conveniente para a FIFA que um País dispara em títulos frente a outras grandes seleções, portanto, todo este scripte já estava arquitetado, porém o que não estava nos planos era a eliminação da França e da Itália logo na primeira fase.

Avaliando a seleção brasileira, um dado inicial que precisa ser colocado é que, Dunga não convocou uma “seleção brasileira”, isto é ele não convocou os melhores jogadores brasileiros do momento, mas sim montou um time que, segundo ele, poderia fazer uma boa competição. Certamente, este foi o fator essencial que prejudicou a seleção, pois quando se precisava de talentos, ou melhor, precisava de jogadores que poderiam desestabilizar o adversário pela qualidade técnica a seleção brasileira não havia com quem contar. Portanto, as criticas devem ser voltadas ao técnico Dunga e não aos jogadores convocados, pois estes renderam tudo o que poderiam, porém dentro suas limitações de jogadores medianos.

O saldo positivo desta copa de 2010, foi algumas surpresas como, por exemplo, a eliminação da França e Itália na primeira fase - positivo pelo futebol apresentado por ambas. A participação do Paraguai nas quartas de final. No entanto, ressalto novamente que estes ocorridos se deram por percalços que saíram do controle dos organizadores do evento.

Partindo desta analise, nós brasileiros podemos dormir e sonhar com o hexa para 2014, pois até lá, serão 12 anos da ultima vitória do Brasil em copa, além do que o evento se dará em nosso País.

Finalizando, futebol é a paixão brasileira e a Copa do Mundo é uma grande festa envolvendo toda Nação, fator este que colabora para anestesiar os cidadãos e assim, dar uma folga para os políticos, pois a mídia de um modo geral, ocupa-se o tempo todo em produzir matérias relacionadas a copa e veiculando pequenas notas de assuntos relevantes em termos de política, economia, etc.

Ataíde Lemos

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Reforma Política da Lei Eleitoral


















Nada melhor do que levantarmos alguns pensamentos em ano de eleições, já que a sociedade e a mídia de um modo geral, acabam pautando como prioridade este tema.

Primeiramente, um assunto interessante para se refletir, é a questão da reeleição para o poder executivo. Um fato interessante que podemos observar, é que quando está em jogo a reeleição presidencial a maioria dos partidos que são oposição, levantam o assunto, pedindo que se extinga da Lei este artigo. Levantam inúmeros questionamentos sobre a reeleição, entre eles o da força desigual entre a situação e a oposição, porém todos os partidos se calam, quando não há possibilidade de reeleição presidencial, como acontece especificamente neste ano eleitoral (2010).

Enfim, a discussão sobre reeleição para os políticos, só acontece na esfera do legislativo federal, já que nas esferas estadual e municipal não há interesse pelos partidos políticos, pois em todos os partidos sem exceção, há candidatos disputando a reeleição. Portanto, uma lei para extinguir a reeleição, somente poderá surgir por iniciativa popular, a exemplo da Lei denominada Ficha Limpa.

Outro fator interessante a se levantar neste ano eleitoral, é a questão relacionada à Lei Eleitoral em nosso País. Entendo que o eleitor não suporta tantas eleições, pois afinal, de 2 em 2 anos temos pleitos eleitorais e todos sabemos o seu custo econômico e também, que medidas importantes precisam ser tomadas, porém todos são influenciados pelas eleições e assim o País acaba parando nestes anos, como também muitas concessões ocorrem nos poderes executivo e legislativo visando as eleições. No entanto, uma reflexão precisa ser feita: é quanto a quantidade de escolhas que o eleitor precisa fazer, quando as eleições são para os cargos executivos e legislativos, estaduais e federal.

O que observamos, é que nos anos em que há eleições presidenciais, normalmente o foco se volta para a eleição presidencial, deixando em segundo plano os cargos a governadores, senadores, deputados federais e estaduais e assim, o eleitor acaba sendo induzido também a colocar todos estes cargos em segundo plano. Enfim, é preciso repensar a possibilidade de se colocar mais um ano eleitoral, mesmo que sacrificando a sociedade, para que se possa desassociar as eleições do legislativo das eleições do executivo, inclusive em nível municipal também.

Ao meu ver, as eleições de parlamentares e do executivo em anos diferentes, trazem mais benefícios à sociedade, como por exemplo:

a) eleva para primeiro plano a eleição do legislativo e conseqüentemente, a mídia também dá mais foco a ele, criando uma visibilidade maior para que o eleitor escolha melhor seus representantes nos parlamentos das esferas municipais, estaduais e federal;

b) obriga o executivo a cumprir metas estabelecidas em seus planos de governo, pois se não o fizer, pode perder credibilidade e nas eleições parlamentares perder sustentação política parlamentar;

c) de alguma maneira, desvincula mais a imagem do executivo da imagem do legislativo, expondo mais os parlamentares aos eleitores, obrigando-os a exercerem suas funções constitucionais, que são: fiscalizar, realizar debates políticos e promover leis.

Enfim, é importante ressaltar que as funções do executivo e do legislativo são distintas e não se pode construir um mecanismo, onde o chefe do poder executivo, seja quem eleja os parlamentares, devido ao seu desempenho e meios serem muitas vezes escusos.

