quarta-feira, 21 de abril de 2010

Liberdade ainda que tardia















         Vinte um de Abril, nós brasileiros reverenciamos os mártires mineiros que derramaram seus sangues num sonho de liberdade e independência do Brasil. Homens que tiveram um ideal de liberdade por ver o país ser sugado por Portugal. Porem foram traídos por um de seus membros.

          Certamente, esta é uma data histórica de um simbolismo de cidadania de grande proporção, pois, o sonho de liberdade deve ser uma busca constante de um povo, de uma sociedade. Enfim, de uma nação.

           Evidentemente, a liberdade somente pode ser conquistada quando uma nação atinge total autonomia, respeito e soberania. Também atinge a liberdade quando não se deixa ser induzida a ceder pressão internacional assinando contratos e acordos internacionais unilaterais ou coletivos que o torna refém das grandes nações, mais ainda, o que de fato impede a liberdade de uma nação é sua subserviência aos paises ricos pelo endividamento financeiro.

           Ainda é preciso dizer que a liberdade de uma nação somente é adquirida com o desenvolvimento de sua sociedade, e isto ocorre quando todo seu povo atinge a cidadania plena, isto é, adquire o direito de usufruir o que a Constituição Federal lhes garante como educação, saúde, moradia, segurança... Enquanto existir varias classes de cidadãos certamente esta liberdade tão sonhada ainda será uma utopia. É importante se ressaltar que todos os cidadãos pagam impostos independentes pobres e ricos, pois, em cada objeto comprado lá está uma proporção de impostos arrecadados que vão para os cofres públicos, sendo assim, todos devem usufruir e ter os direitos iguais sendo considerados cidadãos sem distinção.

          Finalizando o sonho de liberdade deve ser sempre perseguido e jamais o cidadão pode conformar com a realidade que vive. No mundo político como em outros vários mundos sempre haverá interesse de nações, grupos de pessoas que na busca de seus objetivos e interesses coletivos ou pessoais não se importarão de tirar ou diminuir a liberdade de uma nação ou mesmo de seu próprio povo.

Ataíde Lemos

terça-feira, 20 de abril de 2010

A indústria das multas de trânsito















          Sempre ouvimos dizer que há uma indústria de multas de trânsito no Brasil. Os municípios, estados e mesmo a União estão se informatizando para aumentar cada vez mais o índice de multas possíveis. Estão criando vários pardais (câmeras), nos mais diversos lugares, tanto em rodovias como nas cidades. Como se não bastasse, estão também multando motoristas com as mais diversas infrações, as quais nem os motoristas sabem da existência. Enfim, literalmente estão inventando multas.

          Segundo o princípio da multa aplicada a conotação é outra. É fazer o condutor sentir o peso no bolso e assim ser mais prudente evitando acidentes e transtornos no trânsito. De certa forma, uma reeducação forçada. No entanto, os governos de ambas esferas estão gostando tanto dessa medida, que mudaram o sentido da multa, ela passou a ser usada para aumentar a arrecadação.

          O que parece, é que não estão satisfeitos com o que estão arrecadando ou que encontraram a mina do tesouro e resolveram estruturar a indústria da multa, aproveitando a tecnologia para dobrarem e triplicarem a arrecadação. Há ainda um projeto de se aumentar para mais de 67% o valor.

          Pois bem, quero aqui fazer uma defesa do diabo como sempre tenho feito em determinados assuntos. Certamente todos nós desejamos que hajam menos acidentes, que os motoristas que dirigem embriagados sejam banidos das estradas. Enfim, que haja mais respeito e menos acidentes no trânsito, no entanto não podemos assistir passivamente ao que estão fazendo, que é usar de uma aplicação que tem como objetivo melhorar o trânsito, transformando-a em um meio de estorquir com multas que são verdadeiros assaltos praticados contra o cidadão motorista.

           Com o discurso de melhoria na qualidade do condutor, criaram várias portarias e regulamentos, tanto para a renovação quanto para a primeira habilitação, que na verdade observamos ser mais uma prática de arrecadação. Todos que estão renovando carteiras ou que a estão tirando pela primeira vez, sabem bem ao que estou me referindo.

            Finalizando, é fundamental que a sociedade comece a se manifestar através da mídia contra o que o Estado está fazendo com aqueles que têm veículos e em relação às multas neste país. Temos visto cada infração, que parece ser cômico se não fosse tão trágico.

           É preciso que o governo se cuide para que o tiro não saia pela culatra, pois no pé em que se está indo ou o governo vai cada vez mais tirando os carros de circulação e não recebendo as multas aplicadas ou os motoristas acabam se cuidando a tal ponto, que o governo vai matar a galinha para tirar todos os ovos de ouro, caindo consideravelmente sua arrecadação. Entre as duas, claro que toda sociedade prefere a segunda opção. No entanto, não podemos deixar de questionar esta indústria da multa que está cada vez mais sendo sofisticada com um só objetivo; arrecadar mais.

          Ataíde Lemos 

terça-feira, 13 de abril de 2010

Presidenciáveis: Dilma, Serra e Marina Silva
















          A corrida presidencial foi iniciada, de um lado temos Dilma Rousseff, uma ilustre desconhecida, candidata da situação. Mesmo nunca tendo exercido um cargo eletivo, Dilma tem como cabo eleitoral o Presidente Lula, cujo mandato se destaca pelo alto índice de aprovação. Para aqueles que não se lembram, Dilma assumiu a Casa Civil no escândalo do mensalão, quando José Dirceu deixou a pasta.