Em suma, é fundamental que a Lei Eleitoral passe por uma grande reforma política, onde possa ser cada vez mais transparente e assim nos garantir, que teremos sempre políticos idôneos, como também proporcionar, que os poderes constitucionais possam ser mais independentes entre si e que o eleitor tenha possibilidade de priorizar suas escolhas, colocando em primeiro plano cada cargo político.

Ataíde Lemos


Revisado por Vera Lúcia Cardoso 

sábado, 12 de junho de 2010

Políticos corruptos









Com palavras bonitas,
discursos retóricos,
a maciça mentira
repetida varias vezes
torna-se verdade
iludindo os desavisados.
Com habilidade eloqüência
alienam a consciência,
por conseguinte, o voto.
Porém, nada muda
sugam a Nação
embolsam as riquezas
e tudo que o país produz.
De quatro em quatro anos
voltam e com palavras bonitas
discursos retóricos,
a maciça mentira
repetida varias vezes 
torna-se verdade....
e assim, o ciclo continua.
Com palavras bonitas...

Ataíde Lemos

sábado, 5 de junho de 2010

Eleições 2010 III



















          A eleição presidencial de 2010 está praticamente definida. O Partido dos Trabalhadores (PT) e Lula construíram uma estrutura gigantesca, tendo a seu favor recursos financeiros para todos os fins não lhe faltarão. Também construiu uma estrutura política, tendo como aliados a maioria dos partidos políticos. Tem a seu favor o apoio de grande parte da sociedade tantos a classe pobre que está sendo beneficiada através do assistencialismo por meio do Bolsa Família como a maioria das instituições sociais e entidades de classes dos mais variados seguimentos e, por fim, têm a seu favor os grandes latifundiários, banqueiros que estão satisfeitos com este governo o qual estão tendo a oportunidade de lucrarem o quanto querem. Em suma, este governo tem todas as condições de fazer a nova Presidenta da República, talvez o único ponto fraco seja a candidata escolhida por Lula.

          Aécio Neves já descartou ser vice na chapa de Serra, mas fez uma grande sugestão que, ao meu ver, pode ser a saída de mudar os rumos eleitorais para Presidente da República. Aécio sugeriu o nome de Itamar Franco, ex-presidente da república que assumiu com a renúncia (impeachment) de Collor.

          Durante um período critico e de instabilidade em nível econômico que o Brasil viveu, Itamar Franco assumiu o País conseguindo estabilizar a moeda, bem como, reestruturar democraticamente o Brasil. Ainda é preciso ressaltar que Itamar tem um peso na política brasileira, responsável pela eleição de Fernando Henrique Cardoso e do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves.

           A candidatura de Itamar a vice-presidente seria um golpe no PMDB que aprontou com ele nas ultimas eleições de 2006 em Minas Gerais. Certamente, sua entrada na política como vice à presidência da república, criaria um imbróglio dentro do PMDB.

           Serra precisa ter como vice-presidente um nome que encontra eco no País como um todo. Alguém que tenha prestigio de norte a sul e leste a oeste. Precisa de um nome que consiga agregar e aglutinar eleitores de todos os níveis sociais e econômicos e que tenha um conteúdo para levar até o eleitor e, sem duvida, Itamar reúne todas estas prerrogativas para que Serra consiga reverter uma eleição praticamente ganha pelo PT.

          Ainda é preciso ressaltar que Itamar Franco tem com ele o segundo maior colégio eleitoral do País (Minas Gerais). Este peso eleitoral de Minas Gerais, somando-se ao seu prestigio pelo país afora, fará com que Itamar agregue uma percentagem considerável de votos e que fará a diferença para a vitória de Serra.

          Em suma, se a oposição desejar de fato entrar no páreo eleitoral contra Dilma, terá que ter humildade e se unir num nome para compor a chapa de vice de Serra para que possa desconstruir toda a estrutura montada pelo PT, pois se não for assim, dificilmente Dilma não se elege. Como disse acima, Lula e o PT tem tudo a seu favor, menos uma candidata à altura em termos de votos, no entanto, com todas as chances de ser eleita, a menos que a oposição consiga montar uma chapa presidencial com nomes de peso, e sem duvida, Itamar Franco é o nome a vice que a oposição precisa.

Ataíde Lemos

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Nação Verde e Amarela















Do sul ao norte, nas cidades... pelo país inteiro
De verde e amarelo se pintam os brasileiros
É a paixão nacional que explode nos corações
Trinta dias de festa de intensas emoções.

No rosto expressão de alegria e encantamento
Por esta magia que envolve os sentimentos.
Um semblante tenso em cada jogo disputado
Desfazendo-se explosivamente ao gol marcado.

Por todos os cantos se veem a bandeira brasileira
Tremulando nos carros, nas casas ou pintadas no chão
É o retrato de um povo que tem amor por sua Nação.

Quem dera este sentimento patriótico verde e amarelo
Pudesse resultar em cidadania e compromisso
Para que tantos, na hora do voto, não fossem omissos.

Ataíde Lemos