          Pois bem, é importante refletir, que mesmo que Lula esteja fazendo uma campanha massificadora, inclusive infringindo a Lei Eleitoral, caso ela se eleja, quem irá governar é Dilma e não Lula e todos nós sabemos que o poder seduz, o poder infelizmente muda as pessoas, sendo assim, é importante estar consciente na hora do voto
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          O Chile nos deu um exemplo de cidadania. Mesmo a Presidente Michelle Bachelet estando com um alto índice de aprovação, não elegeu seu sucessor. Ao citar este exemplo, é importante refletir, pois os chilenos souberam comparar a capacidade administrativa da então Presidente com a do candidato por ela apoiado.

          Um país que adota o regime presidencialista, onde o presidente tem um grande poder de decisão, tanto na formatação de políticas públicas como na distribuição de recursos financeiros, precisa ter um presidente que tenha habilidade política, que conheça a dinâmica de como trabalhar em sintonia com o Congresso Nacional.

          Muitos questionaram Lula por seu despreparo intelectual, por sua falta de cultura e outros, por ele nunca ter exercido um cargo público no Executivo. No entanto, não puderam dizer, que ele não tinha habilidade para lidar com as divergências. Foi presidente de Sindicato e um dos fundadores e Presidente do Partido dos Trabalhadores. Lula foi Deputado Constituinte. Enfim, Lula mesmo com muitas limitações, sempre foi um articulista portador de um carisma impressionante para a política. Dilma, ao contrário, tem formação intelectual, mas não tem habilidade e nem carisma para a política, tanto que nunca exerceu um cargo público eletivo.

          Ao analisarmos Serra, constatamos que não há dúvida, de que ele é um político que possui carisma; tem uma trajetória longa na política exercendo diversos cargos, tanto no Legislativo quanto no Executivo. Já exerceu uma pasta importante como Ministro da Saúde no governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC). No entanto, não há como desassociar Serra de FHC, Presidente que os eleitores rejeitam. Infelizmente, todo nome que esteja ligado a FHC encontra resistência diante da maioria do eleitorado. Portanto, ainda que Serra possa ser um bom candidato, encontra como barreira diante dele, uma grande massa do eleitorado e terá dificuldades para eleger-se.

          Pois bem, correndo por fora, temos também a candidata a presidente Marina Silva. Este nome, ao meu ver, possui grandes qualidades, tanto em nível político como administrativo. Marina Silva é alguém que como Lula, saiu da classe menos favorecida e através de seus esforços conseguiu estudar, sem dúvida é uma pessoa extremamente intelectualizada, sem pertencer à elite. Senadora por dois mandatos consecutivos, já ocupou a pasta do Ministério do Meio Ambiente e foi muito elogiada em seu trabalho, tanto que Lula sofreu pressões quando ela renunciou ao cargo por divergências na área ambiental.

         Marina Silva, com muita propriedade, também representa a Mulher na política. Tem grande conceito tanto no Brasil quanto no exterior e defende a causa do momento, que é a do Meio Ambiente. Enfim, Marina Silva representa o novo e ao mesmo tempo a continuidade das políticas públicas de inserção das diferentes classes sociais e sem dúvida é comprometida com a Educação, pelos próprios méritos.

          Em suma, entre outros candidatos, temos três os quais destaco: uma construída por Lula, mas uma grande incógnita. Dilma, embora represente o que tem de bom no governo de Lula, também representa tudo que tem de ruim, como: a corrupção, a compra de deputados, a falta de ética, etc. Votar em Serra, é trazer de volta ao poder o que a sociedade rejeitou ao eleger Lula e por fim, votar em Marina Silva é dar continuidade às políticas que têm dado certo, ampliando-as e também formar um novo grupo político, porém à frente deste grupo uma pessoa com grandes credenciais de ética, conhecimento e de valores morais conhecidos por todos. Certamente, que ela não é uma candidata apoiada por aqueles que têm nas veias a corrupção.

Ataíde Lemos

Revisão:
Vera Lucia Cardoso

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Literatura e venda de livros no Brasil












          Quando falamos em literatura e leitura, ao meu ver, precisamos abordar dois fatores importantes: um está ligado à leitura em si, ou seja, ler muito ou pouco e o outro fator está relacionado à venda de livros no Brasil.

          Pois bem, segundo o meu ponto de vista, o brasileiro lê muito e com o advento da internet passou a ler mais ainda, isto é comum ser percebido nas redes sociais, como nos sites de relacionamento e em grupos diversos na internet. Graças a esta ferramenta importante que é a internet, a cultura literária do Brasil tem se enriquecido através de novos escritores e poetas, ainda que sejam considerados anônimos em nível nacional.

         Pois bem, quando a questão é venda de livros, existe uma enorme contradição entre o brasileiro ler muito e comprar pouco. Certamente, este é um fator que causa grande frustração naqueles que escrevem.

         Sempre construí um pensamento de que o mercado editoral (editoras) é perverso com os novos escritores em não proporcionar meios para que publiquem seus trabalhos. É um mercado extremamente seletivo, mas ao mesmo tempo com uma política apenas mercantilista, isto é, sem compromisso com a cultura, mas sim com a venda, independentemente do lixo cultural que publiquem. Em suma, uma política descomprometida com a cultura, isto é, se a sociedade compra lixo,vamos publicar lixo.

         No entanto, hoje já mudei um pouco esta visão em relação às editoras, após ver alguns comentários de grandes nomes da mídia e também da literatura, constatando a pequena venda de seus trabalhos publicados. A partir desses relatos, acredito que as editoras por um aspecto, precisam manter ativas suas empresas e neste sentido, precisam faturar. E como agir diferente? Ou seja, como publicar grandes autores sabendo que seus livros ficarão nas gôndolas das livrarias? Sendo assim, acabam produzindo livros, chamados "Literatura das massas", ainda que muitos deles sejam lixos culturais.

         Devido a pouca venda de livros no Brasil, as editoras que mais têm publicado e adquirido espaço no mercado editorial, são aquelas que fazem publicações independentes, isto é, aquelas que prestam serviço publicando poucas tiragens, deixando todo o trabalho de divulgação por conta do autor. Muitas destas editoras usam os recursos do computador, reduzindo o custo de produção. Desta maneira elas atingem vários objetivos: realizam o sonho do autor; têm a possibilidade de conquistar muitos clientes e por fim, reeditam várias vezes pequenas tiragens.

          Ao refletirmos sobre a venda de livros no Brasil, precisamos analisar quatro categorias distintas de literatura: literatura clássica; literatura técnica que também pode ser clássica; a literatura de auto- ajuda e por fim, a espiritualista, pois em cada tipo de literatura ocorre uma variação maior ou menor de vendas, por exemplo, a clássica é a que menos vende, por exigir um público mais qualificado e também porque se direciona àqueles que têm como hábito este tipo de leitura, no entanto, os mais vendidos são os de auto-ajuda, espiritualistas e os técnicos. É preciso frisar que a literatura técnica é bem vendida, por ser exigida tanto no ensino como por ser necessária à formação e à capacitação profissional.

         Finalizando, se não houver uma política em nível de Estado que incentive a venda de livros, específicamente a literatura clássica, este tipo de literatura tende a se manter restrito, fazendo que o Brasil cada vez mais perca a sua identidade literária, vivendo apenas dos escritores do século passado, não que tais escritores não devam ser lidos, mas porque sem a atualização de sua literatura, o País enquanto Nação instituída empobrece, ainda que as pessoas continuem lendo cada vez mais.

Ataíde Lemos

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Vera Lucia Cardoso

sábado, 27 de março de 2010

Quem é o político?


















          Quem é o político? Pois bem, é alguém que surge do meio do povo e que através de seus trabalhos sociais, intelectuais, profissionais e à sua habilidade de persuasão, torna-se um líder. Sua liderança ocorre por meio de suas ações, associadas à sua capacidade de motivar, comandar e representar grupos da sociedade, através de seus argumentos convincentes.

          Normalmente o político se faz a partir de uma ideologia, onde ele consegue aglutinar grupos sociais que o apóiam, motivando-o a entrar na vida pública, para que possa representá-los. Portanto, um político, de certa forma, está comprometido com uma parcela da sociedade, sendo obrigado a dar respostas a esses grupos ideológicos.

          O político pode surgir também, a partir de um histórico familiar. É muito comum em famílias de tradição política, que têm a política como herança, lançarem seus descendentes à vida pública, para dar continuidade aos seus projetos e planos políticos. É importante ressaltar, que o ambiente familiar também é um fator preponderante, que proporciona para muitos a inserção na política
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         Ainda podemos dizer, que o político pode surgir a partir de trabalhos públicos. Isto é: um gestor para governar, precisa de auxiliares diretos comandando secretarias, etc. Certamente estas pastas servem como trampolim, para que muitos busquem cargos eletivos, a fim de tornarem-se políticos.

          Em suma, o político não é um extraterrestre que surge de algum planeta, mas sim um ser humano, que conforme sua educação, cultura, formação de valores, da posição em que está inserido no contexto da sociedade e das habilidades subjetivas que possui, conquista a simpatia de grupos sociais, captando seus interesses, de forma que o tornam seu representante.

          Portanto, quem constrói o político é a própria sociedade, como conseqüência, ele tem o perfil dela. Sendo assim, ao analisarmos a conduta ética e de valores dos políticos, precisamos analisar a conduta ética e de valores da sociedade e conseqüentemente a minha e a sua.

          Não há uma sociedade heterogênea, pois cada indivíduo é subjetivo e busca seus interesses, no entanto, mesmo nas diversidades de ideologias e de interesses, há determinados conceitos que devem existir em comum na sociedade, entre tantos outros valores, estão os seguintes: o de amar o seu semelhante, o respeito pelo direito dos outros, pela vida e pelos bens alheios.

          Finalizando, o político sempre continuará sendo uma pessoa polêmica e criticada, pois continuamente estará defendendo ideologias que agradam uns e desagradam outros, uma vez que isso faz parte da diversidade existente na sociedade, porém, o político pode ser melhor em nível de ética e de valores, à medida em que a sociedade também passe a ser mais ética e a inserir em sua formação, valores universais por meio da educação e de uma formação cristã.

          Ataíde Lemos

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Vera Lucia Cardoso

sexta-feira, 26 de março de 2010

Inclusão Social é um Processo Cultural

















          Alguém já viu uma criança de 5 ou 7 anos ter atitudes preconceituosas? Alguma criança nesta idade discriminar negros e pobres? Certamente que não, pelo contrário, brincam sem qualquer tipo de discriminação ou preconceito. E por que isto ocorre? Porque a criança não tem preconceito, é pura. No entanto à medida que vai crescendo e recebendo educação, passa a construir seus grupos de relacionamento, aí sim, vai criando seus conceitos e pré-conceitos segundo a educação que recebe através da instituição de ensino e dos convívios social, familiar e religioso. Em suma, são a educação e a cultura os fatores responsáveis pelas divisões entre pessoas e os construtores da exclusão.

          Todos são iguais perante a Lei e cabe ao Estado promover a igualdade, respeitando a diversidade e os direitos individuais de cada um. Por exemplo: no passado a mulher não tinha direito ao voto e não havia a obrigatoriedade da educação formal. Com o tempo a sociedade foi evoluindo e o Estado foi promovendo tais mudanças, concedendo mais direitos, seja através de Leis de obrigatoriedade ou da inserção social de uma parcela da sociedade, promovendo assim a cidadania de todos.

          Ultimamente o Estado vem promovendo mais leis que dão cidadania aos deficientes, idosos, negros, homossexuais, etc. No entanto todas estas leis passam por um processo cultural da sociedade, que ocorre através da educação promovida pelas instituições de ensino, famílias e entidades sociais e religiosas. Enfim, uma sociedade na medida que constrói uma nova cultura, automaticamente promove a inserção social, sem necessidade de imposição da lei.

          Não acredito que a sociedade de um modo geral, com exceção de uma minoria insignificante, seja contra a inserção de quaisquer grupos sociais, sejam étnicos, raciais, de credo ou de opção sexual. Ou que seja contra as leis de proteção social como as dos Estatutos do Idoso e da Criança. No entanto o que a sociedade não concorda, é que em busca da inserção, alguns artigos inseridos nestas leis, promovam a discriminação e lhes retirem direitos.

          Se formos observadores, veremos que a maioria das leis que promoveram a inserção social, contam e sempre contaram com o apoio da sociedade, ainda que uns e outros as questionem. As leis foram aprovadas pela maioria dos parlamentares, significando que a sociedade concordou com elas. No entanto algumas leis são passam, porque a sociedade não as aprova. Por exemplo: a do aborto. A maioria da sociedade é contra, pois o aborto fere o direito maior, aquele que é o gerador de todos os outros - o da vida.

          Outra lei que gera grande discussão e dificilmente será aprovada é a de Políticas Afirmativas em relação à Educação. Por se tratar de uma política desproporcional, que ao invés de promover a inclusão, colabora na discriminação, tanto do negro quanto do branco e pior que isto, desqualifica o saber. A inclusão na Educação, deve acontecer dando condições para que as classes menos favorecidas economicamente, possam ter acesso e condições de concluir um Curso Superior e não no sentido de beneficiar pessoas, devido a cor de sua pele ou etnia. Enfim, esta política da Afirmativa é tão desproporcional, que grande parcela dos negros, teoricamente beneficiados são contrários a ela.

          Em suma, a sociedade precisa caminhar sempre procurando derrubar antigos paradigmas, promovendo a justiça e a inserção social de todos. No entanto, com o cuidado de não retroceder. Concluímos que a plenitude das transformações sociais, ocorre em longo prazo com a mudança cultural da sociedade.

Ataíde Lemos

Revisão:
Vera Lucia Cardoso

quarta-feira, 24 de março de 2010

Atitude Da Mídia No Julgamento Dos Nardones














         Quando ocorreu o triste episódio da morte de Isabella, toda a sociedade ficou perplexa e revoltada com o acontecimento. A imprensa fez a cobertura dias e dias sempre destacando como manchete o assunto, ou seja, iniciava e terminava seus teles jornais enfocando matérias sobre o caso tornando-se até insuportável de tanto que se noticiava.

          Realmente foi um crime bárbaro a morte desta criança alegre, cheia de vida. Um assassinato com requinte de muita crueldade, mas aí perguntamos: quantas mortes que vemos ocorrer no dia a dia que são tão cruéis como este e que passam as margens da noticia? ou apenas, com algumas notas numa ou outra Rede de TV?

          Pois bem, está ocorrendo o julgamento do casal Nardone e novamente vemos a imprensa agir da mesma maneira, isto é, seus holofotes estão centrados no assunto. Os teles jornais estão agindo semelhante ao ocorrido na morte de Isabella, ou seja, iniciam e terminam com matérias do julgamento. É como se a imprensa estivesse fazendo o julgamento paralelo, pois colhe noticias de tudo que acontece no tribunal. Já descreveu cada jurado em detalhes como, por exemplo, quem são, o que fazem, quais são seus níveis econômicos, culturais e sociais. A mídia está trazendo todas as peças do processo para fora do tribunal, onde está havendo o julgamento. Enfim, a imprensa de alguma maneira está formando a opinião publica levando-a a posicionar, de tal forma, que chega a constranger o Conselho de Jurados.

          Quando assistimos o procedimento da mídia neste caso, Isabella, ficamos profundamente decepcionados com a imprensa , pois ela deveria dar e ser o exemplo para que diminuísse o preconceito social entre as pessoas, mas age contrariamente. Com tal procedimento está fomentando ainda mais as divisões das classes sociais ao fazer cobertura desta natureza, simplesmente, porque os personagens envolvidos nesta trama são da classe A. Acredito que todo este sensacionalismo da imprensa em torno o julgamento dos Nardones esteja mais enojando os telespectadores de um modo geral que proporcionando benefícios à sociedade.

          Dias atrás numa pequena nota a imprensa noticiou que os bandidos que promoveram vários atos de terrorismos no Estado e cidade de São Paulo, inclusive matando bombeiros, foram absolvidos. Segundo a nota, os jurados absolveram-os por medo de sofrerem retaliações por parte dos bandidos. Em suma, quantos e quantos julgamentos ou mesmo episódios que são de grande relevância para a sociedade passando as margens da mídia, apenas com pequenas notas?

          Enfim, este procedimento da mídia em torno do julgamento dos Nardones está sendo motivo de críticas até mesmo alguns órgãos sérios da imprensa brasileira. Dia 23/03, Alberto Dines, no programa Observatório da Imprensa, realizada pela TV Brasil em seu editorial fez duras criticas o procedimento da mídia em torno ao julgamento, classificando de circo armado pela imprensa.

Ataíde Lemos

sexta-feira, 19 de março de 2010

Cidadania Está Relacionada A Valores Morais E Espirituais










         É muito comum se dizer que grande parte dos eleitores não sabem votar, não são politizados e como conseqüência produz no Brasil esta maioria expressiva de políticos corruptos. Em suma, joga-se a responsabilidade desta podridão de políticos na falta de instrução política.

         Pois bem, dizemos que somos um país pobre e como conseqüências uma enorme maioria da sociedade não tem escolaridade, sendo assim, são ludibriados pelos políticos desonestos; este pensamento é uma meia verdade, pois o que dizermos de regiões onde há um grande índice de pessoas com elevado nível econômico, cultural e educacional haver também políticos desonestos? Enfim, esta segunda realidade, derruba a tese da falta de instrução educacional ser o fator preponderante do grande numero de políticos corruptos e sem ética serem nossos governantes.

          A grande verdade, sobre os maus políticos que se manterem no poder é porque a sociedade vota mal conscientemente, isto é, em todos os níveis sociais tanto em relação ao poder aquisitivo, educacional vota-se racionalmente de acordo com os interesses pessoais. Infelizmente esta realidade está condicionada a falta de valores espirituais, morais e éticos da sociedade, ou seja, não há compromisso com o próximo e nem com o coletivo. Não há compromisso de cidadania. A imensa maioria do eleitorado ao escolher um candidato pensa exclusivamente nele e no máximo em seus grupos de relacionamentos.

          Não gosto muito de citar o exemplo de Lula, mas infelizmente ele serve como exemplo quando falamos em ética principalmente devido ao discurso que sempre pregou juntamente com seu Partido político, no entanto, para “governar”, fez todo tipo de barganhas e alianças com os piores políticos que há no País em termos de idoneidade. Esteve envolvido em inúmeros escândalos, porém, sempre se justificou com a frase “isto todo mundo faz”. Em outras palavras, “não faço nada de novo.” No entanto, a sociedade o aplaude e pede bis e vemos sempre como justificativa dos eleitores “ele fez isto, fez aquilo de bom” como se seriedade e honestidade não sejam mais prerrogativas de homens que exercem atividades publicas seja elas eletivas ou não.

          Outro caso lamentável é o do ex-governador do Distrito Federal José Arruda, quando era Senador da Republica, adulterou o painel do Senado, primeiramente fez uma encenação chorando dizendo ser inocente, ao perceber que seria cassado renunciou para não perder os direitos políticos. Porém, logo em seguida candidatou-se a governador de Brasília e foi eleito – diga-se de passagem – foi eleito por uma sociedade que teoricamente sua maioria é politizada, possui bom nível social, econômico e educacional.

          Em suma, quando vemos que os maus políticos são eleitos por todas as classes sociais. Que são eleitos por eleitores independente o nível social, cultural e educacional chegamos a conclusão que realmente a questão da melhoria da classe política passa pela melhoria da sociedade; não no sentindo educacional, mas no de valores morais e espirituais.

Ataíde Lemos

sábado, 13 de março de 2010

Lula, o poder e a exclusão















          Ainda que não concordemos com as divisões de classes sociais, espirituais, culturais entre as pessoas; mesmo que professemos que todos são iguais perante Deus e os homens; ainda que insistamos que todos têm os mesmos direitos vivemos numa constante segregação entre uns e outros. O mundo sempre foi assim e, observamos que mesmo com a evolução cultural do homem esta realidade continua do mesmo jeito.


         Esta divisão entre pessoas constrói o sentimento denominado complexo de inferioridade em nível psicológico. Se por um lado, este sentimento de inferioridade pode produzir um efeito positivo, ou seja; na ânsia de conquistar seu espaço social, espiritual; na busca de sua inserção na sociedade o homem se esforça e conquista alguns de seus objetivos, atingindo projeções na área econômica, política, cultural, etc., por outro lado, mesmo com esta ascensão ele vai percebendo que não ocupou seu espaço plenamente. Percebe que com todos os holofotes projetando-o, psicologicamente se sente ainda segregado, isto é, não incluso onde desejaria.

          Iniciei com esta colocação, por ver algumas atitudes de personalidades que se fizeram nas áreas financeira e política, porém, ainda continuam fora de um grupo social, e assim, se sentem excluídas, mesmo que não admitam. Como exemplo, cito o presidente Lula.

           Lula teve uma trajetória brilhante, isto é preciso admitir, mesmo aqueles que não simpatizam com ele. Saiu do sertão, fez o trajeto como tantos migrantes nordestinos buscando a sorte na cidade grande. Com seu carisma, pouco a pouco foi conquistando seu espaço no mundo político através de sua atuação como sindicalista. Aproveitou a oportunidade do regime militar – é preciso frisar que, mesmo Lula tendo sido preso no período da ditadura, se o Brasil não tivesse passado por esta página negra de sua história política, certamente ele teria sido apenas mais um retirante e ilustre desconhecido.

          Pois bem, deixando esta página para trás, Lula conseguiu através de seus méritos e aproveitando as oportunidades conquistar seus sonhos, porém é notório que mesmo com tanto poder, com tanta ascensão política e econômica, mesmo sendo um presidente eleito por dois mandatos e que tem grande probabilidade de eleger sua sucessora ainda se sente excluído. Com toda sua visibilidade não conseguiu se inserir onde desejava; fazer parte da tão chamada “elite” da sociedade.

          Faço esta análise por perceber em Lula certo dissabor no tom das palavras quando se refere a uma parcela da sociedade, os intelectuais. Ainda que na maioria das vezes se vanglorie do cargo que postula, sente-se excluído por ser alguém que não estudou – é preciso ressaltar que se Lula não cursou um nível superior de ensino é porque não quis, pois a partir do momento que se tornou sindicalista e político recursos financeiros não lhe faltaram.

          Em suma, este seu sentimento de exclusão é notório na maneira como ele se posiciona e se expressa quando recebe críticas. Lula antecede o que os outros falariam de alguns acontecimentos que lhe são desfavoráveis, usando-o como mecanismo de defesa se fazendo de vitima da sociedade, deixando visível seu complexo de inferioridade. Enfim, se por um lado ele se sente vencedor pelo que conquistou, por outro, se sente frustrado porque mesmo sendo presidente da república em seu emocional se sente um excluído.

Ataíde Lemos

sábado, 30 de janeiro de 2010

Decreto Presidencial sobre Direitos Humanos













          Há certas interpretações difíceis de entender, por exemplo, grande parte da sociedade critica a entidade dos Direitos Humanos, dizendo que ela apóia bandidos. Enfim, que os Direitos Humanos acoberta os “ditos maus”.

          Não entendo assim, pelo contrario, acredito que os Direitos Humanos defende o Ser humano, independente seja negro, branco, rico, pobre, mulheres, idosos, crianças, presos, vitimas, etc. Em suma, como o nome diz; os Direitos Humanos defende os Seres humanos.

          Certamente, se criou este pejorativo sobre os Direitos Humanos, por ele acabar sempre se propagando mais em relação às minorias, ou melhor, a maioria, pois os Direitos Humanos defende os pobres, as etnias e os grupos sociais de minoria (sendo a maioria da sociedade) que são vistas de maneira preconceituosa por grande parte da sociedade.

          O que ocorre é que, muitos se sentem cidadãos, acreditam que possuem todos seus Direitos respeitados, sendo assim, acabam não precisando buscar ajuda na entidade e desta maneira, passam a ter conotação negativa sobre a instituição Direitos Humanos.

          Pois bem, se os Direitos Humanos tem como princípios defender os Direitos Humanos, e principalmente, daqueles que são mais desprotegidos e que necessitam de sua intervenção como aceitar que o Estado, que por sinal, é um dos maiores descumpridores dos Direitos Humanos, pode ter a tutela da informação? Querendo punir com ameaças de cassação de empresas de mídia?

          Os Direitos Humanos tanto podem ser desrespeitados pela sociedade como pelo Estado, como querer punir os que são responsáveis por cumprir as Leis Constitucionais, como no caso dos militares, e não punir aqueles que muitas vezes, em nome da democracia mataram, criaram milícias, saquearam civis, etc.? Aqueles que de alguma forma agiram como terroristas? Dois pesos e duas medidas? Certamente, não havia como os militares ficarem calados diante o Decreto Presidencial sobre dos Direitos Humanos da forma como o governo pretendia elaborar.

          Por fim, os Direitos Humanos visa defender a todos, no entanto, se destaca por defender os que não tem voz, vez e nem cidadania respeitada, como então defender o aborto? Entre todos os que não se podem defender está a criança no ventre. A Lei dá para ela o Direito, que é nascer tanto que se praticar aborto, segundo a Lei vigente é crime e quem pratica é submetido ao Código Penal. Como banir este Direito a ela? Em suma, todo Direito, termina quando inicia o Direito do outro, sendo assim, é importante ressaltar que todos os Direitos são derivados do maior que é o Direito a Vida, partindo desta primícia, até mesmo, o Direito sobre nosso corpo é submisso ao Direito à Vida.

          É lamentável o tal Decreto Presidencial, pois é uma aberração aos Direitos Humanos. É na verdade, o lançamento da Anarquia Institucional retirando da sociedade seus Direitos.

Ataíde Lemos

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Lula e o PT
















          Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT) brincam com a sociedade brasileira. É muito triste assistir o que ultimamente estamos vendo. Primeiro, Lula lança um suposto Decreto dos Direitos Humanos e quando vê a reação da sociedade de um modo geral incluindo a imprensa, os militares e a igreja católica reagindo veementemente contra, ele vem com a conversa de que assinou sem ler.. No entanto, o estrago foi grande, pois Lula provocou duas grandes instituições que é a Imprensa (4º Poder), a Igreja Católica, entidades estas que são grandes formadoras de opinião.

          Um Decreto dos Direitos Humanos que é reacionário e visa o controle total da sociedade pelo Estado, isto é, ao invés de promover os Direitos Humanos, a democracia, faz o contrario, retira os direitos dos cidadãos.

          Lançou o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), em inícios de seu 2º Mandato e não executou nem 10 % segundo a imprensa. Enfim, vai aos Estados fazer palanque eleitoral inaugurando apenas pedras fundamentais do PAC. Lançou o Plano Minha Casa Minha Vida, um plano revolucionário sobre a habitação, as pessoas fizeram seus cadastros e de vez em quando algumas casas são entregues com um marketing fabuloso. Para agradar o Movimento dos Sem Terra, prometeu lançar Decreto exigindo dos produtores rurais maior índice de produtividade no campo, com ameaças de desapropriação, ao ver reação contraria das entidades que representam a produção rural, inclusive encontrando resistência dentro do próprio governo, através do ministro da Agricultura Reinhold Stephanes, o qual faz parte de sua maior base de sustentação o PMDB, silenciou e não se toca mais no assunto. Por fim, Lula lançou o Pré-sal como se fosse algo do outro mundo, fez um enorme marketing em seu lançamento levando a mídia ficar o tempo todo com matérias sobre o tal Pré-sal como se no dia seguinte o Brasil entraria no rol dos Países do 1º mundo e que os pobres teriam como num passe de mágica uma Saúde, Educação de um dia para o outro. Enfim, Lula abusa de sua popularidade e joga para a platéia seus Planos e Decretos mirabolantes para sentir a reação da sociedade, se ela assimilar ele ganhou, se não, vem com suas desculpas. Esta tem sido a tônica de seu governo.

          Agora outro fato lamentável é a atitude do PT. Acreditando que o povo não tem memória e que a popularidade de Lula abafa a vergonha de seu passado, retorna formalmente em sua cúpula os principais articuladores do mensalão, com o argumento de que estes mensaleiros são indispensáveis para as pretensões políticas que PT, que é a eleição presidencial .

          Em suma, este é nosso presidente e estes são os que nos governam. Um presidente que tem a capacidade de chegar a publico e dizer que assinou um Decreto Presidencial sem ler. Que lança Planos mirabolantes e demagógicos. Também estes são os que governam e querem governar o País como os mensaleiros do PT, os cacifes do PMDB que envergonharam e destruíram a imagem do Senado Federal.

Ataíde Lemos

domingo, 24 de janeiro de 2010

Eleições Presidenciais de 2010




        









       Em 2010 o assunto em pauta na política é a disputa da eleição presidencial que se canaliza em dois candidatos Dilma (PT) e Serra (PSDB).

          Como tem sido de costume, após a derrota vergonhosa de Ulisses Guimarães, na época principal líder político do PMDB, ele (PMDB) resolveu manter-se no Poder Central indiretamente, através do apóio condicional ao vencedor das eleições presidenciais.

          Na era Fernando Henrique Cardoso (FHC) e agora no governo de Lula (PT), o PMDB mesmo sendo um grande partido político, é um Partido covarde, por não dar as caras aos eleitores na disputa a presidente da republica pelo trauma que a derrota que Ulisses proporcionou. É covarde, pois possui bons nomes em seus quadros, porém é governado por 3 ou 4 políticos que, na verdade, não tem nada haver com a história do PMDB, que outrora foi digno de respeito e admiração. Também é um Partido covarde, pois disputar uma eleição a nível federal majoritária, não implica em deixar de fazer parte do governo que seja vitorioso nas eleições, pois todo Executivo precisa de uma base política para lhe dar sustentação.

          Pois bem, PMDB a parte, tudo se desenha para que o PT governe mais 8 anos o Brasil, ainda que Dilma seja uma ilustre desconhecida, ainda que seja uma pessoa sem referencia política. Mesmo que Dilma nunca tenha participado de um cargo político eletivo ela tem atrás de si um presidente da republica com 80% de aprovação popular. Tem por trás de si a máquina de recursos financeira e administrativa. Por trás de si, tem uma quantidade de Partidos Políticos de Esquerda, de Centro Esquerda, e de Direita dando-lhe apoio . Tem o maior Partido político a seu favor; o PMDB. E por fim, Dilma concorre com um candidato que carrega em si a imagem de um ex-presidente que foi banido pela sociedade. A eleição de Lula, não se deu pela sua grande capacidade administrativa, até porque nunca participou como executivo a nível municipal, estadual, mas se deu através do voto de protesto e de mudança, pois a sociedade já não aceitava mais o grupo de FHC. Em suma, Serra faz parte deste grupo e carrega sobre si a imagem rejeitada pela sociedade de FHC.

          Infelizmente, somente a cúpula do PSBD, principalmente os paulistas, não se dá conta disto. Deixam se levar por pesquisas onde coloca Serra com bom índice nas pesquisas. Uma ilusão que, às vezes parece ser até fabricada, por grupos que têm interesse em manter o PT no Poder.

          Essa aglutinação de Partidos apoiando Dilma por um lado, e o DEM – que está com a imagem abalada pelo escândalo de Brasília – apoiando Serra por outro, inibiu o surgimento de novos candidatos presidenciais de expressão e projeção nacional, com exceção a Marina Silva, mas até o momento um nome que não decolou, embora foi recebido com grande otimismo quando ela desligou do PT e teve o nome cogitado como candidata presidenciável.

          O PSDB teve um grande nome que poderia fazer frente a Dilma, este candidato é Aécio Neves, pois Aécio representa o novo, um político de um grande Estado (Minas Gerais). Um governador que está saindo do governo com alto índice de aprovação e que deve eleger o seu sucessor. No entanto, percebendo a manobra e o interesse de seus correligionários, abriu mão da candidatura ao planalto para ser senador pelo estado de Minas Gerais.

          Enfim, este é cenário político e que não precisa ser profeta para saber qual será nosso novo Presidente, ou melhor, nossa presidenta. Só uma duvida nunca saberemos: se a estratégia de eleger Dilma não é também de parte da cúpula de alguns mandatários do PSDB, afinal alguns deles que fazem parte da cúpula do PSDB são adeptos do Foro de São Paulo, entidade esta que tem um projeto de Poder para América Latina e para o mundo, segundo alguns filósofos conhecedores dos ideários desta entidade.

Ataíde Lemos

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Uma Década de Catástrofes Ambientais e de Violência



    









          Difícil deixar de se emocionar com as tragédias ambientais e a violência que vem ocorrendo em todas as partes do mundo, inclusive no Brasil.

          O ano de dois e dez já iniciou deixando registrado na história duas grandes catástrofes ambientais; uma ocorreu no Brasil onde fortes chuvas vitimaram dezenas de pessoas em Angras dos Reis, e varias vitimas em outras localidades do Brasil. A outra catástrofe ocorreu no Haiti, segundo alguns dados, podem pode chegar a 200 mil o número de mortos. Um terremoto que causou grande comoção no mundo inteiro tanto pela intensidade do tremor de terra quanto pelo numero de mortos e feridos, e por fim, ter ocorrido num País extremamente pobre.

          Como se previa, não ocorreu, ou seja, o mundo não acabou em 2000, contrariando os profetas do holocausto, ou mesmo os fundamentalistas bíblicos, mas certamente após 2010 temos visto catástrofes e mais catástrofes tanto naturais como o da violência que tem dizimado grande parte da sociedade em diversos países.

           Então fica a pergunta: é o cumprimento da profecia? Para os que pensam mais com a razão que com a emoção; não. Para os intelectuais, os estudiosos o que está acontecendo sejam as catástrofes naturais como terremotos, tsuname e mesmo a violência entre os povos sempre ocorreram ao longo da história do mundo.

           Pois bem, profecia a parte, o fato é que estamos vivendo uma década de muitos desastres ambientais. Uma década onde a violência cada vez mais tem imperado entre os povos. Estamos vivendo um momento onde o mundo se aproximou, devido a globalização, onde a diplomacia tem sido a tonica na busca de conflitos entre países. Estamos vivendo uma era onde as nações se reúnem para discutir a miséria, procurando encontrar propostas, no entanto, a miséria cada vez está mais acentuada. Uma era onde se fala mais de paz, porém alguns paises sejam eles por seus lideres ou por legiões de terroristas espalham o medo por todos os continentes. Estamos vivendo uma era onde a pauta das discussões mundiais é a preocupação com o meio ambiente, no entanto, parece que ele (meio ambiente) anda revoltado e espalhando terror em todos os países.

          Muitos podem até questionar: “muita reunião e pouca resolução concreta”, mas um fato não se pode negar, se há tais Conferencias, etc. é um grande passo, pois no passado nada disto havia. Sendo assim, as Conferencias entre nações de pontos globais significa evolução da sociedade em relação à postura delas quanto às questões humanitária, ambientais, etc.

         Enfim, de tudo o que vem ocorrendo, duas coisas certamente devem provocar no homem reflexão: primeiro, a sociedade por meio de seus lideres políticos e religiosos, lideres sociais precisam agir mais e discursar menos transformando as divergências em convergências. Precisam deixar de lado as vaidades e ambições unindo-se na formatação de Tratados e Acordos mundiais visando à preservação do meio ambiente, erradicação da miséria bem como a diminuição da violência;
        
     Segundo; já que a grande maioria da sociedade mundial professa algum tipo de espiritualidade, estas catástrofes servem como alerta espiritual. Neste mundo, não somos donos de nada, as catástrofes ambientais, a violência matam pobres e ricos, ateus e espiritualistas. Enfim, como de todo mal se tira algum bem, certamente, as catástrofes devem tirar um bem, que é mudança de comportamento do homem em relação a vida como também a mudança de pensamento em relação ao ter ao prazer e ao poder.

Ataíde Lemos

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Tributo a Zilda Arns
















De tempo em tempo
Uma estrela após brilhar
Para outro cosmo vai iluminar.
Há estrelas que cantam
Encantam com sua beleza
São os grandes gênios da arte.
Há outras estrelas que nos comovem
Com sua Luz que irradia
Pois transformam homens
Em Seres humanos.
A estrela parte
Porém, sua luz permanece
Tão mais radiante que outrora
Seu reflexo jamais se apaga
Nos corações.
As estrelas se vão
Mas deixam a missão.
Uma estrela partiu
Da maneira como surgiu
E da forma como viveu
Na humildade, simplicidade e amor
Vislumbrando a esperança
Em tantas crianças
Transformando-se numa grande Mãe
E que agora deixa para seus filhos
A incumbência de continuar
Praticando a caridade
Erradicando a desnutrição
E dando dignidade
Aos filhos excluídos de nossa Nação.

Ataíde Lemos

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

2010; Ano Eleitoral



















          Mais um ano se inicia, muita festa, muita alegria, mas sobretudo muita esperança. O ano de 2010, será um ano eleitoral. O povo brasileiro mais uma vez irá ás urnas para escolher seus novos dirigentes tanto no parlamento estadual e federal como também seus novos governadores e presidente.

          O Brasil na ultima década está sendo marcado pela corrupção política. Fatos estes que tem sido constatado pela mídia o tempo todo. Temos assistido uma verdadeira onda de corrupção política seja por parte das instituições-empresas, seja por empresários de grandes aglomerados. Corrupções generalizadas onde governadores, deputados, senadores estão envolvidos em inúmeros escândalos. Também temos assistidos políticos dizerem que estão se lixando para a opinião pública bem como senadores e deputados que se uniram para não punir seus pares. Um deste acontecimento foi o caso vergonhoso do deputado Edmar Moreira, onde seus pares uniram-se e nada ocorreu com o mandado dele. Também tivemos no Senado da Republica, senadores e senadoras da base do governo e do próprio PT votando NÃO para que não se investigasse as denuncias do senador e presidente daquela Casa José Sarney.

          Certamente, todos estes políticos estarão entrando em sua casa, sem licença previa para pedir novamente seu voto, seja para dar continuidade em seus mandatos ou postulando outros cargos de maior relevância.

          O político, na sua concepção tem a garantia que o eleitor não tem memória. Para ele basta uma boa lábia. Basta dizer o que realizou em seu mandato e o que vai realizar caso se eleja ou reeleja. Basta ter bons cabos eleitorais como prefeitos e vereadores. Enfim, na mente do político, basta ter dinheiro, prestigio que é o suficiente para continuar no poder e assim dar continuidade na corrupção.

          O mais decepcionante é que eles não estão tão errados ao pensarem assim, pois grande maioria do eleitorado não se interessa por política, e assim para eles todos são iguais indiferentemente quem esteja no Poder. E também, acreditam no ditado do tomate pobre, isto é, se colocar um tomate pobre numa caixa de tomates bons estraga a caixa toda; pior é que, no caso dos políticos não e um tomate pobre, mas uma caixa toda e apenas alguns tomates bons.

           No entanto, os eleitores não devem se manter omisso a política e nem na escolha de candidatos, pois sua decisão tem influencia no dia a dia de todos os brasileiros. No mínimo o eleitor precisa ter um espírito de solidariedade, isto é, se para ele pouco importa quem esteja no poder, pense então no próximo, pense naqueles que necessitam da presença do Estado. Procure escolher candidatos que tenham perfis de pessoas éticas, honestas, se errar pelo menos tentou acertar.

          Em suma, que o espírito de natal e que a esperança no ano de que inicia (2010) possa provocar mudanças em nós em todos os sentidos, e de modo especial, nos fazermos sentirmos responsáveis pelo futuro de nosso querido Brasil, escolhendo bons dirigentes, para que de fatos, todos tenham vida e vida em abundancia.

Ataíde Lemos